Agro Mato Grosso
Exportações recorde e sustentam alta do algodão no mercado em MT

Mesmo a poucos meses do encerramento da janela de exportação da pluma colhida em 2025, o Brasil segue com ritmo acelerado de embarques de algodão, sustentando o mercado doméstico e se aproximando de um novo recorde histórico de exportações. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o cenário externo favorável tem sido determinante para a firmeza dos preços internos.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em abril, o país exportou 370,4 mil toneladas de algodão, volume 6,5% superior ao registrado em março de 2026 e 54,9% acima do observado no mesmo mês de 2025. O resultado representa o maior volume já embarcado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde histórico mensal, alcançado em dezembro do ano passado.
Ritmo segue forte no início de maio
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o desempenho positivo das exportações se mantém neste início de maio, reforçando a expectativa de um fechamento de temporada com números expressivos.
Esse cenário evidencia a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, especialmente em um momento de demanda aquecida e preços atrativos no exterior.
Oferta restrita e preços em alta no mercado interno
No mercado doméstico, a combinação entre forte demanda externa e disponibilidade limitada de pluma — típica do período de entressafra — tem sustentado a valorização dos preços. Ainda conforme o Cepea, os vendedores seguem firmes nas negociações, resistindo a ceder nos valores pedidos.
A sustentação também vem das cotações internacionais, com destaque para a valorização da pluma destinada ao Extremo Oriente e dos contratos negociados na ICE Futures, que influenciam diretamente o mercado brasileiro.
Cenário de firmeza deve continuar no curto prazo
Com estoques reduzidos no mercado spot e exportações em ritmo elevado, a tendência é de manutenção da firmeza nos preços internos no curto prazo. O setor acompanha atentamente o comportamento da demanda global e o avanço da nova safra, fatores que devem definir os próximos movimentos do mercado.
O atual momento reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional de algodão e evidencia a importância do equilíbrio entre oferta e demanda para a formação de preços no mercado interno.
Agro Mato Grosso
Máquinas agrícolas podem ficar mais caras com nova regra de emissões

Enquanto montadoras aceleram investimentos em máquinas movidas a etanol, biometano e hidrogênio, debate sobre o PROCONVE MAR-II acende alerta no agro sobre aumento de custos, impacto operacional e futuro da descarbonização de máquinas agrícolas.
A transição energética das máquinas agrícolas já começou no Brasil, mas ainda está longe de seguir uma única direção. Durante a Agrishow 2026, fabricantes apresentaram tratores, colheitadeiras e equipamentos movidos a etanol, biometano, gás natural, hidrogênio e até eletrificação, mostrando que o setor vive uma verdadeira corrida tecnológica pela descarbonização.
Ao mesmo tempo, a discussão sobre a implementação do PROCONVE MAR-II — novo padrão brasileiro de emissões para máquinas agrícolas e equipamentos fora-de-estrada — abriu uma forte divergência entre indústria, fabricantes e entidades ligadas aos biocombustíveis. O principal temor é que as novas exigências elevem o preço das máquinas em até 25%, além de aumentar os custos operacionais no campo.
Durante a Agrishow, as fabricantes reconheceram que o maior desafio não está apenas em criar motores menos poluentes, mas em desenvolver soluções capazes de suportar a realidade severa do agro brasileiro, que exige potência contínua, autonomia elevada e abastecimento em regiões remotas.
Hoje, o diesel ainda domina as operações agrícolas pesadas, principalmente em colheitas e trabalhos de longa duração. Porém, as montadoras já enxergam os combustíveis renováveis como peça-chave no futuro do setor.
O etanol aparece como uma das principais apostas para o Brasil. A FPT Industrial, do grupo Iveco, apresentou motores desenvolvidos especificamente para aplicações agrícolas pesadas movidas ao biocombustível. Segundo Bernardo Brandão, presidente da empresa para a América Latina, o país possui vantagens competitivas naturais nesse processo.
“Quando analisamos a matriz energética brasileira, fica muito claro que o etanol vai ter um protagonismo muito forte no Brasil nos próximos anos”, afirmou o executivo.
Ainda de acordo com Brandão, o etanol pode reduzir em até 90% as emissões de carbono em comparação aos combustíveis fósseis.
“Os testes têm sido satisfatórios e nos conduzem a continuar os trabalhos na safra deste ano. Mas tem que comprovar a durabilidade e vida útil do motor”, explicou.
Além do etanol, o biometano vem ganhando força. A Valtra informou que suas máquinas movidas ao combustível já acumulam mais de 20 mil horas de testes em campo e prevê lançamento comercial para 2027.
Já a JCB aposta em motores movidos a hidrogênio, embora reconheça que a infraestrutura para abastecimento ainda seja um gargalo, inclusive na Europa.
Enquanto as fabricantes aceleram a busca por soluções sustentáveis, a implementação do PROCONVE MAR-II divide opiniões.
A AliançaBiodiesel, iniciativa formada pela Aprobio e Abiove, manifestou preocupação com os termos em discussão do programa conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Segundo a entidade, o modelo atual concentra esforços na redução de poluentes locais, mas deixa em segundo plano o debate sobre descarbonização e redução global das emissões de carbono.
Para o setor de biocombustíveis, o Brasil deveria priorizar combustíveis renováveis, como biodiesel e etanol, em vez de focar exclusivamente na adaptação de motores diesel aos novos padrões de emissões.
A entidade argumenta ainda que o novo marco pode entrar em contradição com a Lei do Combustível do Futuro, justamente por priorizar controle de emissões locais em regiões agrícolas de baixa concentração populacional.
O ponto que mais preocupa produtores e fabricantes, no entanto, é o impacto financeiro.
Segundo estimativas apresentadas pela AliançaBiodiesel, o custo das máquinas agrícolas pode subir entre 15% e 25%, podendo ultrapassar esse percentual em equipamentos menores utilizados pela agricultura familiar.
Além disso, o custo operacional pode aumentar entre 9% e 20% devido à obrigatoriedade do uso de diesel S10 e ARLA-32 nos motores mais modernos.
Outro ponto levantado é o possível impacto sobre a competitividade da indústria nacional. Empresas brasileiras sem fabricação própria de motores poderiam enfrentar custos maiores de adaptação tecnológica em comparação com multinacionais já preparadas para padrões globais de emissões.
O setor também questiona a efetividade prática das futuras regras do PROCONVE MAR-II. Segundo as entidades, o Brasil ainda não possui um sistema estruturado de fiscalização pós-venda para máquinas agrícolas, o que poderia estimular adaptações irregulares nos equipamentos e comprometer os objetivos ambientais do programa.
Na avaliação de especialistas, o debate atual revela um choque entre duas estratégias ambientais: de um lado, a redução de poluentes locais por meio de motores mais sofisticados; do outro, a defesa dos biocombustíveis como solução mais rápida e economicamente viável para reduzir emissões de carbono no Brasil.
Por enquanto, o cenário indica que o agro brasileiro seguirá convivendo com múltiplas tecnologias simultaneamente. E, apesar da pressão regulatória, fabricantes e entidades concordam em um ponto: a descarbonização do campo será gradual, regionalizada e diretamente ligada à realidade operacional das propriedades rurais brasileiras.
Agro Mato Grosso
Vídeo; Carreta invade pista e mata motociclista atropelada em MT

Uma mulher identificada como Selma Lemes da Silva, de 53 anos, morreu em um grave acidente entre a motocicleta que conduzia e uma carreta, na BR-158, em Nova Xavantina (556 km de Cuiabá), na noite desta terça-feira (12).
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que a vítima segue pela via, do lado direito, logo à frente da carreta, por volta de 20h30. Em uma curva, o motorista não vê a motocicleta, que estava no seu ponto cego, e invade a pista em que Selma estava.
Neste momento, ele colide com a vítima, que é derrubada e atropelada pelo veículo de carga. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Familiares e amigos afirmaram à imprensa local que Selma era uma pessoa gentil e muito querida pelas pessoas com quem convivia. No momento do acidente, ela estava indo à casa de sua sobrinha para cuidar de seus filhos, já que ela estava passando mal.
O Corpo de Bombeiros e a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) estiveram no local para os procedimentos necessários. A Polícia Civil informou que investiga o caso.
Veja o vídeo:
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Agro Mato Grosso
ExpoVG começa nesta quinta-feira (14) com entrada gratuita e atrações nacionais MT

Evento dá início à programação comemorativa dos 159 anos de Várzea Grande.
Começa nesta quinta-feira (14), em Várzea Grande, a programação em comemoração aos 159 anos do município. O evento será realizado no bairro Chapéu do Sol, com entrada gratuita.
A programação contará com shows nacionais, feira gastronômica, fóruns e painéis voltados a pequenos e médios produtores, além de exposição de maquinários e rodeio.
🎤Veja programação de shows
14/05 – Quinta-feira
- 19h – Abertura dos portões
- 20h30 – Rodeio / Cerimônia oficial
- 22h45 – Atração cultural (Prefeitura)
- 23h – Jero Neto
- 00h30 – Boy Munhoz
- 02h – Natanzinho Lima
15/05 – Sexta-feira (Aniversário da cidade)
- 19h – Abertura dos portões
- 20h30 – Rodeio
- 22h45 – Atração cultural (Prefeitura)
- 23h – Luiz Paulo e Lunan
- 00h – Banda Novo Som
- 01h – Lauana Prado
- 03h – Bruno e Vinícios
16/05 – Sábado
- 19h – Abertura dos portões
- 20h30 – Rodeio
- 22h45 – Atração cultural (Prefeitura)
- 23h – Fernanda Leite
- 00h – João Felipe
- 01h – Maiara e Maraisa
- 03h – Júnior e Moraes
17/05 – Domingo
- 18h – Abertura dos portões
- 20h – Final do rodeio
- 22h15 – Atração cultural (Prefeitura)
- 22h30 – Show gospel Os Federados
- 23h30 – Ricco e Léo
- 00h30 – Lambadão Os Federados
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