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2 de julho de 2026

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Querência entra na reta final para a Abertura Nacional da Colheita do Milho 2026; inscreva-se

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Os preparativos para a Abertura Nacional da Colheita do Milho 2026 seguem a todo vapor na Estância VN, em Querência, região do Vale do Araguaia em Mato Grosso, no dia 3 de junho. Com as máquinas sendo ligadas ao pôr do sol para colher os primeiros talhões, as perspectivas na propriedade são de uma produtividade entre 170 e 180 sacas de cereal por hectare na atual temporada.

Referência em gestão baseada em capital próprio, investimento em armazenagem e controle rigoroso dos custos, a Estância VN é comandada por Irio Guisolphi, produtor rural catarinense que conduz a atividade com foco na independência financeira e em decisões estratégicas que permitam maior previsibilidade e rentabilidade ao negócio.

“Já faz uns 15, 20 dias que começamos a organizar a fazenda para receber todo mundo no evento. Não podemos esperar para a última hora. Estamos terminando de ajustar os detalhes finais”, conta Irio ao projeto Mais Milho.

Querência Abertura Colheita Milho foto Pedro Silvestre Canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O evento integra o projeto Mais Milho, desenvolvido pelo Canal Rural Mato Grosso, afiliada do Canal Rural, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). O evento tem como tema central “Milho: Inovação e Resiliência – Cultivando o Futuro em Tempos de Desafio”. As inscrições para a Abertura Nacional da Colheita do Milho 2026 já estão abertas. Inscreva-se aqui.

O evento chega em um momento decisivo para o agricultor brasileiro. Um cenário de custos elevados, crédito mais apertado e ao mesmo tempo avanços em tecnologia, genética e eficiência que seguem transformando o milho no protagonista do campo.

As colheitadeiras para marcar o início da colheita do milho segunda safra serão ligadas ao vivo a partir das 16h30 (horário de Brasília) no Canal Rural. E pela primeira vez, o Brasil vai acompanhar ao vivo a colheita ao pôr-do-sol, com um retrato do campo que não para, do primeiro raio de luz até o último minuto do dia.

Durante o evento estão programados dois painéis que abordam os desafios e as oportunidades de uma das safras mais estratégicas do país. O primeiro painel fala sobre “Crédito e Oportunidades: Superando Desafios e Colhendo Resultados”, enquanto o segundo “Tecnologia e Resiliência no Campo”.

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Modelo de política agrícola esgotado: ‘É como se o paciente estivesse na UTI’, diz especialista

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Pedro Loyola, coordenador do Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV Agro: “Chegamos ao limite.”

O modelo de política agrícola brasileiro chegou ao limite e já não consegue responder aos desafios enfrentados pelo produtor rural.

Essa é a avaliação do coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola. Segundo ele, o aumento da inadimplência, das recuperações judiciais, do crédito problemático e da dificuldade de acesso ao financiamento mostram que o sistema atual perdeu capacidade de atender o produtor.

A análise ocorre após o governo anunciar, nesta terça-feira (30), R$ 610 bilhões para o Plano Safra 2026/27, divididos entre agricultura empresarial e familiar. “É como se o paciente estivesse na UTI”, resume o especialista.

Para Loyola, os sucessivos anúncios de planos recordes têm colocado o foco no volume de recursos disponibilizados, mas deixam de lado a qualidade do crédito que efetivamente chega ao produtor. “O plano agrícola está focado em volume de crédito e não em dar uma qualidade de crédito para que o produtor tenha chance de pagar. Ele não protege o produtor”, afirma.

Na avaliação do especialista, esse cenário ajuda a explicar por que parte dos produtores tem reduzido a procura pelo crédito oficial. O problema, segundo ele, não está apenas nas taxas de juros, mas também nas exigências cada vez maiores dos agentes financeiros diante do aumento do risco da atividade.

“Quando o banco olha para esse cenário, ele faz o cálculo do risco da atividade, da região e do produtor. A partir daí, passa a exigir mais garantias”, diz.

Segundo Loyola, isso tem levado muitos produtores a recorrerem às chamadas taxas livres, que atualmente podem variar entre 16,5% e 27% ao ano. “Fazer uma safra inteira com taxa livre não fecha a conta”, alerta.

Seguro rural expõe fragilidades

Na avaliação de Loyola, a situação do seguro rural reforça o diagnóstico de que a política agrícola precisa ser revista.

Embora o governo tenha anunciado que a renegociação e a prorrogação das operações de custeio estarão vinculadas à contratação do seguro rural ou do Proagro, ele afirma que ainda faltam informações sobre como essa medida será implementada e, principalmente, quais recursos serão destinados ao programa.

“Pela primeira vez se fala em colocar o seguro rural na sistemática da renegociação. É uma medida positiva, mas ainda é pouco”, avalia.

Além disso, ele ressalta que o Plano Safra não apresentou previsão de orçamento para a subvenção ao prêmio do seguro rural, enquanto ainda existem R$ 141 milhões referentes ao ano passado que não foram pagos às seguradoras.

Loyola aponta ainda que parte relevante dos R$ 473 milhões disponíveis neste ano já foi comprometida, o que reduz a previsibilidade para produtores e seguradoras. “O mercado precisa de previsibilidade para fazer seu planejamento. Isso não veio no Plano Safra”, observa.

Para o especialista, o governo mantém o discurso de que o seguro rural é prioridade, mas isso não se traduz em ações concretas.

O que precisa mudar

Para Loyola, a solução passa por uma mudança estrutural da política agrícola, com maior foco na gestão de riscos.

Entre as medidas defendidas estão o fortalecimento do seguro rural, a ampliação dos recursos para subvenção, a integração entre crédito e seguro e a criação de incentivos para produtores que adotem mecanismos de mitigação de riscos.

Na avaliação dele, reduzir a taxa de juros para quem contrata seguro rural seria uma forma de estimular a adesão ao instrumento e diminuir a exposição tanto dos produtores quanto das instituições financeiras. “Falta criatividade técnica e vontade política para resolver esse problema”, afirma.

Sem uma mudança de direção, afirma Loyola, o país continuará recorrendo a renegociações sucessivas sempre que eventos climáticos ou crises de mercado comprometerem a renda do produtor.

“Chegamos ao limite. O problema não é o modelo do seguro rural. O modelo que está esgotado é o da política agrícola, que olha apenas para o volume de crédito e não para a qualidade desse crédito. Crédito bom é aquele que o produtor tem condições de pagar”, finaliza.

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Colheita de café da Cooxupé avança para 24,9% até 28 de junho

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A colheita de café na área de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), no sul de Minas Gerais, alcançou 24,9% até domingo (28), ante 20% na semana anterior. Segundo a cooperativa, esse é o ritmo mais lento dos últimos anos para o período.

O levantamento da Cooxupé abrange 370 municípios localizados nas regiões do sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo. A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e faz o acompanhamento semanal do andamento da safra no campo.

Na comparação com anos anteriores, o percentual colhido no mesmo período era maior em quase toda a série recente. Em 2025, a colheita chegava a 31,4%. Em 2024, o índice era de 42,3%. Em 2023, atingia 34,6%. Em 2022, marcava 25,7%. Em 2021, estava em 27,3%. Em 2020, chegava a 36,7%.

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Entre as regiões produtoras monitoradas pela cooperativa, o maior avanço até domingo (28) foi registrado nas Matas de Minas, com 30%. Na sequência aparecem o sul de Minas Gerais, com 29,8%, e São Paulo, com 26,5%. O Cerrado Mineiro apresentava o menor percentual, com 16,2%.

Os números mostram avanço semanal de 4,9 pontos percentuais no consolidado da área acompanhada pela Cooxupé, mas ainda abaixo do desempenho observado no mesmo recorte de anos anteriores.

Com 24,9% da área colhida até 28 de junho, a safra de café acompanhada pela Cooxupé segue em ritmo inferior ao registrado no mesmo período entre 2020 e 2025, com diferenças entre as principais regiões produtoras monitoradas pela cooperativa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Após aval do Cade, Amaggi conclui aquisição de 40% da FS

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Foto: Amaggi/Divulgação

A aquisição de 40% da indústria de etanol de milho FS pela Amaggi foi concluída após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com o fechamento da operação, anunciada em maio, a multinacional da família Maggi passa a atuar também na produção do biocombustível, ampliando sua atuação na cadeia do agronegócio.

A transação envolve um aporte de US$ 100 milhões na FS por meio de uma emissão primária de ações, além da compra de participações de acionistas da empresa. Os valores referentes a essa segunda etapa da negociação não foram informados.

O acordo foi anunciado em 13 de maio e dependia do aval do Cade e do cumprimento das condições previstas entre as partes. Com a conclusão do processo, a FS mantém sua estratégia de expansão industrial, enquanto a Amaggi amplia sua presença na industrialização do milho.

As duas empresas têm origem em Mato Grosso. A FS foi pioneira na produção de etanol de milho no Brasil, enquanto a Amaggi atua na produção, comercialização, industrialização e logística de grãos e fibras.

Expansão segue em andamento

A conclusão da operação ocorre em meio ao plano de crescimento da FS. A empresa está construindo duas novas unidades industriais em Mato Grosso.

A fábrica de Campo Novo do Parecis deve entrar em operação no fim de 2026. Já a unidade de Querência tem inauguração prevista para julho de 2027.

Com as cinco plantas em funcionamento, a capacidade instalada deverá alcançar 3,8 bilhões de litros de etanol por ano e cerca de 3 milhões de toneladas de DDG, coproduto utilizado na nutrição animal.

Em nota, as empresas afirmam que “a parceria tem como foco apoiar o crescimento da FS e capturar conhecimentos e sinergias relevantes em áreas estratégicas, incluindo originação de milho, otimização logística e exportações, fortalecendo ainda mais a competitividade das duas organizações”.

Segundo a Amaggi, a operação também representa “mais um passo em sua estratégia de industrialização e verticalização das operações, contribuindo para a crescente diversificação de seu portfólio de negócios”.


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