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14 de maio de 2026

Sustentabilidade

Brasil colhe mais, mas produz sob maior risco climático – MAIS SOJA

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A safra brasileira de grãos 2025/26 caminha para um novo recorde, com produção estimada em 356,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% em relação ao ciclo anterior, segundo o 7º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço, no entanto, não ocorre de forma homogênea. Oscilações climáticas e desafios regionais têm impactado o desempenho das lavouras, especialmente em áreas onde a regularidade das chuvas e o manejo do solo se tornaram fatores decisivos.

Em Minas Gerais, por exemplo, a produção de grãos deve crescer cerca de 3%, com aumento de área plantada e leve ganho de produtividade. No Alto Paranaíba, uma das regiões mais relevantes do estado, o cenário tem sido de boas condições hídricas ao longo do ciclo, mas com atenção crescente à eficiência no uso da água e à manutenção da umidade do solo, fatores que influenciam diretamente o potencial produtivo, sobretudo nas fases mais sensíveis das culturas.

Esse contexto tem ampliado a demanda por soluções voltadas à gestão hídrica e à eficiência operacional no campo. Tecnologias como géis superabsorventes aplicados à irrigação, a exemplo das linhas HB 10 PLUS e HB 10 DRIP, têm sido utilizadas para aumentar a retenção de água no solo e reduzir perdas por percolação, contribuindo para maior estabilidade produtiva mesmo em cenários de irregularidade climática.

“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir com mais previsibilidade. Em regiões como o Alto Paranaíba, onde o nível tecnológico é alto, o produtor busca reduzir variáveis que possam comprometer o resultado final”, afirma Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB.

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No Sudeste, o boletim da Conab aponta que os volumes de chuva ficaram acima de 120 mm em grande parte da região, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Ainda assim, a tendência de redução das precipitações com a aproximação do inverno acende um alerta para a necessidade de estratégias que mantenham a umidade do solo ao longo do ciclo.

Já no Norte Fluminense, no Rio de Janeiro, o cenário é distinto. Embora o estado represente uma parcela menor na produção nacional, os dados indicam leve ganho de produtividade, mesmo com redução de área plantada. A região, no entanto, enfrenta maior variabilidade hídrica, com períodos de menor regularidade de chuvas, o que exige ajustes no manejo e maior atenção ao desenvolvimento fisiológico das plantas.

Nesse contexto, soluções voltadas ao equilíbrio fisiológico e à eficiência produtiva têm ganhado espaço. Produtos como Liin e Narã, indicados para o manejo de psilídeos, e tecnologias de retenção hídrica como o HYB10 DRIP, voltado à absorção e liberação gradual de água no solo, são exemplos de ferramentas utilizadas para reduzir o impacto de estresses ambientais e melhorar a resposta das culturas.

“Em regiões com maior instabilidade climática, o produtor precisa de ferramentas que ajudem a planta a atravessar períodos críticos sem perda significativa de desempenho. O foco está em eficiência, não apenas em volume”, destaca Carvalho.

O próprio boletim da Conab reforça que, apesar de volumes elevados de chuva em parte do país, há áreas com distribuição irregular e tendência de redução da umidade do solo nos próximos meses, especialmente com a transição para o inverno. Esse cenário exige maior precisão no manejo e uso de tecnologias capazes de compensar essas oscilações.

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Com uma área plantada estimada em 83,3 milhões de hectares, crescimento de 2% sobre a safra anterior, o Brasil segue ampliando sua produção agrícola. Mas o avanço quantitativo vem acompanhado de uma mudança qualitativa: a necessidade de maior eficiência no uso de recursos e de estratégias que reduzam riscos em um ambiente cada vez mais condicionado pelo clima.

Sobre a Hydroplan-EB:

Com 26 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

CMN prorroga prazos para exigência ambiental no crédito rural – MAIS SOJA

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária realizada nesta terça-feira (12), o adiamento e o escalonamento do cronograma de exigências de regularidade ambiental para a concessão de crédito rural. A medida, que calibra a aplicação de normas de monitoramento de desmatamento, é resultado direto de uma ofensiva institucional liderada pela Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

A decisão altera o Manual de Crédito Rural (MCR) no que diz respeito aos impedimentos sociais, ambientais e climáticos. O ponto central é a consulta à lista do Ministério do Meio Ambiente, baseada nos dados do Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), para verificar supressões de vegetação nativa ocorridas após 31 de julho de 2019.

Com a nova resolução, a obrigatoriedade de verificação pelas instituições financeiras passa a seguir um cronograma gradual, dividido pelo porte dos imóveis rurais:

  • 4 de janeiro de 2027: Para imóveis com área superior a 15 módulos fiscais;
  • 1º de julho de 2027: Para imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais;
  • 3 de janeiro de 2028: Para imóveis com até 4 módulos fiscais, assentamentos de reforma agrária e comunidades tradicionais.
Vitória do diálogo

Para o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, a medida traz a “previsibilidade e a segurança jurídica” necessárias para o setor. Em pronunciamento, Domingos destacou que a prorrogação corrige um gargalo operacional que ameaçava o fluxo de financiamentos. “É uma vitória do trabalho conjunto da Farsul e da CNA. Buscamos a adequação operacional para que o produtor em conformidade não fosse penalizado por um sistema que ainda precisava de ajustes de implementação”, afirmou.

A dilação do prazo ocorre após o setor produtivo apontar que, embora as regras estivessem em vigor desde abril de 2026, havia dificuldades técnicas tanto na preparação dos produtores quanto nos procedimentos dos órgãos ambientais e agentes financeiros.

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Flexibilização e Reanálise

Além do adiamento, o CMN incluiu novos documentos para que o produtor comprove sua regularidade. Agora, serão admitidos atos equivalentes à Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV) e Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) firmados com órgãos estaduais.

Uma cláusula importante da nova resolução permite que produtores que tiveram propostas de crédito recusadas recentemente, devido à inclusão em listas do Ministério do Meio Ambiente durante a vigência da norma anterior, possam reapresentar seus pedidos de financiamento imediatamente.

Segundo o Ministério da Fazenda, os ajustes visam “assegurar a concessão de crédito rural com foco na adequação operacional das normas e na sua aplicação gradual e previsível”, sem abandonar o rigor ambiental, mas garantindo que o processo de regularização seja compatível com a realidade do campo.

Para o presidente da Farsul, a decisão reforça o papel da entidade na defesa dos interesses do produtor gaúcho em Brasília, garantindo que as políticas de crédito permaneçam como instrumentos de fomento e não como barreiras burocráticas intransponíveis.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de arroz no RS fecha abril com baixa liquidez e negociações travadas – MAIS SOJA

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Em abril, o mercado spot de arroz em casca no Rio Grande do Sul foi marcado por baixa liquidez e negociações travadas durante praticamente todo o mês. Apesar do avanço consistente da colheita e do aumento gradual da disponibilidade física do grão, a comercialização permaneceu restrita diante do forte desencontro entre as expectativas de vendedores e compradores.

Do lado da oferta, produtores seguiram resistentes em ampliar os volumes negociados, avaliando que os preços praticados ainda eram insuficientes para remunerar adequadamente os custos de produção. Dessa forma, as vendas ocorreram de forma pontual, concentradas em momentos de necessidade de caixa ou em lotes de maior qualidade, especialmente aqueles com rendimento superior a 60% de grãos inteiros. Mesmo na reta final da colheita, a entrada adicional de produto no mercado não foi suficiente para gerar pressão uniforme de baixa, uma vez que a retração vendedora limitou a fluidez das transações.

Pelo lado da demanda, o comportamento também permaneceu cauteloso. Indústrias beneficiadoras atuaram de maneira comedida nas aquisições, pressionadas pela dificuldade de repasse de preços ao atacado e ao varejo, e pela consequente compressão das margens de beneficiamento. Além disso, a expectativa em torno dos leilões de apoio à comercialização anunciados pela Conab adicionou incerteza ao ambiente, levando parte dos agentes a postergar negociações à espera de maior definição sobre os impactos desses mecanismos no escoamento da safra.

Nesse contexto, o mercado apresentou comportamento regional heterogêneo e oscilações pontuais nas cotações, sem, contudo, consolidar um movimento baixista contínuo. Os negócios seguiram concentrados em pequenos volumes, com demanda seletiva e prêmio para grãos de melhor rendimento industrial.

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Assim, embora o spot tenha permanecido lento ao longo de abril, o mês foi marcado mais por um ambiente de disputa entre agentes do que por uma pressão generalizada de oferta, em um cenário no qual a baixa liquidez dificultou a formação de tendências mais definidas para os preços. Ainda que as negociações tenham permanecido em pequenos volumes, a retração da oferta e a negociação pontual de lotes de melhor qualidade mantiveram firmes as referências médias no agregado mensal.

No último mês, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 62,66/sc de 50 kg, alta de 6,52% frente à de março. No acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), o avanço foi de 0,1%.

Considerando-se as médias das microrregiões que compõem o Indicador, houve aumento de 1,57% em abril na Planície Costeira Externa, a R$ 62,96/sc de 50 kg. Na Planície Costeira Interna e Zona Sul, as elevações foram de 4,13% e 5,61%, respectivamente, a R$ 63,83/sc e R$ 64,10/sc. Na Fronteira Oeste, Campanha e Depressão Central, as altas foram ainda mais expressivas, de 6,88%, 8,33% e 9,75% a R$ 62,44/sc, R$ 61,81/sc e R$ 60,47/sc, respectivamente.

Em relação aos demais rendimentos acompanhados pelo Cepea, a média de preços do produto com 63% a 65% de grãos inteiros subiu 4,72% entre março e abril, a R$ 63,95/sc de 50 kg. Para os grãos com 59% a 62% de inteiros, o aumento foi de 5,25%, a R$ 63,03/sc. Quanto ao produto de 50% a 57% de grãos inteiros, a elevação foi de 6,6% no mesmo comparativo, a R$ 61,83/sc.

Colheita 

Segundo a Conab, até 24 de abril, a colheita nacional havia atingido 88,3% da área cultivada, com os trabalhos praticamente finalizados em Goiás e Santa Catarina (99%) e avançando em Mato Grosso (94,6%), Tocantins (78%) e Maranhão (31,8%).

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No Rio Grande do Sul, a colheita da safra 2025/26 alcançou 93,51% da área semeada (cerca de 834,1 mil hectares), segundo o IRGA. Regionalmente, os maiores avanços foram registrados na Planície Costeira Externa (97,47%), na Zona Sul (95,86%), na Planície Costeira Interna (95,01%), na Campanha (94%), na Fronteira Oeste (93,26%) e na Região Central (85,17%).

Fonte: Cepea



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Sustentabilidade

Preços da soja sobem com altas de Chicago e dólar; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja registrou ofertas e negócios nos portos ao longo da sessão, com preços mais firmes e melhor movimentação comercial.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago registrou pequenas variações no dia, mas com boas possibilidades de negócio. Assim, os preços oscilaram entre a estabilidade e a alta, com efeito mais positivo nos portos.

No final da sessão, o dólar ganhou força, reduzindo a liquidez naquele momento. “Quando o câmbio se fortaleceu no fim do dia, o mercado já estava com menor liquidez”, comenta Silveira.

Ainda assim, o saldo da semana foi positivo. “Foi uma semana com bons movimentos reportados”, acrescenta.

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Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): avançou de R$ 125 para R$ 126
  • Santa Rosa (RS): passou de R$ 126 para R$ 127
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 120 para R$ 121
  • Rondonópolis (MT): permaneceram em R$ 110
  • Dourados (MS): ficaram em R$ 113
  • Rio Verde (GO): seguiu em R$ 112
  • Porto de Paranaguá (PR): avançou de R$ 130 para R$ 131
  • Porto de Rio Grande (RS): passaram de R$ 131 para R$ 132

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

A expectativa positiva em relação ao encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, e os reflexos positivos ainda do relatório altista de ontem do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sustentaram as cotações.

Trump já está em Pequim para uma reunião bilateral com Xi Jinping, em meio ao impasse nas negociações envolvendo a guerra com o Irã. A viagem marca a primeira ida de Trump à China desde 2017.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

As conversas oficiais com Xi Jinping devem ter como foco temas como guerra no Oriente Médio, tarifas comerciais, semicondutores, terras raras e tensões envolvendo Taiwan.

Segundo Safras & Mercado, no comércio, os Estados Unidos serão representados por Jamieson Greer. Ele enfrentará o desafio de prorrogar um acordo fechado em outubro de 2025, quando os norte-americanos reduziram as tarifas contra Pequim em troca da garantia do fluxo de exportações de terras raras, entre outras exigências.

Greer também deve tentar negociar um acordo para ampliar a compra de produtos agrícolas, como carne e grãos, pela China.

Contratos futuros da soja

seta formada com soja apontando para notas de 50 reais - preço da soja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,18%, a US$ 12,29 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,23 1/2 por bushel, com elevação de 1,75 centavo de dólar ou 0,14%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 10,10 ou 3,07% a US$ 338,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,32 centavos de dólar, com perda de 1,04 centavo ou 1,38%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 2,24%, sendo negociado a R$ 5,0031 para venda e a R$ 5,0011 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8930 e a máxima de R$ 5,0135.

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