Sustentabilidade
Em abril, IBGE prevê safra de 348,7 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

A estimativa de abril de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 348,7 milhões de toneladas, 0,7% maior (ou mais 2,6 milhões de toneladas) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), com variação positiva de 0,1% (ou mais 334.277 mil toneladas) à estimativa de março de 2026.
Estimativa de Abril/2026 348,7 milhões de toneladas
- Variação Abril 2026/Março 2026 (0,1%) +334.277 mil toneladas
- Variação safra 2026/safra 2025 (0,7%) +2,6 milhões de toneladas
A área a ser colhida foi de 83,3 milhões de hectares, com aumento de 2,1% (ou 1,7 milhão de hectares) frente a 2025. Frente à estimativa de março, a área a ser colhida teve variação positiva de 0,2% (aumento 128 572 hectares).
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,1 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,2 milhões de toneladas (29,6 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 108,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra).
A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,3 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 7,3 milhões de toneladas. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 9,0 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,5 milhões de toneladas.
No que se refere à produção, frente a 2025, ocorrem acréscimos de 4,8% para a soja e de 1,0% para o sorgo. E ocorrem decréscimos de 8,9% para o algodão herbáceo (em caroço); de 10,6% para o arroz em casca; de 2,5% para o milho (crescimento de 15,2% para o milho 1ª safra e declínio de 6,4% para o milho 2ª safra); de 4,6% para o feijão; e de 6,8% para o trigo.
Quanto à área a ser colhida, em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 1,2% na da soja; de 3,4% na do milho (aumentos de 11,9% no milho 1ª safra e de 1,3% no milho 2ª safra) e de 8,5% na do sorgo. Houve reduções de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em casca; e de 3,8% na do feijão.
Centro-Oeste lidera a produção em abril de 2026, com 174,5 milhões de toneladas
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 174,5 milhões de toneladas (50,0%); Sul, 92,1 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, 30,6 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 29,9 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (6,8%) e a Nordeste (7,8%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,5%) e a Norte (-3,6%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%) apresentaram declínios.
Frente a março, houve aumentos nas estimativas da produção do café canephora (5,2% ou
66 371 t), do cacau (3,8% ou 11 956 t), do algodão herbáceo (3,4% ou 297 168 t), da cevada (3,2% ou 20 876 t), do milho 1ª safra (1,3% ou 380 836 t) e da soja (0,2% ou 371 132 t). Apresentaram declínios: o feijão 2ª safra (-4,7% ou -56 224 t), o feijão 3ª safra (-1,8% ou -13 790 t), a aveia (-1,3% ou -17 792 t), o trigo (-1,1% ou -81 954 t), o feijão 1ª safra (-1,0% ou -9 772 t), o milho 2ª safra (-0,5% ou -490 623 t) e o café arábica (-0,2% ou -4 519 t).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,5% do total.
As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram na Bahia (369 212 t), no Ceará (154 028 t), em Pernambuco (108 760 t), em São Paulo (107 224 t), em Rondônia (38 880 t), em Goiás (32 191 t), no Rio Grande do Norte (7 627 t), no Acre (1 259 t), no Rio de Janeiro (352 t) e no Amazonas (3 t). As variações negativas ocorreram no Paraná (-339 200 t), no Tocantins (-129 354 t), no Maranhão (-8 946 t), na Paraíba (-6 969 t), no Amapá (-496 t) e em Roraima
(-294 t).
ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 9,0 milhões de toneladas, crescimento de 3,4% em relação ao mês anterior, devido ao aumento de 2,7% na área cultivada. Em relação a 2025, a queda nas estimativas de produção chega a 14,2%, com recuos de 7,5% na área cultivada e 7,2% no rendimento médio. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 68,4% do total nacional, manteve suas estimativas em abril. Na Bahia, segundo maior produtor do algodão, responsável por 20,5% da safra nacional, a estimativa foi reavaliada para uma produção de 1,8 milhão de toneladas, crescimento de 19,0% em relação ao mês anterior.
CACAU (amêndoa) – A estimativa de abril para a produção brasileira de cacau foi de 324,2 mil toneladas, aumento de 3,8% em relação ao mês anterior, resultado de um maior rendimento médio (7,2%), compensando a redução da área (-3,1%). A estimativa da produção na Bahia aumentou 9,6%, tendo alcançado 137,4 mil toneladas. O Estado deve ser responsável por 42,4% da produção brasileira de amêndoas de cacau em 2026 e por quase 70,0% das áreas de produção. A Região Norte é a principal produtora de cacau do País, sendo o Pará o maior representante nacional, com 162,1 mil toneladas, cerca de 50,0% do total. No comparativo mensal, no entanto, não houve reavaliações para as estimativas paraenses.
FEIJÃO (em grão) – A estimativa de abril para a produção de feijão, considerando-se as três safras, alcançou 2,9 milhões de toneladas, uma redução de 2,7% em relação ao mês anterior e de 4,6% sobre a safra 2025. Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, em princípio, não havendo necessidade da importação do produto. Contudo, a estimativa da produção brasileira de feijão vem caindo nos últimos meses, reflexo, principalmente, dos preços aviltados do produto, o que preocupa os mercados, pois, o atual patamar de produção já se encontra apertado frente às estimativas para o consumo brasileiro em 2026.
A produção da 1ª safra de feijão foi de 989,0 mil toneladas, representando 34,4% de participação nacional dentre as três safras, sendo 1,0% menor que no mês anterior. Neste comparativo, foram verificados declínios de 1,3% no rendimento médio e de 2,0% na área plantada, com um crescimento de 0,3% na área colhida. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, correspondendo a 39,4% de participação dentre as três safras. No comparativo com o mês de março, houve redução de 4,7% na estimativa de produção, em decorrência dos declínios de 1,3% na área a ser colhida e de 3,5% no rendimento médio. Para a 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de abril foi de 753,6 mil toneladas, declínios de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% em relação ao volume produzido em 2025.
MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 138,2 milhões de toneladas, declínio de 2,5% em relação ao volume produzido em 2025 e de 0,1% em relação a março de 2026.
O milho 1ª safra apresentou estimativa de produção de 29,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% em relação ao mês anterior. A Região Sul, maior produtora de milho 1ª safra, com 43,6% do total nacional, obteve um aumento mensal de 0,9%, assim como, a Região Nordeste, que participa com 21,3% da produção nacional, tendo crescido 3,4%. O Estado do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de milho 1ª safra, com a participação de 21,7% do total na safra, obteve uma estimativa de 6,4 milhões de toneladas, aumento de 21,8% em relação à safra anterior. No segundo maior produtor nacional, Minas Gerais, com participação de 17,0% no total da safra, a estimativa foi de 5,0 milhões de toneladas, crescimento de 13,8% em relação ao volume produzido no ano anterior. Em relação a março de 2026, não ocorreram alterações. Paraná, terceiro maior produtor com participação de 13,3% no total da safra nacional, estimou produção de 3,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% em relação ao mês anterior.
A estimativa da produção do milho 2ª safra foi de 108,5 milhões de toneladas, 0,4% inferior a março de 2026 e 6,4% menor quando comparado ao ano anterior. Na Região Centro-Oeste, que representa 71,2% da produção nacional, houve redução de 0,1% em relação ao mês anterior, semelhante à Região Sul, onde houve declínio de 0,9%. Nas Regiões Norte e Sudeste, ocorreram reduções de 3,5% e 0,9%, respectivamente. O Estado que mais produz milho na 2ª safra no Brasil é o Mato Grosso, com participação de 47,9% na produção, tendo sido estimado 52,0 milhões de toneladas para o ano de 2026, queda de 4,7% em relação volume produzido no ano anterior. Paraná, segundo maior produtor nacional com 16,0% de participação estimou uma produção de 17,4 milhões de toneladas, 0,9% inferior ao mês anterior. Goiás é o terceiro maior produtor do milho 2ª safra, com participação nacional de 12,3%, tendo estimado uma produção de 13,3 milhões de toneladas, declínio de 0,7% em relação a março de 2026.
SOJA (em grão) – A estimativa da produção brasileira de soja em grão foi novamente revisada para cima e alcançou 174,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com aumento de 0,2% em relação a março e de 4,8% frente ao volume obtido em 2025 (166,1 milhões de toneladas). O Mato Grosso, maior produtor nacional, manteve a estimativa de 50,5 milhões de toneladas, estável em relação a março e 0,7% acima do colhido em 2025. Goiás deve colher 19,8 milhões de toneladas, conservando a previsão de março e permanecendo 2,6% abaixo do volume produzido em 2025. No Mato Grosso do Sul, a produção foi estimada em 15,6 milhões de toneladas, mantendo a informação anterior, mas com crescimento de 19,1% em relação ao volume produzido em 2025. O Paraná, com 21,9 milhões de toneladas, mantém a segunda maior produção do País, apresentando leve recuo de 0,7% em relação a março, mas crescimento de 2,6% frente a 2025. No Rio Grande do Sul, a estimativa de abril indicou produção de 18,4 milhões de toneladas, mantendo o forte incremento de 34,6% em relação à safra do ano anterior.
CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 4,0 milhões de toneladas, ou 66,1 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,6% em relação ao mês anterior e de 14,9% em relação ao volume produzido em 2025, sendo um recorde na série histórica da pesquisa, considerando a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar café em grão. Em relação ao mês anterior, a área está declinando 0,1% e o rendimento médio, crescendo 1,7%. Em relação ao ano anterior, a área apresenta crescimento de 3,1% e o rendimento médio, 11,6%.
Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,6 milhões de toneladas ou 43,9 milhões de sacas de 60 kg. Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 22,2 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 5,2% em relação ao mês anterior e de 6,0% em relação ao volume produzido em 2025, com aumentos de 3,7% na área a ser colhida e de 2,3% no rendimento médio, nesse último comparativo. A produção estimada para o café canephora, em 2026, é recorde da série histórica do IBGE. Até o presente momento, o clima tem favorecido as lavouras e os preços do produto acompanharam os do café arábica, em 2025, que também subiram, incentivando os produtores a investirem mais nas lavouras.
CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada.
Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,3 milhões de toneladas, declínios de 1,1% em relação ao mês anterior e de 6,8% em relação a 2025. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2026 deve-se aos preços do cereal, que estão apresentando baixa rentabilidade, bem como ao desânimo dos produtores, que tiveram perdas de produção e na qualidade do cereal, nas últimas safras, em função dos problemas climáticos na Região Sul, notadamente no Rio Grande do Sul. A Região Sul deve responder por 83,4% da produção tritícola brasileira em 2026. No Rio Grande do Sul, principal produtor do País, com 45,3% do total nacional, a produção estimada foi de 3,3 milhões de toneladas, declínio de 4,7% em relação ao volume colhido em 2025.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, declínios de 1,4% em relação ao mês anterior e de 3,7% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, declínio de 1,4% em relação ao volume colhido em 2025; e Paraná, com 249,7 mil toneladas, declínios de 5,8% em relação a março e de 3,0% em relação ao volume colhido em 2025.
Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 667,0 mil toneladas, aumentos de 3,2% em relação ao mês anterior e de 5,4% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores brasileiros da cevada são o Paraná, com 540,9 mil toneladas, crescimentos de 3,9% em relação a março e de 9,7% em relação ao volume produzido em 2025, devendo participar com 81,1% na safra brasileira em 2026; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 100,4 mil toneladas, declínio de 13,4% em relação ao volume produzido em 2025.
Fonte: IBGE

Autor:IBGE
Site: IBGE
Sustentabilidade
Preços da soja sobem em praças brasileiras, mas semana deve terminar com poucas negociações

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos movimentos nesta quinta-feira (13), com altas pontuais em algumas praças. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, não foram observadas grandes movimentações na Bolsa de Chicago capazes
de provocar alterações mais expressivas no mercado físico.
Os prêmios seguem em níveis elevados, enquanto Chicago e o dólar registraram pequenas altas, observa Silveira. Nos portos, o analista destaca indicações subindo cerca de R$ 1,00 por saca.
No mercado interno, o basis permanece elevado, com disputa pela originação do grão, mas sem reporte de ofertas firmes por parte dos produtores. Diante desse cenário, Silveira avalia que a semana deve terminar com pequenas negociações.
Confira as cotações de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 140,00.
- Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 141,00.
- Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00.
- Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 133,00.
- Dourados (MS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 130,00 para R$ 133,00.
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00.
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 148,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja em grão fecharam com preços mistos e em uma estreita margem de oscilação nesta quinta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi marcado por forte volatilidade.
O comportamento de outros mercados – o milho caiu forte, realizando lucros – e um movimento de correção pressionaram as cotações. Mas sinais de demanda chinesa limitaram as perdas. Nos subprodutos, farelo e óleo fecharam em queda.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 125.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2026/27.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 75.100 toneladas na semana encerrada em 06 de agosto.
A China liderou as compras, com 65.900 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 1.759.900 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.
A produção brasileira de soja deverá totalizar 180,464 milhões de toneladas na temporada
2025/26, com aumento de 5,2% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.
A projeção faz parte do 11º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 180,57 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,00 centavos de dólar, ou 0,08%, a US$ 11,82 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,97 3/4 por bushel, com retração de 1,25 centavos de dólar ou 0,10%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,10 ou 0,34% a US$ 314,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,38 centavos de dólar, com perda de 0,38 centavo ou 0,55%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,1913 para venda e a R$ 5,1893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1750 e a máxima de R$ 5,1985.
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Atenção com mofo-branco deve ser redobrada no sistema canola – soja – MAIS SOJA

Com o crescimento das áreas cultivadas na região Sul do Brasil em 2026, a canola vem ampliando sua presença no território nacional, especialmente em regiões com condições edafoclimáticas favoráveis ao desenvolvimento da cultura. Além de representar uma alternativa interessante para diversificar os sistemas produtivos e integrar a rotação de culturas, o cultivo da canola também pode contribuir para a geração de renda aos produtores. Entretanto, sua inserção em áreas agrícolas, especialmente em sistemas de sucessão canola–soja, exige atenção redobrada às práticas de manejo, a fim de minimizar possíveis impactos sobre a cultura subsequente.
Embora a canola proporcione importantes benefícios ao sistema de produção, é necessário considerar que a cultura está entre as principais hospedeiras do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), doença que pode reduzir em até em até 70% a produtividade da soja (Meyer et al., 2020). A ocorrência da do mofo-branco e a suscetibilidade ao patógeno podem variar de acordo com o híbrido de canola, com níveis de incidência que podem alcançar 57% em materiais mais suscetíveis. Nesse contexto, a escolha adequada do híbrido, associada à adoção de estratégias eficientes de manejo, torna-se fundamental para reduzir a pressão de inóculo e minimizar os riscos de ocorrência do mofo-branco, especialmente em áreas destinadas posteriormente ao cultivo da soja (Wenglarek et al., 2019).
Figura 1. Ciclo do mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) na canola.
Além dos danos ocasionados diretamente a canola, um dos grandes problemas relacionados ao mofo-branco na cultura é a produção de escleródios (estruturas reprodutivas do fungo) na área de cultivo. Essas estruturas (figura 2) permitem ao fungo permanecer viável por um longo período até encontrar condições adequadas para a germinação e desenvolvimento da doença. Além de serem dispersos no solo, os escleródios do mofo-branco podem ser contidos nos resíduos culturais de plantas infectadas de canola.
Figura 2. Escleródios de mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) sobre o solo.

Sob condições ambientais adequadas, os escleródios germinam dando origem a apotécios, capazes de dispersar os ascósporos (esporos sexuados do patógeno), responsáveis por infectar a planta, dando origem ao mofo-branco (figura 3).
Figura 3. Germinação carpogênica de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum, com elevada formação de apotécios.

Nesse contexto, em áreas de canola com histórico de mofo-branco, deve-se intensificar o monitoramento na soja cultivada em sucessão. Sempre que possível, recomenda-se adotar medidas preventivas, como o biocontrole na entressafra e o uso estratégico de fungicidas nos períodos de maior suscetibilidade da cultura, visando mitigar as perdas de produtividade.
Uma das principais estratégias de manejo em áreas com histórico de ocorrência do mofo-branco é reduzir a viabilidade dos escleródios via controle biológico. Estudos demonstram que dependendo do agente biológico, é possível obter uma redução de até 65% da viabilidade dos escleródios do mofo-branco, reduzindo consequentemente a incidência da doença na soja (Görgen et al., 2008). Dentre os principais bioinsumos utilizados com esse intuito, destacam-se espécies de Trichoderma spp. (dentre as principais, o T. harzianum, T. asperellum e o T. afroharzianum), assim como bactérias do gênero Bacillus, as quais podem ser associadas aos fungos do gênero Trichoderma para o biocontrole do mofo-branco.
Veja mais: Trichoderma e Bacillus: aliados no controle do mofo-branco na soja

Referências:
CANOLA COUNCIL OF CANADA. SCLEROTINIA STEM ROT. Canola Encyclopedia. Winnipeg: Canola Council of Canada, [s.d.]. Disponível em: < https://www.canolacouncil.org/canola-encyclopedia/diseases/sclerotinia-stem-rot/ >. Acesso em: 13/08/2026.
GÖRGEN, C. A. et al. CONTROLE DE Sclerotinia sclerotiorum COM O MANEJO DE Brachiaria ruziziensis E APLICAÇÃO DE Trichoderma harzianum. Embrapa, Circular Técnica, n. 81, 2008. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/216271/1/circ81.pdf >, acesso em: 13/08/2026.
LOBO JUNIOR, M.; SANTOS, P. F. MANEJO DO MOFO BRANCO. Revista Cultivar, 2013. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/963194/manejo-do-mofo-branco >, acesso em: 13/08/2026.
MEYER, M. C. et al. EXPERIMENTOS COOPERATIVOS DE CONTROLE BIOLÓGICO DE Sclerotinia sclerotiorum NA CULTURA DA SOJA: RESULTADOS SUMARIZADOS DA SAFRA 2019/2020. Embrapa, Circular Técnica, n. 163, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/216581/1/CIRCULAR-TECNICA-163-online.pdf >, acesso em: 13/08/2026.
WENGLAREK, A. P. et al. EVOLUÇÃO DA INCIDÊNCIA DE MOFO BRANCO EM DIFERENTES HÍBRIDOS DE CANOLA. 7° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel, 2019. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1137944/1/2019-PA-I-Uniao-da-Vitoria-Mofo-branco-canola-Wenglarek-Resumo-congresso-Biodiesel.pdf >, acesso em: 13/08/2026.

Sustentabilidade
Mercado de defensivo agrícola brasileiro e área potencial tratada aumentam 62% em cinco anos – MAIS SOJA

A área potencial tratada com defensivos no Brasil aumentou 62,5% em cinco anos, da safra de 2020/21 para a de 2025/26, segundo a consultoria internacional Kynetec, De acordo com a consultoria, em valores, esse mercado cresceu 62,9% entre os dois períodos. No caso dos fertilizantes, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou que o consumo subiu 20,3% de 2020 a 2025. Dados do IBGE apontam que, nesse intervalo, de 2020 a 2025, houve alta de 17,1% na área plantada adubada no país.
A área potencial tratada (PAT) é um indicador que mede o volume acumulado de aplicação de defensivos, multiplicando a área plantada pelo número de aplicações e pela quantidade de produtos utilizados no ciclo. Como uma mesma área pode receber diferentes produtos ou várias aplicações ao longo da safra, ela pode ser contabilizada mais de uma vez.
A PAT saiu de 1,6 bilhão de hectares em 2020/21 para chegar a 2,6 bilhões de hectares em 2025/26), conforme a Kynetec, movimentando R$ 61,4 bilhões em 20/21 e alcançando R$ 100 bilhões em 25/26. A área plantada adubada era de 85,4 milhões de hectares em 2020 e alcançou 100 milhões de hectares no ano passado, conforme o IBGE. A Anda divulgou que o consumo brasileiro de fertilizantes passou de 40,8 milhões de toneladas em 2020 para 49,1 milhão de toneladas no ano passado.
“Por trás de cada alimento que chega à mesa existe uma lavoura que precisou ser protegida. O crescimento da área tratada e adubada mostra que os insumos agrícolas são aliados fundamentais do produtor na missão de preservar o trabalho de quem produz e garantir que alimentos de qualidade continuem chegando, com segurança e regularidade, às famílias brasileiras e aos mercados de todo o mundo/’, afirma o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion.
Centurion comenta que os defensivos são infraestrutura essencial de proteção do campo brasileiro e os números refletem uma agricultura mais intensiva, tecnológica e exposta a desafios climáticos e fitossanitários. “O manejo eficiente é decisivo para preservar produtividade, reduzir perdas e garantir o abastecimento regular de alimentos, fibras e matérias-primas para o Brasil e o mercado internacional”, diz. Ele destaca a importância do Congresso Andav, maior feira mundial de distribuição de insumos agropecuários, que acontece em São Paulo, de 11 a 13 de agosto.
A Ascenza Brasil, empresa de proteção de cultivos especializada em engenharia de formulação e em Processo de Aprimoramento de Tecnologia (ETP – Enhance Technology Process na sigla em inglês), leva ao Congresso Andav deste ano soluções mais eficientes, estáveis e sustentáveis desenvolvidas para atender a agricultores brasileiros de todos os tamanhos e diferentes cultivos. A participação da empresa na feira tem como tema “Eu Visto a Camisa do Agro”, para destacar a importância do produtor e de parcerias para o desenvolvimento do setor.
No congresso Andav, a Ascenza Brasil vai promover networking, troca de experiências e celebrar a agricultura nacional no estande N100, com a realização de happy hour nos dois primeiros dias. Centurion comenta que a Andav é uma grande vitrine e participar do evento pelo segundo ano consecutivo representa a oportunidade de fortalecer o relacionamento com distribuidores, consultores, pesquisadores e produtores rurais.
A empresa investe em inovação com soluções pensadas para a realidade do campo brasileiro, como a combinação de ingredientes ativos já consagrados em produtos mais eficientes, estáveis e sustentáveis, como o Asbelto Pro e o Squad; proteção biológica e botânica como o Timorex Gold; e ativos aperfeiçoados para demandas específicas, como o regulador vegetal Biseto e o fungicida Medeiro WG. Esses produtos serão apresentados durante a feira.
Relacionamentos
A Ascenza Brasil, braço brasileiro da multinacional portuguesa líder de mercado em países da Europa, conta com a expertise de manter relacionamento de qualidade com produtores, técnicos e outros agentes do agronegócio, independentemente do tamanho da lavoura. As soluções da empresa são baseadas em programas fitossanitários modernos e tecnológicos, que permitem maior estabilidade da produção e segurança alimentar em um cenário agrícola cada vez mais desafiador.
A engenharia de formulação e o Processo de Aprimoramento de Tecnologia são de grande relevância em um mercado cada vez mais competitivo. A Ascenza investe no desenvolvimento de sistemas de proteção inteligentes e novas tecnologias de formulação capazes de aumentar a eficiência agronômica, prolongar a vida útil dos produtos e contribuir para o manejo da resistência. O conceito de inovação da companhia é fazer a molécula trabalhar melhor.
“A inovação faz parte do DNA da Ascenza. Oferecemos um portfólio pensado para proteger os cultivos, aumentar a produtividade e contribuir para que o produtor entregue alimentos de alta qualidade, especialmente nas culturas de hortifrúti, onde a excelência é determinante”, afirma Centurion.
Hortifrúti
No Brasil, a Ascenza consolidou-se como referência no segmento de hortifrúti ao combinar um portfólio robusto de soluções registradas para frutas e hortaliças, assistência técnica de alta especialização e tecnologias que ajudam os produtores a aumentar produtividade, qualidade e competitividade em um dos setores mais exigentes e delicados do agronegócio brasileiro. A empresa possui um portfólio desenvolvido para atender a culturas de alto valor agregado, como tomate, batata, cebola, uva, citros, morango, melão, melancia, manga, mamão, hortaliças folhosas e outras frutas e legumes.
A companhia atua em um mercado historicamente carente de soluções registradas, onde ampliou sua presença justamente oferecendo produtos registrados para esse nicho, reduzindo uma lacuna técnica do setor e desenvolvendo programas de manejo voltados para o controle eficiente de pragas e doenças, ajudando produtores a atender mercados internos e de exportação.
A Ascenza Brasil também investe em geração de conhecimento técnico, ampliando sua equipe, promovendo treinamentos, conteúdos, programas de manejo específicos para diferentes culturas hortifrutícolas e fortalecendo canais de distribuição. Em 2025, a empresa registrou crescimento de 18% nas vendas e continua ganhando participação de mercado.
O head da Ascenza Brasil destaca que o agronegócio brasileiro é um dos grandes motores da economia nacional e o segmento de hortifrúti ocupa um papel estratégico nesse cenário. “O Brasil conquistou reconhecimento mundial pela capacidade de produzir com tecnologia, eficiência e responsabilidade, e temos convicção de que esse protagonismo continuará crescendo nos próximos anos”, afirma.
Centurion diz que o futuro do agro passa pela adoção de soluções cada vez mais inovadoras, sustentáveis e eficientes, capazes de elevar a produtividade, preservar recursos naturais e atender consumidores e mercados que exigem alimentos de qualidade produzidos de forma responsável. “É nesse futuro que a Ascenza acredita e para o qual trabalha todos os dias”, garante.
Fonte: Assessoria de imprensa
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