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14 de maio de 2026

Business

Mapa e Polícia Federal apreendem 48 toneladas de açúcar sob suspeita de adulteração no Porto de Paranaguá

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Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Federal (PF) apreendeu aproximadamente 48 toneladas de açúcar VHP no corredor de exportação do Porto de Paranaguá, no Paraná, nesta quarta-feira (14). Segundo a fiscalização, a carga apresentou indícios preliminares de contaminação por materiais insolúveis, aparentemente areia, em volume superior ao permitido pela legislação. As amostras foram encaminhadas para confirmação analítica.

De acordo com o Mapa, o teste preliminar foi realizado no momento da coleta e indicou possível desconformidade com os padrões oficiais de qualidade do açúcar. Esse procedimento é usado para verificar a pureza do produto e identificar contaminações ou adulterações.

Após a identificação da suspeita, auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) coletaram amostras da carga. O material foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO), responsável por confirmar se há presença de matéria estranha em nível incompatível com os padrões regulamentares.

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O Mapa informou que a empresa responsável pela carga foi autuada. Como, até o momento, não há rastreabilidade sobre o material misturado ao açúcar, o produto foi enquadrado como risco à defesa agropecuária. Se a irregularidade for confirmada, a carga poderá ser desclassificada, considerada imprópria para consumo e destinada à destruição, conforme prevê a legislação. Também poderão ser aplicadas sanções administrativas e desdobramentos criminais.

A operação faz parte de uma articulação permanente entre PF, autoridades portuárias e Mapa, em andamento desde 2024, para coibir fraudes em cargas de exportação no porto paranaense. O foco inclui granéis agrícolas como soja, farelo de soja e açúcar.

O caso ocorre em um contexto de forte presença brasileira no comércio internacional do produto. Em 2024, o Brasil exportou 38,24 milhões de toneladas de açúcar, com receita superior a US$ 18,6 bilhões, segundo dados oficiais citados pelo ministério.

A confirmação laboratorial será o ponto central para definir o enquadramento final da carga e as medidas administrativas. Em produtos de exportação, esse tipo de fiscalização busca preservar rastreabilidade, conformidade sanitária e atendimento às exigências dos mercados compradores.

Fonte: gov.br

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Agro Mato Grosso

AMAGGI adquire 40% da FS e fortalece presença no etanol de milho MT

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Parceria estratégica une duas gigantes do agro com foco em inovação, descarbonização e expansão do setor

A união conecta duas empresas com forte atuação em Mato Grosso e protagonismo no agronegócio brasileiro, consolidando uma parceria com foco em crescimento sustentável, inovação e ampliação da competitividade no setor.

Sinergia entre produção de grãos e biocombustíveis

A transação simboliza a convergência entre importantes grupos do setor, reunindo a experiência da AMAGGI — referência global em grãos e fibras — com a expertise da FS, pioneira na produção de etanol a partir do milho no Brasil.

A FS se consolidou como uma das principais protagonistas do setor de biocombustíveis, destacando-se pela eficiência produtiva e pela baixa intensidade de carbono de seu etanol. Já a AMAGGI, que se aproxima de completar 50 anos, atua de forma integrada em toda a cadeia do agronegócio, incluindo produção, logística, comercialização e energia.

Para Blairo Maggi, o acordo reforça o alinhamento estratégico entre as companhias. Ele destacou a confiança na parceria, baseada em valores comuns e visão de longo prazo.

Parceria une capital nacional e internacional

O movimento também aproxima a AMAGGI do grupo americano Summit Agricultural Group, atual acionista da FS. Segundo o fundador da Summit, Bruce Rastetter, a parceria reúne empresas com forte complementaridade e visão compartilhada sobre o futuro dos combustíveis renováveis.

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O CEO da Summit, Justin Kirchhoff, ressaltou que a operação abre caminho para ampliar a atuação da FS, destacando o potencial de crescimento da produção de combustíveis de baixa emissão de carbono.

Verticalização e expansão estratégica

A entrada da AMAGGI no negócio de etanol de milho reforça sua estratégia de verticalização e diversificação das operações. A companhia busca ampliar sua presença em segmentos industriais e energéticos, agregando valor à cadeia de grãos.

De acordo com o CEO da FS, Rafael Abud, a parceria representa um marco importante diante das oportunidades de expansão do setor e da crescente demanda global por soluções de descarbonização.

Já o CEO da AMAGGI, Judiney Carvalho, destacou que o investimento no etanol de milho está alinhado às metas de inovação e sustentabilidade da empresa, além de abrir novas frentes de crescimento.

Setor ganha força com foco em descarbonização

A operação reforça o papel do Brasil como protagonista na produção de biocombustíveis e evidencia a relevância do etanol de milho como alternativa sustentável no cenário global. A integração entre produção agrícola e indústria energética tende a gerar ganhos logísticos, maior eficiência e fortalecimento da competitividade internacional.

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Com capacidade de processar mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra e produção anual de bilhões de litros de etanol, a FS vive um novo ciclo de expansão. Já a AMAGGI amplia seu portfólio e consolida sua posição como uma das principais forças do agronegócio brasileiro.

A parceria entre as duas empresas sinaliza um movimento estratégico de longo prazo, que une tradição, inovação e sustentabilidade para impulsionar o futuro do setor.

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CNA, StoneX e Cepea lançam ferramenta inédita de hedge para o setor de leite

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Pecuária leiteira da família Abate, Campo Verde (MT). Foto: Michelle Jardim.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil lançou, nesta quarta-feira (13), uma nova ferramenta de hedge voltada ao setor de lácteos brasileiro. Desenvolvida pela StoneX em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a solução busca ampliar a gestão de riscos e oferecer mais previsibilidade aos agentes da cadeia leiteira diante da volatilidade do mercado.

A ferramenta permite que produtores, cooperativas, indústrias, tradings e varejistas tenham acesso a operações de proteção de preços, possibilitando maior previsibilidade sobre receitas e custos futuros.

Durante o evento de lançamento, realizado na sede da CNA, o vice-presidente da entidade, Gedeão Pereira, classificou a iniciativa como um marco histórico para o setor leiteiro brasileiro.

Segundo ele, a criação de instrumentos de previsibilidade sempre foi uma demanda da cadeia produtiva.

“O setor lutou muito tempo para chegar a esse ambiente de previsibilidade”, afirmou.

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Setor movimenta R$ 70 bilhões por ano

Gedeão destacou ainda a relevância econômica da atividade no país. De acordo com ele, o Brasil produz cerca de 35 bilhões de litros de leite por ano, em uma cadeia formada por aproximadamente 1,2 milhão de produtores e que movimenta cerca de R$ 70 bilhões em valor bruto da produção agropecuária.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, afirmou que o lançamento do contrato futuro do leite representa uma nova etapa para o setor.

Segundo ele, a falta de previsibilidade sempre foi um dos principais desafios enfrentados pelos produtores rurais.

“Estamos vivendo uma nova era do leite”, afirmou durante o evento.

Ferramenta busca reduzir impactos da volatilidade

A nova solução foi criada para atender diferentes perfis da cadeia leiteira, respeitando as necessidades operacionais e financeiras de cada segmento.

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Para Glauco Monte, representante da StoneX, a previsibilidade de preços pode gerar para o leite um avanço semelhante ao observado em outras cadeias do agronegócio, como o milho.

Com a parceria do Cepea, a ferramenta utiliza indicadores já consolidados no mercado e amplamente usados como referência para precificação e negociação no setor.

A pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, ressaltou que o setor leiteiro enfrenta um ambiente de elevada complexidade e volatilidade, o que reforça a necessidade de mecanismos de gestão de risco.

Segundo ela, mercados mais maduros dependem de informações de qualidade, transparência na formação de preços e instrumentos capazes de reduzir incertezas.

Estratégias personalizadas para produtores e indústria

Além das operações de hedge, os clientes terão acesso a suporte consultivo especializado da StoneX por meio de programas de gestão integrada de riscos.

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Segundo Marianne Tufani, manager da StoneX Leite Brasil, a proposta é transformar a incerteza do mercado em capacidade de investimento e maior estabilidade para toda a cadeia.

A executiva afirmou que as estratégias serão personalizadas conforme a realidade e a exposição de cada empresa ao mercado.

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Conab mantém previsão recorde de 357,97 milhões de toneladas para a safra 2025/26

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve em 357,97 milhões de toneladas a estimativa para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (14). O volume representa aumento de 1,6% ante a temporada 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas, com acréscimo de 5,71 milhões de toneladas.

O principal destaque segue sendo a soja. A Conab projeta produção de 180,13 milhões de toneladas, novo recorde da série, com ajuste de 0,5% sobre a estimativa anterior, equivalente a 978 mil toneladas. Em relação à safra passada, o avanço é de 8,6 milhões de toneladas, ou 5%. Até o início de maio, 98,3% da área já havia sido colhida.

No milho, a estimativa total das três safras é de 140,17 milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica. O volume é 0,4% superior ao levantamento anterior, com ganho de 600 mil toneladas. A primeira safra foi revisada para 28,46 milhões de toneladas, 3,5 milhões acima do ciclo anterior. Já a segunda safra deve atingir 108,46 milhões de toneladas, com leve queda de 0,6%, influenciada por condições climáticas em Goiás e Minas Gerais, embora a área plantada nacional tenha crescido 2,1%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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O sorgo deve alcançar 7,6 milhões de toneladas, alta de 23,8%. Segundo o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o crescimento está ligado à migração de áreas antes destinadas ao milho, sobretudo no Centro-Oeste, onde a área cultivada avançou 50,7%.

Entre as culturas com recuo, o arroz está estimado em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,1%, com redução de 13,7% na área plantada. O feijão deve somar 2,90 milhões de toneladas nas três safras, baixa de 5,2%. A pluma de algodão é projetada em 3,97 milhões de toneladas, recuo de 2,6%, enquanto o trigo deve cair 18,9%, para 6,39 milhões de toneladas.

O levantamento da Conab indica que o crescimento da safra brasileira continua concentrado em soja, milho e sorgo, enquanto culturas voltadas ao abastecimento interno e de inverno registram retração por ajuste de área e clima. Segundo a companhia, mesmo com a redução em arroz e feijão, não há indicação de desabastecimento no mercado doméstico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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