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29 de junho de 2026

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CNA, StoneX e Cepea lançam ferramenta inédita de hedge para o setor de leite

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Pecuária leiteira da família Abate, Campo Verde (MT). Foto: Michelle Jardim.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil lançou, nesta quarta-feira (13), uma nova ferramenta de hedge voltada ao setor de lácteos brasileiro. Desenvolvida pela StoneX em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a solução busca ampliar a gestão de riscos e oferecer mais previsibilidade aos agentes da cadeia leiteira diante da volatilidade do mercado.

A ferramenta permite que produtores, cooperativas, indústrias, tradings e varejistas tenham acesso a operações de proteção de preços, possibilitando maior previsibilidade sobre receitas e custos futuros.

Durante o evento de lançamento, realizado na sede da CNA, o vice-presidente da entidade, Gedeão Pereira, classificou a iniciativa como um marco histórico para o setor leiteiro brasileiro.

Segundo ele, a criação de instrumentos de previsibilidade sempre foi uma demanda da cadeia produtiva.

“O setor lutou muito tempo para chegar a esse ambiente de previsibilidade”, afirmou.

Setor movimenta R$ 70 bilhões por ano

Gedeão destacou ainda a relevância econômica da atividade no país. De acordo com ele, o Brasil produz cerca de 35 bilhões de litros de leite por ano, em uma cadeia formada por aproximadamente 1,2 milhão de produtores e que movimenta cerca de R$ 70 bilhões em valor bruto da produção agropecuária.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, afirmou que o lançamento do contrato futuro do leite representa uma nova etapa para o setor.

Segundo ele, a falta de previsibilidade sempre foi um dos principais desafios enfrentados pelos produtores rurais.

“Estamos vivendo uma nova era do leite”, afirmou durante o evento.

Ferramenta busca reduzir impactos da volatilidade

A nova solução foi criada para atender diferentes perfis da cadeia leiteira, respeitando as necessidades operacionais e financeiras de cada segmento.

Para Glauco Monte, representante da StoneX, a previsibilidade de preços pode gerar para o leite um avanço semelhante ao observado em outras cadeias do agronegócio, como o milho.

Com a parceria do Cepea, a ferramenta utiliza indicadores já consolidados no mercado e amplamente usados como referência para precificação e negociação no setor.

A pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, ressaltou que o setor leiteiro enfrenta um ambiente de elevada complexidade e volatilidade, o que reforça a necessidade de mecanismos de gestão de risco.

Segundo ela, mercados mais maduros dependem de informações de qualidade, transparência na formação de preços e instrumentos capazes de reduzir incertezas.

Estratégias personalizadas para produtores e indústria

Além das operações de hedge, os clientes terão acesso a suporte consultivo especializado da StoneX por meio de programas de gestão integrada de riscos.

Segundo Marianne Tufani, manager da StoneX Leite Brasil, a proposta é transformar a incerteza do mercado em capacidade de investimento e maior estabilidade para toda a cadeia.

A executiva afirmou que as estratégias serão personalizadas conforme a realidade e a exposição de cada empresa ao mercado.

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Preços do milho serão determinados por clima, etanol e outros 5 elementos

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com queda de 1,20%, enquanto no Brasil, o contrato da B3 seguiu em direção contrária, fechando a R$ 64,29 por saca, alta de 0,59% no período.

A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, sinaliza o que esperar do mercado no curto-prazo. Confira:

  • Pressão de colheita continua: as cotações da B3 e do mercado físico serão estritamente ditadas pelo avanço da colheita do milho safrinha, que deve atingir o seu pico operacional entre a segunda quinzena de junho e meados de julho. Em Mato Grosso, a retirada dos grãos do campo já ultrapassou a expressiva marca de 35,5% da área semeada, apresentando um ritmo bastante acelerado. “Com o clima previsto para continuar favorecendo o trânsito das colheitadeiras, essa inundação de oferta física forçará os preços spot para baixo, tendo a demanda interna como principal piso limitador dessa desvalorização”, destaca.
  • Relatórios USDA: internacionalmente, todos os holofotes estão virados para a divulgação do relatório de Área Plantada e Estoques do USDA na terça-feira (30). O mercado estima que a área americana do milho fique menor. Qualquer surpresa, com números de área inferiores ao projetado, pode gerar um efeito estilingue de cobertura de posições vendidas em Chicago, aponta o documento.
  • Lavouras nos EUA: o monitoramento do Crop Progress norte-americano será crítico, avalia o Grainsights. As mesas de operação especulativas acompanham avidamente as porcentagens de lavouras em condição “Boa e Excelente”. “Como julho marca o período crítico de polinização do milho nos EUA, eventuais bolsões de calor severo nas Grandes Planícies seriam o único gatilho capaz de injetar prêmios de risco consistentes na bolsa”, pontua.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Riscos de geadas: no Brasil, os riscos de “mercado de clima” se restringem ao avanço de frentes polares. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para madrugadas com risco de geadas ao longo do sul do Paraná, Santa Catarina e áreas serranas do Rio Grande do Sul. Assim, lavouras de safrinha semeadas tardiamente nesses estados estão sob alerta máximo para queima por gelo.
  • Exportações em alerta: o escoamento via exportação precisará reagir para aliviar o peso no mercado doméstico, destaca o Grainsights. A redução de estimativas de embarques pelo Brasil aumenta o alerta. “Contudo, se a renovação do cessar-fogo de 60 dias no Golfo Pérsico se sustentar, a redução nos seguros navais pode voltar a baratear os fretes para o Irã (grande comprador nacional), dinamizando os portos do Arco Norte.
  • Demanda interna aquecida: um ponto de sustentação fundamental no mercado interno continuou sendo a gigantesca e crescente demanda das usinas de etanol de milho, indica o relatório. “Com a produção de biocombustíveis em Mato Grosso projetada para crescer 16% na temporada, as indústrias operam com margens saudáveis e originam grãos de forma constante, evitando que a praça do Centro-Oeste sofra quedas ainda mais catastróficas”, salienta.
  • Macroeconomia e oportunidades: no cenário macroeconômico, as recentes decisões de política monetária reforçaram a manutenção de um ambiente de crédito mais restritivo, com o Copom mantendo a taxa Selic em 14,50% ao ano diante da inflação persistente, refletida no IPCA acumulado de 4,72% em 12 meses até maio. No mercado cambial, embora o dólar tenha encerrado a semana em queda, a moeda permaneceu em altos patamares, sustentando a competitividade da soja brasileira e amenizando os efeitos das quedas em Chicago.

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Mulheres gerenciam 30 milhões de hectares no Brasil, mas têm menos acesso a crédito que homens 

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Foto: jcomp/Freepik

As mulheres estão cada vez mais ativas no campo, mas ainda enfrentam barreiras que limitam seu potencial de atuação no setor. É o que confirma o estudo “Mulheres nas Cadeias de Valor do Agronegócio Brasileiro”, liderado pela Fundação IDH, no âmbito do Fundo AGRI3.

O diagnóstico aponta que a disparidade salarial, o acesso restrito à terra e a baixa representatividade em cargos de liderança e espaços de discussão ainda barram o avanço feminino na área.

A análise mostrou que das 5,07 milhões de propriedades rurais no Brasil, 19% (947.000) são geridas por mulheres. No entanto, essas gestoras controlam apenas 8,5% da área rural total do país (cerca de 30 milhões de hectares), com uma concentração de mulheres em propriedades menores, muitas vezes herdadas ou de agricultura familiar.

Papel das mulheres por cultura agrícola

O relatório analisa o papel feminino em seis cadeias produtivas estratégicas: soja, cana-de-açúcar, citros, cacau, café e pecuária, principais pautas do agronegócio do país.

mulherres gestoras propriedades rurais
Foto: Reprodução

Embora a presença feminina tenha crescido em todos os setores, a pecuária se destaca como o principal motor dessa mudança: entre 2006 e 2017, o número de mulheres à frente de fazendas de gado saltou 55%, totalizando 450.700 gestoras. Nessas propriedades, 60% delas atuam em estratégias reprodutivas e 56% no manejo da saúde animal, sendo que em 33% das propriedades são elas que lideram toda a operação.

O desempenho nos demais setores apresenta realidades distintas de ocupação e liderança:

  • Cacau: elas gerem 22% das propriedades (com maior incidência na Bahia do que no Pará), mas comandam apenas 13% da área total. A força de trabalho é composta por 27% de mulheres, sendo que a vasta maioria (93%) possui laços familiares com o produtor.
  • Citros: a liderança feminina chega a 18% das fazendas, enquanto a participação na força de trabalho é de 23%, concentrando-se especialmente nos períodos de colheita.
  • Soja: representam 17% da força de trabalho na produção primária, número que sobe para 34,5% quando incluídos os agrosserviços. Contudo, o estudo mostra que o acesso à gestão ainda enfrenta barreiras culturais severas, incluindo pressão doméstica para o abandono de cargos de liderança.
  • Café: a gestão feminina alcança apenas 13,2% dos estabelecimentos, mas gera um efeito multiplicador: em fazendas lideradas por mulheres, o quadro de funcionários é mais equilibrado, com 43% de presença feminina, contra apenas 24% nas propriedades geridas por homens.
  • Cana-de-açúcar: registra os índices mais baixos do levantamento, com apenas 8,8% de participação na força de trabalho e 5,4% em cargos de liderança.

Para além dos desafios, o relatório mostra um impacto qualitativo: propriedades lideradas por mulheres tendem a ser mais humanizadas e sustentáveis. Elas se consolidam como “campeãs de inovação”, priorizando a responsabilidade social e técnicas avançadas de conservação do solo.

Barreiras à inclusão de gênero

O relatório identifica seis “temas materiais” que se impõem como barreiras críticas à inclusão de gênero, começando pela sucessão familiar, onde normas culturais ainda privilegiam herdeiros homens.

O cenário de invisibilidade se estende ao mercado de trabalho. Reduzidas ao papel de “ajudantes”, as responsabilidades assumidas pelas mulheres se traduzem em remuneração inferior. Na soja, por exemplo, o percentual de homens que ganham acima de três salários-mínimos é quase o dobro do feminino.

A desigualdade é reforçada pela dificuldade de acesso: a escassez de títulos de terra em nome próprio bloqueia o crédito bancário necessário para a autonomia. Como resultado, a liderança feminina permanece restrita.

No setor de cana-de-açúcar, as agricultoras ocupam apenas 5,4% dos postos de comando, mas a representação política e setorial segue deficitária, principalmente no quadro de cooperativas, perpetuando o ciclo de exclusão nas instâncias de decisão.

“Fechar as lacunas de gênero no agronegócio brasileiro é tanto um imperativo moral quanto uma alavanca para a resiliência econômica e ambiental”, conclui Luiz Almeida, à frente do levantamento da Fundação IDH.

O estudo conclui que ampliar as oportunidades para as mulheres no agronegócio não é apenas uma questão de equidade, mas uma estratégia essencial para elevar a produtividade, impulsionar a inovação e fortalecer a resiliência do setor diante dos desafios climáticos e econômicos.

Entre as principais recomendações está a criação de mecanismos financeiros mais inclusivos, que ampliem o acesso ao crédito sem exigir, necessariamente, títulos de propriedade da terra como garantia.

O relatório também defende a adoção de políticas de compras inclusivas, que valorizem e priorizem produtos provenientes de propriedades lideradas por mulheres, além da oferta de programas de capacitação técnica e de desenvolvimento de lideranças adaptados à realidade feminina no meio rural, com horários flexíveis e atenção às demandas relacionadas ao cuidado com os filhos.

Outras medidas propostas incluem a criação de redes de mentoria e intercâmbio de experiências entre lideranças femininas, a implementação de políticas de transparência salarial e auditorias para eliminar diferenças de remuneração em funções equivalentes.

Além disso, recomenda o estabelecimento de canais seguros e anônimos para denúncias de assédio moral e sexual e investimentos em infraestrutura de apoio, como creches e escolas em tempo integral, capazes de reduzir a sobrecarga doméstica que ainda limita a participação das mulheres no mercado de trabalho rural.

O estudo “Mulheres nas Cadeias de Valor do Agronegócio Brasileiro” foi embasado em uma revisão da literatura existente, a partir da qual foi possível construir o panorama atual. Para acessá-lo na íntegra, clique aqui.

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Em quase 30 anos, cacau recupera território equivalente a 231 mil campos de futebol no Pará

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Foto: divulgação/Sefa

Monitoramento feito pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), compartilhado com a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), mostra que desde a metade da década de 90 até o ano passado, foram recuperados em todo o estado 165 mil hectares de áreas degradadas com plantio de cacau em Sistema Agroflorestal (SAF), o equivalente a 231 mil campos de futebol. 

Entre os municípios que se destacam, estão Tomé-Açu (região de integração do Rio Capim), que criou o seu sistema de Safta (Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu) e os que estão sob influência direta da Rodovia Transamazônica (BR-230), como Altamira, Medicilândia, Brasil Novo, entre outros.  

Pesquisa recente da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus de Altamira, localizado na região de integração do Xingu, mostra que as novas lavouras de cacau estão sendo implantadas predominantemente em áreas já alteradas. Isso muda um padrão onde antes a cultura era fixada em área de floresta.

O trabalho abrangeu todos os municípios da Transamazônica( rodovia BR-230). O reaproveitamento de áreas alteradas apresentado pelo estudo vem ao encontro dos anseios do governo do estado, que deslancha ações ao longo dos últimos anos com a finalidade de garantir a preservação ambiental, por meio de culturas agroflorestais, como é o caso do cacau.

De acordo com o professor Miquéias Calvi, da Faculdade de Engenharia Florestal da UFPA, que desenvolveu o trabalho na Transamazônica junto com a equipe da Faculdade de Engenharia Agronômica da instituição, ocorre um ciclo virtuoso de reaproveitamento de áreas já alteradas, o que abrange predominantemente áreas de pastagens degradadas ou em estágio inicial de degradação, além de área de sucessão secundária inicial.

“Isso é importante, pois mostra que as novas lavouras de cacau não estão avançando sobre as áreas de florestas primárias; o componente ambiental é muito interessante nestes sistemas de produção. Identificamos que 81% das novas lavouras de cacau a partir do ano de 2021 estão sendo implantadas em áreas alteradas ou degradadas. Estamos com padrão diferente do que comumente tem sido reportado em outras regiões do Brasil e do mundo”, explica Miquéias Calvi. 

As áreas degradadas oferecem rendimentos ao produtor, segundo detalha o professor, por isso, o agricultor que reaproveita esse espaço com novas lavouras só tem a ganhar. “Áreas que não estão trazendo nenhum tipo de rendimento ao produtor, em um curto espaço de tempo se tornarão produtivas. Isso mostra uma potencialidade ambiental e econômica da lavoura cacaueira”, defende. 

Sobre a perspectiva de políticas públicas é importante que os órgãos de fomento de estado e municípios apoiem iniciativas de beneficiamento e distribuição de mudas e sementes florestais, senão as lavouras implantadas nessas áreas alteradas tenderão a se reproduzir sob o modelo de monocultivo a pleno sol, segundo observa o professor, já que o solo degradado já não tem a mesma capacidade de um solo novo de regenerar as árvores. 

“Órgãos como a Sedap, Seaf (Secretaria de Estado de Agricultura Familiar), Ideflor-Bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará) e secretarias municipais de meio ambiente têm um papel fantástico de fomentar a produção e a distribuição de mudas e sementes florestais para que os agricultores implantem os seus sistemas agroflorestais”, diz o professor Miquéias.

Ações para recuperação de áreas degradadas

O coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau (Procacau), engenheiro agrônomo Ivaldo Santana, lembra que a legislação que criou o Funcacau (Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará) – Lei estadual nº7. 093 de 16.01.2008 – estabelece que o cacau deve ser plantado somente em SAF.

A legislação enfatiza, também, a inserção da cultura em áreas alteradas e não de florestas nativas. Segundo informa Santana, desde o ano 1996 até o ano passado, foram recuperados em todo o estado 165 mil hectares de áreas degradadas com plantio de cacau no Sistema Agroflorestal.

“É a prioridade da legislação que cria o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento e Consolidação da Cacauicultura) e do Fundo Cacau: trabalhar o cacau com Sistemas Agroflorestais e em áreas alteradas; nós estamos cumprindo essa orientação da legislação e do governo do estado do Pará”, destaca Ivaldo Santana. 

O Executivo estadual, por meio da Sedap e d o Funcacau, que é coordenado pela secretaria, injeta recursos para a produção e aquisição de sementes híbridas oriundas da Ceplac para serem distribuídas aos produtores, tanto aos que querem aumentar sua área plantada como aos novos que se inserem na cacauicultura. 

“Em média, a gente distribui 13,5 milhões de sementes por ano aos produtores. O Pará todo ano cresce em termos de 9 mil hectares com novas áreas de cacau e mil produtores se incorporam à cadeia produtiva do cacau todos os anos”, complementa o coordenador do Procacau.

O Ideflor-Bio, como lembra Santana, é outra instituição governamental que atua no incentivo para a implantação de Sistemas Agroflorestais. “A instituição produz e distribui gratuitamente mudas de essências florestais para fazer o sombreamento das áreas plantadas com cacau, exatamente para formar o SAF”. 

Faz parte das ações, também, como elenca o coordenador, a distribuição  aos agricultores de mudas de bananas para o sombreamento provisório para a cultura do cacau.

O programa Territórios Sustentáveis (PTS), que é um dos eixos do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), é outra iniciativa governamental  com a finalidade de incentivar e beneficiar produtores rurais para a produção sustentável em regiões pressionadas pelo desmatamento e passíveis de restauração florestal. Mais de 45 municípios aderiram ao PTS no âmbito das ações trabalhadas pela Sedap. 

O processo de fomento inicial do programa desenvolvido pela Sedap, prevê a implantação de um (1) hectare de Sistemas Agroflorestais  em áreas antes degradadas ou desmatadas e visa o aporte de insumos e serviços nas propriedades, por meio de convênios com as prefeituras municipais no Pará. 

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