Sustentabilidade
Embrapa, Simbiose e Bioma levam inovação para reduzir dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados com a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo – MAIS SOJA

A Cogny, maior ecossistema de biológicos do mundo, que integra empresas como Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss e Biojet, anuncia a realização da “Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo”, uma iniciativa em parceria com a Embrapa que irá percorrer importantes regiões agrícolas do Brasil entre maio e julho deste ano. O objetivo é demonstrar, na prática, os benefícios do uso de solubilizadores de fósforo no manejo nutricional das lavouras. O SolubPhos e o BiomaPhos, desenvolvidos em parceria, destacam-se por proporcionar maior eficiência no uso de fertilizantes fosfatados, reduzindo a dependência desse insumo em um cenário de pressão global sobre oferta e preços, agravado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Com início marcado para esta terça-feira (12/5), a primeira rodada tem passagens por Ciudad del Este, no Paraguai, Cascavel (PR), Ponta Grossa (PR), Dourados (MS) e Itapetininga (SP). A caravana reunirá consultores, agrônomos, decisores técnicos e produtores referência em uma agenda que combina capacitação técnica, visitas a campo e encontros com especialistas. As apresentações serão lideradas pelas pesquisadoras da Embrapa Milho e Sorgo, Dra. Christiane Paiva e Dra. Flávia Santos, responsáveis pelo desenvolvimento dos solubilizadores de fósforo SolubPhos (Simbiose) e BiomaPhos (Bioma), e pela especialista em fósforo Msc. Bruna Feix, representando o Programa ExtraPhos da Cogny.
“Com o apoio da Embrapa e da nossa equipe técnica, o produtor terá a oportunidade de entender, na prática, como os solubilizadores aumentam a eficiência no uso de fertilizantes fosfatados, promovendo melhor aproveitamento nutricional da lavoura sem comprometer a produtividade, mesmo com doses menores de fertilizante fosfatado”, afirma Ivan C. Zorzzi, líder de agronomia da Cogny. “A proposta da caravana é realizar um diagnóstico próximo da realidade de cada produtor e demonstrar, com base em mais de duas décadas de pesquisa e validação em campo, como integrar essas tecnologias ao manejo agrícola”, detalha Zorzzi.
O avanço dos custos dos fertilizantes tem ampliado a pressão sobre a rentabilidade no campo e reforçado a busca do produtor por tecnologias capazes de aumentar a eficiência nutricional das lavouras. Levantamento da consultoria StoneX apontou altas de até 63% em alguns produtos, movimento impulsionado pelas tensões geopolíticas, restrições logísticas e instabilidades no fornecimento global de matérias-primas. “Nesse cenário, os solubilizadores microbiológicos da Bioma e Simbiose ganham espaço ao serem essências para a planta a acessar nutrientes já presentes no solo, permitindo otimizar o uso dos fertilizantes tradicionais e reduzir parte da dependência externa desses insumos”, explica Zorzzi.
A programação da Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo inclui uma imersão sobre manejo da fertilidade com foco em fósforo, uso de solubilizadores de fosfato e visitas técnicas personalizadas. A agenda já está confirmada para a segunda rodada nos dias 26, 27 e 28 de maio, com passagem por Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis e Primavera do Leste, todas no Mato Grosso. Os interessados podem procurar representantes da Simbiose e da Bioma para obter mais informações sobre as inscrições.
Solução brasileira que transforma lavouras no mundo todo
A tecnologia desenvolvida entre Bioma, Simbiose e Embrapa já ultrapassou as fronteiras brasileiras, sendo exportada para países da Europa e Estados Unidos. “Os resultados em diferentes regiões mostram que é uma tecnologia robusta, com alto potencial de retorno ao produtor. Hoje, já são dezenas de milhões de hectares tratados. A proposta da Caravana é levar esse conhecimento técnico e evidências de campo sobre nossa tecnologia, conectando ciência e prática”, afirma Ivan C. Zorzzi.
Sobre a Simbiose
A Simbiose possui o maior portfólio de insumos microbiológicos da América Latina. Com mais de 15 anos de experiência no mercado e uma fábrica na cidade de Cruz Alta (RS), a companhia se consolidou como referência na produção de biodefensivos agrícolas e inoculantes feitos à base de microrganismos. Investindo em ciência e desenvolvimento, possui ainda parceria com a Embrapa e diversos centros universitários pelo país para levar ao campo a mais alta tecnologia em insumos biológicos.
Sobre a Bioma
A Bioma desenvolve soluções tecnológicas na linha de inoculantes, fertilizantes e biodefensivos, buscando equilíbrio hormonal e nutricional das plantas juntamente com um controle eficiente de pragas e doenças, por meio da formulação de produtos essenciais e de máxima qualidade que resultam em maior produtividade dos cultivos. Em parceria com instituições de pesquisa e ensino, a empresa é responsável por um dos portfólios de produtos mais completos e diversificados do mercado nacional de microbiológicos.
Sobre a Cogny
A Cogny é o maior ecossistema de insumos biológicos do mundo, que reúne as empresas Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss e Biojet. Com DNA em tecnologia e inovação, possui um amplo portfólio de produtos no País e a maior capacidade produtiva mundial de inoculantes. A companhia tem seis plantas industriais, localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás, além de 17 centros de distribuição no Brasil com atuação também na Argentina. A Cogny também integra a Orygen Research, o maior centro privado de Pesquisa e Desenvolvimento de microbiológicos do Brasil focado no agronegócio.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Algodão/BR: Colheita inicia em MT e GO sob bom desenvolvimento; restrição hídrica acende alerta em MS – MAIS SOJA

Algodão: 0,9% colhido, Em MT, predominou a insolação, com chuvas isoladas de baixo volume. As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, com manejo de reguladores de crescimento e controle fitossanitário conforme o planejado. Permanece a atenção para Spodoptera spp. e para o controle do bicudodo-algodoeiro.
Na BA, a colheita segue lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, as lavouras de primeira e segunda safra encontram-se majoritariamente em maturação e abertura de capulhos. As condições gerais são boas. Em MS, na região dos Chapadões, os cultivos seguem sob atenção quanto à disponibilidade hídrica, principalmente, nas áreas em florescimento.
Na região central, o armazenamento de água no solo permanece favorável e seguem os manejos preventivos. Em GO, as primeiras lavouras já foram colhidas na região sul do estado. O algodão de sequeiro encontra-se predominantemente em maturação, enquanto áreas em pré-colheita passam pelo processo de desfolha. As lavouras irrigadas de segunda safra seguem em boas condições.
Em MG, as áreas mais adiantadas já receberam aplicações de dessecantes e aguardam a queda das folhas para o início da colheita. No PI, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, favorecidas pelas condições climáticas ao longo do ciclo. Em SP, a colheita avançou na região sudoeste, onde mais da metade das áreas já foi colhida.
Previsão Agrometeorológica (08/06/2026 a 15/06/2026)
N-NE: A previsão indica maiores volumes de chuva no Norte do país, especialmente, entre o AM, RR, AP e norte do PA, além de parte da faixa litorânea do Nordeste. No AC, centro-norte do PA e RO, as chuvas devem ocorrer de forma mais irregular. No TO e interior do NE, o tempo permanece firme e favorecerá a secagem natural do milho no Matopiba, mas deve persistir a restrição hídrica para as lavouras ainda em estádios reprodutivos. No Sealba, as condições seguirão favoráveis nas áreas próximas da costa, mas o armazenamento hídrico deve permanecer baixo nas áreas do interior.
CO: Há previsão de chuvas pontuais com baixos acumulados, principalmente, no noroeste de MT e centro-sul de MS. Em GO e DF, predomina o tempo mais firme. A condição será favorável para a secagem natural do milho segunda safra, mas, para as áreas ainda estádio reprodutivo, permanece a restrição hídrica.
SE: Há previsão de chuvas para todo o estado de SP, sul de MG e RJ, no final da semana, devido à passagem de uma frente fria. Nas demais regiões, a previsão é de tempo estável, com chances reduzidas de chuva. Na maioria das áreas, a umidade no solo será insuficiente para os cultivos de segunda safra e as lavouras de inverno não irrigadas em estádios mais avançados.
S: Há previsão de chuvas para toda região, no início da semana, com volumes significativos no noroeste do RS, Oeste de SC e Sul do PR. A passagem de uma frente fria instabilizará novamente o tempo, promovendo novos acumulados de chuva. As chuvas devem favorecer o incremento de umidade no solo e os cultivos de segunda safra e inverno. Pode ocorrer a suspensão da semeadura do trigo e da colheita do feijão devido às precipitações.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Semeadura do trigo avança no RS e SC, enquanto seca afeta lavouras em SP e MG – MAIS SOJA

No RS, a semeadura avança de acordo com o período de plantio ideal da cultura. Houve interrupções pontuais em áreas com baixa umidade no solo, porém as chuvas recentes devem favorecer a reposição hídrica e o estabelecimento das lavouras.
No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo. Os dias nublados e o excesso de umidade desde o mês passado têm contribuído para o aumento da proporção de áreas com desenvolvimento considerado regular.
Em SC, a semeadura avança no Oeste e Extremo Oeste, favorecida pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e bom desenvolvimento vegetativo inicial.
Em SP, as lavouras encontramse majoritariamente em desenvolvimento vegetativo e começam a sentir os efeitos da falta de chuva. Em MS, predomina o estádio vegetativo, com lavouras apresentando boa uniformidade e sanidade. Apesar da ausência de chuvas no período avaliado, as condições climáticas permanecem favoráveis ao desenvolvimento da cultura.
Em MG, restam áreas irrigadas pontuais a serem semeadas na região Noroeste. As lavouras de sequeiro apresentam menor porte devido à falta de chuvas nas regiões do Triângulo Mineiro. Em GO, as lavouras de sequeiro encontram-se próxima de colheita, com produtividade afetada pelo baixo volume de chuvas ao longo do ciclo. As áreas irrigadas seguem em boas condições.
Na BA, o plantio foi iniciado e as lavouras apresentam bom desenvolvimento.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Por que o vazio sanitário é tão importante para o manejo da ferrugem-asiática? – MAIS SOJA

A ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi é uma das doença mais agressivas e preocupantes que acometem a soja. Com elevada capacidade em reduzir a produtividade da cultura, a ferrugem-asiática é o foco do programa fitossanitário da maioria das lavouras, tornando necessário a adoção de distintas estratégias de manejo que priorizem a eficiência no controle dessa doença.
Embora fungicidas de alta eficácia, especialmente quando aplicados de forma preventiva, sejam ferramentas importantes no manejo da ferrugem-asiática, o vazio sanitário permanece como uma das medidas mais eficazes para reduzir a incidência da doença na safra de verão. Ao eliminar plantas voluntárias de soja durante a entressafra, a prática interrompe a sobrevivência e a multiplicação do fungo, reduzindo a produção e a dispersão de esporos que servem como fonte inicial de inóculo para novas infecções e contribuindo para a redução dos focos da doença (Embrapa Soja, s.d.).
A ferrugem-asiática possui elevado potencial de disseminação, uma vez que os uredósporos de Phakopsora pachyrhizi podem ser transportados pelo vento por centenas ou até milhares de quilômetros, permitindo que a doença se espalhe rapidamente entre regiões produtoras e até entre países (Goellner et al., 2010).
Figura 1. Esporos de Phakopsora pachyrhizi (ferrugem-asiática da soja) em microscópio óptico com diferentes aumentos. A e B3 – Foto feita sem lamínula; B e C – Fotos feitas com lamínula.
Além de apresentar caráter policíclico, com vários ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da cultura, o fungo Phakopsora pachyrhizi é classificado como biotrófico, ou seja, depende de tecidos vivos do hospedeiro para sobreviver e se multiplicar (Oliveira et al., 2020). Essa característica reforça a importância do vazio sanitário e da eliminação de plantas voluntárias de soja durante a entressafra, prática considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir a sobrevivência do patógeno e minimizar a ocorrência da ferrugem-asiática na safra seguinte.
Figura 2. Plantas voluntárias de soja durante o período entressafra.

Sobretudo, para efeito de manejo, eficácia na quebra do ciclo da ferrugem-asiática e redução da sobrevivência do patógeno, recomenda-se que o vazio sanitário seja realizado com período mínimo de 60 dias, sendo que, a legislação determina que o vazio sanitário deve ter duração mínima de 90 dias (Aiba, 2025). Para a safra 2026/2027, a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 estabelece os períodos de vazio sanitário e épocas de semeadura nas diferentes unidades da federação, subdividindo essas unidades em regiões de cultivo. Além de contribuir para o enfrentamento da ferrugem, a semeadura dentro dos períodos recomendados para cada região de cultivo reduz os riscos relacionados as adversidades climáticas.
Vale destacar que, além da proibição do cultivo de soja durante o período do vazio sanitário, também não é permitida a presença ou a manutenção de plantas voluntárias da cultura nas áreas agrícolas. Dessa forma, torna-se necessário adotar medidas de controle sempre que houver ocorrência dessas plantas, a fim de eliminá-las e evitar que sirvam de hospedeiras para o fungo, contribuindo para a manutenção da sanidade das lavouras.
Cliquei aqui e confira os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.

Referências:
AIBA. MAPA DIVULGA CALENDÁRIO DE SEMEADURA E VAZIO SANITÁRIO DA SOJA PARA A SAFRA 2025/2026 COM REGIONALIZAÇÃO INÉDITA NA BAHIA. Aiba, 2025. Disponível em: < https://aiba.org.br/mapa-divulga-calendario-de-semeadura-e-vazio-sanitario-da-soja-para-a-safra-2025-2026-com-regionalizacao-inedita-na-bahia/#:~:text=A%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20determina%20que%20o,23%20de%20janeiro%20de%202025.&text=A%20partir%20da%20safra%202025,Maria%20da%20Vit%C3%B3ria%2C%20entre%20outros. >, acesso em: 09/06/2026.
EMBRAPA SOJA. FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA: MANEJO E PREVENÇÃO. Embrapa Soja, s. d. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/soja/ferrugem >, acesso em: 09/06/2026.
GOELLNER, K. et al. Phakopsora pachyrhizi, THE CAUSAL AGENT OF ASIAN SOYBEAN RUST. OLECULAR PLANT PATHOLOGY, 2010. Disponível em: < https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6640291/pdf/MPP-11-169.pdf >, acesso em: 09/06/2026.
MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 09/06/2026.
OLIVEIRA, G. M. et al. COLETOR DE ESPOROS: DESCRIÇÃO, USO E RESULTADOS NO MANEJO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Circular técnica, n. 167, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1129482/1/Circ-Tec-167.pdf >, acesso em: 09/06/2026.
Foto de capa: Alessandro Braucks.

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