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29 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Ceema/Milho: Cotações em Chicago reagem ao USDA e Mato Grosso finaliza safrinha recorde – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado, em Chicago, após recuar para US$ 4,36/bushel no dia 11/08, subiu para US$ 4,57 no dia 12/08, após o anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA. Já o fechamento do dia 13/08 (quinta-feira) registrou novamente um recuo, ficando em US$ 4,48/bushel, contra US$ 4,39 uma semana antes.

O relatório manteve, para 2026/27, a estimativa da safra estadunidense em 406 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais ficaram em 42 milhões, com um recuo de quase 3,5 milhões de toneladas sobre julho. Em termos mundiais, o volume a ser colhido aumentou dois milhões de toneladas, atingindo a 1,299 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais globais sofreram um pequeno recuo, para 274,7 milhões de toneladas. A produção brasileira de milho está projetada em 139 milhões de toneladas e a da Argentina em 55 milhões. Com isso, o preço médio ao produtor do cereal nos EUA registraria US$ 4,50/bushel neste novo ano comercial.

Dito isso, as condições das lavouras de milho nos EUA, em 09/08, recuaram para 61% entre boas a excelentes, contra 72% no mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, os embarques de milho pelos EUA, na semana encerrada em seis de agosto, atingiram a 1,74 milhão de toneladas, levando o total acumulado no ano a 79,02 milhões, ou seja, 25% acima do registrado em igual período do ano anterior. Naquela semana, tais embarques foram historicamente os melhores, para uma semana de agosto. A Espanha foi o principal destino, representando 21% do total exportado pelos EUA em milho.

Ainda no exterior, a França aponta que sua produção de milho deverá recuar 35% em 2026 diante dos problemas climáticos vividos pelo país. Com isso, o volume a ser colhido cai para 9 milhões de toneladas, sendo este o mais baixo desde 1980. Já analistas privados estimam uma safra ainda menor, ficando ao redor de 6,9 milhões de toneladas, ou seja, a menor desde 1976 (cf. Argus Media). A produção francesa de trigo igualmente será menor, devendo cair 4% em relação ao ano anterior, ficando em 31,9 milhões de toneladas. Já a produção de canola foi revisada para cima, podendo alcançar 4,7 milhões de toneladas (2% acima do registrado no ano anterior) e a de girassol ficando em apenas 1,4 milhão de toneladas, sendo este o menor volume desde 1980.

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E aqui no Brasil, os preços do milho pouco oscilaram, mais uma vez. No Rio Grande do Sul as principais praças trabalharam com valores de R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 45,00 e R$ 62,50/saco.

Dito isso, as exportações brasileiras de milho começam a acelerar em agosto. Segundo a Secex, após o Brasil ter exportado 1,94 milhão de toneladas do cereal em julho/26, contra 2,4 milhões em junho do ano passado, deixando a média diária 20,2% abaixo da média de julho/25, para agosto a projeção é de vendas externas muito maiores. O mês iniciou já com 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. Isso demonstra que, a partir de agora, as exportações estão realmente disputando milho com a demanda interna. Nos quatro primeiros dias úteis de agosto o país já exportou 481.000 toneladas, sendo 72.000 para o Vietnã, outras 79.000 para a Arábia Saudita, e 75.000 toneladas para a China, demonstrando que o milho brasileiro está competitivo no mercado mundial (cf. Agrinvest).

Também aqui a Espanha aparece como um importante comprador para o conjunto do ano. O mercado chega a considerar que, se a Espanha comprar mais de 600.000 toneladas em agosto, o total a ser exportado pelo Brasil, no atual ano comercial, tenderá a ultrapassar as 40 milhões de toneladas.

Lembrando que o relatório do USDA, deste dia 12/08, aponta exportações brasileiras do cereal em 44 milhões de toneladas para 2026/27. Enfim, a colheita da safrinha de milho 2026, no Centro-Sul brasileiro, teria atingido a 79% da área semeada no dia 06/08, contra 88% um ano antes (cf. AgRural). Já o Mato Grosso, maior produtor nacional de milho e soja, chega ao final da colheita da safrinha estimando um volume de 57,4 milhões de toneladas, com alta de 3,5% sobre o ano anterior. A área total plantada ficou em 7,43 milhões de hectares, com alta de 2,4% sobre o ano anterior, e a produtividade média estável em 128,7 sacos/hectare.

A demanda, sustentada pelas usinas de etanol, chegaria a 57,2 milhões de toneladas em 2025/26, sendo que o consumo interno ficaria em 22,1 milhões de toneladas, com alta de 9,1% sobre o ano anterior. Já as vendas para outros Estados brasileiros chegaria a 11 milhões de toneladas, com 6,2% de aumento sobre o ano anterior. Com isso, o Estado projeta exportar 1,1% a menos neste ano, com o volume ficando em 24,1 milhões de toneladas. Por outro lado, os produtores de milho do Mato Grosso encerraram julho com 64,3% da safra 2025/26 vendida.

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Já para a safra 2026/27 a comercialização atingiu a 10,6% do volume a ser colhido. Para a soja, a safra 2025/26 alcançava 93,1% vendida e, para a safra 2026/27, as vendas da oleaginosa atingiam 30,2% de forma antecipada (cf. Imea).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: Ceema/Unijuí

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Plantio da safra de verão 2026/27 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 35,5% – MAIS SOJA

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O plantio de milho da safra de verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil atingia 35,5% da área estimada de 3,561 milhões de hectares até sexta-feira (25), segundo levantamento de Safras & Mercado.

O cultivo de milho chegou a 67,9% da área prevista de 940 mil hectares no Rio Grande do Sul, a 50,1% dos 597 mil hectares estimados em Santa Catarina e a 50,2% dos 537 mil hectares projetados no Paraná. A semeadura atinge 6,5% da área prevista de 293 mil hectares em São Paulo e a 4,7% dos 847 mil hectares projetados em Minas Gerais. Nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás/Distrito Federal e Mato Grosso o plantio ainda não teve início.

No mesmo período do ano passado, o plantio estava concluído em 36,8% da área estimada de 3,608 milhões de hectares. Já a média de plantio dos últimos cinco anos é de 33,1% no período.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Rural Clima prevê chuvas em praticamente todo o Brasil nesta semana, mas alerta para irregularidadeAs chuvas devem avançar por praticamente todo o Brasil nesta semana, com a atuação de uma frente fria que ganha força sobre o Sul e posteriormente alcança as regiões centrais. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, o cenário será marcado por precipitações mais frequentes, mas ainda com irregularidade no Cerrado e temperaturas extremamente elevadas entre os períodos chuvosos. O Rio Grande do Sul segue registrando volumes elevados, com chuvas também em Santa Catarina. Para esta segunda-feira (28) e terça-feira (29), há possibilidade de temporais no estado gaúcho. A partir de terça, as instabilidades avançam para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Paraguai, além de provocar pancadas isoladas em Mato Grosso. Na quarta-feira (30), a frente fria deve alcançar áreas mais centrais, incluindo Mato Grosso do Sul, enquanto na quinta-feira (1º) as instabilidades avançam ainda mais sobre o Centro do país. Segundo Santos, as chuvas previstas para o Cerrado ainda serão irregulares, embora possam ocorrer na forma de temporais. “Tanto essa semana quanto as próximas serão marcadas por chuvas mais regulares e frequentes”, afirmou. O agrometeorologista, no entanto, alerta que o El Niño pode fazer com que, em determinados períodos, as chuvas fiquem mais concentradas no Sul. Ainda assim, ele não prevê ausência prolongada de precipitações nas demais regiões. “Não haverá uma ausência total de chuvas por mais de 10, 15 dias”, explicou. Segundo Santos, podem ocorrer intervalos de aproximadamente uma semana entre episódios de chuva mais significativos, com pancadas isoladas nesse período. Outro ponto de atenção são as temperaturas. Entre uma frente fria e outra, o calor deve voltar com intensidade, com previsão de temperaturas extremamente elevadas em grande parte do país. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, as temperaturas tendem a ficar mais baixas devido à passagem das frentes frias. Santos recomenda atenção aos produtores que já iniciaram o plantio da soja e também aos cultivos de café e cana-de-açúcar. O agrometeorologista também afirmou que os modelos europeu e americano apresentam sinal semelhante para as próximas semanas, com possibilidade de períodos de menor ocorrência de chuvas. – MAIS SOJA

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As chuvas devem avançar por praticamente todo o Brasil nesta semana, com a atuação de uma frente fria que ganha força sobre o Sul e posteriormente alcança as regiões centrais. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, o cenário será marcado por precipitações mais frequentes, mas ainda com irregularidade no Cerrado e temperaturas extremamente elevadas entre os períodos chuvosos.

O Rio Grande do Sul segue registrando volumes elevados, com chuvas também em Santa Catarina. Para esta segunda-feira (28) e terça-feira (29), há possibilidade de temporais no estado gaúcho. A partir de terça, as instabilidades avançam para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Paraguai, além de provocar pancadas isoladas em Mato Grosso.

Na quarta-feira (30), a frente fria deve alcançar áreas mais centrais, incluindo Mato Grosso do Sul, enquanto na quinta-feira (1º) as instabilidades avançam ainda mais sobre o Centro do país.

Segundo Santos, as chuvas previstas para o Cerrado ainda serão irregulares, embora possam ocorrer na forma de temporais. “Tanto essa semana quanto as próximas serão marcadas por chuvas mais regulares e frequentes”, afirmou.

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O agrometeorologista, no entanto, alerta que o El Niño pode fazer com que, em determinados períodos, as chuvas fiquem mais concentradas no Sul. Ainda assim, ele não prevê ausência prolongada de precipitações nas demais regiões.

“Não haverá uma ausência total de chuvas por mais de 10, 15 dias”, explicou. Segundo Santos, podem ocorrer intervalos de aproximadamente uma semana entre episódios de chuva mais significativos, com pancadas isoladas nesse período.

Outro ponto de atenção são as temperaturas. Entre uma frente fria e outra, o calor deve voltar com intensidade, com previsão de temperaturas extremamente elevadas em grande parte do país. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, as temperaturas tendem a ficar mais baixas devido à passagem das frentes frias.

Santos recomenda atenção aos produtores que já iniciaram o plantio da soja e também aos cultivos de café e cana-de-açúcar.

O agrometeorologista também afirmou que os modelos europeu e americano apresentam sinal semelhante para as próximas semanas, com possibilidade de períodos de menor ocorrência de chuvas.

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Fonte: Agência Safras



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Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mais grãos, menos espaço: painel revela desafio da armazenagem em MS – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul produzirá 27,9 milhões de toneladas de soja e milho.

Um levantamento realizado pela Aprosoja/MS, identificou um déficit de aproximadamente 12 milhões de toneladas na capacidade de armazenagem do Estado. O diagnóstico considera a média das cinco últimas safras.

Para atender à recomendação técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) seriam necessários 29,22 milhões de toneladas de espaço para armazenamento. Atualmente, a capacidade é de 17,19 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível corresponde a 58,8% da capacidade recomendada.

O Painel de Armazenagem, disponibilizado gratuitamente pela Aprosoja/MS, mostra que o problema é crônico: dos 78 municípios produtores de grãos de Mato Grosso do Sul, 71 apresentam déficit de armazenagem. Dois grandes produtores de grãos de MS: Ponta Porã e Maracaju apresentam juntos, cerca de 2,43 milhões de toneladas de déficit de armazenagem .

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“A análise da capacidade de armazenamento em Mato Grosso do Sul revela um cenário de grande contraste. Embora o Estado possua uma infraestrutura robusta em algumas regiões, a análise detalhada dos dados, cruzando a capacidade estática com a produção agrícola e as recomendações da FAO, evidencia um déficit estrutural significativo que pode comprometer a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense a médio e longo prazo”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes.

Atualmente, o Estado possui 17,19 milhões de toneladas de capacidade estática instalada, distribuída em 799 complexos armazenadores presentes em 65 municípios.

Dourados é o município com maior capacidade, com aproximadamente 2,42 milhões de toneladas, e figura entre os sete municípios que apresentam saldo positivo entre a estrutura disponível e a necessidade calculada. Também estão nessa condição Bataguassu, Batayporã, Porto Murtinho, Sidrolândia, Brasilândia e Três Lagoas.

“Dourados, Sidrolândia, Maracaju, Ponta Porã e São Gabriel do Oeste concentram 49,9% da capacidade de armazenagem identificada no Estado, embora respondam por 37,6% da produção considerada no estudo”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

Logística

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Além de dimensionar a capacidade instalada, o painel permite observar a relação entre armazenagem e infraestrutura logística.  Cerca de 41% da capacidade de armazenagem de Mato Grosso do Sul está concentrada em unidades localizadas em um raio de até 30 quilômetros da BR-163. Considerando as rodovias federais, o percentual chega a 88,6%.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, na ferrovia, o cenário é diferente. “Embora Mato Grosso do Sul possua 1.581 quilômetros de malha ferroviária, apenas 378 quilômetros apresentam circulação regular. O levantamento identificou 306 unidades de armazenagem em um raio de até 30 quilômetros das ferrovias existentes, correspondendo a 41,6% da capacidade estadual. Próximo à Malha Norte, única com operação regular, estão apenas 7,9% da capacidade”.

As hidrovias também apresentam participação reduzida. Apenas 3,9% da capacidade de armazenagem do Estado está localizada em um raio de até 30 quilômetros dos corredores hidroviários analisados.

“A maior utilização do transporte hidroviário pode trazer benefícios significativos para a logística do Estado. Esses corredores ampliam as alternativas de escoamento da produção agrícola e podem reduzir a pressão sobre o transporte rodoviário, especialmente em períodos de maior movimentação da safra. Entretanto, a utilização das hidrovias está condicionada às condições de navegabilidade dos rios, que podem variar ao longo do ano em função dos níveis hidrológicos, impondo limitações à capacidade e à regularidade do transporte. Nesse contexto, a disponibilidade de unidades armazenadoras próximas aos corredores hidroviários pode contribuir para a formação e consolidação de cargas, aumentando a flexibilidade logística e favorecendo um fluxo de escoamento mais regular”, aponta Gabriel Balta.

Rota Bioceânica

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A Rota Bioceânica representa uma grande oportunidade de diversificação das rotas logísticas de Mato Grosso do Sul, ao conectar o estado aos portos do norte do Chile, estabelecendo uma nova conexão do Centro-Oeste ao Oceano Pacífico. O novo corredor permitirá acesso a mercados internacionais, principalmente asiáticos, reduzindo prazos de entrega e a dependência das rotas tradicionais.

Nesse contexto, a expansão da infraestrutura de armazenagem deverá acompanhar a consolidação do novo corredor logístico. A disponibilidade de unidades armazenadoras estrategicamente localizadas pode contribuir para maior flexibilidade no planejamento do escoamento e melhor aproveitamento das diferentes alternativas de transporte. Porto Murtinho, na ponta brasileira da rota, já apresenta superávit de armazenagem; a expansão da capacidade no Oeste e no Sudoeste precisa acompanhar a consolidação do corredor.

Descompasso

Os dados do painel revelam um cenário de crescimento descompassado entre a expansão da infraestrutura de armazenagem e o aumento da produção agrícola, evidenciando que o problema atual não é conjuntural, mas resultado de uma tendência consolidada ao longo de mais de uma década.

O ano de 2023, por exemplo, marca um ponto crítico na série histórica, registrando o maior déficit do período, de 21,53 milhões de toneladas. Esse pico coincide com a maior produção de grãos do Estado, quando a necessidade de armazenagem alcançou 35,07 milhões de toneladas. Esse déficit expõe a vulnerabilidade do sistema de armazenagem sul-mato-grossense diante de safras com altas produtividades, situação que tende a se tornar mais frequente com os avanços tecnológicos e a expansão das áreas cultivadas.

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O Painel

O painel reúne informações da base nacional de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do levantamento de campo do SIGA-MS.

O estudo considera exclusivamente a produção de soja e milho. Para a soja, foi utilizada a média das safras de 2021/22 a 2025/26. Para o milho, foram consideradas as cinco últimas safras encerradas, de 2020/21 a 2024/25.

A atualização do painel amplia a capacidade de visualização sobre um dos principais gargalos da cadeia de grãos no Estado. Mais do que apontar quanto falta armazenar, os dados permitem identificar onde a infraestrutura está concentrada, quais regiões apresentam maior necessidade e quais áreas podem ter potencial para novos investimentos em armazenagem.

O acesso é gratuito, clique aqui.

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Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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