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12 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Arroz: Indicador CEPEA/IRGA-RS fecha julho em alta de 7,9% com retenção dos produtores e demanda forte – MAIS SOJA

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O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul foi marcado, ao longo de julho, pela combinação entre oferta restrita e demanda aquecida, cenário que levou a média mensal do Indicador CEPEA/IRGA-RS ao maior patamar desde agosto de 2025. A necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra durante o mês, mas a comercialização permaneceu limitada pela postura
retraída dos produtores, que seguiram apostando em novas valorizações durante a entressafra.

A demanda de outros estados e o fortalecimento das exportações também contribuíram para intensificar a concorrência pelo cereal, sustentando a recuperação das cotações. Na última semana do mês, o anúncio do Governo Federal sobre futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou ainda mais a expectativa de alta entre os vendedores, apesar de ainda não terem sido divulgados o cronograma e as regras para operacionalização das compras.

No início de julho, as exportações brasileiras encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da Secex para o período, tornando o mercado externo mais atrativo que o doméstico e reduzindo o interesse dos produtores em ampliar as vendas no mercado spot. Ao longo do mês, a menor disponibilidade de arroz, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias e a demanda internacional mantiveram o viés altista do mercado. Em diversas regiões, compradores reajustaram as indicações de compra mais de uma vez na mesma semana, enquanto os vendedores permaneceram seletivos, aguardando preços considerados mais remuneradores.

A partir da segunda quinzena de julho, as chuvas persistentes no Rio Grande do Sul dificultaram o carregamento do cereal e reduziram a liquidez, mas não impediram novos avanços nas cotações, que passaram a ocorrer de forma mais disseminada entre as microrregiões acompanhadas pelo Cepea.

Além disso, a atualização do preço mínimo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) também reforçou as expectativas dos agentes quanto às políticas de sustentação da renda do produtor.

Para o arroz longo fino em casca (58% de grãos inteiros e 10% de quebrados, Tipo 1), o valor para a Região Sul (exceto Paraná) foi reajustado em 6,8%, passando de R$ 63,74 para R$ 68,07 por saca de 50 kg. Embora os novos valores tenham vigência apenas entre fevereiro de 2027 e janeiro de 2028, a atualização contribuiu para fortalecer as expectativas do mercado.

Preços regionais – No acumulado do mês, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 64,20/saca de 50 kg, 7,92% acima da registrada em junho e a maior desde agosto de 2025. No encerramento do mês, em 31 de julho, o Indicador atingiu R$ 68,63/sc, maior valor nominal desde agosto do ano passado.

Dentre as microrregiões que compõem o Indicador, as regiões da Planície Costeira Externa e da Planície Costeira Interna apresentaram aumentos de 9,33% e 9,08% no comparativo mensal, com médias de R$ 64,95/sc e R$ 66,49/sc em jul/26. Na Zona Sul e na Depressão Central, as altas foram de 8,44% e 8,2%, para R$ 66,33/sc e R$ 59,76/sc, respectivamente. Nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, houve elevações de 7,4% e 6,52%, com respectivas médias de R$ 62,59/sc e 64,18/sc.

Para as demais faixas de rendimento acompanhadas pelo Cepea, o preço médio do produto com 50% a 57% de grãos inteiros no Rio Grande do Sul subiu 8,97% entre jun/26 e jul/26, a R$ 62,28/sc de 50 kg. Os grãos com 59% a 62% de inteiros se valorizaram 8,5% no período, com a média passando para R$ 65,00/sc. Já para o produto de 63% a 65% de grãos inteiros, o preço avançou 8,46% em igual comparativo, a R$ 65,92/sc.

Varejo – Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados pelo IBGE em 28 de julho, apontam estabilidade de 0,06% no conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Para o arroz, especificamente, houve queda de 0,81% na coleta realizada entre 17 de junho e 15 de julho. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo chega a 15,06% na média nacional.

Fonte: Cepea



 

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Agro Mato Grosso

Pesquisa aponta linhagens de soja tolerantes a percevejos

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Materiais podem contribuir para cultivares mais resistentes e para o manejo integrado de pragas

Por meio de um programa de melhoramento genético, pesquisadores brasileiros identificaram quatro linhagens de sementes de soja tolerantes à infestação por percevejos. A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de uma cultivar capaz de reduzir a necessidade do uso de produtos químicos para controle dos insetos nas lavouras.

O grupo de trabalho, composto por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Botucatu, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), focou em duas linhagens parentais, uma tolerante e outra não tolerante a percevejos, além de 12 linhagens recombinantes – híbridos gerados a partir dos parentais, que se comportam ora tolerantes, ora suscetíveis à praga (doi.org/10.1002/ps.70904).

O experimento foi feito em duas regiões produtoras de soja, em cenários de manejo com e sem aplicação de inseticidas. Um dos campos de teste foi a Fazenda Lageado, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, em Botucatu. O outro foi a Estação Experimental do Departamento de Genética e Melhoramento de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Anhumas, no município de Piracicaba.

“Tentamos trabalhar em dois ambientes que têm certo contraste. Botucatu tem altitude mais elevada e clima mais ameno. Anhumas [Piracicaba], altitude mais baixa e ambiente mais quente. Tentamos representar um pouco da diferença de ambientes em que se cultiva soja no país”, explica Larissa Chamma, coautora do trabalho realizado durante seu doutorado no Departamento de Produção Agrícola da FCA-Unesp.

Ela ressalta que ainda se estuda muito pouco a qualidade das sementes sob ataque de pragas considerando a forma como a genética da planta reage a diferentes condições de clima e solo – embora a tolerância natural da soja seja um componente central para o manejo integrado de pragas. Essa estratégia agrícola sustentável combina diferentes métodos de controle, utilizando os agrotóxicos apenas como último recurso.

“O estudo conecta melhoramento genético a manejo de pragas e seu impacto está em não tratar apenas a tolerância ao percevejo, no sentido de aplicar ou não inseticida. Ele mostra que a resposta dos genótipos depende do ambiente e do regime de manejo. Começamos pensando sob a perspectiva do melhoramento genético e depois o artigo foi enquadrando também a questão do manejo e isso foi muito importante para que fosse publicado na PMS. A pergunta deixa de ser ‘qual linhagem é a melhor?’, e passa a ser ‘qual linhagem é mais estável e útil sob diferentes condições reais de cultivo?’”, sublinha o biólogo Rômulo Pedro Macêdo Lima, também autor do trabalho.

O professor da FCA-Unesp Edvaldo Aparecido Amaral da Silva, orientador de Chamma, ressalta que a estratégia não exclui a necessidade de fazer o manejo integrado de pragas. “A seleção e o melhoramento de sementes são parte de uma série de estratégias que podem ajudar o ambiente. Não vão eliminar completamente os inseticidas químicos, mas vão facilitar a vida do agricultor, reduzir os custos e os problemas ambientais.”

Segundo o pesquisador, 30% das lavouras de grãos – de todos os tipos, não apenas a soja – podem ser perdidas por conta de percevejos.

Quatro cenários

A equipe partiu de um estudo anterior do Programa de Melhoramento de Soja do Departamento de Genética da Esalq-USP, liderado pelo professor José Baldin Pinheiro, que abarcava inicialmente 180 linhagens endogâmicas (formadas a partir do cruzamento repetido entre indivíduos geneticamente semelhantes).

“Fizemos uma fenotipagem inicial, selecionando os materiais que continham as características que nos interessavam: resistência ao percevejo, alta produtividade e alta qualidade fisiológica de sementes. A partir dessa seleção, desenhamos um experimento para saber como esse material se comportaria em ambientes com o controle químico de percevejos e sem ele”, conta Chamma.

Em ambas as áreas experimentais foram realizadas, antes da semeadura, a calagem (adição de calcário na terra para diminuir a acidez e melhorar a absorção de nutrientes pelas raízes) e a adubação mineral de acordo com a análise do solo. O controle de plantas daninhas foi feito com herbicida e houve aplicação de fungicida quando necessário.

As sementes destinadas à exposição aos produtos químicos foram tratadas conforme as recomendações do fabricante, com fungicida, inseticida e inoculantes. As aplicações de inseticida foram realizadas com base no monitoramento de pragas: semanalmente, ou sempre que o método de “batida com pano” detectasse pelo menos um percevejo por metro quadrado.

“Nas lavouras comerciais, sabe-se quando aplicar o inseticida pelo seguinte método: eles colocam um pano no meio das plantas de soja e batem as plantas para ver quantos percevejos caíram. Se tem um percevejo por metro quadrado em uma lavoura direcionada ao cultivo de sementes, eles já sabem que têm de aplicar”, conta Chamma.

Ela lembra que as regiões de Anhumas e Botucatu apresentaram populações de percevejos acima desse limite, considerado o máximo tolerável para a produção de sementes de soja. Na região de Anhumas, a população atingiu um pico de cinco percevejos por metro quadrado, enquanto em Botucatu chegou a aproximadamente três percevejos por metro quadrado. As espécies detectadas em ambas as regiões foram Nezara viridula, Piezodorus guildinii, Diceraeus melacanthus e Euschistus heros.

Nas parcelas tratadas com inseticida, foram aplicados os compostos tiametoxam + lambda-cialotrina, clorantraniliprole + bifentrina, imidaclopride + beta-ciflutrina, deltametrina e imidaclopride + bifentrina. No tratamento sem inseticida, nenhum deles foi usado, mas o preparo do solo e o controle com herbicida e fungicida foram feitos.

“Nas duas áreas experimentais, tínhamos o grupo-controle, sem inseticida, e o outro grupo, com inseticida. Foram dois ambientes, mas tratamos como se fossem quatro, e isso foi importante, pois havia duas diferenças a considerar: a climática e a do grupo-controle. Percebemos que o ambiente em que não foi feita a aplicação de inseticida funciona melhor para filtrar os genótipos mais tolerantes à praga de percevejos, pois tem maior pressão de seleção”, detalha Lima.

Oito características fisiológicas das sementes relacionadas à germinação, ao vigor e à longevidade foram avaliadas para determinar as respostas da planta sob exposição aos percevejos. “Lançamos mão de um método robusto, com análises de interação genótipo-ambiente que incluem o uso de modelos estatísticos. Descobrimos que o fator genético tem forte influência na longevidade das sementes sob diferentes níveis de infestação por percevejos. Já o peso dos efeitos ambientais foi predominante para as características de vigor inicial da semente”, descreve Lima.

Longevidade

Em resumo, o estudo revelou que a longevidade é mais afetada pela genética do que pelos aspectos ambientais. Os cientistas, inclusive, sugerem que ela pode servir como um indicador para antecipar o desempenho geral das sementes sob estresse de pragas.

“A longevidade das sementes apresentou um controle genético comparativamente mais forte que o ambiental. Trata-se de uma característica associada à qualidade fisiológica da semente e que pode, quem sabe, um dia, ser adicionada aos programas de melhoramento genético”, estima Chamma.

“Atualmente, pouco se faz melhoramento com o objetivo de aprimorar a qualidade das sementes. Há uma demanda por outras coisas, como a tolerância da planta a doenças, ao estresse, à falta ou ao excesso de água, e a qualidade de sementes vai ficando para depois”, esclarece Amaral.

Segundo ele, a longevidade é importante porque uma semente mais longeva preserva o seu vigor, que é um componente de qualidade fisiológica. “Longevidade é tempo de prateleira, mas com vigor. Não basta a semente estar viva. Tem de estar viva e em boas condições. Quanto maior o vigor, mais capacidade de enfrentar as adversidades, germinar mais rápido, emergir, formar planta rapidamente e começar a fazer fotossíntese. É isso que o agricultor quer, porque isso traz ganhos.”

“Usar somente o manejo químico nessas grandes lavouras que temos no Brasil é insustentável, pois favorece a seleção de populações resistentes de insetos, e cria-se muita resistência. O ideal é o manejo integrado de pragas, uma combinação entre prática de melhoramento, que é o que estamos fazendo, com aplicação de inseticida, controle biológico e outras ferramentas. Assim, é possível só aplicar o inseticida químico quando realmente for necessário”, pondera Chamma.

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Agro Mato Grosso

Syngenta fortalece aliança com distribuidores no 15º Congresso ANDAV e apresenta biológico AVAKITT® NEO

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Com o lançamento voltado à eficiência nutricional e hídrica, companhia investe no segmento de bioinsumos e reafirma o papel estratégico de distribuidores e cooperativas para o agronegócio

São Paulo (SP), 12 de agosto de 2026 — A Syngenta, empresa líder em tecnologia e inovação agrícola, participa do 15º Congresso ANDAV, realizado de 11 a 13 de agosto, em São Paulo (SP). Para sustentar sua posição de liderança, reforçar a longevidade das parcerias com a distribuição e reafirmar o compromisso com o movimento “Botina no Campo”, a companhia apresenta um portfólio focado em produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade. Além de consolidar a relação com a rede de distribuidores, a empresa marca a apresentação do AVAKITT® NEO, novo biológico desenvolvido para ampliar a eficiência nutricional e hídrica das lavouras.

 

Considerado um dos principais encontros do setor de distribuição de insumos agrícolas no Brasil, o evento reúne empresas, distribuidores e cooperativas para debater o futuro do agronegócio. Para a Syngenta, o Congresso ANDAV é o palco ideal para valorizar a atuação conjunta com a rede na entrega de conhecimento técnico e suporte especializado diretamente aos produtores rurais em todas as regiões brasileiras
Atuação no campo e longevidade da rede de distribuição

O compromisso da Syngenta com o desenvolvimento do setor ganha vida por meio do movimento “Botina no Campo”, uma iniciativa estratégica que reforça o propósito da companhia: impulsionar uma agricultura mais inovadora, produtiva e sustentável. Mais do que estar presente no dia a dia do agricultor, a atuação “Botina no Campo” simboliza a sinergia entre inteligência técnica, tecnologia e a força da rede de distribuição. Com presença constante nas lavouras brasileiras, a empresa e seus parceiros garantem atendimento especializado de ponta a ponta, assegurando que a inovação se converta em rentabilidade e resultados no campo.
Inovação contínua: AVAKITT® NEO amplia a eficiência nutricional e hídrica

Um dos principais lançamentos da Syngenta neste ano, o AVAKITT® NEO é baseado em fungos micorrízicos e foi formulado para aplicação no sulco de plantio em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.
Os fungos estabelecem uma relação simbiótica com as raízes, formando hifas fúngicas que expandem a área de exploração do solo. A tecnologia otimiza o aproveitamento de água e de nutrientes essenciais, como fósforo e nitrogênio, além de favorecer a estruturação e a saúde do solo.
Em testes de campo realizados no Brasil, a solução indicou ganho médio de até 15% em produtividade, com resultados superiores a cinco sacas de soja por hectare em avaliações específicas. O lançamento inaugura uma frente focada no aumento da eficiência nutricional e hídrica (NUE, na sigla em inglês para Nutrient Use Efficiency).
Portfólio reúne soluções químicas de alta performance para diferentes desafios do campo

Além do avanço na linha de biológicos, a Syngenta leva ao evento inovações tecnológicas que redefinem o manejo de proteção de cultivos no Brasil. Entre os destaques está a família PLINAZOLIN® technology, uma nova molécula pertencente ao Grupo 30 do IRAC (isocrazolinas) desenvolvida para o controle de pragas de difícil manejo.
Dentro dessa plataforma, a companhia apresenta o FRONDEO®, formulado para o combate à broca-da-cana com um período de controle residual de até 90 dias, reduzindo a necessidade de reentradas de máquinas na lavoura e otimizando os custos operacionais do produtor. A tecnologia também integra o VERDAVIS®, voltado ao manejo do complexo de percevejos e lagartas nas culturas de soja e milho, combinando alto efeito de choque e proteção estendida. Um dos lançamentos mais recentes com a tecnologia é o INVENCIS® – inseticida de última geração que combina PLINAZOLIN® e CLORFENAPIR e redefine o manejo de pragas no algodão. Com um novo modo de ação, ele estabelece um elevado patamar de controle contra bicudo, lagartas, ácaros e tripes, pragas que comprometem o potencial produtivo.
A sanidade de solo e o tratamento de sementes ganham protagonismo com a plataforma TYMIRIUM® technology, que dá vida ao VICTRATO®. Voltada para as culturas de soja, milho e algodão, a solução nematicida e fungicida blinda o sistema radicular desde o início do desenvolvimento da planta contra o ataque de nematoides e patógenos de solo complexos, como Fusarium spp.Macrophomina spp. e Sclerotinia spp., assegurando um arranque inicial vigoroso e o estabelecimento uniforme do estande.
Completando a estratégia de proteção radicular, a empresa destaca o VANIVA®, tecnologia nematicida e fungicida desenvolvida especificamente para o manejo da sanidade do solo e raízes em cultivos perenes e de alta intensidade operacional, com foco em cana-de-açúcar, café e hortifrúti.
Manejo integrado

A presença da Syngenta no evento reforça seu portfólio integrado, no qual soluções químicas e biológicas atuam de forma complementar: enquanto defensivos como VICTRATO® e a linha PLINAZOLIN® blindam a planta contra pragas e doenças, o bioestimulante AVAKITT® NEO potencializa a absorção de nutrientes do solo.

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Sustentabilidade

STF julga ações sobre a Moratória da Soja; Aprosoja MT comenta impacto para produtores

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Foto: Aprosoja MT

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga ações que discutem a chamada Moratória da Soja, acordo privado firmado entre empresas do setor para restringir a compra de soja produzida em determinadas áreas da Amazônia. Também será decidido sobre a suspensão de processos judiciais e administrativos relacionados ao tema, inclusive no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), até o julgamento definitivo das ações. O caso foi retirado do Plenário Virtual após destaque do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

O impasse está concentrado principalmente em duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs). A ADI 7774, de relatoria do ministro Flávio Dino, questiona uma lei de Mato Grosso que proíbe a concessão de benefícios fiscais e de terrenos públicos a empresas que aderiram a acordos comerciais destinados a limitar a expansão agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica.

Já a ADI 7775, de relatoria do ministro Dias Toffoli, trata de uma legislação semelhante aprovada em Rondônia. Para Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja MT, a discussão ultrapassa a questão ambiental e envolve também as relações comerciais no mercado de grãos.

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“Preservar florestas é um objetivo legítimo. Reduzir o desmatamento também. O problema se dá quando um grupo de empresas privadas passa a definir de forma concertada critérios comerciais mais restritivos do que aqueles estabelecidos pela legislação brasileira. Movimento que, na prática, acaba por impedir que, mesmo aqueles produtores de soja que atendem integralmente à legislação ambiental nacional, vendam a sua mercadoria”, afirmou Beber.

Segundo ele, quando grandes compradores adotam critérios semelhantes, a discussão passa a envolver também concentração e poder econômico. “Afinal, quando os maiores compradores, que concentram praticamente toda a demanda organizada do mercado de grãos, adotam exatamente o mesmo critério, o debate já não é exclusivamente sobre sustentabilidade. Passa a envolver poder econômico”, declarou.

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