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14 de maio de 2026

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Fiap 2026 coloca Brasil no centro do debate global sobre alimentos e energia

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Foto: Fiap/divulgação

O Brasil volta ao centro das discussões internacionais sobre o futuro da produção de alimentos e energia no próximo dia 18 de junho, durante a segunda edição do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026). O evento será realizado em Campo Grande (MS), com transmissão ao vivo pela TV e pelo YouTube do Canal Rural.

Com o tema central “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”, o fórum reunirá embaixadores, adidos internacionais, especialistas, lideranças e representantes do setor agropecuário para debater os desafios e as oportunidades do agronegócio brasileiro em um cenário global de crescente demanda por produção sustentável.

Entre as presenças confirmados, está o professor Roberto Rodrigues, ex-ministo da Agricultura. O evento também terá como painelistas Roberto Perosa, presidente-executivo da Abiec; senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura; Damian Lluna, conselheiro da Embaixada da União Europeia no Brasil; Jorge Meza, representante da FAO no país; entre outros. Confira a programação completa abaixo.

A proposta do Fiap 2026 é destacar como o Brasil pode ampliar sua capacidade produtiva ao mesmo tempo em que reduz impactos ambientais e fortalece a geração de energia renovável.

Segurança alimentar e sustentabilidade no centro dos debates

A programação do evento terá como foco temas considerados estratégicos para o futuro do agro mundial. Entre eles, estão a segurança alimentar, a competitividade do setor, a sustentabilidade energética e as relações comerciais internacionais.

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Um dos destaques será a discussão sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, além de estratégias para ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados.

O fórum também deve abordar o papel do agronegócio na produção de biocombustíveis e outras fontes renováveis, reforçando a contribuição do setor para a transição energética e para uma economia de baixo carbono.

Além disso, os debates devem enfatizar a importância da integração entre tecnologia, ciência e produção rural para aumentar a eficiência no campo e garantir crescimento sustentável.

Brasil busca reforçar liderança global

Ao propor uma “receita brasileira” para enfrentar os desafios globais, o Fiap 2026 reforça o posicionamento do país como um dos principais fornecedores de alimentos, energia e soluções sustentáveis do mundo.

A expectativa é que o evento sirva como espaço de diálogo entre representantes do setor produtivo, especialistas e autoridades, contribuindo para a construção de estratégias voltadas ao fortalecimento da agropecuária brasileira.

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O Fiap 2026 será transmitido ao vivo para todo o Brasil pela TV e pelo YouTube. Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento receberá um certificado digital de participação. 

Serviço

Evento: Fórum Internacional da Agropecuária – Fiap 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural
Tema: “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”
Inscrições: aqui

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Paraná amplia produção de etanol de milho e registra alta de 71,1% no ciclo atual

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O Paraná aumentou a produção de etanol de milho no ciclo atual, segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (14). A estimativa é de 31,54 milhões de litros, volume 71,1% superior ao período anterior. O levantamento indica avanço dos investimentos no segmento e reforça a expansão do setor de energia dentro do agronegócio paranaense.

De acordo com os técnicos do Deral, o crescimento do etanol de milho ocorre em um contexto de expansão nacional da oferta de biocombustíveis. Somadas as produções de etanol de cana-de-açúcar e de milho, o Brasil deverá alcançar 40,69 bilhões de litros, alta de 8,5% sobre o ciclo anterior.

O principal vetor desse avanço é o etanol de milho. Segundo o boletim, o produto já representa 28% da oferta total brasileira, acima dos 9% registrados na safra 2020/21. No Paraná, embora ainda não haja um polo consolidado para esse segmento, o Deral informa que há investimentos relevantes em andamento.

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Na mesma análise, a produção paranaense de etanol de cana está estimada em 1,18 bilhão de litros, com recuo de 2,2% em relação ao último período. Isso indica que a expansão estadual do setor de etanol está concentrada no milho, e não na cana.

Esse movimento altera o perfil da matriz de processamento agrícola no estado. Na prática, a ampliação do etanol de milho pode abrir nova frente de agregação de valor ao cereal, além de ampliar a presença do Paraná no mercado nacional de biocombustíveis. O boletim, no entanto, não detalha o número de novas unidades industriais nem o cronograma desses investimentos.

A avaliação do Deral é que, mantido o ritmo atual de expansão e de aportes no setor, o Paraná poderá ganhar participação entre os principais produtores nacionais de etanol de milho nos próximos anos.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Conab retoma recebimento de milho a granel em Imperatriz após reforma de armazém

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reinaugurou, nesta quinta-feira (14), a Unidade Armazenadora de Imperatriz (UAIMP), no Maranhão, após obras de recuperação iniciadas há três anos. Com investimento de R$ 4,2 milhões, a estrutura voltou a receber milho a granel depois de 11 anos e ampliou sua capacidade operacional de 3 mil toneladas de produto ensacado para 25,5 mil toneladas de grãos.

Segundo a Conab, a reativação da unidade restabelece um ponto logístico considerado estratégico para o abastecimento do Maranhão e de estados vizinhos das regiões Norte e Nordeste. Entre os equipamentos recuperados estão a moega de recepção de caminhões, os elevadores de caneca, correias transportadoras, motores, sistemas elétricos e a balança rodoviária.

A estatal informou que a unidade integra o plano de modernização de 64 armazéns da companhia. Pela localização de Imperatriz, com acesso à Ferrovia Norte-Sul, à BR-153 e à Hidrovia Tocantins-Araguaia, o armazém passa a operar como apoio à recepção, armazenagem e distribuição de milho vindo da região do Matopiba.

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De acordo com Arnoldo Campos, diretor de Operações e Abastecimento da Conab, parte da capacidade será destinada à estocagem de produtores e parte ao Programa de Venda em Balcão (ProVB). O programa comercializa milho a preços inferiores aos praticados no varejo local para pequenos criadores de aves, suínos, caprinos e outros animais.

A Conab projeta ampliar a oferta do cereal e atender mais de 3,5 mil produtores. Atualmente, cerca de 350 criadores são atendidos no Maranhão. A meta, segundo a companhia, é alcançar quase 1,6 mil produtores já cadastrados no ProVB no estado e avançar para pelo menos dez municípios do Bico do Papagaio, no Tocantins, com potencial de chegar a aproximadamente 2 mil produtores na primeira etapa.

Além da armazenagem de grãos, a unidade poderá apoiar ações de abastecimento alimentar, como guarda de cestas da Ação de Distribuição de Alimentos. A perspectiva técnica da Conab é que a estrutura reduza a dependência de armazenagem terceirizada, melhore a oferta regional de milho para ração e dê suporte ao escoamento da produção agrícola no corredor entre Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí.

Fonte: gov.br

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Colheita de soja avança a 95% no Rio Grande do Sul, informa Emater

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A colheita da soja no Rio Grande do Sul atingiu 95% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) nesta quinta-feira (14). O avanço foi favorecido pelo tempo mais firme ao longo da semana. As áreas remanescentes correspondem principalmente a lavouras de semeadura tardia ou de segunda safra, ainda em maturação ou prontas para a retirada.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a soja apresenta produtividade média de 2.871 quilos por hectare em uma área cultivada de 6.624.988 hectares. A entidade informou que há variabilidade entre as regiões em função da distribuição de chuvas ao longo do ciclo. Também foram registradas impurezas e desuniformidade de maturação em parte das lavouras.

No aspecto fitossanitário, a umidade elevou a incidência de percevejos e doenças foliares, segundo o levantamento. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos caiu 1,21% na semana, de R$ 115,92 para R$ 114,52.

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Para o milho grão, a colheita chegou a 94% da área no estado. As lavouras tardias ou de safrinha estão em enchimento de grãos, com 2% da área, e em maturação, com 4%. No oeste gaúcho, houve perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas em fases críticas. Ainda assim, as áreas remanescentes apresentam disponibilidade hídrica adequada e boa integridade de colmo e espiga. A área cultivada é de 803.019 hectares, com produtividade média de 7.424 quilos por hectare. O preço médio da saca de 60 quilos recuou 0,07%, para R$ 58,08.

No milho silagem, a colheita alcançou 93% da área de 345.299 hectares, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz irrigado está próximo do fim, com 98% da área colhida. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a produtividade projetada é de 8.744 quilos por hectare em 891.908 hectares. O preço médio do cereal caiu 2,66% na semana, de R$ 61,37 para R$ 59,74.

Com a colheita de verão em fase final no estado, o foco técnico permanece sobre o desempenho das áreas tardias e sobre a qualidade final dos grãos, especialmente nas regiões com maior irregularidade de chuvas e pressão fitossanitária, conforme os dados da Emater/RS-Ascar e do Irga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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