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15 de maio de 2026

Sustentabilidade

Para produtores, conflito no Oriente Médio mexe principalmente com preço de fertilizantes

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A maior parte dos produtores rurais entende que o principal impacto do conflito no Oriente Médio sobre a agronegócio brasileiro está ligado ao custo dos fertilizantes.

Em enquete realizada no YouTube do Canal Rural, 58% das 428 pessoas que votaram acreditam que o maior impacto da guerra no setor é a possíbilidade de aumento no preço desse insumo. Já para 34% dos votantes, o custo dos combustíveis é que seria o mais impactado. Outros 8% cravaram no custo da logística como a principal consequência.

A guerra no Irã, iniciada por Estados Unidos e Israel, já tem mais de dois meses de duração, com impactos nessas três áreas. Com dificuldades de logística no Oriente Médio, o preço de combustíveis e fertilizantes vai pesar na próxima safra de grãos do Brasil.

“A gente já sabe que a safra 26/27 vai custar mais caro em termos de gasto com fertilizantes, defensivos, diesel. Esse impacto vai proporcionar uma elevação nos nossos custos”, afirma o pesquisador Mauro Osaki, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

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Sustentabilidade

Produzir um hectare de milho custa mais de R$ 4,8 mil em MS – MAIS SOJA

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Produzir um hectare de milho em Mato Grosso do Sul na safra 2025/2026 custa, em média, R$ 4.837,11. O dado é do boletim técnico da Aprosoja/MS, elaborado pela equipe técnica e econômica, que analisou os custos de produção considerando uma produtividade média estimada em 84 sacas por hectare. O levantamento mostra que o custo total equivale a 89,58 sacas por hectare, acima da produtividade esperada, indicando um cenário de prejuízo primário para produtores que cultivam milho como safra única.

O estudo utilizou como referência o preço médio de R$ 51 por saca de milho, calculado a partir de dados coletados semanalmente pela Aprosoja/MS em cooperativas, cerealistas e tradings do Estado.

Entre os itens que mais pesam no bolso do produtor estão os fertilizantes, responsáveis por 40,88% do custeio da lavoura, seguidos pelas sementes de milho, que representam 26,13% das despesas de custeio.

O boletim também mostra que produtores que utilizam o milho em sucessão à soja apresentam melhor viabilidade financeira. Nesse sistema, parte dos custos fixos é amortizada pela safra de soja, reduzindo o custo para 66,17 sacas por hectare. Com isso, a margem produtiva positiva pode chegar a 17,83 sacas por hectare.

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Segundo o analista de Economia, da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o momento exige cautela e gestão eficiente da propriedade rural. “O produtor de safra única enfrenta um cenário de custos acima da produtividade média esperada, o que compromete diretamente a rentabilidade. Já o produtor que trabalha com o milho em sucessão à soja consegue diluir parte dos custos e obter uma margem mais favorável. Ainda assim, a volatilidade das variáveis globais e os riscos climáticos exigem planejamento rigoroso e gestão financeira eficiente para reduzir possíveis impactos econômicos”, avalia.

O comparativo entre as safras 2024/2025 e 2025/2026 aponta estabilidade relativa nos custos de produção, apesar do aumento em praticamente todas as variáveis analisadas. A análise reforça que produtores com planejamento financeiro estruturado tendem a estar mais preparados para enfrentar oscilações do mercado e custos elevados.

Acesse o boletim completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Adjuvantes deixam de ser coadjuvantes em uma safra cada vez mais pressionada pelo clima – MAIS SOJA

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Por Leandro Viegas

O agronegócio brasileiro vem aprendendo, safra após safra, que produtividade não depende apenas de genética, fertilidade do solo ou da escolha correta dos defensivos agrícolas. Em um cenário de clima cada vez mais instável e janelas operacionais mais curtas, a eficiência da aplicação passou a ocupar papel estratégico dentro do manejo agrícola. E, diante da possibilidade de formação do El Niño ao longo de 2026, os adjuvantes deixam definitivamente de ser vistos apenas como componentes auxiliares da calda para assumir posição relevante na busca por produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

As previsões climáticas reforçam esse alerta. Dados recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base em informações do CPC/NOAA, apontam probabilidade superior a 60% de formação do El Niño já entre maio, junho e julho de 2026. Para o trimestre seguinte, entre junho, julho e agosto, essa chance sobe para 79%, podendo ultrapassar 90% a partir de agosto.

Na prática, isso representa um cenário de maior instabilidade para o produtor rural. Historicamente, o El Niño provoca comportamentos distintos nas regiões agrícolas do Brasil: enquanto o Sul tende a registrar aumento no volume de chuvas, áreas do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste podem enfrentar períodos mais intensos de seca e irregularidade hídrica. O resultado é um ambiente operacional mais complexo, com excesso de umidade em determinadas regiões, dificuldade de entrada de máquinas, aumento da pressão de doenças fúngicas e redução das janelas ideais para pulverização.

Nesse contexto, o agricultor não pode olhar apenas para o produto aplicado, mas para a qualidade de toda a operação. Uma aplicação eficiente é fundamental para proteger o investimento realizado em defensivos e garantir que a lavoura receba, de fato, o manejo planejado.

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O desafio ganha ainda mais relevância diante da dimensão econômica da próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2025/26. Somente a soja deve alcançar 177,8 milhões de toneladas, enquanto o milho pode chegar a 138,3 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a própria Conab já aponta impactos climáticos importantes sobre o andamento das operações agrícolas, especialmente em regiões onde o excesso de chuva atrasou a colheita da soja e comprometeu o calendário da segunda safra de milho.

Esse cenário evidencia uma realidade cada vez mais presente no campo: a tecnologia de aplicação deixou de ser apenas um detalhe técnico e passou a ser uma ferramenta de gestão agrícola. A Embrapa já destaca há anos que o objetivo de uma pulverização eficiente é aplicar a menor quantidade necessária de ingrediente ativo diretamente sobre o alvo, maximizando a eficiência e reduzindo perdas por deriva, evaporação ou contaminação fora da área desejada.

É justamente nesse ponto que os adjuvantes passam a ganhar maior protagonismo técnico. Durante muito tempo, esses produtos foram tratados apenas como complementos da mistura de tanques. Porém, diante das atuais condições climáticas, essa visão se mostra limitada. Temperaturas elevadas, umidade relativa irregular, chuvas frequentes e necessidade de operações mais rápidas exigem que cada aplicação entregue o máximo desempenho possível.

Os adjuvantes mais modernos exercem funções fundamentais dentro da tecnologia de aplicação. Dependendo da formulação, podem contribuir para melhorar o espalhamento, a cobertura, a aderência das gotas, a estabilidade da calda e a redução de perdas durante a pulverização. Na prática, ajudam o defensivo a atingir melhor o alvo e permanecer em condições adequadas para desempenhar sua função mesmo em ambientes mais desafiadores.

Mais do que um ganho técnico, trata-se de uma necessidade econômica. Uma pulverização mal executada não representa apenas desperdício de produto, ela pode gerar necessidade de reaplicação, aumento do custo operacional, maior consumo de combustível, mais horas de máquina e risco de redução no controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Em uma safra pressionada pelo clima, erros operacionais custam caro.

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Por isso, acredito que o mercado precisará evoluir rapidamente na forma como enxerga os adjuvantes. Eles não devem mais ser considerados itens secundários dentro da pulverização, mas ferramentas estratégicas de eficiência operacional. Claro que os resultados dependem de uma série de fatores integrados, como recomendação técnica correta, regulagem adequada dos equipamentos, escolha das pontas de pulverização, volume de calda e condições climáticas favoráveis no momento da aplicação.

Ainda assim, fica cada vez mais evidente que aplicar bem será tão importante quanto escolher bem o defensivo agrícola. O produtor que conseguir extrair maior eficiência de cada operação terá vantagens importantes em produtividade, redução de desperdícios e sustentabilidade.

A próxima safra pode marcar definitivamente essa mudança de percepção no campo. Em uma agricultura cada vez mais pressionada por clima, custos e necessidade de precisão, os adjuvantes deixam de ser acessórios da pulverização e passam a ocupar papel estratégico no manejo agrícola moderno.

Sobre o autor: Por Leandro Viegas é Administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Brasil atinge 31% de participação no comércio global de algodão em 2024/25, aponta anuário do Cotton Brazil – MAIS SOJA

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Lançado nesta quarta-feira (13/05), o Anuário Cotton Brazil 2025 reúne os principais resultados e números do projeto ao longo de 2025, além de apresentar um panorama da oferta e demanda mundial de algodão no ano comercial 2024/25. A publicação destaca o avanço do Brasil no mercado internacional da fibra, consolidando o país como líder global nas exportações e ampliando sua participação no comércio mundial de algodão, além de trazer números consolidados dos programas SAI, SouABR, SBRHVI e ABR, implementados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.

Destaques do Anuário Cotton Brazil 2025

    • O Brasil manteve a liderança no ranking mundial de exportações e alcançou 31% de participação no comércio global de algodão em 2024/25.
    • A produção mundial de algodão somou 25,3 milhões de toneladas no período. A China liderou o ranking, com 6,4 milhões de toneladas e 25% de market share, seguida pela Índia, com 5 milhões de toneladas e 20% de participação.
    • O Brasil consolidou-se como o terceiro maior produtor global, com 3,7 milhões de toneladas — volume equivalente a 15% da safra mundial — superando os Estados Unidos, que registraram 3,1 milhões de toneladas.
    • Entre os principais produtores, o Brasil registrou crescimento de 17% na produção em relação ao ciclo anterior, enquanto os Estados Unidos avançaram 19% e a China, 14%. Já a Índia apresentou retração de 10%.
    • Bangladesh assumiu a liderança mundial nas importações de algodão, com 1,82 milhão de toneladas adquiridas, o equivalente a 21% do volume global negociado.
    • Vietnã tornou-se o principal destino do algodão brasileiro em 2024/25, importando 531 mil toneladas da pluma nacional, alta de 35% em relação ao ciclo anterior.
    • O relatório também apresenta uma análise do consumo de algodão nos dez países prioritários do projeto: China, Índia, TurquiaPaquistão, Bangladesh, Vietnã, Coreia do SulIndonésiaEgito e Tailândia.

Leia o anuário completo em: Anuário Cotton Brazil 2025

Fonte: ABRAPA

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