Connect with us
29 de setembro de 2026

Business

Agro de Mato Grosso liga o alerta para qualificação e impactos da nova jornada

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A falta de trabalhadores já faz parte da rotina de propriedades rurais de Mato Grosso, que recorrem a profissionais de outros estados para manter as atividades. Agora, a possível mudança na jornada de trabalho coloca uma nova variável nesta equação: a necessidade de reorganizar equipes que já são difíceis de formar.

O levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e pelo Senar Mato Grosso mostra que mais de 62% dos produtores de Mato Grosso possuem dificuldade para contratar mão de obra qualificada. Ao mesmo tempo, 83,8% das propriedades entrevistadas precisam contratar trabalhadores, o que mantém a busca por profissionais como um dos desafios para o setor.

O avanço da mecanização também mudou o perfil procurado no campo. Além de operadores de máquinas, produtores precisam de trabalhadores polivalentes e de profissionais capazes de atuar na gestão das propriedades, acompanhando processos, tecnologias e decisões que exigem maior qualificação.

O movimento de trabalhadores em direção a Mato Grosso ocorre tanto entre estados quanto dentro do próprio setor agropecuário. Parte dos profissionais que hoje atua na agricultura veio da pecuária, enquanto outros chegam de regiões como Maranhão e Piauí e passam por capacitação para operar máquinas.

Advertisement

“Mato Grosso na verdade é um importador de trabalhadores de outros estados”, afirma o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, ao Patrulheiro Agro. Ele destaca que essa chegada de profissionais tem contribuído para ampliar a oferta de mão de obra, mas ainda não é suficiente para atender às necessidades do setor.

A busca por pessoas preparadas também tem levado os produtores a investir na formação das próprias equipes. Em propriedades com equipamentos cada vez mais modernos, contratar alguém sem experiência significa, muitas vezes, assumir o custo e o tempo necessários para capacitá-lo.

mão de obra no campo foto pedro silvestre canal rural 2
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Campo precisa de profissionais mais preparados

O levantamento realizado pelo Imea e pelo Senar Mato Grosso mostra que a dificuldade não está restrita às funções operacionais. Entre as demandas identificadas estão operadores de máquinas, trabalhadores polivalentes e, mais recentemente, profissionais preparados para atuar na gestão das propriedades.

“Principalmente nos processos continuam persistindo operadores de máquinas, operadores de mão de obra polivalente”, observa o superintendente do Imea, Cleiton Gauer. Ao mesmo tempo, ele aponta uma mudança no perfil buscado pelos produtores: “O que surgiu de mudanças nesses últimos levantamentos foi a mão de obra capacitada para gestão da propriedade seja um técnico rural, um engenheiro agrônomo ou um veterinário, para conseguir gerir todo esse negócio”.

A qualificação, portanto, acompanha a própria transformação da atividade rural. A tecnologia incorporada às máquinas e aos processos aumenta a necessidade de profissionais que saibam operar os equipamentos e tomar decisões dentro das propriedades.

Para Lucas Costa Beber, a formação precisa estar alinhada às necessidades específicas de Mato Grosso. “Precisamos de maior capacitação e focadas principalmente nas demandas que o estado precisa”, afirma. O produtor também acaba participando diretamente desse processo, já que muitos recorrem a recursos próprios para capacitar funcionários ou contratam pessoas sem experiência, absorvendo os custos dessa preparação.

Advertisement
mão de obra no campo foto pedro silvestre canal rural 4
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Capacitação vira caminho para preencher vagas

O Senar Mato Grosso mantém atualmente 278 cursos voltados às diferentes cadeias produtivas do estado. A oferta inclui agricultura, pecuária, gestão e saúde e segurança do trabalho, além de formações específicas para operação de máquinas, classificação de grãos, agroindústria e utilização de drones.

“Praticamente tudo o que você tiver interesse de aprender no meio rural, o Senar Mato Grosso ele dispõe”, explica o gerente de Formação Técnica do Senar Mato Grosso, Pedro Gabriel Gomes de Souza, à reportagem do Canal Rural mato Grosso. A capacitação também acompanha a diversificação das atividades dentro das propriedades, com treinamentos para operação de máquinas agrícolas, manejo, doma racional de equinos, processamento de produtos e operação de drones convencionais e de pulverização.

O estudo aponta ainda que 81,20% das propriedades já investem na capacitação dos funcionários. O dado mostra que os próprios produtores estão buscando alternativas para enfrentar a dificuldade de encontrar profissionais preparados.

Para o Imea, a dificuldade de contratação também precisa ser observada pelo lado das oportunidades. A remuneração, os benefícios e a possibilidade de crescimento podem funcionar como atrativos para trabalhadores que vivem em outras regiões do país.

Cleiton Gauer considera que o campo pode representar uma mudança de trajetória profissional para essas pessoas. “Ele pode enxergar nisso uma oportunidade de mudar às vezes de momento de vida, uma oportunidade de escala e estabilidade em relação a crescimento na profissão, e encarar Mato Grosso como uma oportunidade às vezes de desenvolver seu futuro e criar e desenvolver sua família por aqui”.

mão de obra no campo foto pedro silvestre canal rural 3
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Jornada pode ampliar necessidade de contratação

É nesse cenário de dificuldade para formar equipes que os produtores passaram a acompanhar também a discussão sobre a mudança da jornada de trabalho. A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados prevê a substituição da escala 6×1 pela 5×2, com jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso, sem redução salarial e implantação gradual. O texto agora aguarda análise do Senado.

Para o campo, a preocupação está principalmente na necessidade de reorganizar as equipes. Em atividades que dependem da presença dos trabalhadores, a redução das horas disponíveis pode exigir mais pessoas para executar as mesmas funções.

Advertisement

A agricultora Edina Ferreira Bueno avalia que esse efeito seria sentido diretamente nas propriedades. “O que cinco fazia, você vai ter que contratar mais dois para poder separar essa jornada e organizar”. A organização também precisaria considerar os períodos de maior demanda, já que, durante a safra, determinadas operações precisam ser realizadas dentro de uma janela específica, aumentando a pressão sobre as equipes disponíveis.

“Cada fazenda vai ter que se adequar à demanda, porque na época da safra o pessoal trabalha mais tempo”, afirma Edina. A preocupação, portanto, não está apenas na mudança da escala, mas na disponibilidade de trabalhadores para substituir aqueles que passariam a ter mais dias de descanso. Em um mercado no qual a contratação já é considerada difícil, ampliar as equipes pode se tornar outro obstáculo.

Produtores pedem regras adaptadas ao campo

Para o presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Eder Ferreira Bueno, as discussões sobre mudanças na legislação precisam considerar a realidade das propriedades rurais. Ele argumenta que os produtores já vêm investindo em estrutura e condições para atrair e manter trabalhadores, com recursos como moradia, alimentação e serviços de apoio.

“Eu acredito que as pessoas que criam as leis elas não estão dentro do campo, então eu gostaria que elas viessem no campo ver como é que realmente funciona uma propriedade rural para que aprendam de uma maneira como é que funciona, como é que tem que ser levado para frente e essas leis sejam criadas de dentro da porteira para fora e não de fora para dentro”, diz.

Na avaliação dele, mesmo com os investimentos feitos pelos produtores, a contratação continua sendo um problema. “Hoje a maioria das propriedades elas tem uma questão de aparelhos com ar condicionado, com cantina, psicólogos, moradia, tudo o que a pessoa precisa e mesmo assim é dificultoso”.

Advertisement

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Agro de Mato Grosso liga o alerta para qualificação e impactos da nova jornada apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement

Business

Novo método da Embrapa estima pegada hídrica de herbicidas até 116 vezes maior na cana-de-açúcar

Published

on

Estudo da Embrapa Meio Ambiente (SP) propõe um novo método para calcular a pegada hídrica cinza — indicador que estima, de forma hipotética, o volume de água necessário para diluir poluentes até concentrações consideradas seguras — que considera o efeito conjunto de diferentes herbicidas presentes nos recursos hídricos.

Ao aplicar a abordagem a produtos utilizados na cultura da cana-de-açúcar, a pesquisa constatou que a estimativa pode ser até 116 vezes maior que a obtida pelo método tradicional.

Enquanto o método tradicional considera cada herbicida isoladamente, o novo modelo leva em conta seus mecanismos de ação e os efeitos que podem produzir em conjunto sobre organismos aquáticos. A pegada hídrica cinza não corresponde ao consumo real de água, mas a um volume virtual utilizado para dimensionar o impacto da contaminação sobre os recursos hídricos.

A pesquisa, desenvolvida pelo pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Lourival Paraíba, não trata da mistura de produtos na calda — preparação feita no tanque do pulverizador para aplicação na lavoura —, mas da ocorrência conjunta de diferentes herbicidas nos recursos hídricos como consequência das aplicações agrícolas.

Na agricultura, parte dos produtos aplicados pode ser transportada pela chuva até rios e córregos ou infiltrar-se no solo e alcançar águas subterrâneas. Nesse percurso, resíduos de diferentes herbicidas podem ocorrer simultaneamente nos recursos hídricos, situação considerada pelo novo método de cálculo.

Advertisement

Segundo Paraíba, essa dimensão do impacto ambiental ainda é pouco percebida no campo. “A pegada hídrica cinza é, em essência, a conta que a natureza paga para limpar a água supostamente contaminada pela agricultura”, explica.

O pesquisador ressalta que o indicador vem ganhando importância também em sistemas de certificação agrícola. “Para os produtores de cana, isso é relevante porque as certificações internacionais — inclusive as que habilitam a exportação de etanol — já começam a exigir esse cálculo”, afirma.

Um impacto muito maior

O estudo analisou 17 herbicidas pertencentes a sete grupos de classificação do Herbicide Resistance Action Committee (HRAC). Ao comparar o método tradicional, conhecido como H-model, com o modelo proposto na pesquisa, a diferença encontrada foi expressiva.

A comparação entre os dois métodos revelou uma diferença expressiva: com o novo modelo, a estimativa da pegada hídrica cinza dos 17 herbicidas foi cerca de 116 vezes maior que a obtida pelo método tradicional. “Quando calculamos a pegada hídrica cinza total dos 17 herbicidas pelo H-model, chegamos a 49,5 bilhões de metros cúbicos. Quando usamos o modelo que propusemos, o valor sobe para 5,74 trilhões de metros cúbicos”, observa Paraíba.

A diferença não ocorre simplesmente porque foram considerados mais produtos, mas sim porque o novo método leva em consideração o comportamento conjunto dos herbicidas de acordo com seus mecanismos de ação.

Advertisement

De acordo com o pesquisador, o método tradicional considera cada herbicida isoladamente. “O problema é que na cana são usados até 17 herbicidas diferentes em uma safra nacional”, afirma.

Ao incorporar a ocorrência conjunta dos produtos nos recursos hídricos e considerar dados de toxicidade para organismos aquáticos, como algas, crustáceos e peixes, o novo método produz estimativas mais elevadas. Nas simulações realizadas, em 95% dos casos, a diferença em relação ao método tradicional variou de 69 a 195 vezes.

O que muda?

A principal inovação metodológica do estudo é combinar a classificação HRAC com dois princípios utilizados na avaliação toxicológica de misturas: a Adição de Concentrações (CA) e a Ação Independente (IA).

Paraíba pontua que, quando substâncias atuam sobre o mesmo mecanismo biológico, sua ação é considerada aditiva. Já quando apresentam mecanismos de ação diferentes, são tratadas como independentes.

“Quando duas substâncias atacam o mesmo mecanismo biológico, seus efeitos se somam. Quando atacam mecanismos diferentes, agem de forma independente – e o efeito total é determinado pelo mais tóxico, não pela soma”, enfatiza.

Advertisement

A classificação HRAC permitiu aplicar essa lógica ao cálculo da pegada hídrica cinza. Para testar a robustez dos resultados, foram realizadas 10 mil simulações de Monte Carlo, método estatístico que repete os cálculos variando parâmetros sujeitos a incertezas. Entre eles estão a toxicidade dos produtos, o escoamento provocado pela chuva e sua degradação no solo. “Isso é muito mais honesto do que um número pontual”, avalia o pesquisador.

Comparação dos escores de herbicidas: modelo CA (determinístico, todos os
herbicidas; barras azuis) versus modelo IA (baseado na classificação HRAC, barras laranjas). Valores mais baixos de escore indicam menor pegada hídrica cinza por hectare.

Número de herbicidas

Um dos resultados mais relevantes foi a influência do número de herbicidas pertencentes ao mesmo grupo de mecanismo de ação. Nas simulações, um dos sete grupos analisados, formado pelos herbicidas ametryn, diuron, hexazinone, metribuzin, tebuthiuron e amicarbazone, predominou em 99,7% dos casos.

“O fato de a pegada hídrica cinza ser governada pelo tamanho do grupo HRAC, e não
pela toxicidade individual de cada herbicida, parece contraintuitivo à primeira vista”, salienta Paraíba.

Segundo o pesquisador, quanto maior o número de herbicidas pertencentes ao mesmo grupo, maior pode ser o impacto acumulado. Por isso, o estudo recomenda evitar, sempre que possível, a combinação de vários produtos com o mesmo mecanismo de ação. Uma das recomendações práticas é evitar, sempre que possível, a combinação de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação.

Advertisement

E o glifosato?

O estudo também ajuda a contextualizar o papel do glifosato nessa avaliação específica. Embora o produto seja frequentemente associado a debates ambientais, Paraíba ressalta que a pesquisa não avaliou todos os aspectos relacionados ao herbicida.

“O debate sobre glifosato envolve muitas dimensões – toxicidade humana, biodiversidade, resistência – que estão fora do escopo deste trabalho”, esclarece.

Na métrica analisada, relacionada especificamente à pegada hídrica cinza e ao impacto sobre organismos aquáticos, o glifosato apresentou desempenho comparativamente melhor. Entre os produtos avaliados, mostrou toxicidade aguda relativamente baixa para algas, crustáceos e peixes.

“Isso não significa que é inofensivo em termos gerais. Significa apenas que, sob a ótica específica da diluição em corpos hídricos, ele impôs menor demanda de água limpa do que outros herbicidas analisados”, revela.

Recomendações para o manejo

De acordo com o cientista, a pesquisa apresenta três recomendações principais para os produtores de cana que desejam reduzir a pegada hídrica cinza associada ao uso de herbicidas.

Advertisement
  • A primeira é priorizar herbicidas de grupos HRAC pequenos ou isolados, como glifosato (G), isoxaflutol (F1) e clomazone (F4), classificados no estudo entre aqueles de menor impacto sobre a água.
  • A segunda é evitar a mistura de dois ou mais herbicidas pertencentes ao mesmo grupo HRAC em uma mesma aplicação, uma vez que seus efeitos podem se somar.
  • A terceira é que, quando for necessário utilizar produtos com o mesmo mecanismo de ação, seja empregado apenas um representante do grupo, evitando a combinação de dois ou mais produtos dessa classificação.

“Essas três regras têm o potencial de reduzir substancialmente a pegada hídrica cinza sem comprometer o controle de plantas daninhas – desde que o manejo integrado seja feito com critério e com orientações agronômicas”, ensina Paraíba.

Metodologia pode ser aplicada a outras culturas

Embora o estudo tenha como foco a cana-de-açúcar, a metodologia proposta pode ser aplicada a outras culturas que utilizam pesticidas. “A metodologia desenvolvida – combinar a classificação HRAC com o princípio de Ação Independente (IA) e a simulação de Monte Carlo – é completamente transferível para qualquer outra cultura que use aplicações de vários herbicidas: soja, milho, algodão ou café”, destaca o pesquisador.

Paraíba também defende a atualização dos protocolos utilizados por sistemas de certificação agrícola, de forma que o cálculo da pegada hídrica considere de maneira mais adequada os efeitos das misturas nos organismos aquáticos.

Para ele, a preocupação central deve ser a proteção da água como recurso compartilhado. “A água é um bem compartilhado. O herbicida que o produtor aplica em sua lavoura hoje pode estar no rio que abastece uma cidade a quilômetros de distância amanhã. Isso não é uma acusação – é uma realidade física”, pondera.

A pesquisa busca justamente transformar conhecimento científico em alternativas aplicáveis ao campo. “Pequenas mudanças nas escolhas de herbicidas podem reduzir significativamente esse impacto, sem comprometer a produção”, conclui.

Advertisement
Continue Reading

Business

Sistema Faep pede mais prazo para entrega da declaração do ITR 2026

Published

on

O Sistema Faep pediu à Receita Federal a prorrogação, por 15 dias, do prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026.

O pedido foi feito por ofício, após produtores rurais do Paraná relatarem travamento e inoperância no sistema, além de dificuldades para concluir o envio. O prazo vigente termina na próxima quarta-feira (30).

Os relatos também envolvem a forma de entrega exigida para imóveis rurais com mais de 100 hectares. Até 21 de setembro, esses contribuintes precisavam usar o serviço online. No entanto, inconsistências cadastrais que não eram recuperadas pelo sistema dificultaram o preenchimento e a transmissão das declarações. Naquela data, a Receita Federal passou a permitir que esse grupo também utilizasse o Programa ITR 2026, instalado no computador.

“Os produtores precisam de condições para cumprir essa obrigação. A lentidão no sistema e a mudança nas opções de entrega nos últimos dias justificam a prorrogação […]”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Como fazer a DITR

A DITR é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural. Quem entregar a declaração após o prazo está sujeito a multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculada sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 50.

Advertisement

A falta de entrega também pode impedir a emissão da Certidão Negativa de Débitos do imóvel e dificultar o acesso ao crédito rural.

A declaração pode ser feita pelo Portal de Serviços da Receita Federal. Após entrar com uma conta gov.br de nível Prata ou Ouro, o contribuinte deve selecionar “Imóveis” e, em seguida, “Minhas Declarações do ITR”. A Receita publicou um passo a passo para o preenchimento.

Continue Reading

Business

Sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel é validado pela União Europeia

Published

on

A qualidade do sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel foi considerada satisfatória pela Direção-Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé), da Comissão Europeia, em relatório publicado nesta segunda-feira (28).

O documento, elaborado após a auditoria realizada pelas autoridades sanitárias da União Europeia, concluiu “que o arcabouço legal, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros são capazes de fornecer as garantias exigidas pela legislação europeia”.

A missão europeia realizou visitas a estabelecimentos produtivos brasileiros – carne de aves e produtos avícolas, mel e produtos apícolas, e órgãos oficiais – entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, verificando a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e aumento de rendimento ao longo da cadeia desses produtos.

“Essa avaliação da missão técnica europeia sobre a carne de frango e o mel brasileiros só confirma o que já sabíamos: a excelência e a solidez do nosso sistema de defesa agropecuária. Ser aprovado representa o reconhecimento de um trabalho sério, rigoroso e permanente desenvolvido pelos nossos produtores”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula.

Brasil na lista de fornecedores

A avaliação positiva apresentada pela DG Santé representa mais um passo no processo de reinclusão do Brasil na lista de fornecedores do bloco europeu.

Advertisement

Desde a decisão anunciada pela União Europeia, no último dia 12 de maio, o governo brasileiro tem buscado manter dialogo político e técnico com as autoridades do bloco. O Mapa ressalta que o país implementou as medidas necessárias ao atendimento dos requisitos aplicáveis e apresentou a documentação e as informações pertinentes às cadeias de produtos de origem animais destinados à exportação.

Durante a missão, as equipes técnicas brasileiras apresentaram os procedimentos e controles adotados no país, permitindo a verificação, em campo, da estrutura e do funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária brasileiro.

Em termos práticos, o resultado da auditoria não aponta impedimento técnico à reinclusão do Brasil na lista de países exportadores de carne de aves e mel para a UE.

Agora, o Mapa aguarda o cumprimento, por parte da União Europeia, das etapas administrativas necessárias para a conclusão do processo. O ministério mantém o diálogo técnico com as autoridades do bloco e acompanha as próximas etapas para a reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a exportar carne de aves e mel ao bloco, que inclui o procedimento regulatório europeu necessário para essa retomada.

O Ministério da Agricultura e Pecuária solicitou a inclusão do relatório na pauta da reunião técnica do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff) da Comissão Europeia, responsável pela decisão final, que vai acontecer nos dias 20 e 21 de outubro de 2026.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT