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28 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Soja sob Pressão: Montanha-russa em Chicago e o “Balde de Água Fria” Chinês – MAIS SOJA

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As cotações da soja voltaram a romper o teto dos US$ 12,00/bushel nesta semana, porém, um forte tombo ocorreu na quinta-feira (14), quando o primeiro mês cotado fechou em US$ 11,74, contra US$ 11,77 uma semana antes.

Se por um lado, a falta de um acordo de paz entre EUA e Irã manteve as cotações do óleo de soja firmes, apesar de leve recuo, o que puxou o grão, enquanto ao mesmo tempo, apesar de confirmar um aumento na área a ser semeada com soja nos EUA, o relatório de maio apontou baixa nos estoques finais daquele país para 2026/27, e mais a especulação dos Fundos, ajudou a manter firme a cotação do grão, por outro lado o mercado esteve atento aos resultados da reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, nos dias 14 e 15 de maio, pois a mesma também trataria da retirada de barreiras comerciais, atingindo inclusive a soja.

Ora, no dia 14 veio um balde de água fria sobre o mercado quando circulou a notícia de que não haverá compras adicionais da China para além do acordo feito em 2025. Com isso, nesse dia, o bushel despencou para o menor nível desde o dia 28/04. Assim se nãotiver mais nenhum novo acordo adicional, Chicago ainda tem espaço para continuar caindo. E se vier acordo adicional Chicago volta a subir.

Em relação ao relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado no dia 12/05, o mesmo apontou uma projeção de produção de soja, nos EUA, em 120,7 milhões detoneladas, contra 116 milhões na safra anterior. A produtividade média seria de 59,4 sacos/hectare naquele país, enquanto a área semeada cresce 4,3%, passando a 34,28 milhões de hectares. Quanto aos estoques finais estadunidenses, os mesmos ficariam em 8,4 milhões de toneladas, contra 9,2 milhões no anterior e 9,9 milhões nas expectativas do mercado. O relatório indicou, igualmente, uma produção mundial de 441,5 milhões de toneladas para 2026/27, após 427,6 milhões no ano anterior, e estoques finais mundiais em 124,8 milhões de toneladas, contra 125,1 milhões um ano antes.

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A futura produção brasileira seria de 186 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina ficaria em 50 milhões. As importações chinesas de soja subiriam para 114 milhões. Com isso, o preço médio aos produtores estadunidenses, para este novo ano comercial, seria de US$ 11,40/bushel, contra US$ 10,40 no atual ano comercial.

Dito isso, o plantio da nova safra estadunidense avança muito bem, a partir de um clima positivo, atingindo, no dia 10/05, a 49% da área esperada, contra a média histórica de 36% para esta data. Do total já plantado, 20% havia germinado, contra 12% na média.

Pelo lado da demanda, as importações chinesas de soja aumentaram em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As mesmas atingiram a 8,48 milhões de toneladas, contra 4,02 milhões em março e 40% acima do registrado em abril/25. De janeiro a abril, a China recebeu 25,2 milhões de toneladas de soja, contra 23,19 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. E aqui no Brasil, o descolamento, para baixo, dos preços nacionais em relação a Chicago continua, com o saco de soja evoluindo especialmente ao sabor do câmbio que, nesta semana, acabou voltando à casa dos R$ 5,00 por dólar, embora o movimento tenha durado pouco tempo. Com isso, no Rio Grande do Sul as principais praças praticaram R$ 113,00 a R$ 114,00/saco, enquanto no restante do país os valores ficaram entre R$ 100,00 e R$ 114,00/saco.

Dentre os porquês, então, de os preços brasileiros da soja caminharem na direção contrária a Chicago, algo pouco comum, está o câmbio. Efetivamente, em meados de maio do ano passado o câmbio, no Brasil, registrava R$ 5,68 por dólar, enquanto no mesmo período de 2026 tem-se R$ 4,89. Ou seja, temos uma valorização do Real, em 12 meses, de 13,9%. Soma-se a isso a safra recorde que o país está terminando de colher (algo entre 178 e 181 milhões de toneladas), na medida em que as perdas no Rio Grande do Sul foram compensadas por maior produção em outras regiões do país, e o quadro explica em grande parte o descolamento dos preços.

Para se ter uma ideia dessa relação, aos valores de hoje em Chicago, se o câmbio fosse o mesmo de um ano atrás, o saco do produto, no Rio Grande do Sul, estaria ao redor de R$ 130,00. Ou seja, 18 reais a mais.

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Dito isso, tem-se que o mercado de sementes de soja deve enfrentar mais um ano de margens apertadas. A dívida do setor da soja passou de R$ 60 bilhões, antes da pandemia, para R$ 180 bilhões atualmente. Em tal contexto, o mercado terá queproteger os clientes que ainda conseguem permanecer no mercado, enquanto a disputa pelos melhores compradores ficará ainda mais intensa.

A safra atual deverá registrar menor disponibilidade de sementes, além de possíveis problemas de qualidade em algumas regiões produtoras, embora o excedente de produto tenda a ser menor do que o observado na temporada passada, quando o excesso pressionou fortemente os resultados do setor. Isso pode ajudar um pouco no resultado final, mas as margens continuarão bastante apertadas.

A competição comercial deve se intensificar em função da restrição de crédito e do aumento do risco financeiro dentro da cadeia do agronegócio. O momento exige maior disciplina financeira e rigor na concessão de crédito, sendo que a mensagem final é de que será um ano difícil na parte comercial e com muita atenção na avaliação de risco dos clientes. Hoje, cerca de 80% do financiamento do setor ocorre via mercado privado, com taxas de juro bem mais elevadas (cf. Agroconsult).

Enfim, em abril o Brasil exportou 16,8 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,4% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril.

No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,2 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período. Já para maio, a Anec espera que o país exporte 16 milhões de toneladas da oleaginosa. Enquanto isso, a exportação de farelo de soja brasileiro foi projetada em recorde de 2,88 milhões de toneladas em maio, contra 2,12 milhões em maio do ano passado.

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Mais grãos, menos espaço: painel revela desafio da armazenagem em MS – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul produzirá 27,9 milhões de toneladas de soja e milho.

Um levantamento realizado pela Aprosoja/MS, identificou um déficit de aproximadamente 12 milhões de toneladas na capacidade de armazenagem do Estado. O diagnóstico considera a média das cinco últimas safras.

Para atender à recomendação técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) seriam necessários 29,22 milhões de toneladas de espaço para armazenamento. Atualmente, a capacidade é de 17,19 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível corresponde a 58,8% da capacidade recomendada.

O Painel de Armazenagem, disponibilizado gratuitamente pela Aprosoja/MS, mostra que o problema é crônico: dos 78 municípios produtores de grãos de Mato Grosso do Sul, 71 apresentam déficit de armazenagem. Dois grandes produtores de grãos de MS: Ponta Porã e Maracaju apresentam juntos, cerca de 2,43 milhões de toneladas de déficit de armazenagem .

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“A análise da capacidade de armazenamento em Mato Grosso do Sul revela um cenário de grande contraste. Embora o Estado possua uma infraestrutura robusta em algumas regiões, a análise detalhada dos dados, cruzando a capacidade estática com a produção agrícola e as recomendações da FAO, evidencia um déficit estrutural significativo que pode comprometer a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense a médio e longo prazo”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes.

Atualmente, o Estado possui 17,19 milhões de toneladas de capacidade estática instalada, distribuída em 799 complexos armazenadores presentes em 65 municípios.

Dourados é o município com maior capacidade, com aproximadamente 2,42 milhões de toneladas, e figura entre os sete municípios que apresentam saldo positivo entre a estrutura disponível e a necessidade calculada. Também estão nessa condição Bataguassu, Batayporã, Porto Murtinho, Sidrolândia, Brasilândia e Três Lagoas.

“Dourados, Sidrolândia, Maracaju, Ponta Porã e São Gabriel do Oeste concentram 49,9% da capacidade de armazenagem identificada no Estado, embora respondam por 37,6% da produção considerada no estudo”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

Logística

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Além de dimensionar a capacidade instalada, o painel permite observar a relação entre armazenagem e infraestrutura logística.  Cerca de 41% da capacidade de armazenagem de Mato Grosso do Sul está concentrada em unidades localizadas em um raio de até 30 quilômetros da BR-163. Considerando as rodovias federais, o percentual chega a 88,6%.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, na ferrovia, o cenário é diferente. “Embora Mato Grosso do Sul possua 1.581 quilômetros de malha ferroviária, apenas 378 quilômetros apresentam circulação regular. O levantamento identificou 306 unidades de armazenagem em um raio de até 30 quilômetros das ferrovias existentes, correspondendo a 41,6% da capacidade estadual. Próximo à Malha Norte, única com operação regular, estão apenas 7,9% da capacidade”.

As hidrovias também apresentam participação reduzida. Apenas 3,9% da capacidade de armazenagem do Estado está localizada em um raio de até 30 quilômetros dos corredores hidroviários analisados.

“A maior utilização do transporte hidroviário pode trazer benefícios significativos para a logística do Estado. Esses corredores ampliam as alternativas de escoamento da produção agrícola e podem reduzir a pressão sobre o transporte rodoviário, especialmente em períodos de maior movimentação da safra. Entretanto, a utilização das hidrovias está condicionada às condições de navegabilidade dos rios, que podem variar ao longo do ano em função dos níveis hidrológicos, impondo limitações à capacidade e à regularidade do transporte. Nesse contexto, a disponibilidade de unidades armazenadoras próximas aos corredores hidroviários pode contribuir para a formação e consolidação de cargas, aumentando a flexibilidade logística e favorecendo um fluxo de escoamento mais regular”, aponta Gabriel Balta.

Rota Bioceânica

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A Rota Bioceânica representa uma grande oportunidade de diversificação das rotas logísticas de Mato Grosso do Sul, ao conectar o estado aos portos do norte do Chile, estabelecendo uma nova conexão do Centro-Oeste ao Oceano Pacífico. O novo corredor permitirá acesso a mercados internacionais, principalmente asiáticos, reduzindo prazos de entrega e a dependência das rotas tradicionais.

Nesse contexto, a expansão da infraestrutura de armazenagem deverá acompanhar a consolidação do novo corredor logístico. A disponibilidade de unidades armazenadoras estrategicamente localizadas pode contribuir para maior flexibilidade no planejamento do escoamento e melhor aproveitamento das diferentes alternativas de transporte. Porto Murtinho, na ponta brasileira da rota, já apresenta superávit de armazenagem; a expansão da capacidade no Oeste e no Sudoeste precisa acompanhar a consolidação do corredor.

Descompasso

Os dados do painel revelam um cenário de crescimento descompassado entre a expansão da infraestrutura de armazenagem e o aumento da produção agrícola, evidenciando que o problema atual não é conjuntural, mas resultado de uma tendência consolidada ao longo de mais de uma década.

O ano de 2023, por exemplo, marca um ponto crítico na série histórica, registrando o maior déficit do período, de 21,53 milhões de toneladas. Esse pico coincide com a maior produção de grãos do Estado, quando a necessidade de armazenagem alcançou 35,07 milhões de toneladas. Esse déficit expõe a vulnerabilidade do sistema de armazenagem sul-mato-grossense diante de safras com altas produtividades, situação que tende a se tornar mais frequente com os avanços tecnológicos e a expansão das áreas cultivadas.

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O Painel

O painel reúne informações da base nacional de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do levantamento de campo do SIGA-MS.

O estudo considera exclusivamente a produção de soja e milho. Para a soja, foi utilizada a média das safras de 2021/22 a 2025/26. Para o milho, foram consideradas as cinco últimas safras encerradas, de 2020/21 a 2024/25.

A atualização do painel amplia a capacidade de visualização sobre um dos principais gargalos da cadeia de grãos no Estado. Mais do que apontar quanto falta armazenar, os dados permitem identificar onde a infraestrutura está concentrada, quais regiões apresentam maior necessidade e quais áreas podem ter potencial para novos investimentos em armazenagem.

O acesso é gratuito, clique aqui.

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Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Soja trava com queda em Chicago enquanto produtor se atenta com o plantio; como ficaram os preços no Brasil?

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O mercado brasileiro de soja apresentou cotações predominantemente mais baixas nesta segunda-feira (28), refletindo as perdas registradas pela soja na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as fortes quedas na Bolsa deixaram o mercado físico basicamente travado.

Silveira afirma que não houve registro de movimentos firmes de negócios, com os players fora do mercado e os produtores também afastados das negociações. Segundo ele, houve alta do dólar e prêmios praticamente neutros, sem movimentações agressivas. “Tivemos altas no dólar e prêmios praticamente neutros, sem movimentações agressivas. Houve queda geral de preços e o mercado segue com pouquíssima liquidez, com ofertas escassas”, comentou.

O analista concluiu que o foco do produtor agora deve estar no plantio da nova safra de soja.

No mercado físico, as cotações ficaram assim:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 156,00 para R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 157,00 para R$ 156,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 151,00 para R$ 150,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 147,00 para R$ 148,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 148,00 para R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 162,00 para R$ 161,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 164,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços bem mais baixos. O dia foi bastante negativo, marcado por um movimento de liquidação de posições compradas. A frustração com a exclusão da soja da proposta de redução de tarifas sobre produtos agrícolas, após a cúpula entre Estados Unidos e China realizada na semana passada, abriu espaço para a correção dos preços.

A China deve reduzir as tarifas sobre uma ampla variedade de produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo milho, trigo, carnes e laticínios. No entanto, a soja, principal produto agrícola importado pelo país asiático, foi excluída da lista de redução tarifária divulgada conjuntamente pelo Ministério do Comércio da China e pela Casa Branca.

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Além disso, os investidores se posicionam diante do relatório de estoques trimestrais norte-americanos de soja, referente à posição de 1º de setembro. A expectativa é de que os estoques fiquem levemente abaixo do registrado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no mesmo período do ano anterior.

A projeção de analistas e corretores entrevistados por agências internacionais aponta para estoques trimestrais de 323 milhões de bushels. O relatório será divulgado às 13 horas, no horário de Brasília, desta quarta-feira (30). Em igual período do ano anterior, os estoques eram de 325 milhões de bushels. Em 1º de junho, data do relatório anterior, os estoques de soja estavam em 1,061 bilhão de bushels.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 30,75 centavos de dólar por bushel, ou 2,33%, a US$ 12,88 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,03 por bushel, com recuo de 29,50 centavos de dólar por bushel, ou 2,21%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 11,60 por tonelada, ou 3,12%, a US$ 359,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,66 centavos de dólar por libra-peso, com retração de 0,18 centavo, ou 0,26%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,78%, negociado a R$ 5,2256 para venda e a R$ 5,2236 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1915 e a máxima de R$ 5,2266.

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Sustentabilidade

Farsul reforça cobrança à ANP sobre diesel no RS – MAIS SOJA

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A Farsul protocolou, nesta sexta-feira (25/9), dois novos ofícios junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para reforçar a cobrança por medidas urgentes diante da crise no abastecimento de diesel no Rio Grande do Sul. O protocolo ocorre um dia depois de o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, ter se reunido novamente com representantes da agência para tratar do tema, que já se arrasta desde os preparativos para o início do plantio da safra de verão.

A entidade vem denunciando o problema desde o dia 11 de setembro, quando alertou para restrições e atrasos na entrega de diesel aos produtores, em um cenário semelhante ao vivido no início de 2026, durante a colheita de arroz e soja. Na ocasião, Domingos ponderou que “o plantio tem uma janela que não pode ser adiada indefinidamente. Sem diesel, o produtor perde o momento adequado, pode reduzir a área plantada e comprometer a produtividade”, e cobrou que o subsídio federal de R$ 1 por litro anunciado em 9 de setembro se traduzisse em preço e em combustível de fato disponível no campo.

Em 15 de setembro, a Farsul protocolou o primeiro ofício sobre o tema junto ao diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, pedindo fiscalização imediata das distribuidoras no Estado, divulgação regionalizada de estoques e entregas, esclarecimento dos critérios de alocação de volumes e um plano de contingência. Dias depois, em 23 de setembro, o presidente esteve em Brasília onde intensificou as tratativas com a agência, resumindo a urgência do problema, “Precisamos da solução para ontem”.

Os novos documentos, Ofício nº 100/2026 e Ofício nº 101/2026, foram assinados por Domingos e endereçados respectivamente a Artur Watt Neto, diretor-geral da ANP, e a Diogo Valério, superintendente de Distribuição e Logística do órgão. Ambos tratam do mesmo assunto, a atualização sobre restrições no abastecimento e a elevação dos preços do óleo diesel no Rio Grande do Sul, e trazem um levantamento coletado na própria sexta-feira junto a produtores rurais, sindicatos rurais e agentes de diferentes regiões do Estado.

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Segundo a Farsul, os relatos confirmam que persistem restrições relevantes na oferta de diesel, sobretudo do tipo S500, além de limitação nas quantidades comercializadas, atrasos nas entregas e forte elevação de preços. Um quadro que, segundo os ofícios, permanece disseminado em diferentes regiões do estado, com empresas sem produto, entregas parciais e prazos incertos.

Entre os casos listados nos ofícios estão Girúá, sem disponibilidade de S500 há mais de 15 dias; Cruz Alta e Santa Maria, com ausência do produto e forte restrição até do S10; e São Vicente do Sul, onde pedidos de dez mil litros têm sido atendidos com apenas cinco mil. Em Tupanciretã, um produtor relatou ter recebido somente 4.500 litros do volume solicitado, sem disponibilidade de S500 para entrega na propriedade. Candelária e Pelotas também aparecem entre os relatos mais recentes, com TRRs sem previsão de fornecimento ou sem S500 disponível.

Os preços informados variam de R$ 6,09 a R$ 8,00 por litro conforme a região e o tipo de diesel. No agregado, a Farsul aponta que o litro do combustível passou de R$ 5,60 em agosto para R$ 7,15 em setembro (alta de aproximadamente 27,7% em um único mês) e de R$ 5,77 em maio, o que representa aumento de cerca de 23,9% no período.

Diante do cenário, a Farsul solicita à ANP a verificação imediata das condições de abastecimento de diesel no Rio Grande do Sul, com foco especial na disponibilidade do S500, nos volumes disponibilizados a TRRs e postos revendedores e nas razões para as restrições verificadas nas diferentes regiões do Estado. A entidade pede ainda manifestação da agência sobre as condições atuais de estoques, produção e distribuição, as perspectivas de normalização do abastecimento e a adoção das providências de fiscalização que a ANP entender cabíveis.

“A Farsul permanece à disposição para fornecer informações adicionais e colaborar com o acompanhamento da situação”, registram os ofícios, “reiterando a urgência de medidas que assegurem regularidade e previsibilidade no fornecimento de combustível aos produtores rurais gaúchos”. Com a safra de verão já em plantio, a entidade deve manter a cobrança junto à ANP e ao governo federal nos próximos dias, à espera de uma resposta concreta sobre a normalização do fornecimento.

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Fonte: Farsul



FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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