Sustentabilidade
Defensivos para milho verão retomam crescimento e avançam 21%, para R$ 2,9 bilhões, no ciclo 2025-26 – MAIS SOJA

Principal empresa de pesquisas de mercado para o agronegócio, a Kynetec Brasil acaba de divulgar o levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26. A pesquisa mostra que o mercado de defensivos para o cereal teve recuperação de 21% frente à safra anterior, subindo de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,9 bilhões.
De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o resultado decorreu, principalmente, do aumento da área plantada, de 3,9 milhões de hectares (+9%) e da variação, de 17 para 18, no número de tratamentos realizados, em média, nas propriedades, um crescimento de 6%.
O FarmTrak Milho Verão da Kynetec apontou ainda que os herbicidas seguem na posição de principal categoria de produtos, com 31% do mercado total ou R$ 900 milhões. Inseticidas movimentaram R$ 826 milhões, equivalentes a 28% e fungicidas, R$ 580 milhões, 20%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros insumos representaram 14%, 3% e 4%, respectivamente, R$ 594 milhões no total.
Conforme Lucas Alves, o estudo FarmTrak trouxe à luz o registro de alta na utilização de fungicidas em geral. “São dados relevantes. A adoção saiu de 67% em 2019-20 para 75% no último ciclo”, esclarece o executivo. “Mesmo em áreas destinadas à silagem, essa relação foi de 24% para 52% no período.”
“Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas ‘stroby mix’, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos ‘premium’”, ele revela.
Na safra 2019-20, enfatiza Alves, os ‘stroby mix’ correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os ‘premium’ já responderam por 38% na safra 2025-26.”
O levantamento FarmTrak Milho Verão resultou de quase 2 mil entrevistas feitas, pessoalmente, com produtores das principais áreas de milho do Brasil: Goiás, Mapiba – Maranhão, Piauí e Bahia -, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Sobre a Kynetec
A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria
Sustentabilidade
Safra de soja deve bater novo recorde e chegar a 180 milhões de toneladas

A produção brasileira de soja na safra 2025/26 deve atingir 180,1 milhões de toneladas, de acordo com o 8º levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa alta de 5% em relação ao ciclo anterior e consolida um novo recorde para a cultura no país.
Segundo a estatal, o avanço da soja é um dos principais fatores por trás da estimativa recorde para a produção nacional de grãos, projetada em 357,9 milhões de toneladas. A oleaginosa deve acrescentar cerca de 8,6 milhões de toneladas em comparação com a safra passada.
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A área plantada com soja está estimada em 48,7 milhões de hectares, crescimento de 2,9% sobre 2024/25. Já a produtividade média deve subir 2,1%, passando para 3.698 quilos por hectare.
Clima favoreceu desenvolvimento das lavouras
A Conab destaca que as condições climáticas registradas em abril ajudaram o desenvolvimento das lavouras em diferentes regiões produtoras. No Sul, os volumes de chuva favoreceram os cultivos de segunda safra e elevaram a umidade do solo. Já em áreas de Mato Grosso e do Norte do país, os acumulados também ficaram acima da média.
Por outro lado, parte do Centro-Oeste e do Sudeste registrou redução da umidade do solo, cenário que trouxe restrições principalmente para milho e feijão de segunda safra.
El Niño entra no radar
O levantamento também chama atenção para o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial. Segundo a análise climática da Conab, há indicação de transição das condições de neutralidade para um evento de El Niño nos próximos meses.
De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), a probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho é de 88%.
Para o trimestre de maio a julho, a previsão aponta chuvas acima da média em parte das regiões Norte e Nordeste, além de áreas de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. No Matopiba, porém, a tendência é de redução gradual da umidade do solo ao longo do período.
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Sustentabilidade
O enxofre na cultura da soja: da fisiologia ao manejo do solo MT

O enxofre (S) é um componente estrutural indispensável de proteínas que contêm os aminoácidos cisteína e metionina. Além disso, integra a molécula de acetil-CoA, considerada o centro das reações do ciclo de Krebs, atuando, portanto, na biossíntese de carboidratos e lipídeos.
Na cultura da soja, a absorção de S é intensificada entre os estádios R5 e R7, com taxas que excedem 650 g ha-1 dia-1, (aproximadamente dos 80 aos 115 dias do ciclo). O nutriente apresenta um elevado índice de colheita (61%), porém com baixa remobilização para os grãos (Figura 1), sendo que 62% da demanda total é absorvida após o estádio R5.
Figura 1. Marcha de acúmulo e redistribuição de enxofre de uma lavoura de soja com produtividade de 6,3 t ha-1.
Em sistemas de alta produtividade, o suprimento de S é crucial; o nível crítico de disponibilidade no solo é de 10 mg dm-3 na camada de 0-20 cm (Silva & Gatiboni, 2016). Seu requerimento é quantitativamente similar ao do fósforo (P), exigindo adubações de manutenção frequentes. Adicionalmente, as vias de assimilação de S e N estão estritamente vinculadas, de modo que a deficiência de um nutriente reprime a via assimilativa do outro (Koprivova et al., 2000).
A matéria orgânica (MO) é o principal regulador da dinâmica do S no solo. Cerca de 90% do enxofre total encontra-se na forma orgânica, dependendo do processo de mineralização para se tornar disponível como sulfato (SO4-2), (forma absorvível pelas plantas. Devido à mobilidade do SO4-2 em solos com acidez corrigida, o teor de S inorgânico na camada de 20-40 cm tende a ser superior ao da camada superficial (Figura 2). No entanto, como a camada de 0-20 cm concentra maior teor de MO, ela atua como a principal fonte de suprimento para as camadas subsuperficiais. Portanto, a análise conjunta do gradiente de S inorgânico no perfil e do teor de MO em superfície é fundamental para a recomendação assertiva da adubação exclusiva com enxofre.
Figura 2. Distribuição da concentração de enxofre (mg dm-3) ao longo do perfil do solo, mostrando a variação com a profundidade (cm). Dados referentes a 218 lavouras de 15 estados do Brasil. Fonte: Soybean System Money Maker – Safras 2023/2024 e 2024/2025.

Referências:
KOPRIVOVA, A. et al. Regulation of Sulfate Assimilation by Nitrogen in Arabidopsis. Plant Physiology, v. 122, n. 3, p. 737–746, 2000. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10712537/ >, acesso: 29/04/2026
SILVA, L. S.; GATIBONI, L. C. (Org.) Manual de calagem e adubação para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Santa Maria. SBCS, v. 1, n. 11, p. 376, 2016. Disponível em: < https://www.sbcs-nrs.org.br/docs/Manual_de_Calagem_e_Adubacao_para_os_Estados_do_RS_e_de_SC-2016.pdf >, acesso: 28/04/2026
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

Sustentabilidade
Movimentação cresce 11% e garante melhor abril da história nos portos paranaenses – MAIS SOJA

Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025 – que movimentou 5,405 milhões de toneladas. O crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.
Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%, os óleos vegetais 35% e os derivados de petróleo 33%. As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. Considerando todas as proteínas animais, o crescimento foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.
No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Os embarques de carne de frango realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.
IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais — movimentadas fora de contêineres — registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).
Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.
A movimentação de cargas rolantes — como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas — também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades.
Fonte: AEN/PR
Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná
Site: AEN-PR
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