Connect with us
28 de setembro de 2026

Business

CNA, StoneX e Cepea lançam ferramenta inédita de hedge para o setor de leite

Published

on


Pecuária leiteira da família Abate, Campo Verde (MT). Foto: Michelle Jardim.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil lançou, nesta quarta-feira (13), uma nova ferramenta de hedge voltada ao setor de lácteos brasileiro. Desenvolvida pela StoneX em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a solução busca ampliar a gestão de riscos e oferecer mais previsibilidade aos agentes da cadeia leiteira diante da volatilidade do mercado.

A ferramenta permite que produtores, cooperativas, indústrias, tradings e varejistas tenham acesso a operações de proteção de preços, possibilitando maior previsibilidade sobre receitas e custos futuros.

Durante o evento de lançamento, realizado na sede da CNA, o vice-presidente da entidade, Gedeão Pereira, classificou a iniciativa como um marco histórico para o setor leiteiro brasileiro.

Segundo ele, a criação de instrumentos de previsibilidade sempre foi uma demanda da cadeia produtiva.

“O setor lutou muito tempo para chegar a esse ambiente de previsibilidade”, afirmou.

Advertisement

Setor movimenta R$ 70 bilhões por ano

Gedeão destacou ainda a relevância econômica da atividade no país. De acordo com ele, o Brasil produz cerca de 35 bilhões de litros de leite por ano, em uma cadeia formada por aproximadamente 1,2 milhão de produtores e que movimenta cerca de R$ 70 bilhões em valor bruto da produção agropecuária.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, afirmou que o lançamento do contrato futuro do leite representa uma nova etapa para o setor.

Segundo ele, a falta de previsibilidade sempre foi um dos principais desafios enfrentados pelos produtores rurais.

“Estamos vivendo uma nova era do leite”, afirmou durante o evento.

Ferramenta busca reduzir impactos da volatilidade

A nova solução foi criada para atender diferentes perfis da cadeia leiteira, respeitando as necessidades operacionais e financeiras de cada segmento.

Advertisement

Para Glauco Monte, representante da StoneX, a previsibilidade de preços pode gerar para o leite um avanço semelhante ao observado em outras cadeias do agronegócio, como o milho.

Com a parceria do Cepea, a ferramenta utiliza indicadores já consolidados no mercado e amplamente usados como referência para precificação e negociação no setor.

A pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, ressaltou que o setor leiteiro enfrenta um ambiente de elevada complexidade e volatilidade, o que reforça a necessidade de mecanismos de gestão de risco.

Segundo ela, mercados mais maduros dependem de informações de qualidade, transparência na formação de preços e instrumentos capazes de reduzir incertezas.

Estratégias personalizadas para produtores e indústria

Além das operações de hedge, os clientes terão acesso a suporte consultivo especializado da StoneX por meio de programas de gestão integrada de riscos.

Advertisement

Segundo Marianne Tufani, manager da StoneX Leite Brasil, a proposta é transformar a incerteza do mercado em capacidade de investimento e maior estabilidade para toda a cadeia.

A executiva afirmou que as estratégias serão personalizadas conforme a realidade e a exposição de cada empresa ao mercado.

O post CNA, StoneX e Cepea lançam ferramenta inédita de hedge para o setor de leite apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Business

Sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel é validado pela União Europeia

Published

on

A qualidade do sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel foi considerada satisfatória pela Direção-Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé), da Comissão Europeia, em relatório publicado nesta segunda-feira (28).

O documento, elaborado após a auditoria realizada pelas autoridades sanitárias da União Europeia, concluiu “que o arcabouço legal, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros são capazes de fornecer as garantias exigidas pela legislação europeia”.

A missão europeia realizou visitas a estabelecimentos produtivos brasileiros – carne de aves e produtos avícolas, mel e produtos apícolas, e órgãos oficiais – entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, verificando a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e aumento de rendimento ao longo da cadeia desses produtos.

“Essa avaliação da missão técnica europeia sobre a carne de frango e o mel brasileiros só confirma o que já sabíamos: a excelência e a solidez do nosso sistema de defesa agropecuária. Ser aprovado representa o reconhecimento de um trabalho sério, rigoroso e permanente desenvolvido pelos nossos produtores”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula.

Brasil na lista de fornecedores

A avaliação positiva apresentada pela DG Santé representa mais um passo no processo de reinclusão do Brasil na lista de fornecedores do bloco europeu.

Advertisement

Desde a decisão anunciada pela União Europeia, no último dia 12 de maio, o governo brasileiro tem buscado manter dialogo político e técnico com as autoridades do bloco. O Mapa ressalta que o país implementou as medidas necessárias ao atendimento dos requisitos aplicáveis e apresentou a documentação e as informações pertinentes às cadeias de produtos de origem animais destinados à exportação.

Durante a missão, as equipes técnicas brasileiras apresentaram os procedimentos e controles adotados no país, permitindo a verificação, em campo, da estrutura e do funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária brasileiro.

Em termos práticos, o resultado da auditoria não aponta impedimento técnico à reinclusão do Brasil na lista de países exportadores de carne de aves e mel para a UE.

Agora, o Mapa aguarda o cumprimento, por parte da União Europeia, das etapas administrativas necessárias para a conclusão do processo. O ministério mantém o diálogo técnico com as autoridades do bloco e acompanha as próximas etapas para a reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a exportar carne de aves e mel ao bloco, que inclui o procedimento regulatório europeu necessário para essa retomada.

O Ministério da Agricultura e Pecuária solicitou a inclusão do relatório na pauta da reunião técnica do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff) da Comissão Europeia, responsável pela decisão final, que vai acontecer nos dias 20 e 21 de outubro de 2026.

Advertisement
Continue Reading

Business

Nova série de lives do Canal Rural te coloca por dentro do preço das principais commodities do país

Published

on

O Canal Rural começou uma nova série de lives com foco nos preços da soja, do milho, do boi gordo e de outras commodities que movimentam o agronegócio brasileiro.

O Commodities em Foco acontece todas as segundas e sextas-feiras, sempre às 18h10, para você começar e fechar a semana por dentro dos principais movimentos do mercado agrícola.

A primeira transmissão foi com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Ele destacou os motivos de a arroba estar em alta, se o mercado futuro continuará operando contratos com até R$ 20 de diferença em relação ao disponível e o que esperar das cotações para o restante do ano. Assista abaixo:

Para o episódio de hoje, o editor Victor Faverin conversa com o especialista Rafael Silveira, também da consultoria Safras & Mercado, sobre o mercado de soja.

Ele vai explicar se a Bolsa de Chicago já reflete possíveis perdas da safra 2026/27 do grão em vista da presença cada vez mais intensa do fenômeno El Niño. Para não perder essa live, acione a notificação no player abaixo:

Advertisement

📊 Commodities em Foco
📅 Toda segunda e sexta-feira
⏰ Às 18h10
▶️ Ao vivo no YouTube do Canal Rural
📺 Antes do Rural Notícias

Continue Reading

Business

‘Existe saída’, diz advogado sobre leilões de imóveis rurais terem crescido mais de 30%

Published

on

O endividamento de produtores que atravessaram safras afetadas por eventos climáticos, custos maiores e redução das margens fez com que, em 2025, 14,1 mil imóveis rurais fossem levados a leilão no Brasil, montante que envolveu o total de R$ 78,6 bilhões em operações, conforme dados da plataforma Leilão Imóvel.

Os números representam aumentos de 30,6% na quantidade de propriedades e de 88,9% no valor em relação ao ano anterior.

Para o advogado da HBS Advogados, Frederico Buss, uma dívida vencida não significa que o produtor tenha como únicas alternativas aceitar as condições apresentadas pelo credor ou submeter o patrimônio aos procedimentos de cobrança.

“A definição dos caminhos possíveis depende de uma análise individualizada da operação, das garantias constituídas e das circunstâncias que levaram à dificuldade de pagamento”, salienta.

De acordo com ele, entre os pontos que precisam ser examinados estão a natureza e a finalidade do financiamento, a origem dos recursos, os encargos cobrados e a incidência das normas do crédito rural.

Advertisement

Segundo Buss, também é necessário documentar perdas provocadas por estiagem, excesso de chuvas, enchentes ou outros eventos adversos e verificar a regularidade dos procedimentos de cobrança extrajudicial e judicial.

O tratamento jurídico varia conforme o tipo de obrigação assumida pelo produtor. Operações de crédito rural, Cédulas de Produto Rural (CPRs), Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), contratos com fornecedores e dívidas com cooperativas possuem características próprias, e os mecanismos previstos para o crédito rural não se aplicam automaticamente a todas essas situações.

O advogado lembra que o Manual de Crédito Rural (MCR) prevê hipóteses de prorrogação diante de frustração de safra por fatores adversos, dificuldades de comercialização e problemas de fluxo de caixa decorrentes do acúmulo de perdas em safras anteriores.

De acordo com ele, a medida exige a comprovação da dificuldade temporária para pagamento, a demonstração da necessidade do alongamento e a capacidade do mutuário de cumprir a obrigação nas novas condições.

Prorrogação da dívida

A possibilidade de prorrogação também aparece na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Súmula 298 estabelece que o alongamento de dívida originada de crédito rural constitui direito do devedor quando preenchidos os requisitos legais, mas isso não significa que qualquer inadimplência gere automaticamente o direito à extensão do prazo.

Advertisement

Com o aumento das propriedades levadas a leilão, Buss aponta que a análise do passivo antes do avanço da cobrança pode ampliar as alternativas disponíveis.

“A atuação nessa fase permite verificar eventual direito à prorrogação ou renegociação, revisar encargos e garantias, reunir documentos sobre perdas de safra e estruturar uma negociação com os credores antes da consolidação da garantia fiduciária, do ajuizamento da execução ou da designação do leilão”, observa o advogado.

Cobrança já em curso

Quando a cobrança judicial já começou, a avaliação passa a considerar também o título executivo, a exigibilidade da obrigação, os encargos aplicados, as garantias e a regularidade dos atos de execução e expropriação.

Para o especialista, o tratamento do endividamento precisa considerar de forma conjunta os aspectos jurídicos, financeiros, agronômicos e patrimoniais de cada produtor.

Segundo o advogado, a análise não deve ter como objetivo apenas adiar o pagamento das obrigações. “O trabalho deve buscar uma reestruturação do passivo compatível com a capacidade de pagamento e com a continuidade da atividade produtiva, observando os direitos do devedor e do credor”, conclui.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Featured2 minutos ago

Antes de alterar processos, fluxogramas ajudam empresas a entender como a operação funciona

Business5 minutos ago

Sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel é validado pela União Europeia

Sustentabilidade9 minutos ago

Rural Clima prevê chuvas em praticamente todo o Brasil nesta semana, mas alerta para irregularidadeAs chuvas devem avançar por praticamente todo o Brasil nesta semana, com a atuação de uma frente fria que ganha força sobre o Sul e posteriormente alcança as regiões centrais. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, o cenário será marcado por precipitações mais frequentes, mas ainda com irregularidade no Cerrado e temperaturas extremamente elevadas entre os períodos chuvosos. O Rio Grande do Sul segue registrando volumes elevados, com chuvas também em Santa Catarina. Para esta segunda-feira (28) e terça-feira (29), há possibilidade de temporais no estado gaúcho. A partir de terça, as instabilidades avançam para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Paraguai, além de provocar pancadas isoladas em Mato Grosso. Na quarta-feira (30), a frente fria deve alcançar áreas mais centrais, incluindo Mato Grosso do Sul, enquanto na quinta-feira (1º) as instabilidades avançam ainda mais sobre o Centro do país. Segundo Santos, as chuvas previstas para o Cerrado ainda serão irregulares, embora possam ocorrer na forma de temporais. “Tanto essa semana quanto as próximas serão marcadas por chuvas mais regulares e frequentes”, afirmou. O agrometeorologista, no entanto, alerta que o El Niño pode fazer com que, em determinados períodos, as chuvas fiquem mais concentradas no Sul. Ainda assim, ele não prevê ausência prolongada de precipitações nas demais regiões. “Não haverá uma ausência total de chuvas por mais de 10, 15 dias”, explicou. Segundo Santos, podem ocorrer intervalos de aproximadamente uma semana entre episódios de chuva mais significativos, com pancadas isoladas nesse período. Outro ponto de atenção são as temperaturas. Entre uma frente fria e outra, o calor deve voltar com intensidade, com previsão de temperaturas extremamente elevadas em grande parte do país. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, as temperaturas tendem a ficar mais baixas devido à passagem das frentes frias. Santos recomenda atenção aos produtores que já iniciaram o plantio da soja e também aos cultivos de café e cana-de-açúcar. O agrometeorologista também afirmou que os modelos europeu e americano apresentam sinal semelhante para as próximas semanas, com possibilidade de períodos de menor ocorrência de chuvas. – MAIS SOJA

Featured38 minutos ago

Gilmar Mendes pede identificação de ministros citados em investigação sobre Banco Master

Sustentabilidade1 hora ago

Mais grãos, menos espaço: painel revela desafio da armazenagem em MS – MAIS SOJA

Advertisement

Agro MT