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14 de maio de 2026

Sustentabilidade

Produtores de algodão lançam iniciativa para fortalecer o manejo integrado de pragas e o combate a doenças nas lavouras – MAIS SOJA

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Com o propósito de fortalecer o ambiente nacional de divulgação de pesquisas e iniciativas que vêm demonstrando eficácia no controle de pragas e doenças do algodoeiro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza, na próxima quinta-feira,14 de maio, em Brasília (DF), o Workshop de MIPD.

O encontro reunirá especialistas, pesquisadores, consultores e representantes do setor produtivo para debater soluções voltadas ao aumento da eficiência no uso de insumos, à preservação das biotecnologias disponíveis no mercado e à redução dos custos de produção da cotonicultura brasileira.

Práticas sustentáveis na cotonicultura nacional

A realização do evento é parte do trabalho desenvolvido pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde a sua criação, em 2012, incentiva a adoção de práticas sustentáveis na cotonicultura nacional. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, “No ABR o manejo integrado de pragas é um tema prioritário por entendermos que o uso eficiente de insumos é estratégico para a cotonicultura nacional. As práticas fazem parte das exigências que os produtores participantes do programa devem cumprir”.

Carneiro ainda explica que o ABR acompanha as práticas utilizadas em campo com o objetivo de apoiar a adoção do manejo integrado de pragas, especialmente o uso de bioinsumos. “Em 2025, a Abrapa realizou um estudo com 470 fazendas certificadas pelo ABR e descobriu que 79,8% delas já fazem a utilização de bioinsumos no controle de pragas e doenças.”

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Esse é terceiro workshop que a Abrapa e o ABR se dedicam ao tema. “Eventos como este são importantes para o compartilhamento de experiências e resultados aplicados na cultura do algodão em diferentes regiões do Brasil e até do mundo”, define o gerente.

Destaques da programação

A programação será dividida em três grandes blocos temáticos: manejo de bicudo e lagartas, manejo de doenças e uso de biológicos.

Ao longo do dia, os participantes acompanharão painéis técnicos sobre o cenário atual do bicudo-do-algodoeiro nas principais regiões produtoras do país, manejo integrado de pragas, destruição de soqueira, manejo de lagartas, fortalecimento do refúgio e estratégias para o controle de doenças como Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola.

O evento também abrirá espaço para discussões sobre o uso de ferramentas seletivas, biológicos e iniciativas colaborativas que contribuam para reduzir custos de produção e ampliar a eficiência no uso de insumos.

Entre os palestrantes confirmados estão especialistas de instituições como Embrapa Algodão, ESALQ, UFPel, UFRPE, Fundação Bahia, Fundação Chapadão, IMAmt e representantes do setor produtivo. O workshop contará ainda com participação de cotonicultores australianos e tradução simultânea português-inglês durante as apresentações e intervenções dos consultores convidados. O encerramento trará uma rodada de debates e um momento de networking entre os participantes.

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Fonte: Assessoria



 

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Sustentabilidade

Colheita da soja atinge 95% no RS com produtividade marcada por forte variabilidade regional – MAIS SOJA

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A colheita se aproxima da conclusão, alcançando 95% da área cultivada. As operações avançaram de forma consistente na maior parte do período, favorecidas por intervalos de tempo firme e adequada trafegabilidade das áreas, embora as precipitações tenham provocado interrupções em 07/05, especialmente em terrenos de menor drenagem e áreas
de relevo mais restritivo.

As áreas remanescentes correspondem a lavouras de semeadura tardia ou de segunda safra, as quais estão majoritariamente em maturação ou maduras para colheita. Há também parcelas tardias ainda em enchimento de grãos, sobretudo em sistemas irrigados ou implantados após o período preferencial de semeadura, mas que não apresentam relevância estatística.

Observa-se elevada variabilidade produtiva entre regiões e ambientes de cultivo, refletindo principalmente a irregularidade da distribuição hídrica ao longo do ciclo, em especial durante as fases críticas de definição de rendimento. No período, foram observados problemas relacionados à desuniformidade de maturação e à maior presença de impurezas.

Em termos fitossanitários, as condições de elevada umidade favoreceram o aumento da incidência de doenças foliares e de percevejos em parte das áreas remanescentes, pois houve dificuldade em realizar pulverizações preventivas e de controle.

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A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectare Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita está em finalização. Em Maçambará, 95% dos 55.000 hectares foram colhidos, e as produtividades seguem baixas nas áreas remanescentes de safrinha em razão do porte reduzido e do encurtamento do ciclo, decorrentes da implantação tardia. Em Alegrete, 80% dos 95.000 hectares foram colhidos, com produtividade média próxima de 2.100 kg/ha.

Em São Gabriel, diante da previsão de precipitações, os produtores realizaram a colheita, apesar de a umidade dos grãos estar acima de 18%, sendo registradas produtividades em torno de 2.500 kg/ha. Na Campanha, o rendimento operacional foi favorecido pela baixa umidade da palha e dos grãos, embora ainda haja áreas com excesso de umidade no solo e restrição de acesso às máquinas colhedoras. Em Hulha Negra, as melhores produtividades se aproximam de 2.700 kg/ha, mas, na maior parte das lavouras, varia entre 1.800 e 2.100 kg/ha.

Na de Caxias do Sul, a colheita foi concluída na região da Serra, e restam menos de 10% da área nos Campos de Cima da Serra. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 3.000 kg/ha, abaixo da expectativa inicial.

Na de Erechim, a colheita alcança 99% da área cultivada, e resta 1% maduro por colher. A produtividade média regional está aproximadamente em 3.700 kg/ha, variando entre 2.200
e 4.200 kg/ha, conforme o município. As cultivares de ciclo normal apresentaram melhor desempenho produtivo.

Na de Ijuí, a colheita evoluiu apenas 1% e atinge 95% da área cultivada, à espera da finalização do ciclo em lavouras remanescentes. A produtividade média está próxima de 3.000 kg/ha. As áreas de segundo cultivo apresentam bom desempenho produtivo, mas há aumento na incidência de doenças foliares em cultivos no final da fase de enchimento de grãos. Há baixa adoção de plantas de cobertura nas áreas após a colheita.

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Na de Passo Fundo, a colheita está praticamente concluída; restam apenas áreas sem expressão estatística. A produtividade média está em torno de 3.500 kg/ha, mas há variações pontuais entre lavouras e microrregiões.

Na de Pelotas, 74% foram colhidos. A produtividade média regional continua em torno de 2.800 kg/ha. Em parte das áreas, mesmo antes da colheita, os produtores realizaram a semeadura antecipada de forrageiras de inverno, especialmente azevém, por meio de aviação agrícola e de drones.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, a colheita está tecnicamente encerrada nos 147.000 hectares cultivados, e a produtividade está estimada em 3.000 kg/ha. Na região, a produtividade média deverá se situar em torno de 2.900 kg/ha.

Na de Santa Rosa, 2% estão em enchimento de grãos, 8% maduros e 90% colhidos. A recorrência de chuvas dificultou a conclusão da colheita, especialmente em áreas baixas com elevada umidade do solo, ocasionando atolamentos e danos superficiais. Nas áreas implantadas em resteva de milho de sequeiro, intensificou-se a fase de maturação, e os cultivos irrigados ainda estão no estágio de enchimento de grãos. Algumas lavouras apresentam maturação desuniforme, demandando dessecação pré-colheita. Há elevada presença de percevejos nas áreas remanescentes.

Na de Soledade, no Alto da Serra do Botucaraí e Centro Serra, a colheita está praticamente concluída; restam apenas áreas pontuais de semeadura tardia. No Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita supera 97% da área. As chuvas, no final do período, interromperam temporariamente as operações. Há relatos frequentes de produtividades em torno de 3.600
kg/ha, mas a média regional deve ficar próxima de 3.000 kg/ha.

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Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 115,92 para R$ 114,52, reduzindo 1,21% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Colheita do milho alcança 94% no RS com produtividade acima de 7,4 mil kg/ha – MAIS SOJA

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A colheita de milho alcança 94% da área cultivada no Estado. A operação já foi finalizada em plantios realizados no período inicial e intermediário, conforme indicados noZoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). As áreas implantadas em período tardio ou em safrinha estão em enchimento de grãos (2%) e maturação (4%). As precipitações registradas em 07/05 interromperam temporariamente as operações de colheita em parte das regiões produtoras.

As produtividades se mantêm em níveis satisfatórios na maior parte das lavouras, apesar de perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas durante as fases críticas do ciclo, especialmente no Oeste do Estado.

As condições climáticas no primeiro decêndio de maio favoreceram o desenvolvimento das áreas remanescentes, especialmente em razão da adequada disponibilidade hídrica. De modo geral, as lavouras apresentam bom potencial produtivo para a época de implantação, apesar da redução no porte das plantas e da limitação parcial do rendimento, as quais foram afetadas pela restrição hídrica em fases anteriores.

As condições fitossanitárias estão apropriadas; há integridade de colmo e de espiga, o que favorece a manutenção da qualidade dos grãos em colheita. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/h

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita atinge cerca de 90% da área cultivada; 8% das lavouras se encontram em maturação; e o restante em enchimento de grãos, com potencial produtivo satisfatório para a época de semeadura. Em São Gabriel, os produtores participantes do Programa Milho 100% relataram bom desempenho das lavouras, com destaque para a sanidade foliar, de colmo e espiga. Em Bagé, os pequenos produtores realizam a dobra das plantas, visando acelerar a secagem e reduzir a incidência de fungos nos grãos.

Em Santana do Livramento, os ventos fortes, ocorridos em 07/05, ocasionaram tombamento de plantas em pontos isolados. Porém, não há risco de perdas significativas na colheita, que será realizada de forma manual ou mesmo mecanizada.

Na de Caxias do Sul, restam pequenas áreas a serem colhidas, principalmente em propriedades familiares da Serra e Hortênsias, onde é comum a colheita gradual, manual ou com máquinas de pequeno porte, e o armazenamento do grão em espiga ou a granel para consumo próprio.

Na de Pelotas, a colheita alcança 60%. As lavouras restantes se distribuem entre enchimento de grãos (14%) e maturação (26%). A produtividade média regional está em 4.809 kg/ha. As cerealistas da região retomaram o recebimento de milho para secagem e armazenamento, após interrupção para priorizar a operação na soja e no arroz.

Na de Santa Rosa, 3% estão em enchimento de grãos, 2% maduros e 95% colhidos. As produtividades seguem dentro das expectativas, variando entre 4.800 e 8.400 kg/ha em áreas de sequeiro e entre 10.800 e 12.000 kg/ha em áreas irrigadas. O milho safrinha está
predominantemente na fase de enchimento de grãos, favorecido pela boa umidade do solo.

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Nas áreas destinadas à próxima safra, está sendo semeado mix de plantas de cobertura para incremento de matéria orgânica no solo. Na de Soledade, 75% foram colhidos. Nas áreas implantadas entre novembro e janeiro, predominam cultivos em enchimento de grãos (20%), além de 2% em maturação fisiológica e 3% em maturação de colheita. As condições de temperatura, umidade do solo e radiação solar continuam favoráveis ao desenvolvimento das lavouras tardias, promovendo evolução gradual do ciclo e definição dos componentes de rendimento.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,07%, de R$ 58,12 para R$ 58,08 em média no Estado.

Fonte: Emater/RS


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Sustentabilidade

Custos elevados e risco climático devem reduzir área de trigo no RS – MAIS SOJA

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A cultura do trigo no Rio Grande do Sul se encontra em período de entressafra. Os produtores estão realizando as operações preparatórias para a implantação das lavouras, incluindo dessecação de plantas daninhas e manejo da cobertura vegetal do solo.

O cenário atual indica tendência de redução da área cultivada na próxima safra, influenciada por fatores econômicos, como a elevação dos custos de produção, principalmente fertilizantes, maior restrição ao crédito rural, cautela na contratação de seguro agrícola e limitação da cobertura dos instrumentos de mitigação de risco, especialmente em relação às perdas qualitativas do grão. Adicionalmente, os prognósticos de possível atuação de El Niño durante o inverno e a primavera ampliam a percepção de risco produtivo e contribuem para desestimular o plantio.

A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, iniciou o manejo das áreas para a implantação da cultura, especialmente nas com presença de plantas daninhas resistentes a herbicidas e necessidade de controle mais eficiente de azevém, cuja emergência está baixa até o momento. Em áreas antecedidas por plantas de cobertura, observa-se adequada proteção do solo. Continua a indefinição quanto à área a ser cultivada na próxima safra.

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Na de Santa Rosa, observa-se tendência de redução de área cultivada em função das dificuldades de acesso ao crédito rural, limitações do Proagro e menor expectativa de rentabilidade em comparação a outras atividades produtivas. Em Santo Antônio das Missões, estima-se redução mínima de 30% da área cultivada em relação aos 21.000 hectares implantados na safra anterior. Parte dos produtores deverá optar pela implantação de mix de plantas de cobertura para a manutenção das áreas e supressão de plantas daninhas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,37%, passando de R$ 62,24 para R$ 63,09.

Fonte: Emater/RS


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