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Temporal, risco de transbordamentos e temperaturas de 38°C: o que esperar do tempo nos próximos dias?

As áreas do Sul do Brasil devem enfrentar uma mudança nas condições do tempo nos próximos dias. A instabilidade ganha força sobre o centro-sul do Rio Grande do Sul, com previsão de chuva intensa, rajadas de vento, granizo, possibilidade de microexplosões e até tornados.
Segundo a previsão, algumas áreas de soja da região de Pelotas já apresentam formação de nuvens carregadas, mas o cenário tende a se intensificar ao longo da noite e dos próximos dias.
Os modelos meteorológicos indicam acumulados entre 150 e 200 milímetros de chuva até o início da próxima semana, volume suficiente para elevar o risco de alagamentos e transbordamento de rios em diversas regiões do estado.
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Entre domingo (19) e segunda-feira (20), a chuva deve avançar para Santa Catarina e o Paraná. A previsão é de que as instabilidades permaneçam sobre esses estados até aproximadamente os dias 25 e 26 de julho, mantendo o risco de temporais, ventos fortes, granizo e elevados volumes de precipitação, especialmente no centro-sul paranaense.
Enquanto isso, o cenário é oposto nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste, Sudeste e no interior do Matopiba. O tempo firme favorece o andamento das atividades no campo, mas uma onda de calor deve elevar significativamente as temperaturas.
Ao longo da próxima semana, as máximas podem superar 37°C e 38°C em áreas de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, além do Triângulo Mineiro e do interior de São Paulo.
Após a passagem da frente fria pelo Sul, uma nova massa de ar frio deve avançar sobre a região na virada do mês. O sistema ficará concentrado nos estados do Sul e poderá provocar geadas, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
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Mercado imobiliário movimenta R$ 1,8 bilhão no terceiro trimestre em Cuiabá

O mercado imobiliário de Cuiabá movimentou R$ 1,834 bilhão no terceiro trimestre de 2026, estabelecendo um novo recorde para o período. Ao todo, foram comercializados 3.472 imóveis na capital mato-grossense, com crescimento de 25,5% no valor das transações em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), em parceria com a Secretaria Municipal de Fazenda de Cuiabá e com apoio da Fecomércio-MT.
Apesar do crescimento financeiro, o número de imóveis comercializados apresentou retração de 8,63% em relação ao terceiro trimestre de 2025, quando foram vendidas 3.800 unidades. Em contrapartida, o ticket médio por imóvel negociado avançou 37,35%, passando de R$ 384.684,00 para R$ 528.378,00 no período.
O responsável técnico pela pesquisa e vice-presidente do Secovi-MT, Guido Grando Junior, explicou que o perfil de compra dos imóveis tem passado por mudanças, com maior participação de unidades de médio e alto padrão nas negociações.
“O ano de 2025 fechou com faturamento recorde e forte concentração em habitações populares. Já os dados desse terceiro trimestre de 2026 confirmam a migração da demanda para imóveis de médio e alto padrão e produtos de maior valor agregado, elevando a receita global do setor mesmo com menor número de escrituras.”
Já o presidente do Secovi-MT e vice-presidente da Fecomércio-MT, Marco Pessoz, destacou a influência do agronegócio e das atividades econômicas ligadas ao setor na aquisição de imóveis como forma de ampliação patrimonial.
“A forte atuação do setor agropecuário no estado e atividades econômicas ancoradas em setores do comércio e de serviços que atendem à cadeia do agronegócio tem levado investidores a ampliarem seus patrimônios em imóveis, principalmente, na capital do estado”, disse Pessoz.
Entre as regiões com maior movimentação imobiliária na capital, a Leste e a Oeste concentraram quase 65% do valor total negociado, somando R$ 1,19 bilhão em transações. Juntas, as duas regiões contabilizaram 2.115 imóveis comercializados. A Região Leste liderou em valor movimentado, com R$ 596,05 milhões, enquanto a Oeste registrou o maior número de unidades vendidas, com 1.200 imóveis.
Já a Região Sul apresentou o maior crescimento percentual do ticket médio, que avançou 65,64% em um ano, passando de R$ 253,85 mil para R$ 420,48 mil. A Região Norte, por sua vez, destacou-se pelas negociações de imóveis de alto padrão, especialmente no condomínio Florais dos Lagos, onde o valor médio das unidades comercializadas chegou a R$ 3,65 milhões.
Ao avaliar o cenário imobiliário, Marco Pessoz também ressaltou a importância econômica de Cuiabá e de Mato Grosso, relacionando o desempenho local aos indicadores nacionais do setor.
“No âmbito nacional, dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontam alta de 5,4% nas vendas de imóveis no primeiro semestre de 2026 e expansão de 13,1% na oferta de imóveis disponíveis no Centro-Oeste do país na comparação anual.”
Realizado desde 2015 pelo Secovi-MT, em parceria com a Secretaria Municipal de Fazenda de Cuiabá e com apoio da Fecomércio-MT – entidade filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) –, o levantamento utiliza informações do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para acompanhar o desempenho do mercado imobiliário da capital.
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Empresários organizam boicote comercial e sugerem demissões de eleitores de Lula em Lucas do Rio Verde

Integrantes do grupo de WhatsApp “Movimento Direita LRV” e do chat “Engenheiros e Arquitetos”, formados por empresários e profissionais liberais de Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá), iniciaram uma mobilização para boicotar comércios e empresas locais cujos proprietários declararam voto ou comemoraram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.
Além da organização do boicote econômico, o grupo convocou uma manifestação na Praça dos Bandeirantes e passou a compartilhar propostas radicais de perseguição no mercado de trabalho e hostilização de trabalhadores migrantes.
Listas de boicote e incitação à violência política
De acordo com capturas de tela das conversas, os participantes cobram e alimentam abertamente a lista com os nomes e razões sociais de estabelecimentos geridos por pessoas consideradas de esquerda. Em uma das mensagens, um integrante convoca: “Estamos criando uma lista no meu grupo. Entrem e ajudem a compartilhar os comerciantes de esquerda”. Outro membro reforça: “Lista de comerciantes petistas na nossa cidade!!! Ajudem a alimentar e divulgar!!!!”.
Em meio às articulações comerciais, o tom das mensagens escalou para incitações violentas. Um dos participantes chegou a declarar que o cenário político “só na bala agora”, sendo imediatamente advertido por outro membro sobre o risco jurídico de fazer postagens em grupos abertos.
Pressão por exonerações e ataques xenófobos
O movimento também defendeu abertamente a demissão de trabalhadores da iniciativa privada e a exoneração de servidores públicos em razão de suas posições políticas. A nora do prefeito Miguel Vaz publicou em suas redes sociais: “Que os PT sejam exonerados amanhã! Por que tem muita gente BOA procurando emprego!”. Em chats do aplicativo, outros integrantes defenderam não contratar profissionais alinhados à esquerda nem no setor privado nem na administração municipal.
Em áudios e mensagens de texto, participantes do grupo emitiram declarações preconceituosas contra trabalhadores migrantes que chegam ao município em busca de oportunidades no agronegócio e no comércio. Um dos áudios sugeriu o bloqueio do transporte rodoviário: “Barrar todos os ônibus que chega de lá, eles ficam todos aqui na Havan esperando por emprego… povo burro”.
Posicionamento oficial da Prefeitura
Procurado para comentar as declarações públicas de sua familiar e o clima de tensão política na cidade, o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, encaminhou nota oficial de esclarecimento:
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Polícia Penal deflagra Operação Muralha com varredura simultânea nas 42 unidades prisionais de MT

Mobilização nacional e estadual iniciou às 6h para apreender celulares, armas e drogas; grupos especializados atuam nos presídios da Grande Cuiabá
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT), por meio da Polícia Penal, iniciou às 6h uma operação simultânea de busca e apreensão nas 42 unidades prisionais de Mato Grosso. Denominada Operação Muralha, a ação tem como objetivo localizar e apreender aparelhos celulares, entorpecentes e outros materiais não permitidos no interior dos estabelecimentos penais, além de reforçar os procedimentos de segurança e disciplina.
A operação mobiliza policiais penais em jornada extraordinária voluntária. A realização simultânea das revistas busca evitar a transferência de materiais ilícitos entre unidades e reduzir a possibilidade de comunicação antecipada sobre os procedimentos.
Na Capital, a operação conta com o apoio das forças especializadas da Polícia Penal: Grupo de Intervenção Rápida (GIR), Serviço de Operações Especiais (SOE) e Canil. As equipes atuam na Penitenciária Central do Estado (PCE), na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, no Centro de Ressocialização de Várzea Grande (CRVG) e na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas.
A Operação Muralha integra as estratégias de enfrentamento à entrada e à permanência de materiais ilícitos nas unidades prisionais. A presença desses objetos pode comprometer a segurança de servidores e custodiados, a disciplina e a execução penal, além de possibilitar a continuidade de atividades criminosas a partir do ambiente prisional.
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, destaca que a atuação coordenada fortalece os procedimentos de segurança e amplia a capacidade de prevenção e fiscalização no Sistema Penitenciário.
“A Operação Muralha demonstra o compromisso da Secretaria de Estado de Justiça e da Polícia Penal com a segurança das unidades prisionais de Mato Grosso. A atuação simultânea nas 42 unidades fortalece o controle, dificulta a circulação de materiais ilícitos e contribui para impedir que atividades criminosas continuem a partir dos presídios. Nosso objetivo é manter um sistema prisional mais seguro, com disciplina, responsabilidade e valorização do trabalho dos policiais penais”, afirmou o secretário.
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