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Florestal recebe 1,5 mil mudas e amplia distribuição gratuita para moradores de Cuiabá

Parceria com o programa do TJMT entregou espécies como ipê branco e pata de vaca. Objetivo é reforçar o plantio de árvores na capital
O Horto Florestal de Cuiabá recebeu a doação de 1,5 mil mudas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Programa Verde Novo. A iniciativa amplia o estoque disponível para ações de arborização urbana e para distribuição gratuita à população. A entrega foi realizada nesta quarta-feira (12).
As espécies recebidas incluem pata de vaca, ipê branco e oiti. Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, as mudas serão mantidas e cuidadas no Horto Florestal até serem destinadas às ações de plantio e às doações realizadas pelo município.
A entrega dá continuidade a uma parceria que já resultou no recebimento de outras mil mudas no mês passado. A expectativa é manter o fluxo de doações ao longo dos próximos meses, contribuindo para atender à demanda de arborização e distribuição em diferentes regiões da cidade.
O diretor de Planejamento Ambiental da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Fábio Moura, destaca que as doações ajudam a ampliar a capacidade do município de atender tanto às ações de plantio quanto à população que busca espécies para arborização.
“Essa doação vai fortalecer não só a distribuição para os cidadãos, mas também as ações de plantio na cidade. As mudas serão mantidas e cuidadas aqui no Horto e vão suprir a necessidade do município, tanto para doação quanto para arborização”, disse.
O Programa Verde Novo, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, tem entre suas ações a produção e distribuição de mudas destinadas à arborização e à recuperação de áreas verdes.
No município, a parceria amplia a disponibilidade de espécies para projetos de arborização e para moradores interessados em contribuir com a cobertura vegetal urbana. As mudas recebidas serão destinadas conforme as necessidades das ações municipais.
A iniciativa também integra as ações de planejamento ambiental desenvolvidas pelo município para ampliar a cobertura vegetal e qualificar os espaços urbanos.
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Deputado quer distribuir kit com equipamentos de defesa e treinamento para mulheres de MT

Programa prevê entrega de spray não letal e alarme pessoal a vítimas consideradas em situação de risco
O assassinato de duas agentes comunitárias de saúde em Poconé levou o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) a anunciar uma proposta voltada à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica em Mato Grosso.
O parlamentar pretende apresentar na Assembleia Legislativa, na próxima quarta-feira (19), uma indicação para criar o programa “Nem Mais um Passo – Spray da Vida”. A iniciativa prevê a distribuição de um kit com spray de pimenta ou outro aerossol não letal, alarme pessoal, orientações sobre legítima defesa e treinamento para utilização dos equipamentos.
A entrega poderá ser solicitada pela própria mulher ou ocorrer junto com a concessão de uma medida protetiva de urgência. A intenção, segundo o deputado, é oferecer uma alternativa de defesa a mulheres consideradas em situação de vulnerabilidade e risco elevado, sem que a condição financeira seja um obstáculo.
A proposta também prevê capacitação por profissionais das forças de segurança, incluindo integrantes da Patrulha Maria da Penha, além de informações sobre os números 180 e 190 e sobre os limites legais da legítima defesa.
Duplo feminicídio
Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e Cleidineia Eucaris da Costa, de 46, foram mortas durante o ataque ocorrido no distrito de Cangas, em Poconé, na madrugada desta quinta-feira (13). O principal suspeito, José Correa de Miranda, de 47 anos, ex-companheiro de Maria Helena, foi preso.
O irmão de Maria Helena, de 43 anos, também foi atingido ao tentar ajudar as vítimas. Ele ficou ferido, mas não corre risco de morte.
A justificativa da proposta cita a Lei nº 15.474/2026, que trata da comercialização, aquisição e posse de sprays e aerossóis destinados à legítima defesa de mulheres contra agressões físicas ou sexuais.
Segundo dados da Polícia Civil mencionados pelo parlamentar, Mato Grosso registrou 53 feminicídios em 2025, ante 47 em 2024. A maioria dos casos ocorre dentro de casa e companheiros ou ex-companheiros aparecem entre os principais autores.
Agro Mato Grosso
Cartilha de manejo integrado do fogo da Aprosoja MT orienta prevenção no campo

Guia construído em parceria com o Corpo de Bombeiros reúne orientações técnicas para proteger a lavoura, o patrimônio e a segurança jurídica do produtor
Aceiros, limpeza de máquinas, caminhão-pipa a postos e equipe preparada para agir aos primeiros sinais de fumaça são práticas conhecidas de quem vive no campo durante o período de estiagem. A Cartilha de Manejo Integrado do Fogo, elaborada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMMT), organiza em um único documento o que o produtor precisa fazer para reduzir o risco de princípios de incêndio, dificultar a propagação das chamas e se adequar à Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei nº 14.944/2024.
A Cartilha também atende às regras exigidas pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), que passou a fixar obrigações de prevenção, na prática, a propriedade precisa demonstrar preparo mínimo para prevenir, comunicar e responder a ocorrências. Esses deveres foram detalhados pela Resolução COMIF nº 3/2025, em vigor desde 8 de setembro de 2025, e os produtores têm até 8 de setembro de 2027 para se adequar. Além disso, antes de qualquer punição, o órgão ambiental deve notificar e conceder 30 dias para correção. As exigências variam conforme o porte do imóvel, medido em módulos fiscais.
As sanções também endureceram. O Decreto nº 12.189/2024 triplicou a multa pelo uso de fogo sem autorização em áreas agropastoris, que passou de R$1 mil para R$3 mil por hectare ou fração, e reforçou a responsabilização por falhas de prevenção. É esse conjunto que transforma a organização da fazenda em resguardo jurídico, e é o que a cartilha traduz com ilustrações e linguagem simples.
A publicação integra a campanha “Desinformação é fogo”, realizada pela Aprosoja MT desde 2023, para orientar produtores e conscientizar a sociedade sobre os riscos das queimadas. O argumento é direto: o agricultor é o primeiro interessado em manter o fogo longe da lavoura, porque é quem mais perde com ele. “O planejamento está no dia a dia do produtor há muitos anos. Começa no plantio, passa pelo manejo e, depois da colheita, quando a área entra em pousio na seca, vem o planejamento de proteção. O fogo destrói a natureza, as lavouras e, às vezes, os maquinários, um prejuízo gigantesco. Por isso, prevenir e ter um plano para o primeiro combate faz parte da própria sobrevivência financeira do produtor”, afirma o diretor financeiro e vice-coordenador de Sustentabilidade da Aprosoja MT, Nathan Belusso.
As quatro frentes de proteção – A cartilha organiza as medidas protetivas em quatro frentes, apresentadas com dicas práticas. A primeira são os aceiros, faixas de terreno mantidas livres de vegetação que funcionam como barreira física contra a propagação do fogo, sobretudo nas divisas, junto às Reservas Legais e às Áreas de Preservação Permanente. O material distingue três tipos: preventivos, emergenciais e de segurança, cada um com função específica antes, durante e depois de uma ocorrência.
A segunda são os cuidados preventivos com o maquinário. Máquinas sujas, superaquecidas ou operando em condições inadequadas aumentam o risco de início do fogo. Na estiagem, a limpeza frequente de colhedoras e tratores, a atenção a fagulhas e ao superaquecimento e a escolha criteriosa dos horários de colheita reduzem a chance de que a própria operação provoque as chamas.
Em seguida, são apresentadas as estruturas de apoio: fontes de água acessíveis e sinalizadas, equipamentos básicos de combate em boas condições, EPIs para a equipe e, conforme o porte da propriedade, caminhão-pipa, reservatórios, abafadores, bombas costais, comunicação e primeiros socorros. Sem esses recursos, a resposta inicial fica comprometida.
Por último, as técnicas de monitoramento. Uma propriedade preparada mantém comunicação rápida, responsável definido e acompanhamento constante no período crítico: de listas de contato e rádio a drones, pontos de observação e monitoramento de focos de calor.
Prevenção começa em janeiro – Para o Coronel da Reserva do CBMMT, Aluísio Metelo Junior, a nova legislação exige antecipação. “O primeiro erro é a falta de planejamento. O produtor já fazia ações preventivas, mas a Lei do Manejo Integrado do Fogo mudou uma coisa: agora ele precisa provar isso antecipadamente. Antes não havia essa obrigatoriedade, e foi o COMIF que passou a ditar as regras de prevenção”, afirma. O oficial defende tratar o tema como calendário, e não como emergência.
“A prevenção precisa começar em janeiro, mês a mês, para que, quando chegar a estiagem, esteja tudo executado”, diz. Ele acrescenta que as campanhas educativas cumprem papel duplo: enquanto as novas gerações aprendem, as mais tradicionais assimilam novas práticas”.
O coronel lembra ainda que, em terras arrendadas, a responsabilidade é compartilhada: cabe ao proprietário cobrar do arrendatário o cumprimento das exigências legais, com os dois cientes das medidas. Ele situa o Estado como referência. “Todos os estados aprenderam com Mato Grosso a gestão de incêndios florestais. As entidades e associações são cada vez mais importantes nesse processo: quanto mais colaboram entre si e levam novidades ao produtor, mais perto se chega de um futuro sustentável e da redução dos incêndios”, avalia. A síntese, para ele, é uma só: o incêndio acontece onde a prevenção falha.
Da prevenção ao resguardo legal – A cartilha fecha o ciclo ao orientar o registro das medidas. Fotografias de aceiros, APPs, Reservas Legais, cercas, equipamentos e EPIs, com data e organização, servem tanto à gestão interna quanto à comprovação de boas práticas em eventual fiscalização ou apuração.
Em caso de ocorrência, o material recomenda acionar o Corpo de Bombeiros (193), registrar o evento, formalizar boletim de ocorrência, providenciar ata notarial e solicitar perícia técnica, cadeia de evidências que protege o produtor juridicamente. Prevenir, nesse arranjo, é ao mesmo tempo defender a produção e resguardar quem produz.
Agro Mato Grosso
Doença silenciosa avança em MT e pode comprometer produtividade da soja

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