Connect with us
29 de junho de 2026

Sustentabilidade

Preços do trigo avançam em abril com oferta restrita e baixa liquidez – MAIS SOJA

Published

on


Os preços do trigo em grão consolidaram um movimento de recuperação em abril. Esse avanço ocorreu em um contexto de restrição de oferta e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra.

Vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido. Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas.

Em abril/26, o preço médio no Paraná foi de R$ 1.317,92/t em abril, aumento de 6,9% frente a março, mas ainda 14,4% abaixo do registrado em abril/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de março/26). No Rio Grande do Sul, a média atingiu R$ 1.208,20/t (o maior patamar desde setembro/25), com alta de 9,3% no mês, mas 16,5% inferior ao de um ano atrás. Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.394,77/t em abril, avanço de 4,7% no comparativo mensal e o maior desde agosto/25; porém, com recuo anual de 15,1%. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.235,04/t, a maior desde outubro/25, elevação de 2,4% no mês, mas 15,1% abaixo do observado em abril/25, em
termos reais – deflacionados pelo IGP-DI de março/26.

DERIVADOS DE TRIGO

A oferta de farelo de trigo aumentou no mercado spot, em um contexto de maior competitividade de produtos substitutos, como farelo e casquinha de soja, além do milho. Diante disso, vendedores reduziram os preços para preservar a competitividade. Há, inclusive, relatos de necessidade de paralisação de moagem em algumas unidades, diante da dificuldade do escoamento e da formação de excedentes.

Conforme dados do Cepea, de março para abril, o farelo a granel se desvalorizou 5,61% e o ensacado, 5,27%.

Para as farinhas de trigo, por outro lado, as cotações subiram, impulsionadas pelo repasse do custo do grão ao produto industrializado. Além disso, preocupações com as tensões geopolíticas reforçaram a firmeza exigida pelos vendedores. De março para abril, houve valorização de 1,28% para farinha integral, 1,08% para massas frescas, 0,95% para panificação, 0,29% para bolacha salgada, 0,09% para pré-mistura, 0,05% para massas em geral e recuo somente nos valores da bolacha doce, de 0,33%.

OFERTA E DEMANDA DOMÉSTICA

A Conab revisou os dados de oferta e demanda para a temporada de 2026 e, embora tenha elevado a estimativa de área em Minas Gerais, reduziu significativamente a projeção para o Rio Grande do Sul. Com isso, a área nacional deve somar 2,22 milhões de hectares, queda de 9,2% em relação a 2025. A produtividade média é estimada em 2.979 kg/ha (-7,5%), resultando em produção de 6,6 milhões de toneladas, 16% inferior à da safra anterior – redução de mais de 1,2 milhão de toneladas. Esse cenário reflete, em parte, a baixa rentabilidade observada nas últimas safras, somada às incertezas climáticas e aos riscos de comercialização.

Do lado da oferta, os estoques iniciais da temporada 2026, em 31 de julho, são estimados em 2,314 milhões de toneladas, recuo de 57,3% frente a 2025. As importações devem alcançar 6,65 milhões de toneladas (-2,5%), levando os suprimentos totais a 15,58 milhões de toneladas, retração de 3,6% no comparativo anual.

Quanto à demanda, o consumo interno é projetado em 11,8 milhões de toneladas entre agosto/26 e julho/27 (-0,8%), enquanto as exportações podem crescer 4,7%, atingindo 2,052 milhões de toneladas. Diante desse balanço, os estoques finais devem cair para 1,73 milhão de toneladas em julho de 2027, retração de 25,2% frente à temporada anterior.

OFERTA E DEMANDA MUNDIAL

Dados divulgados em abril pelo USDA indicaram produção mundial de 844,152 milhões de toneladas na safra 2025/26, leve alta de 0,2% frente à projeção de março e 5,6% acima da temporada anterior. Para o Brasil, houve revisão negativa de 1,6%, para 7,873 milhões de toneladas. O consumo global foi ajustado para baixo em 0,6% no comparativo mensal, totalizando 820,12 milhões de toneladas, mas ainda está 1,3% acima do ciclo anterior. Já os estoques finais foram revisados para 283,12 milhões de toneladas, avanços de 2,2% frente a março e de 9,3% na comparação anual. O comércio global (exportações e importações) foi estimado em 221,913 milhões de toneladas, com leve aumento mensal de 0,1% e alta de 8,5% em relação à safra passada.

MERCADO EXTERNO

Os preços externos também avançaram em abril, impulsionados por preocupações climáticas nos Estados Unidos. Segundo o Monitor de Seca dos EUA, até 28 de abril, 69% da área cultivada estava sob algum nível de seca, frente a 32% no mesmo período de 2025. Dados divulgados pelo USDA em 4 de maio indicaram que 31% das lavouras de trigo de inverno apresentavam condições entre boas e excelentes, aumento de 1 ponto percentual na comparação semanal, mas 20 p.p. abaixo do observado há um ano.

Em abril, o primeiro vencimento na CME Group apresentou média de US$ 6,0139/bushel (US$ 220,97/t), altas de 1,2% frente a março e de 12,4% em relação a abril/25. Em Kansas, a média do mesmo vencimento foi de US$ 6,3462/bushel (US$ 233,18/t), avanços de 4,5% no mês e de 15,3% no comparativo anual.

Na Argentina, conforme os preços FOB divulgados pelo Ministério da Economia, na média mensal, houve aumento de 6% frente a março/26, embora ainda com recuo de 8,1% na
comparação anual, com média de US$ 227,95/t.

A Bolsa de Cereales indicou, em relatório divulgado no dia 22 de abril, que a área semeada com trigo na temporada 2026/27 deve cair 3% frente à 2025/26, para 6,5 milhões de hectares, embora permaneça 2,8% acima da média das últimas cinco safras. Segundo a Bolsa, o cenário reúne fundamentos climáticos favoráveis, com boa umidade do solo, mas enfrenta limitações econômicas, especialmente pelos elevados custos de insumos, com destaque para a ureia, fator que pode restringir tanto a área final quanto o nível tecnológico empregado.

Fonte: Cepea



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

Published

on


Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.

Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.

No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.

Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.

A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.

Fonte: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

Published

on


Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

O post Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

Published

on


A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

O post China amplia participação nas exportações de soja do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT