Sustentabilidade
Colheita do milho alcança 94% no RS com produtividade acima de 7,4 mil kg/ha – MAIS SOJA

A colheita de milho alcança 94% da área cultivada no Estado. A operação já foi finalizada em plantios realizados no período inicial e intermediário, conforme indicados noZoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). As áreas implantadas em período tardio ou em safrinha estão em enchimento de grãos (2%) e maturação (4%). As precipitações registradas em 07/05 interromperam temporariamente as operações de colheita em parte das regiões produtoras.
As produtividades se mantêm em níveis satisfatórios na maior parte das lavouras, apesar de perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas durante as fases críticas do ciclo, especialmente no Oeste do Estado.
As condições climáticas no primeiro decêndio de maio favoreceram o desenvolvimento das áreas remanescentes, especialmente em razão da adequada disponibilidade hídrica. De modo geral, as lavouras apresentam bom potencial produtivo para a época de implantação, apesar da redução no porte das plantas e da limitação parcial do rendimento, as quais foram afetadas pela restrição hídrica em fases anteriores.
As condições fitossanitárias estão apropriadas; há integridade de colmo e de espiga, o que favorece a manutenção da qualidade dos grãos em colheita. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/h
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita atinge cerca de 90% da área cultivada; 8% das lavouras se encontram em maturação; e o restante em enchimento de grãos, com potencial produtivo satisfatório para a época de semeadura. Em São Gabriel, os produtores participantes do Programa Milho 100% relataram bom desempenho das lavouras, com destaque para a sanidade foliar, de colmo e espiga. Em Bagé, os pequenos produtores realizam a dobra das plantas, visando acelerar a secagem e reduzir a incidência de fungos nos grãos.
Em Santana do Livramento, os ventos fortes, ocorridos em 07/05, ocasionaram tombamento de plantas em pontos isolados. Porém, não há risco de perdas significativas na colheita, que será realizada de forma manual ou mesmo mecanizada.
Na de Caxias do Sul, restam pequenas áreas a serem colhidas, principalmente em propriedades familiares da Serra e Hortênsias, onde é comum a colheita gradual, manual ou com máquinas de pequeno porte, e o armazenamento do grão em espiga ou a granel para consumo próprio.
Na de Pelotas, a colheita alcança 60%. As lavouras restantes se distribuem entre enchimento de grãos (14%) e maturação (26%). A produtividade média regional está em 4.809 kg/ha. As cerealistas da região retomaram o recebimento de milho para secagem e armazenamento, após interrupção para priorizar a operação na soja e no arroz.
Na de Santa Rosa, 3% estão em enchimento de grãos, 2% maduros e 95% colhidos. As produtividades seguem dentro das expectativas, variando entre 4.800 e 8.400 kg/ha em áreas de sequeiro e entre 10.800 e 12.000 kg/ha em áreas irrigadas. O milho safrinha está
predominantemente na fase de enchimento de grãos, favorecido pela boa umidade do solo.
Nas áreas destinadas à próxima safra, está sendo semeado mix de plantas de cobertura para incremento de matéria orgânica no solo. Na de Soledade, 75% foram colhidos. Nas áreas implantadas entre novembro e janeiro, predominam cultivos em enchimento de grãos (20%), além de 2% em maturação fisiológica e 3% em maturação de colheita. As condições de temperatura, umidade do solo e radiação solar continuam favoráveis ao desenvolvimento das lavouras tardias, promovendo evolução gradual do ciclo e definição dos componentes de rendimento.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,07%, de R$ 58,12 para R$ 58,08 em média no Estado.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Ceema/Trigo: Chuvas no sul ameaçam qualidade e custo de importação pressiona moinhos no Brasil – MAIS SOJA

A cotação do trigo, para o primeiro mês, após cair para US$ 6,30/bushel no dia 11/08, se recuperou e fechou a quinta-feira (13) em US$ 6,52, contra US$ 6,31 uma semana antes. O relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 12/08, trouxe uma leve redução na produção e nos estoques finais estadunidenses para 2026/27. No primeiro caso, o volume estimado é de 41,7 milhões de toneladas (um recuo de 23% sobre o ano anterior) e, no segundo caso, o volume é de 19,5 milhões (uma queda de 22% sobre o ano 2025/26). A produção mundial do cereal, após atingir a 843,4 milhões de toneladas no ano anterior, deverá cair para 819,3 milhões neste novo ano comercial.
Um recuo de 2,8%. Os estoques finais mundiais sobem levemente, atingindo a 273,2 milhões de toneladas. A colheita da Argentina foi mantida em 21 milhões de toneladas e a do Brasil reduzida para 6,1 milhões. Assim, o preço médio estimado ao produtor estadunidense de trigo, neste novo ano comercial, sobe para US$ 6,20/bushel.
Ao mesmo tempo, na semana encerrada em 06/08, os EUA exportaram 421.000 toneladas, atingindo a 3,3 milhões de toneladas exportadas de trigo no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho passado. Este volume é 25% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
Por sua vez, a colheita do trigo de inverno, nos EUA, atingia a 91% da área no dia 09/08, ficando exatamente dentro da média histórica. Já o trigo de primavera, na mesma data, alcançava 24% de área colhida, contra 19% na média.
Enquanto isso, as exportações russas de trigo, em agosto, tendem a ser as mais baixas em quase uma década. Isso se deve aos problemas de transporte no Mar Negro devido ao recrudescimento da guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo a Sovecon, tais exportações poderão recuar para algo entre 3 a 3,4 milhões de toneladas, o mais baixo volume para um mês de agosto desde o ano 2016/17. Em tal contexto, o volume total a ser exportado pela Rússia, em 2026/27, foi revisto para baixo, devendo atingir a 44,5 milhões de toneladas (cf. Ikar).
Ao mesmo tempo, a Ucrânia reduziu sua previsão de exportação de grãos para a safra de julho a junho de 2026/27 para algo entre 38 a 40 milhões de toneladas, o que representa uma queda de até 12% em relação à projeção anterior, devido aos ataques ao seu centro portuário de Odessa, no sul do país (cf. Reuters).
Já no Brasil, os preços se mantiveram estáveis, com o Rio Grande do Sul registrando valores entre R$ 69,00 e R$ 70,00/saco, enquanto no Paraná os mesmos permaneceram em R$ 75,00.
Dito isso, as vésperas de iniciar uma nova colheita do cereal, o Paraná indica que está prestes a enfrentar o maior déficit de abastecimento de trigo de sua história. Com uma produção estadual projetada em apenas 2,2 milhões de toneladas, diante de uma moagem prevista em 3,85 milhões de toneladas, o Estado terá que recorrer a importações substanciais. Lembrando que o Paraná responde por 30% da produção nacional de farinha de trigo. Além disso, os moinhos vêm de um período de margens apertadas pela dificuldade de repassar a alta do grão para o preço da farinha.
Aliás, a safra brasileira, que era projetada em 7,2 milhões de toneladas no início do ano, deverá ficar entre 5,5 a 5,9 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil deverá registrar a maior importação de trigo de sua história neste novo ano comercial. A Argentina segue como a origem mais competitiva pela proximidade logística e pela inserção no Mercosul, mas carrega um problema de qualidade em seu trigo.
A safra atual, que abastece o mercado até novembro, apresenta baixo teor de proteína e de glúten úmido, resultado direto do menor uso de fertilizantes nitrogenados nas lavouras vizinhas, os mesmos que encareceram a produção no Brasil. “E buscar qualidade em outras origens eleva drasticamente os custos. O trigo estadunidense chega a custar cerca de R$ 300,00 a mais por tonelada em relação ao argentino, pressionado pela menor safra dos Estados Unidos desde 1970 e pelo menor saldo exportável registrado desde 1960, segundo a série histórica do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No Mar Negro, o recrudescimento dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, com ataques a navios cargueiros e graneleiros no Mar de Azov e no Mar Negro, inflacionou fretes e seguros marítimos. O Paraguai, parceiro tradicional que costuma enviar trigo ao Paraná, também projeta redução em seu saldo exportável: de 600 mil toneladas no ciclo anterior para no máximo de 350 mil toneladas agora. A única variável que tem amenizado parcialmente o custo das importações é o câmbio.
Com um dólar oscilando entre R$ 5,00 e R$ 5,20, o trigo negociado em dólares fica mais barato em reais. A escalada dos preços internacionais, no entanto, tem eliminado parcialmente esse ganho cambial, resultando em custos de importação mais elevados nesta temporada” (cf. Safras & Mercado).
Além disso, o sul do país volta a enfrentar problemas climáticos, como excesso de chuvas e granizo, acompanhado, agora, de calor e alta umidade, fato que reduz o potencial produtivo do cereal, devendo trazer a colheita final para um volume ainda mais baixo do que o já reduzido número esperado.
Diante disso, as importações brasileiras de trigo e centeio, nestes primeiros dias de agosto, apontam para um volume de 126.200 toneladas, com crescimento médio de 7,7% sobre igual momento do ano anterior. E os gastos com importação, apesar do câmbio favorável, aumentam devido a melhoria dos preços externos. O preço médio obtido até aqui, em agosto, ficou em US$ 241,40/tonelada, contra US$ 231,80 no mesmo período de 2025, ou seja, uma alta de 4,1%. Com isso, a despesa média diária com as compras externas chegou a US$ 6,09 milhões, ante US$ 5,43 milhões há um ano, ou seja, um crescimento de 12,2% (cf. Secex).
Por outro lado, este quadro apertado de oferta em volume e qualidade vem aumentando os preços internos do trigo, mesmo que de forma lenta e insuficiente. Efetivamente, com a necessidade de recompor estoques, compradores vêm elevando gradualmente as ofertas na tentativa de encontrar lotes de melhor qualidade, enquanto vendedores ainda apresentam disponibilidade limitada de trigo da safra 2025 e a colheita 2026 apenas está iniciando.
Enfim, com a produção nacional em queda, estoques restritos e riscos climáticos sobre a nova safra, a evolução das importações deverá ser um dos indicadores importantes para acompanhar o abastecimento e a formação dos preços do trigo no Brasil nos próximos meses, havendo potencial para os preços pagos aos produtores aumentarem mais para o final do ano e início de 2027.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
El Niño, agro e a nova agenda de previsibilidade produtiva – MAIS SOJA

Por Vinicius Bof Bufon, Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente
O possível retorno do El Niño deve ser tratado com atenção pelo agro brasileiro, mas não apenas como um fenômeno climático. O ponto central é que ele chega em um momento no qual o setor já convive com margens mais apertadas, preços de commodities mais incertos, juros elevados, custos relevantes de produção e instabilidade global. A combinação entre clima mais volátil e ambiente econômico mais frágil torna o risco maior.
As previsões mais recentes indicam forte aumento da probabilidade de formação de El Niño em 2026. A NOAA/CPC aponta 82% de chance de El Niño entre maio e julho de 2026; o IRI/Columbia estima probabilidade de 98% para o mesmo período; e a Organização Meteorológica Mundial também indica desenvolvimento esperado do fenômeno a partir de meados de 2026, com impacto sobre padrões globais de temperatura e chuva.
No Brasil, os efeitos não são uniformes. Em parte do Sul, a preocupação costuma estar mais associada ao excesso de chuva, encharcamento, doenças e perda de janelas de plantio, manejo e colheita. Em regiões do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste, o risco pode estar mais ligado a calor, veranicos, atraso ou irregularidade das chuvas e estresse das lavouras em fases críticas. Para a agricultura, não basta saber se vai chover mais ou menos no ano. O que importa é quando chove, como chove e em que fase da cultura isso acontece.
O evento atual preocupa, mas preocupa ainda mais a possibilidade de sequências de eventos ruins. As projeções climáticas indicam maior exposição a extremos, incluindo secas mais frequentes ou severas em várias regiões, além do aumento de temperatura. Para a agricultura, temperatura mais alta não é detalhe: eleva a demanda de água das plantas, aumenta perdas no solo, intensifica estresse térmico e pode afetar florescimento, enchimento de grãos, qualidade, sanidade e produtividade.
Também cresce o risco de incêndios em períodos de seca e calor. Essa é uma preocupação real do produtor moderno. A visão antiga de que o agricultor usa ou se beneficia do fogo está cada vez mais distante da realidade. Hoje, o fogo é visto como destruição de patrimônio: queima palhada, pasto, lavoura, cercas, máquinas, biodiversidade, matéria orgânica e parte da própria resiliência produtiva da propriedade.
É por isso que o El Niño precisa ser analisado junto com o mercado. Quando os preços estão bons, parte de uma perda produtiva pode ser compensada por receita. Quando os preços estão pressionados, a mesma perda atinge diretamente o caixa, o crédito, a renovação das lavouras, a compra de insumos e a capacidade de investimento. O El Niño é climático, mas seu impacto no agro é também econômico.
Esse aperto ficou mais claro nos últimos anos. O índice de preços de alimentos da FAO ainda estava 18,4% abaixo do pico de março de 2022, e o Banco Mundial projeta nova queda dos preços agregados de commodities em 2026, o quarto ano consecutivo de recuo. Ao mesmo tempo, custos importantes seguiram elevados: o dólar saiu de uma média próxima de R$ 3,3 em 2015 para patamar ao redor de R$ 5,0 nos anos recentes, alta nominal superior a 50%; e o diesel S-10 chegou a R$ 7,16 em maio de 2026, valor próximo do dobro da referência média de R$ 3,62 por litro usada após maio de 2018.
Nesse ambiente, a recomendação de curto prazo não é simplesmente “cortar custo”. Reduzir despesas que protegem a lavoura pode aumentar a vulnerabilidade e sair mais caro depois. O objetivo não deve ser gastar menos por hectare a qualquer custo, mas reduzir o custo por unidade produzida. Em algumas situações, a decisão correta pode ser trocar uma prática que funciona bem em condições ideais por outra que aumente a tolerância da cultura à seca, ao calor, ao excesso de chuva ou à perda de janela operacional.
Mas a gestão emergencial tem limite. As ações realmente estruturantes exigem médio e longo prazo. O agro brasileiro se superou muitas vezes nas últimas décadas, ampliando produção, tecnologia e sustentabilidade. Agora, o momento exige um novo ciclo de decisões: mais planejamento climático, mais previsibilidade, mais eficiência no uso dos recursos e maior proteção da produção contra extremos.
Esse ponto é especialmente importante na irrigação. Sistemas irrigados eficientes não se implantam de uma safra para outra. Exigem diagnóstico, projeto, infraestrutura, energia, adequação das áreas, planejamento financeiro, treinamento de equipes e integração com a estratégia produtiva da propriedade. Irrigação eficiente não é improviso; é infraestrutura de previsibilidade.
O Brasil ainda irriga uma área relativamente pequena diante de seu potencial. O Atlas Irrigação indica 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação no país; 35,5% desse total corresponde à fertirrigação com água de reúso, efluentes ou resíduos agroindustriais, sinal de sofisticação, circularidade e sustentabilidade já disponível no Brasil. Ainda assim, é pouco frente ao potencial sustentável estimado para o país, frequentemente apontado em torno de 55 milhões de hectares. Para comparação, China e Índia têm mais de 70 milhões de hectares equipados para irrigação cada uma, e os Estados Unidos têm cerca de 26 milhões de hectares.
A resposta, porém, não é irrigar tudo. Em muitos sistemas, o caminho mais inteligente é lastrear uma fração estrategicamente selecionada da produção com sistemas irrigados eficientes. Essa fração protegida reduz a exposição aos extremos, aumenta a estabilidade do resultado e melhora a gestão da propriedade como um todo. Também não se trata, necessariamente, de repor 100% da demanda hídrica da cultura. Em várias situações, inclusive na cana-de-açúcar, a recomendação técnica é trabalhar com irrigação suplementar ou deficitária bem manejada: aplicar a fração ótima de água, no momento certo, buscando máxima eficiência produtiva, econômica e ambiental.
Essa é uma virada importante. Sistema irrigado moderno não é simplesmente colocar água em uma lavoura conduzida como se fosse sequeiro. É outro sistema de produção. Exige solo bem preparado, escolha adequada de cultivares, nutrição equilibrada, manejo cuidadoso, monitoramento, planejamento da colheita e uso eficiente da água. A tecnologia isolada não resolve. O que resolve é o sistema.
Além da previsibilidade, sistemas mais verticais trazem ganhos econômicos e ambientais. Produzir mais na mesma área, com critério técnico, é uma alternativa objetiva à expansão horizontal sobre novas áreas, inclusive áreas de vegetação nativa. Quando conduzida com boa engenharia, bom manejo e boa agronomia, a verticalização reduz custo unitário, melhora logística, aumenta eficiência no uso da água, dos insumos e da terra, e favorece menor pegada hídrica e de carbono.
Em culturas perenes e semiperenes, há ainda um ponto adicional: o prejuízo de um evento extremo não termina necessariamente quando a chuva volta. Se a planta permanece no campo por vários anos, a perda de vigor, a morte de plantas, a redução de população ou a necessidade de replantio podem gerar efeito cascata por várias safras. Em culturas anuais, esse efeito biológico pode ser menor, mas o efeito financeiro continua: uma safra ruim reduz caixa, posterga investimentos e aumenta a vulnerabilidade do ciclo seguinte.
O El Niño, portanto, deve ser visto como um alerta importante, não como uma sentença. Ele reforça a necessidade de continuar uma trajetória que o agro brasileiro já conhece bem: responder a novos desafios com ciência, tecnologia, gestão e capacidade de adaptação. O próximo passo é ampliar investimentos estruturantes em resiliência climática, para produzir com mais previsibilidade, menor custo unitário e maior eficiência ambiental.
Em um ambiente de commodities, o produtor não controla o preço internacional. O que ele pode controlar é eficiência, risco, custo por unidade produzida e capacidade de atravessar os anos ruins. O novo patamar de competitividade do agro brasileiro será transformar informação climática em decisão produtiva e investimento de longo prazo.
Fonte: Embrapa
Autor:Por Vinicius Bof Bufon Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente
Site: Embrapa
Sustentabilidade
Preços da soja sobem em praças brasileiras, mas semana deve terminar com poucas negociações

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos movimentos nesta quinta-feira (13), com altas pontuais em algumas praças. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, não foram observadas grandes movimentações na Bolsa de Chicago capazes
de provocar alterações mais expressivas no mercado físico.
Os prêmios seguem em níveis elevados, enquanto Chicago e o dólar registraram pequenas altas, observa Silveira. Nos portos, o analista destaca indicações subindo cerca de R$ 1,00 por saca.
No mercado interno, o basis permanece elevado, com disputa pela originação do grão, mas sem reporte de ofertas firmes por parte dos produtores. Diante desse cenário, Silveira avalia que a semana deve terminar com pequenas negociações.
Confira as cotações de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 140,00.
- Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 141,00.
- Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00.
- Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 133,00.
- Dourados (MS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 130,00 para R$ 133,00.
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00.
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 148,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja em grão fecharam com preços mistos e em uma estreita margem de oscilação nesta quinta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi marcado por forte volatilidade.
O comportamento de outros mercados – o milho caiu forte, realizando lucros – e um movimento de correção pressionaram as cotações. Mas sinais de demanda chinesa limitaram as perdas. Nos subprodutos, farelo e óleo fecharam em queda.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 125.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2026/27.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 75.100 toneladas na semana encerrada em 06 de agosto.
A China liderou as compras, com 65.900 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 1.759.900 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.
A produção brasileira de soja deverá totalizar 180,464 milhões de toneladas na temporada
2025/26, com aumento de 5,2% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.
A projeção faz parte do 11º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 180,57 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,00 centavos de dólar, ou 0,08%, a US$ 11,82 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,97 3/4 por bushel, com retração de 1,25 centavos de dólar ou 0,10%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,10 ou 0,34% a US$ 314,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,38 centavos de dólar, com perda de 0,38 centavo ou 0,55%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,1913 para venda e a R$ 5,1893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1750 e a máxima de R$ 5,1985.
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