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29 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Cartilha de manejo integrado do fogo da Aprosoja MT orienta prevenção no campo

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Guia construído em parceria com o Corpo de Bombeiros reúne orientações técnicas para proteger a lavoura, o patrimônio e a segurança jurídica do produtor

Aceiros, limpeza de máquinas, caminhão-pipa a postos e equipe preparada para agir aos primeiros sinais de fumaça são práticas conhecidas de quem vive no campo durante o período de estiagem. A Cartilha de Manejo Integrado do Fogo, elaborada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMMT), organiza em um único documento o que o produtor precisa fazer para reduzir o risco de princípios de incêndio, dificultar a propagação das chamas e se adequar à Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei nº 14.944/2024.

A Cartilha também atende às regras exigidas pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), que passou a fixar obrigações de prevenção, na prática, a propriedade precisa demonstrar preparo mínimo para prevenir, comunicar e responder a ocorrências. Esses deveres foram detalhados pela Resolução COMIF nº 3/2025, em vigor desde 8 de setembro de 2025, e os produtores têm até 8 de setembro de 2027 para se adequar. Além disso, antes de qualquer punição, o órgão ambiental deve notificar e conceder 30 dias para correção. As exigências variam conforme o porte do imóvel, medido em módulos fiscais.

As sanções também endureceram. O Decreto nº 12.189/2024 triplicou a multa pelo uso de fogo sem autorização em áreas agropastoris, que passou de R$1 mil para R$3 mil por hectare ou fração, e reforçou a responsabilização por falhas de prevenção. É esse conjunto que transforma a organização da fazenda em resguardo jurídico, e é o que a cartilha traduz com ilustrações e linguagem simples.

A publicação integra a campanha “Desinformação é fogo”, realizada pela Aprosoja MT desde 2023, para orientar produtores e conscientizar a sociedade sobre os riscos das queimadas. O argumento é direto: o agricultor é o primeiro interessado em manter o fogo longe da lavoura, porque é quem mais perde com ele.  “O planejamento está no dia a dia do produtor há muitos anos. Começa no plantio, passa pelo manejo e, depois da colheita, quando a área entra em pousio na seca, vem o planejamento de proteção. O fogo destrói a natureza, as lavouras e, às vezes, os maquinários, um prejuízo gigantesco. Por isso, prevenir e ter um plano para o primeiro combate faz parte da própria sobrevivência financeira do produtor”, afirma o diretor financeiro e vice-coordenador de Sustentabilidade da Aprosoja MT, Nathan Belusso.

As quatro frentes de proteção – A cartilha organiza as medidas protetivas em quatro frentes, apresentadas com dicas práticas. A primeira são os aceiros, faixas de terreno mantidas livres de vegetação que funcionam como barreira física contra a propagação do fogo, sobretudo nas divisas, junto às Reservas Legais e às Áreas de Preservação Permanente. O material distingue três tipos: preventivos, emergenciais e de segurança, cada um com função específica antes, durante e depois de uma ocorrência.

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A segunda são os cuidados preventivos com o maquinário. Máquinas sujas, superaquecidas ou operando em condições inadequadas aumentam o risco de início do fogo. Na estiagem, a limpeza frequente de colhedoras e tratores, a atenção a fagulhas e ao superaquecimento e a escolha criteriosa dos horários de colheita reduzem a chance de que a própria operação provoque as chamas.

Em seguida, são apresentadas as estruturas de apoio: fontes de água acessíveis e sinalizadas, equipamentos básicos de combate em boas condições, EPIs para a equipe e, conforme o porte da propriedade, caminhão-pipa, reservatórios, abafadores, bombas costais, comunicação e primeiros socorros. Sem esses recursos, a resposta inicial fica comprometida.

Por último, as técnicas de monitoramento. Uma propriedade preparada mantém comunicação rápida, responsável definido e acompanhamento constante no período crítico: de listas de contato e rádio a drones, pontos de observação e monitoramento de focos de calor.

Prevenção começa em janeiro – Para o Coronel da Reserva do CBMMT, Aluísio Metelo Junior, a nova legislação exige antecipação. “O primeiro erro é a falta de planejamento. O produtor já fazia ações preventivas, mas a Lei do Manejo Integrado do Fogo mudou uma coisa: agora ele precisa provar isso antecipadamente. Antes não havia essa obrigatoriedade, e foi o COMIF que passou a ditar as regras de prevenção”, afirma. O oficial defende tratar o tema como calendário, e não como emergência.

“A prevenção precisa começar em janeiro, mês a mês, para que, quando chegar a estiagem, esteja tudo executado”, diz. Ele acrescenta que as campanhas educativas cumprem papel duplo: enquanto as novas gerações aprendem, as mais tradicionais assimilam novas práticas”.

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O coronel lembra ainda que, em terras arrendadas, a responsabilidade é compartilhada: cabe ao proprietário cobrar do arrendatário o cumprimento das exigências legais, com os dois cientes das medidas. Ele situa o Estado como referência. “Todos os estados aprenderam com Mato Grosso a gestão de incêndios florestais. As entidades e associações são cada vez mais importantes nesse processo: quanto mais colaboram entre si e levam novidades ao produtor, mais perto se chega de um futuro sustentável e da redução dos incêndios”, avalia. A síntese, para ele, é uma só: o incêndio acontece onde a prevenção falha.

Da prevenção ao resguardo legal – A cartilha fecha o ciclo ao orientar o registro das medidas. Fotografias de aceiros, APPs, Reservas Legais, cercas, equipamentos e EPIs, com data e organização, servem tanto à gestão interna quanto à comprovação de boas práticas em eventual fiscalização ou apuração.

Em caso de ocorrência, o material recomenda acionar o Corpo de Bombeiros (193), registrar o evento, formalizar boletim de ocorrência, providenciar ata notarial e solicitar perícia técnica, cadeia de evidências que protege o produtor juridicamente. Prevenir, nesse arranjo, é ao mesmo tempo defender a produção e resguardar quem produz.

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Aprosoja MT monitora mais de 8 mil km de rodovias e encaminha demandas de infraestrutura

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Rodadas de monitoramento identificaram pontos críticos em trechos estaduais e federais e resultaram na elaboração de 10 relatórios técnicos

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio da Comissão de Logística, tem ampliado o acompanhamento das condições das rodovias utilizadas para o escoamento da produção no estado. Entre as ações realizadas ao longo do ano, aproximadamente 8.230 quilômetros de rodovias estaduais, federais e corredores estratégicos foram percorridos para identificar pontos críticos, registrar demandas e acompanhar a execução de obras e serviços de manutenção.

Entre os principais eixos monitorados estão as BRs-163, 364, 174 e 070, além das MTs-140, 010, 242 e 235, entre outros trechos considerados estratégicos para a integração das regiões produtoras e o transporte da produção mato-grossense.

De acordo com o vice-presidente norte da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Logística da entidade, Diogo Balistieri, o trabalho busca produzir um diagnóstico direto das condições encontradas nas rodovias e levar as informações às autoridades responsáveis.

“A Comissão de Logística tem percorrido várias rodovias do estado para fazer um levantamento das condições atuais dessas rodovias, tanto estaduais quanto federais, levando essas informações para as autoridades competentes”, explica.

No âmbito das concessões federais, o monitoramento contemplou trechos como a BR-364, entre Vilhena e Porto Velho (RO), sob concessão da Nova 364; o corredor das BRs-364 e 060, entre Rondonópolis (MT) e Rio Verde (GO), administrado pela Way-364; e a BR-163, entre Rondonópolis e Sinop, sob concessão da Nova Rota do Oeste. Nesses trechos, foram verificadas as condições das vias, a execução dos serviços e a operação das rodovias concedidas.

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Nas rodovias estaduais, a Comissão também acompanhou trechos em diferentes estágios de concessão, incluindo vias em fase de trabalhos iniciais e outras já em operação. O objetivo é verificar as condições da infraestrutura e acompanhar se os serviços previstos estão sendo executados.

Entre os meses de junho e setembro, foram produzidos 10 relatórios técnicos relacionados a trechos considerados críticos e às principais demandas de infraestrutura apresentadas pelos produtores rurais. Os documentos foram encaminhados à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (SINFRA/MT), ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para conhecimento, análise e adoção das providências cabíveis.

Para Balistieri, o levantamento em campo é uma etapa importante para direcionar as ações necessárias. “A principal ação posterior a essas visitas é levar às autoridades os principais pontos com necessidade de manutenção ou alguma outra mudança que pode estar acontecendo, alguma falha técnica ou algum reparo possível. Com esse levantamento direto, nós conseguimos embasar solicitações que tragam melhorias para os nossos produtores que usam essas rodovias”, afirma.

O trabalho também permite que demandas identificadas regionalmente sejam acompanhadas até a execução dos serviços. Em Campos de Júlio, por exemplo, o delegado coordenador do Núcleo da Aprosoja MT, Jonathan Guadagnin, destaca que problemas relacionados à conservação da pista, sinalização, visibilidade nos acessos, drenagem e manutenção das margens ainda exigem atenção.

Entre as solicitações apresentadas pela entidade estão o afastamento de uma placa no acesso à Linha Alto Juruena, que prejudicava a visibilidade dos motoristas, e a poda da vegetação nas cabeceiras do Rio Formiga.

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Segundo Guadagnin, são intervenções pontuais, mas que contribuem diretamente para a segurança dos usuários. “São medidas simples, mas que fazem muita diferença para a segurança de quem utiliza essas vias diariamente”, afirma.

O delegado coordenador explica ainda que a atuação da Comissão não se limita ao registro dos problemas. As demandas são encaminhadas aos responsáveis e acompanhadas posteriormente.

“A Comissão de Logística tem atuado de forma próxima aos produtores, identificando os problemas, registrando as demandas e encaminhando as solicitações aos órgãos e empresas responsáveis. Também acompanhamos cada pedido até a execução do serviço”, destaca.

O planejamento da Comissão prevê a continuidade do monitoramento até o fim do ano. Em outubro, está previsto um deslocamento para a região nordeste de Mato Grosso, com acompanhamento das obras da BR-158 e avaliação das condições de rodovias como as MTs-322, 109, 430 e 437, além de outros trechos estratégicos para o escoamento da produção.

Também estão previstas novas rodadas em corredores interestaduais. O planejamento inclui o acompanhamento da BR-158 até Marabá (PA) e da BR-163 até Santarém (PA), ampliando a avaliação para além dos limites de Mato Grosso e permitindo observar as condições dos principais corredores utilizados para levar a produção mato-grossense aos mercados e portos de exportação.

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Para Guadagnin, a continuidade do trabalho é importante diante das mudanças previstas para algumas rodovias. “É importante que as melhorias sejam feitas, mas nós entendemos que qualquer cobrança precisa estar acompanhada de investimentos concretos, com recuperação da pista, sinalização adequada, manutenção das margens, segurança e atendimento eficiente aos usuários”, pontua.

O monitoramento realizado pela Aprosoja MT busca aproximar as demandas dos produtores rurais das autoridades públicas e das empresas responsáveis pela infraestrutura rodoviária. A partir das informações levantadas em campo, a entidade acompanha pontos críticos, registra necessidades de manutenção e cobra providências para melhorar as condições dos corredores utilizados diariamente pelo setor produtivo.

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Mato Grosso completa 30 anos sem registro de febre aftosa

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Mato Grosso completou 30 anos sem registro de febre aftosa em 2026. O último foco da doença no estado ocorreu em 1996 e, desde então, a manutenção da sanidade do rebanho faz parte de um trabalho contínuo de vigilância, prevenção e participação dos produtores rurais. O Sistema Famato reforça o compromisso dos pecuaristas com a saúde dos animais e com a sustentabilidade da atividade pecuária.

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que atinge principalmente animais de casco fendido, como bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos. Nos bovinos, os principais sinais são febre, perda de apetite, salivação excessiva e o aparecimento de vesículas e lesões na boca, no focinho, nos cascos e nas tetas. A doença também pode provocar perda de peso, queda na produção de leite e dificuldade de locomoção. Em animais jovens, pode causar morte em decorrência de problemas cardíacos.

Apesar de a mortalidade ser geralmente baixa entre animais adultos, o impacto da doença vai além dos efeitos clínicos no rebanho. A elevada capacidade de disseminação pode comprometer a produção e provocar restrições à movimentação e à comercialização de animais e produtos de origem animal. Por isso, a ocorrência de um foco gera impactos econômicos negativos para produtores, indústria e toda a sociedade.

“Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país, e 30 anos é um marco que demonstra a importância do trabalho contínuo de todos os envolvidos na defesa sanitária, em especial o do produtor. Manter vigilância permanente é essencial para protegermos nossos animais e preservarmos a força e a competitividade da pecuária de Mato Grosso”, destaca o presidente da Famato, Vilmondes Tomain.

Uma conquista que exige vigilância contínua

Além das três décadas sem registro da doença, Mato Grosso avançou na consolidação de seu status sanitário. Em 2024, o estado foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como livre de febre aftosa sem vacinação, após a suspensão da vacina em 2023. O reconhecimento internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação ocorreu em 29 de maio de 2025, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O reconhecimento marcou uma nova etapa para a defesa sanitária do rebanho mato-grossense, com foco na vigilância e na prevenção da reintrodução da doença.

Com o novo status, a atenção à sanidade animal continua fazendo parte da rotina das propriedades. A identificação de sinais compatíveis com a doença e a comunicação aos serviços oficiais de defesa agropecuária são medidas importantes para evitar sua reintrodução.

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“O produtor mato-grossense já tem uma rotina de cuidados com o rebanho, e são essas boas práticas sanitárias que precisam ser continuamente aprimoradas. A observação diária dos animais, o controle da movimentação, as aplicações de vermífugos e vacinas, a manutenção dos registros e a comunicação aos órgãos de defesa quando houver alguma suspeita fazem parte desse trabalho”, explica o assessor técnico em Pecuária da Famato, Marcos Carvalho.

O Sistema Famato segue acompanhando os produtores rurais nas questões relacionadas à sanidade animal e à atividade pecuária. Por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), os pecuaristas podem contar com capacitações em temas como vacinação e manejo do rebanho, além da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

Status sanitário amplia acesso a mercados

A qualidade e segurança sanitária têm colaborado para que a carne de Mato Grosso amplie cada vez mais o mercado de exportação internacional. O status sanitário contribui para ampliar as condições de acesso a mercados que estabelecem requisitos específicos para a origem dos produtos de origem animal. Um exemplo é a abertura do mercado das Filipinas para a exportação de carne suína e bovina com osso e miúdos de Mato Grosso.

A dimensão do mercado alcançado pelas cadeias de proteína animal também aparece nos dados acompanhados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Entre janeiro e agosto de 2026, Mato Grosso exportou 665,91 mil toneladas de carne bovina em equivalente carcaça, o equivalente a 25,77% das exportações brasileiras, com receita de US$ 3,16 bilhões.

No mesmo período, as exportações de carne suína somaram 32,36 mil toneladas, correspondentes a 3,14% do volume brasileiro, com receita de US$ 66,68 milhões. Os números mostram a dimensão das cadeias de proteína animal para o comércio exterior de Mato Grosso e reforçam a importância da manutenção dos padrões sanitários que sustentam o acesso aos mercados. (com Ana Frutuoso/Assessoria FAMATO)

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Elefante Sandro entra em lagoa pela primeira vez no Santuário em MT

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O elefante Sandro, de 54 anos, entrou pela primeira vez na lagoa do Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, após chegar a Mato Grosso. Em um vídeo publicado neste domingo (27), ele aparece se refrescando coberto de lama, mas demonstrando esforço para sair da água. Segundo a equipe do santuário, o animal está abaixo do peso e apresenta a musculatura debilitada.

De acordo com a publicação, ele vinha demonstrando mais interesse pelo lamaçal e pela água dos bebedouros. Quando a equipe voltou a encontrá-lo, o elefante já havia se banhado e estava coberto de lama.

O santuário chamou atenção para a dificuldade de Sandro ao subir a pequena rampa de acesso à lagoa. Segundo a equipe, a rampa tem uma inclinação suave e, entre os elefantes que já viveram no local, nenhum precisou fazer tanto esforço para sair da água.

Apesar da dificuldade, a equipe considera o banho uma oportunidade para Sandro se movimentar com menos impacto sobre o corpo. Caminhar na água pode ajudá-lo a se exercitar, enquanto o contato com a água amolece os pés e os prepara para os cuidados que serão feitos pelos tratadores.

Na primeira semana de adaptação ao santuário, Sandro também passou a receber uma dieta reforçada. Além dos alimentos que já recebia no zoológico, os cuidadores incluíram outros itens na alimentação para ajudar na recuperação física e no ganho de força. Segundo o santuário, a dieta poderá ser ajustada após a avaliação dos dentes do elefante e conforme sua evolução.

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Elefante Sandro recebe dieta especial para recuperar peso em Santuário de MT

 

Chegada a Mato Grosso

 

Elefante Sandro explora o novo recinto no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT). — Foto: Victoria Oliveira/g1

Elefante Sandro explora o novo recinto no Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT). — Foto: Victoria Oliveira/g1

Sandro chegou ao Santuário de Elefantes Brasil depois de percorrer aproximadamente 1,6 mil quilômetros entre Sorocaba, no interior de São Paulo, e Chapada dos Guimarães. A viagem começou na quarta-feira (16) e durou dois dias, com paradas para alimentação e acompanhamento veterinário. Antes de chegar ao santuário, o elefante passou por Campo Verde (MT), onde foi realizada uma avaliação das condições físicas.

Ao chegar ao destino, a caixa de transporte foi aberta e deixou o compartimento rapidamente e começou a explorar o novo recinto. A transferência para Mato Grosso marca uma mudança importante na vida do animal. No local, ele passa a ter acesso a uma área maior, com vegetação, árvores, terra e lago, onde poderá desenvolver gradualmente maior autonomia.

Sandro também se tornou o primeiro elefante macho a viver no Santuário, que já abrigava seis fêmeas. Apesar de dividir a propriedade com elas, o animal permanece em um espaço separado. O manejo permite que Sandro veja, sinta o cheiro e se comunique com as fêmeas por meio de vocalizações, mas sem contato físico direto.

Mudança após décadas

 

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O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

Antes de chegar a Mato Grosso, Sandro passou a maior parte da vida em cativeiro. O elefante viveu durante um período em um circo e, posteriormente, foi levado para o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba. No zoológico paulista, ele viveu durante anos ao lado da elefanta Haisa. Após a morte da companheira, Sandro passou a viver sozinho.

Depois de mais de quatro décadas no zoológico, a transferência para o santuário abriu uma nova etapa na vida do animal. Embora já tenha convivido com outros elefantes anteriormente, Sandro agora está em um ambiente diferente, com a presença de outras fêmeas nas proximidades e uma área planejada para estimular comportamentos mais naturais.

A adaptação, no entanto, acontece de forma gradual. Além de acompanhar a interação de Sandro com o novo ambiente, a equipe monitora o peso, a musculatura, a alimentação e as condições de saúde para definir os próximos passos do manejo.

Elefante Sandro entra em lagoa pela 1ª vez no Santuário e demonstra musculatura debilitada — Foto: Santuário de Elefantes Brasil

Elefante Sandro entra em lagoa pela 1ª vez no Santuário e demonstra musculatura debilitada — Foto: Santuário de Elefantes Brasil

 

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