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28 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Exportações sustentam alta do algodão e preços atingem maior nível desde 2025 – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma seguiram em alta no mercado brasileiro ao longo de abril, com as médias mensais apresentando avanço pelo quinto mês consecutivo e retornando aos maiores patamares nominais desde julho de 2025. O movimento se deve, principalmente, ao bom desempenho das exportações, que vem contribuindo para o enxugamento dos estoques domésticos e sustentando as cotações, mesmo diante de oscilações pontuais no mercado externo. Além disso, a valorização do petróleo nos últimos meses reforçou o suporte às cotações internacionais, com reflexos positivos sobre os preços internos.

No mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada em abril, refletindo a combinação entre disparidades de preço e/ou qualidade e a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo. Do lado da demanda, empresas relataram dificuldade em repassar aos fios e demais manufaturados as recentes valorizações observadas na matéria-prima e em outros insumos. Segundo colaboradores do Cepea, as vendas no varejo continuam enfraquecidas, o que mantém cautela ao longo da cadeia produtiva. Entre os fatores que restringem o consumo estão os juros elevados, o alto endividamento das famílias e a inflação.

Neste cenário, comerciantes concentraram-se em negociações “casadas” e em aquisições pontuais para atender programações previamente estabelecidas. Embora parte dos compradores tenha elevado suas ofertas, a resistência dos vendedores limitou o fechamento de novos negócios. Do lado da oferta, produtores mantiveram a atenção ao desenvolvimento das lavouras, ao mesmo tempo que direcionaram esforços logísticos para o cumprimento de embarques tanto ao mercado interno quanto ao externo.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. O avanço foi mais intenso na segunda quinzena do mês, quando os preços subiram 4,15%, frente a 1,52% na primeira metade do mês.

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A paridade de exportação também contribuiu com as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permaneceram 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26). A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,9978/lp em abril/26, avanço de 9,27% frente a março. Em dólar, a média atingiu US$ 0,7922/lp, valor 5,5% acima do primeiro vencimento na Bolsa de Nova York (ICE Futures), mas ainda 7,9% abaixo do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente.

MERCADO INTERNACIONAL

Entre 31 de março e 30 de abril, a paridade de exportação (FAS), calculada pelo Cepea, registrou aumento de 6,8%, chegando a R$ 3,8562/lp (US$ 0,7779/lp) no porto de Santos (SP) e a R$ 3,8667/lp (US$ 0,7801/lp) no de Paranaguá (PR).

O movimento refletiu a alta de expressivos 11,7% do Índice Cotlook A no mês, que ficou em US$ 0,8905/lp no dia 30. O dólar, por sua vez, teve desvalorização de 4,51% frente ao Real em abril, cotado a R$ 4,957 no último dia útil do mês.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os primeiros vencimentos também registraram alta, impulsionados pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela desvalorização do dólar, fatores que tendem a favorecer a demanda pela fibra natural norte-americana. Além disso, o clima seco em regiões de cultivo dos Estados Unidos também contribuiu para sustentar os valores. Assim, entre 31 de março e 30 de abril, o contrato Maio/26 aumentou expressivos 14,09%, o Julho/26 subiu 13,96%, o Outubro/26 registrou alta de 12,26% e o Dezembro/26 avançou 13,96%.

CONTRATOS A TERMO

Ao longo de abril, diversas programações de entregas futuras seguiram sendo monitoradas, envolvendo tanto a safra 2025/26 quanto a 2026/27, destinadas aos mercados interno e externo. As negociações envolveram preços fixados em Reais ou em dólares, além de operações atreladas ao Indicador CEPEA/ESALQ e aos contratos da ICE Futures.

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Em abril, cálculos do Cepea mostraram que a comercialização voltada à exportação com embarques previstos para o segundo semestre de 2026 apresentaram média de US$ 0,7938/lp, em valores FOB no porto de Santos (SP), 3,2% acima da registrada no mês anterior (US$ 0,7695/lp). Para a safra 2026/27, a média das negociações para o segundo semestre de 2027 está em US$ 0,7860/lp, avanço de 7,8% frente à de março/26 (US$ 0,7290/lp).

ICAC

Dados recentes do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (Icac) apontam área mundial 2026/27 em 30,17 milhões de hectares, estável frente ao relatório anterior, mas com retração de 1% em relação à safra passada. A produtividade, por sua vez, foi ajustada positivamente em 4,02% no mês, podendo ficar 1,32% maior que a de 2025/26, para 858,76 kg/ha. Assim, a produção global é projetada em 25,908 milhões de toneladas, 4,01% acima dos dados de abril/25 e apenas 0,30% superior à temporada passada, mas o maior volume desde a safra 2019/20, quando chegou a 26,036 milhões de toneladas.

O consumo mundial deve ser de 25,258 milhões de toneladas, com elevação de 0,80% no mês, mas leve retração de 0,44% frente à temporada 2025/26, ficando 2,5% abaixo da oferta. As exportações são estimadas em 9,59 milhões de toneladas (-0,57% no mês e – 2,69% na comparação anual), com o Brasil liderando as vendas, seguido pelos Estados Unidos e pela Austrália. Bangladesh, por sua vez, deve continuar como o maior importador mundial, com 1,8 milhão de toneladas, seguido por China, Vietnã, Paquistão e Turquia.

Os estoques finais globais são estimados em 17,950 milhões de toneladas, 3,75% superior aos da safra anterior, após a significativa alta de 10,58% no comparativo mensal, chegando ao maior nível em sete safras.

Quanto aos preços, o Comitê apontou, no relatório de maio/25, que, na safra 2025/26, a média do Índice Cotlook A foi de US$ 0,78/lp, variando entre US$ 0,73/lp e US$ 0,84/lp.

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CAROÇO DE ALGODÃO

As negociações de caroço de algodão seguiram pontuais ao longo de abril, mas com preços firmes. O movimento refletiu a postura dos vendedores, que mantiveram suas pedidas elevadas diante da menor oferta típica do período de entressafra.

Nesse cenário, dados do Cepea indicam que, em abril/26, a média foi de R$ 855,33/t em Lucas do Rio Verde (MT), alta de 10,4% frente a março/26, mas queda de 43,5% em relação a abril/25. Em Primavera do Leste (MT), a média foi de R$ 969,85/t (+3,4% no mês e -35,8% no ano). Em Campo Novo do Parecis (MT), o valor médio atingiu R$ 846,05/t, com elevação de 3,3% no mês, mas baixa de 40,6% no ano. Em São Paulo (SP), a média ficou em R$ 1.459,48/t, com avanço de 5,8% no mês, mas retração de 22,1% em relação a abril/25. Já em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.217,50/t, quedas de 4% no mês e de 33,1% no comparativo anual.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Mais grãos, menos espaço: painel revela desafio da armazenagem em MS – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, na safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul produzirá 27,9 milhões de toneladas de soja e milho.

Um levantamento realizado pela Aprosoja/MS, identificou um déficit de aproximadamente 12 milhões de toneladas na capacidade de armazenagem do Estado. O diagnóstico considera a média das cinco últimas safras.

Para atender à recomendação técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) seriam necessários 29,22 milhões de toneladas de espaço para armazenamento. Atualmente, a capacidade é de 17,19 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível corresponde a 58,8% da capacidade recomendada.

O Painel de Armazenagem, disponibilizado gratuitamente pela Aprosoja/MS, mostra que o problema é crônico: dos 78 municípios produtores de grãos de Mato Grosso do Sul, 71 apresentam déficit de armazenagem. Dois grandes produtores de grãos de MS: Ponta Porã e Maracaju apresentam juntos, cerca de 2,43 milhões de toneladas de déficit de armazenagem .

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“A análise da capacidade de armazenamento em Mato Grosso do Sul revela um cenário de grande contraste. Embora o Estado possua uma infraestrutura robusta em algumas regiões, a análise detalhada dos dados, cruzando a capacidade estática com a produção agrícola e as recomendações da FAO, evidencia um déficit estrutural significativo que pode comprometer a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense a médio e longo prazo”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Gimenes.

Atualmente, o Estado possui 17,19 milhões de toneladas de capacidade estática instalada, distribuída em 799 complexos armazenadores presentes em 65 municípios.

Dourados é o município com maior capacidade, com aproximadamente 2,42 milhões de toneladas, e figura entre os sete municípios que apresentam saldo positivo entre a estrutura disponível e a necessidade calculada. Também estão nessa condição Bataguassu, Batayporã, Porto Murtinho, Sidrolândia, Brasilândia e Três Lagoas.

“Dourados, Sidrolândia, Maracaju, Ponta Porã e São Gabriel do Oeste concentram 49,9% da capacidade de armazenagem identificada no Estado, embora respondam por 37,6% da produção considerada no estudo”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

Logística

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Além de dimensionar a capacidade instalada, o painel permite observar a relação entre armazenagem e infraestrutura logística.  Cerca de 41% da capacidade de armazenagem de Mato Grosso do Sul está concentrada em unidades localizadas em um raio de até 30 quilômetros da BR-163. Considerando as rodovias federais, o percentual chega a 88,6%.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, na ferrovia, o cenário é diferente. “Embora Mato Grosso do Sul possua 1.581 quilômetros de malha ferroviária, apenas 378 quilômetros apresentam circulação regular. O levantamento identificou 306 unidades de armazenagem em um raio de até 30 quilômetros das ferrovias existentes, correspondendo a 41,6% da capacidade estadual. Próximo à Malha Norte, única com operação regular, estão apenas 7,9% da capacidade”.

As hidrovias também apresentam participação reduzida. Apenas 3,9% da capacidade de armazenagem do Estado está localizada em um raio de até 30 quilômetros dos corredores hidroviários analisados.

“A maior utilização do transporte hidroviário pode trazer benefícios significativos para a logística do Estado. Esses corredores ampliam as alternativas de escoamento da produção agrícola e podem reduzir a pressão sobre o transporte rodoviário, especialmente em períodos de maior movimentação da safra. Entretanto, a utilização das hidrovias está condicionada às condições de navegabilidade dos rios, que podem variar ao longo do ano em função dos níveis hidrológicos, impondo limitações à capacidade e à regularidade do transporte. Nesse contexto, a disponibilidade de unidades armazenadoras próximas aos corredores hidroviários pode contribuir para a formação e consolidação de cargas, aumentando a flexibilidade logística e favorecendo um fluxo de escoamento mais regular”, aponta Gabriel Balta.

Rota Bioceânica

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A Rota Bioceânica representa uma grande oportunidade de diversificação das rotas logísticas de Mato Grosso do Sul, ao conectar o estado aos portos do norte do Chile, estabelecendo uma nova conexão do Centro-Oeste ao Oceano Pacífico. O novo corredor permitirá acesso a mercados internacionais, principalmente asiáticos, reduzindo prazos de entrega e a dependência das rotas tradicionais.

Nesse contexto, a expansão da infraestrutura de armazenagem deverá acompanhar a consolidação do novo corredor logístico. A disponibilidade de unidades armazenadoras estrategicamente localizadas pode contribuir para maior flexibilidade no planejamento do escoamento e melhor aproveitamento das diferentes alternativas de transporte. Porto Murtinho, na ponta brasileira da rota, já apresenta superávit de armazenagem; a expansão da capacidade no Oeste e no Sudoeste precisa acompanhar a consolidação do corredor.

Descompasso

Os dados do painel revelam um cenário de crescimento descompassado entre a expansão da infraestrutura de armazenagem e o aumento da produção agrícola, evidenciando que o problema atual não é conjuntural, mas resultado de uma tendência consolidada ao longo de mais de uma década.

O ano de 2023, por exemplo, marca um ponto crítico na série histórica, registrando o maior déficit do período, de 21,53 milhões de toneladas. Esse pico coincide com a maior produção de grãos do Estado, quando a necessidade de armazenagem alcançou 35,07 milhões de toneladas. Esse déficit expõe a vulnerabilidade do sistema de armazenagem sul-mato-grossense diante de safras com altas produtividades, situação que tende a se tornar mais frequente com os avanços tecnológicos e a expansão das áreas cultivadas.

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O Painel

O painel reúne informações da base nacional de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do levantamento de campo do SIGA-MS.

O estudo considera exclusivamente a produção de soja e milho. Para a soja, foi utilizada a média das safras de 2021/22 a 2025/26. Para o milho, foram consideradas as cinco últimas safras encerradas, de 2020/21 a 2024/25.

A atualização do painel amplia a capacidade de visualização sobre um dos principais gargalos da cadeia de grãos no Estado. Mais do que apontar quanto falta armazenar, os dados permitem identificar onde a infraestrutura está concentrada, quais regiões apresentam maior necessidade e quais áreas podem ter potencial para novos investimentos em armazenagem.

O acesso é gratuito, clique aqui.

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Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Soja trava com queda em Chicago enquanto produtor se atenta com o plantio; como ficaram os preços no Brasil?

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O mercado brasileiro de soja apresentou cotações predominantemente mais baixas nesta segunda-feira (28), refletindo as perdas registradas pela soja na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as fortes quedas na Bolsa deixaram o mercado físico basicamente travado.

Silveira afirma que não houve registro de movimentos firmes de negócios, com os players fora do mercado e os produtores também afastados das negociações. Segundo ele, houve alta do dólar e prêmios praticamente neutros, sem movimentações agressivas. “Tivemos altas no dólar e prêmios praticamente neutros, sem movimentações agressivas. Houve queda geral de preços e o mercado segue com pouquíssima liquidez, com ofertas escassas”, comentou.

O analista concluiu que o foco do produtor agora deve estar no plantio da nova safra de soja.

No mercado físico, as cotações ficaram assim:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 156,00 para R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 157,00 para R$ 156,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 151,00 para R$ 150,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 147,00 para R$ 148,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 148,00 para R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 162,00 para R$ 161,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 164,00 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços bem mais baixos. O dia foi bastante negativo, marcado por um movimento de liquidação de posições compradas. A frustração com a exclusão da soja da proposta de redução de tarifas sobre produtos agrícolas, após a cúpula entre Estados Unidos e China realizada na semana passada, abriu espaço para a correção dos preços.

A China deve reduzir as tarifas sobre uma ampla variedade de produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo milho, trigo, carnes e laticínios. No entanto, a soja, principal produto agrícola importado pelo país asiático, foi excluída da lista de redução tarifária divulgada conjuntamente pelo Ministério do Comércio da China e pela Casa Branca.

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Além disso, os investidores se posicionam diante do relatório de estoques trimestrais norte-americanos de soja, referente à posição de 1º de setembro. A expectativa é de que os estoques fiquem levemente abaixo do registrado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no mesmo período do ano anterior.

A projeção de analistas e corretores entrevistados por agências internacionais aponta para estoques trimestrais de 323 milhões de bushels. O relatório será divulgado às 13 horas, no horário de Brasília, desta quarta-feira (30). Em igual período do ano anterior, os estoques eram de 325 milhões de bushels. Em 1º de junho, data do relatório anterior, os estoques de soja estavam em 1,061 bilhão de bushels.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 30,75 centavos de dólar por bushel, ou 2,33%, a US$ 12,88 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,03 por bushel, com recuo de 29,50 centavos de dólar por bushel, ou 2,21%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com perda de US$ 11,60 por tonelada, ou 3,12%, a US$ 359,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,66 centavos de dólar por libra-peso, com retração de 0,18 centavo, ou 0,26%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,78%, negociado a R$ 5,2256 para venda e a R$ 5,2236 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1915 e a máxima de R$ 5,2266.

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Farsul reforça cobrança à ANP sobre diesel no RS – MAIS SOJA

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A Farsul protocolou, nesta sexta-feira (25/9), dois novos ofícios junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para reforçar a cobrança por medidas urgentes diante da crise no abastecimento de diesel no Rio Grande do Sul. O protocolo ocorre um dia depois de o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, ter se reunido novamente com representantes da agência para tratar do tema, que já se arrasta desde os preparativos para o início do plantio da safra de verão.

A entidade vem denunciando o problema desde o dia 11 de setembro, quando alertou para restrições e atrasos na entrega de diesel aos produtores, em um cenário semelhante ao vivido no início de 2026, durante a colheita de arroz e soja. Na ocasião, Domingos ponderou que “o plantio tem uma janela que não pode ser adiada indefinidamente. Sem diesel, o produtor perde o momento adequado, pode reduzir a área plantada e comprometer a produtividade”, e cobrou que o subsídio federal de R$ 1 por litro anunciado em 9 de setembro se traduzisse em preço e em combustível de fato disponível no campo.

Em 15 de setembro, a Farsul protocolou o primeiro ofício sobre o tema junto ao diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, pedindo fiscalização imediata das distribuidoras no Estado, divulgação regionalizada de estoques e entregas, esclarecimento dos critérios de alocação de volumes e um plano de contingência. Dias depois, em 23 de setembro, o presidente esteve em Brasília onde intensificou as tratativas com a agência, resumindo a urgência do problema, “Precisamos da solução para ontem”.

Os novos documentos, Ofício nº 100/2026 e Ofício nº 101/2026, foram assinados por Domingos e endereçados respectivamente a Artur Watt Neto, diretor-geral da ANP, e a Diogo Valério, superintendente de Distribuição e Logística do órgão. Ambos tratam do mesmo assunto, a atualização sobre restrições no abastecimento e a elevação dos preços do óleo diesel no Rio Grande do Sul, e trazem um levantamento coletado na própria sexta-feira junto a produtores rurais, sindicatos rurais e agentes de diferentes regiões do Estado.

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Segundo a Farsul, os relatos confirmam que persistem restrições relevantes na oferta de diesel, sobretudo do tipo S500, além de limitação nas quantidades comercializadas, atrasos nas entregas e forte elevação de preços. Um quadro que, segundo os ofícios, permanece disseminado em diferentes regiões do estado, com empresas sem produto, entregas parciais e prazos incertos.

Entre os casos listados nos ofícios estão Girúá, sem disponibilidade de S500 há mais de 15 dias; Cruz Alta e Santa Maria, com ausência do produto e forte restrição até do S10; e São Vicente do Sul, onde pedidos de dez mil litros têm sido atendidos com apenas cinco mil. Em Tupanciretã, um produtor relatou ter recebido somente 4.500 litros do volume solicitado, sem disponibilidade de S500 para entrega na propriedade. Candelária e Pelotas também aparecem entre os relatos mais recentes, com TRRs sem previsão de fornecimento ou sem S500 disponível.

Os preços informados variam de R$ 6,09 a R$ 8,00 por litro conforme a região e o tipo de diesel. No agregado, a Farsul aponta que o litro do combustível passou de R$ 5,60 em agosto para R$ 7,15 em setembro (alta de aproximadamente 27,7% em um único mês) e de R$ 5,77 em maio, o que representa aumento de cerca de 23,9% no período.

Diante do cenário, a Farsul solicita à ANP a verificação imediata das condições de abastecimento de diesel no Rio Grande do Sul, com foco especial na disponibilidade do S500, nos volumes disponibilizados a TRRs e postos revendedores e nas razões para as restrições verificadas nas diferentes regiões do Estado. A entidade pede ainda manifestação da agência sobre as condições atuais de estoques, produção e distribuição, as perspectivas de normalização do abastecimento e a adoção das providências de fiscalização que a ANP entender cabíveis.

“A Farsul permanece à disposição para fornecer informações adicionais e colaborar com o acompanhamento da situação”, registram os ofícios, “reiterando a urgência de medidas que assegurem regularidade e previsibilidade no fornecimento de combustível aos produtores rurais gaúchos”. Com a safra de verão já em plantio, a entidade deve manter a cobrança junto à ANP e ao governo federal nos próximos dias, à espera de uma resposta concreta sobre a normalização do fornecimento.

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Fonte: Farsul



FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

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