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30 de junho de 2026

Business

Conab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve em 357,97 milhões de toneladas a estimativa para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (14). O volume representa alta de 1,6% sobre a safra 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas. O resultado confirma a perspectiva de recorde, sustentada principalmente pelo desempenho de soja, milho e sorgo.

A soja segue como principal vetor de crescimento. A Conab projeta produção de 180,13 milhões de toneladas, com ajuste positivo de 978 mil toneladas ante a previsão anterior, equivalente a 0,5%. Com 98,3% da área colhida, a oleaginosa deve registrar aumento de 8,6 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2024/25, alta de 5%.

No milho, a primeira safra foi estimada em 28,46 milhões de toneladas, avanço de 3,5 milhões de toneladas sobre a temporada anterior. Para o total das três safras, a produção foi projetada em 140,17 milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica. Em relação ao levantamento anterior, houve ganho de 600 mil toneladas, ou 0,4%. A segunda safra, já totalmente semeada, deve atingir 108,46 milhões de toneladas, com recuo de 0,6% ante o ciclo passado, refletindo influência climática em estados como Goiás e Minas Gerais, apesar do aumento de 2,1% na área plantada nacional.

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O sorgo foi estimado em 7,6 milhões de toneladas, crescimento de 23,8%. Segundo o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, a expansão está ligada à migração de áreas inicialmente destinadas ao milho para uma cultura com maior tolerância ao déficit hídrico e adaptação a janelas tardias de plantio.

Entre os recuos, o arroz foi projetado em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,1%, com retração de 13,7% na área plantada. O feijão deve somar 2,90 milhões de toneladas nas três safras, baixa de 5,2%. A Conab informa, porém, que não há risco de desabastecimento no mercado interno. O algodão deve alcançar 3,97 milhões de toneladas de pluma, recuo de 2,6%, e o trigo foi estimado em 6,39 milhões de toneladas, queda de 18,9%, com menor área no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Os dados da Conab indicam que o avanço das culturas de verão e do sorgo compensa perdas em arroz, feijão, algodão e trigo na composição total da safra. O comportamento climático nas regiões produtoras e o andamento da colheita da segunda safra de milho devem seguir como fatores centrais para os próximos levantamentos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Abandono escolar entre alunos da educação especial cresce 185% em MT, diz TCE

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Relatório do USDA deve indicar mais soja e menos milho nos EUA

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O relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), conhecido como Acreage e previsto para esta terça-feira, deve confirmar leve aumento da área de soja e pequena redução da área de milho no país, na avaliação da Hedgepoint Global Markets. A leitura da consultoria é de um efeito moderado sobre o mercado, com viés levemente baixista para a oleaginosa e altista para o cereal, caso os dados venham em linha com o esperado.

Segundo análise divulgada nesta segunda-feira pelo coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, Luiz Fernando Roque, o consenso de mercado aponta área plantada de soja em 85,4 milhões de acres, ou 34,5 milhões de hectares. O volume representa alta de 0,8% frente aos 84,7 milhões de acres, ou 34,3 milhões de hectares, informados em março.

Para o milho, a projeção é de 95,0 milhões de acres, equivalentes a 38,4 milhões de hectares, ante 95,3 milhões de acres, ou 38,6 milhões de hectares, na intenção de plantio divulgada anteriormente. A estimativa indica recuo de 0,4%. No trigo, a expectativa é de estabilidade, em 43,9 milhões de acres, ou 17,7 milhões de hectares.

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Roque afirmou que, se esse ajuste se confirmar, o relatório terá tom levemente baixista para a soja e levemente altista para o milho. A Hedgepoint ressalta que mudanças mais expressivas entre os relatórios de março e junho costumam ocorrer em temporadas com atraso no plantio, o que não ocorreu neste ciclo. Entre abril e maio, os trabalhos avançaram sem grandes interrupções climáticas e em ambiente de campo considerado favorável.

Ainda assim, a consultoria avalia que o cenário regular da temporada não elimina a chance de surpresas. Na leitura de Roque, o produtor norte-americano mantém mais dúvidas em relação à soja, diante das incertezas do lado da demanda, especialmente ligadas à China e à guerra comercial. Nesse contexto, resultados diferentes do consenso, como aumento da área de milho e redução da soja, ou até manutenção das áreas, seguem no radar do mercado.

No cenário central da Hedgepoint, o Acreage tende a ser levemente baixista para a soja, levemente altista para o milho e neutro para o trigo. Se os números divergirem das projeções, a consultoria avalia que a reação em Chicago pode ganhar intensidade.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços do milho serão determinados por clima, etanol e outros 5 elementos

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com queda de 1,20%, enquanto no Brasil, o contrato da B3 seguiu em direção contrária, fechando a R$ 64,29 por saca, alta de 0,59% no período.

A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, sinaliza o que esperar do mercado no curto-prazo. Confira:

  • Pressão de colheita continua: as cotações da B3 e do mercado físico serão estritamente ditadas pelo avanço da colheita do milho safrinha, que deve atingir o seu pico operacional entre a segunda quinzena de junho e meados de julho. Em Mato Grosso, a retirada dos grãos do campo já ultrapassou a expressiva marca de 35,5% da área semeada, apresentando um ritmo bastante acelerado. “Com o clima previsto para continuar favorecendo o trânsito das colheitadeiras, essa inundação de oferta física forçará os preços spot para baixo, tendo a demanda interna como principal piso limitador dessa desvalorização”, destaca.
  • Relatórios USDA: internacionalmente, todos os holofotes estão virados para a divulgação do relatório de Área Plantada e Estoques do USDA na terça-feira (30). O mercado estima que a área americana do milho fique menor. Qualquer surpresa, com números de área inferiores ao projetado, pode gerar um efeito estilingue de cobertura de posições vendidas em Chicago, aponta o documento.
  • Lavouras nos EUA: o monitoramento do Crop Progress norte-americano será crítico, avalia o Grainsights. As mesas de operação especulativas acompanham avidamente as porcentagens de lavouras em condição “Boa e Excelente”. “Como julho marca o período crítico de polinização do milho nos EUA, eventuais bolsões de calor severo nas Grandes Planícies seriam o único gatilho capaz de injetar prêmios de risco consistentes na bolsa”, pontua.
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  • Riscos de geadas: no Brasil, os riscos de “mercado de clima” se restringem ao avanço de frentes polares. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para madrugadas com risco de geadas ao longo do sul do Paraná, Santa Catarina e áreas serranas do Rio Grande do Sul. Assim, lavouras de safrinha semeadas tardiamente nesses estados estão sob alerta máximo para queima por gelo.
  • Exportações em alerta: o escoamento via exportação precisará reagir para aliviar o peso no mercado doméstico, destaca o Grainsights. A redução de estimativas de embarques pelo Brasil aumenta o alerta. “Contudo, se a renovação do cessar-fogo de 60 dias no Golfo Pérsico se sustentar, a redução nos seguros navais pode voltar a baratear os fretes para o Irã (grande comprador nacional), dinamizando os portos do Arco Norte.
  • Demanda interna aquecida: um ponto de sustentação fundamental no mercado interno continuou sendo a gigantesca e crescente demanda das usinas de etanol de milho, indica o relatório. “Com a produção de biocombustíveis em Mato Grosso projetada para crescer 16% na temporada, as indústrias operam com margens saudáveis e originam grãos de forma constante, evitando que a praça do Centro-Oeste sofra quedas ainda mais catastróficas”, salienta.
  • Macroeconomia e oportunidades: no cenário macroeconômico, as recentes decisões de política monetária reforçaram a manutenção de um ambiente de crédito mais restritivo, com o Copom mantendo a taxa Selic em 14,50% ao ano diante da inflação persistente, refletida no IPCA acumulado de 4,72% em 12 meses até maio. No mercado cambial, embora o dólar tenha encerrado a semana em queda, a moeda permaneceu em altos patamares, sustentando a competitividade da soja brasileira e amenizando os efeitos das quedas em Chicago.

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