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13 de maio de 2026

Sustentabilidade

Mercado de arroz no RS fecha abril com baixa liquidez e negociações travadas – MAIS SOJA

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Em abril, o mercado spot de arroz em casca no Rio Grande do Sul foi marcado por baixa liquidez e negociações travadas durante praticamente todo o mês. Apesar do avanço consistente da colheita e do aumento gradual da disponibilidade física do grão, a comercialização permaneceu restrita diante do forte desencontro entre as expectativas de vendedores e compradores.

Do lado da oferta, produtores seguiram resistentes em ampliar os volumes negociados, avaliando que os preços praticados ainda eram insuficientes para remunerar adequadamente os custos de produção. Dessa forma, as vendas ocorreram de forma pontual, concentradas em momentos de necessidade de caixa ou em lotes de maior qualidade, especialmente aqueles com rendimento superior a 60% de grãos inteiros. Mesmo na reta final da colheita, a entrada adicional de produto no mercado não foi suficiente para gerar pressão uniforme de baixa, uma vez que a retração vendedora limitou a fluidez das transações.

Pelo lado da demanda, o comportamento também permaneceu cauteloso. Indústrias beneficiadoras atuaram de maneira comedida nas aquisições, pressionadas pela dificuldade de repasse de preços ao atacado e ao varejo, e pela consequente compressão das margens de beneficiamento. Além disso, a expectativa em torno dos leilões de apoio à comercialização anunciados pela Conab adicionou incerteza ao ambiente, levando parte dos agentes a postergar negociações à espera de maior definição sobre os impactos desses mecanismos no escoamento da safra.

Nesse contexto, o mercado apresentou comportamento regional heterogêneo e oscilações pontuais nas cotações, sem, contudo, consolidar um movimento baixista contínuo. Os negócios seguiram concentrados em pequenos volumes, com demanda seletiva e prêmio para grãos de melhor rendimento industrial.

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Assim, embora o spot tenha permanecido lento ao longo de abril, o mês foi marcado mais por um ambiente de disputa entre agentes do que por uma pressão generalizada de oferta, em um cenário no qual a baixa liquidez dificultou a formação de tendências mais definidas para os preços. Ainda que as negociações tenham permanecido em pequenos volumes, a retração da oferta e a negociação pontual de lotes de melhor qualidade mantiveram firmes as referências médias no agregado mensal.

No último mês, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi de R$ 62,66/sc de 50 kg, alta de 6,52% frente à de março. No acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), o avanço foi de 0,1%.

Considerando-se as médias das microrregiões que compõem o Indicador, houve aumento de 1,57% em abril na Planície Costeira Externa, a R$ 62,96/sc de 50 kg. Na Planície Costeira Interna e Zona Sul, as elevações foram de 4,13% e 5,61%, respectivamente, a R$ 63,83/sc e R$ 64,10/sc. Na Fronteira Oeste, Campanha e Depressão Central, as altas foram ainda mais expressivas, de 6,88%, 8,33% e 9,75% a R$ 62,44/sc, R$ 61,81/sc e R$ 60,47/sc, respectivamente.

Em relação aos demais rendimentos acompanhados pelo Cepea, a média de preços do produto com 63% a 65% de grãos inteiros subiu 4,72% entre março e abril, a R$ 63,95/sc de 50 kg. Para os grãos com 59% a 62% de inteiros, o aumento foi de 5,25%, a R$ 63,03/sc. Quanto ao produto de 50% a 57% de grãos inteiros, a elevação foi de 6,6% no mesmo comparativo, a R$ 61,83/sc.

Colheita 

Segundo a Conab, até 24 de abril, a colheita nacional havia atingido 88,3% da área cultivada, com os trabalhos praticamente finalizados em Goiás e Santa Catarina (99%) e avançando em Mato Grosso (94,6%), Tocantins (78%) e Maranhão (31,8%).

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No Rio Grande do Sul, a colheita da safra 2025/26 alcançou 93,51% da área semeada (cerca de 834,1 mil hectares), segundo o IRGA. Regionalmente, os maiores avanços foram registrados na Planície Costeira Externa (97,47%), na Zona Sul (95,86%), na Planície Costeira Interna (95,01%), na Campanha (94%), na Fronteira Oeste (93,26%) e na Região Central (85,17%).

Fonte: Cepea



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Sustentabilidade

Preços da soja sobem com altas de Chicago e dólar; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja registrou ofertas e negócios nos portos ao longo da sessão, com preços mais firmes e melhor movimentação comercial.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago registrou pequenas variações no dia, mas com boas possibilidades de negócio. Assim, os preços oscilaram entre a estabilidade e a alta, com efeito mais positivo nos portos.

No final da sessão, o dólar ganhou força, reduzindo a liquidez naquele momento. “Quando o câmbio se fortaleceu no fim do dia, o mercado já estava com menor liquidez”, comenta Silveira.

Ainda assim, o saldo da semana foi positivo. “Foi uma semana com bons movimentos reportados”, acrescenta.

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Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): avançou de R$ 125 para R$ 126
  • Santa Rosa (RS): passou de R$ 126 para R$ 127
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 120 para R$ 121
  • Rondonópolis (MT): permaneceram em R$ 110
  • Dourados (MS): ficaram em R$ 113
  • Rio Verde (GO): seguiu em R$ 112
  • Porto de Paranaguá (PR): avançou de R$ 130 para R$ 131
  • Porto de Rio Grande (RS): passaram de R$ 131 para R$ 132

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

A expectativa positiva em relação ao encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, e os reflexos positivos ainda do relatório altista de ontem do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sustentaram as cotações.

Trump já está em Pequim para uma reunião bilateral com Xi Jinping, em meio ao impasse nas negociações envolvendo a guerra com o Irã. A viagem marca a primeira ida de Trump à China desde 2017.

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As conversas oficiais com Xi Jinping devem ter como foco temas como guerra no Oriente Médio, tarifas comerciais, semicondutores, terras raras e tensões envolvendo Taiwan.

Segundo Safras & Mercado, no comércio, os Estados Unidos serão representados por Jamieson Greer. Ele enfrentará o desafio de prorrogar um acordo fechado em outubro de 2025, quando os norte-americanos reduziram as tarifas contra Pequim em troca da garantia do fluxo de exportações de terras raras, entre outras exigências.

Greer também deve tentar negociar um acordo para ampliar a compra de produtos agrícolas, como carne e grãos, pela China.

Contratos futuros da soja

seta formada com soja apontando para notas de 50 reais - preço da soja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,18%, a US$ 12,29 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,23 1/2 por bushel, com elevação de 1,75 centavo de dólar ou 0,14%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 10,10 ou 3,07% a US$ 338,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,32 centavos de dólar, com perda de 1,04 centavo ou 1,38%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 2,24%, sendo negociado a R$ 5,0031 para venda e a R$ 5,0011 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8930 e a máxima de R$ 5,0135.

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Sustentabilidade

Exportações sustentam alta do algodão e preços atingem maior nível desde 2025 – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma seguiram em alta no mercado brasileiro ao longo de abril, com as médias mensais apresentando avanço pelo quinto mês consecutivo e retornando aos maiores patamares nominais desde julho de 2025. O movimento se deve, principalmente, ao bom desempenho das exportações, que vem contribuindo para o enxugamento dos estoques domésticos e sustentando as cotações, mesmo diante de oscilações pontuais no mercado externo. Além disso, a valorização do petróleo nos últimos meses reforçou o suporte às cotações internacionais, com reflexos positivos sobre os preços internos.

No mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada em abril, refletindo a combinação entre disparidades de preço e/ou qualidade e a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo. Do lado da demanda, empresas relataram dificuldade em repassar aos fios e demais manufaturados as recentes valorizações observadas na matéria-prima e em outros insumos. Segundo colaboradores do Cepea, as vendas no varejo continuam enfraquecidas, o que mantém cautela ao longo da cadeia produtiva. Entre os fatores que restringem o consumo estão os juros elevados, o alto endividamento das famílias e a inflação.

Neste cenário, comerciantes concentraram-se em negociações “casadas” e em aquisições pontuais para atender programações previamente estabelecidas. Embora parte dos compradores tenha elevado suas ofertas, a resistência dos vendedores limitou o fechamento de novos negócios. Do lado da oferta, produtores mantiveram a atenção ao desenvolvimento das lavouras, ao mesmo tempo que direcionaram esforços logísticos para o cumprimento de embarques tanto ao mercado interno quanto ao externo.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. O avanço foi mais intenso na segunda quinzena do mês, quando os preços subiram 4,15%, frente a 1,52% na primeira metade do mês.

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A paridade de exportação também contribuiu com as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permaneceram 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26). A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,9978/lp em abril/26, avanço de 9,27% frente a março. Em dólar, a média atingiu US$ 0,7922/lp, valor 5,5% acima do primeiro vencimento na Bolsa de Nova York (ICE Futures), mas ainda 7,9% abaixo do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente.

MERCADO INTERNACIONAL

Entre 31 de março e 30 de abril, a paridade de exportação (FAS), calculada pelo Cepea, registrou aumento de 6,8%, chegando a R$ 3,8562/lp (US$ 0,7779/lp) no porto de Santos (SP) e a R$ 3,8667/lp (US$ 0,7801/lp) no de Paranaguá (PR).

O movimento refletiu a alta de expressivos 11,7% do Índice Cotlook A no mês, que ficou em US$ 0,8905/lp no dia 30. O dólar, por sua vez, teve desvalorização de 4,51% frente ao Real em abril, cotado a R$ 4,957 no último dia útil do mês.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os primeiros vencimentos também registraram alta, impulsionados pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela desvalorização do dólar, fatores que tendem a favorecer a demanda pela fibra natural norte-americana. Além disso, o clima seco em regiões de cultivo dos Estados Unidos também contribuiu para sustentar os valores. Assim, entre 31 de março e 30 de abril, o contrato Maio/26 aumentou expressivos 14,09%, o Julho/26 subiu 13,96%, o Outubro/26 registrou alta de 12,26% e o Dezembro/26 avançou 13,96%.

CONTRATOS A TERMO

Ao longo de abril, diversas programações de entregas futuras seguiram sendo monitoradas, envolvendo tanto a safra 2025/26 quanto a 2026/27, destinadas aos mercados interno e externo. As negociações envolveram preços fixados em Reais ou em dólares, além de operações atreladas ao Indicador CEPEA/ESALQ e aos contratos da ICE Futures.

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Em abril, cálculos do Cepea mostraram que a comercialização voltada à exportação com embarques previstos para o segundo semestre de 2026 apresentaram média de US$ 0,7938/lp, em valores FOB no porto de Santos (SP), 3,2% acima da registrada no mês anterior (US$ 0,7695/lp). Para a safra 2026/27, a média das negociações para o segundo semestre de 2027 está em US$ 0,7860/lp, avanço de 7,8% frente à de março/26 (US$ 0,7290/lp).

ICAC

Dados recentes do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (Icac) apontam área mundial 2026/27 em 30,17 milhões de hectares, estável frente ao relatório anterior, mas com retração de 1% em relação à safra passada. A produtividade, por sua vez, foi ajustada positivamente em 4,02% no mês, podendo ficar 1,32% maior que a de 2025/26, para 858,76 kg/ha. Assim, a produção global é projetada em 25,908 milhões de toneladas, 4,01% acima dos dados de abril/25 e apenas 0,30% superior à temporada passada, mas o maior volume desde a safra 2019/20, quando chegou a 26,036 milhões de toneladas.

O consumo mundial deve ser de 25,258 milhões de toneladas, com elevação de 0,80% no mês, mas leve retração de 0,44% frente à temporada 2025/26, ficando 2,5% abaixo da oferta. As exportações são estimadas em 9,59 milhões de toneladas (-0,57% no mês e – 2,69% na comparação anual), com o Brasil liderando as vendas, seguido pelos Estados Unidos e pela Austrália. Bangladesh, por sua vez, deve continuar como o maior importador mundial, com 1,8 milhão de toneladas, seguido por China, Vietnã, Paquistão e Turquia.

Os estoques finais globais são estimados em 17,950 milhões de toneladas, 3,75% superior aos da safra anterior, após a significativa alta de 10,58% no comparativo mensal, chegando ao maior nível em sete safras.

Quanto aos preços, o Comitê apontou, no relatório de maio/25, que, na safra 2025/26, a média do Índice Cotlook A foi de US$ 0,78/lp, variando entre US$ 0,73/lp e US$ 0,84/lp.

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CAROÇO DE ALGODÃO

As negociações de caroço de algodão seguiram pontuais ao longo de abril, mas com preços firmes. O movimento refletiu a postura dos vendedores, que mantiveram suas pedidas elevadas diante da menor oferta típica do período de entressafra.

Nesse cenário, dados do Cepea indicam que, em abril/26, a média foi de R$ 855,33/t em Lucas do Rio Verde (MT), alta de 10,4% frente a março/26, mas queda de 43,5% em relação a abril/25. Em Primavera do Leste (MT), a média foi de R$ 969,85/t (+3,4% no mês e -35,8% no ano). Em Campo Novo do Parecis (MT), o valor médio atingiu R$ 846,05/t, com elevação de 3,3% no mês, mas baixa de 40,6% no ano. Em São Paulo (SP), a média ficou em R$ 1.459,48/t, com avanço de 5,8% no mês, mas retração de 22,1% em relação a abril/25. Já em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.217,50/t, quedas de 4% no mês e de 33,1% no comparativo anual.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Preços do trigo avançam em abril com oferta restrita e baixa liquidez – MAIS SOJA

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Os preços do trigo em grão consolidaram um movimento de recuperação em abril. Esse avanço ocorreu em um contexto de restrição de oferta e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra.

Vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido. Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas.

Em abril/26, o preço médio no Paraná foi de R$ 1.317,92/t em abril, aumento de 6,9% frente a março, mas ainda 14,4% abaixo do registrado em abril/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de março/26). No Rio Grande do Sul, a média atingiu R$ 1.208,20/t (o maior patamar desde setembro/25), com alta de 9,3% no mês, mas 16,5% inferior ao de um ano atrás. Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.394,77/t em abril, avanço de 4,7% no comparativo mensal e o maior desde agosto/25; porém, com recuo anual de 15,1%. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1.235,04/t, a maior desde outubro/25, elevação de 2,4% no mês, mas 15,1% abaixo do observado em abril/25, em
termos reais – deflacionados pelo IGP-DI de março/26.

DERIVADOS DE TRIGO

A oferta de farelo de trigo aumentou no mercado spot, em um contexto de maior competitividade de produtos substitutos, como farelo e casquinha de soja, além do milho. Diante disso, vendedores reduziram os preços para preservar a competitividade. Há, inclusive, relatos de necessidade de paralisação de moagem em algumas unidades, diante da dificuldade do escoamento e da formação de excedentes.

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Conforme dados do Cepea, de março para abril, o farelo a granel se desvalorizou 5,61% e o ensacado, 5,27%.

Para as farinhas de trigo, por outro lado, as cotações subiram, impulsionadas pelo repasse do custo do grão ao produto industrializado. Além disso, preocupações com as tensões geopolíticas reforçaram a firmeza exigida pelos vendedores. De março para abril, houve valorização de 1,28% para farinha integral, 1,08% para massas frescas, 0,95% para panificação, 0,29% para bolacha salgada, 0,09% para pré-mistura, 0,05% para massas em geral e recuo somente nos valores da bolacha doce, de 0,33%.

OFERTA E DEMANDA DOMÉSTICA

A Conab revisou os dados de oferta e demanda para a temporada de 2026 e, embora tenha elevado a estimativa de área em Minas Gerais, reduziu significativamente a projeção para o Rio Grande do Sul. Com isso, a área nacional deve somar 2,22 milhões de hectares, queda de 9,2% em relação a 2025. A produtividade média é estimada em 2.979 kg/ha (-7,5%), resultando em produção de 6,6 milhões de toneladas, 16% inferior à da safra anterior – redução de mais de 1,2 milhão de toneladas. Esse cenário reflete, em parte, a baixa rentabilidade observada nas últimas safras, somada às incertezas climáticas e aos riscos de comercialização.

Do lado da oferta, os estoques iniciais da temporada 2026, em 31 de julho, são estimados em 2,314 milhões de toneladas, recuo de 57,3% frente a 2025. As importações devem alcançar 6,65 milhões de toneladas (-2,5%), levando os suprimentos totais a 15,58 milhões de toneladas, retração de 3,6% no comparativo anual.

Quanto à demanda, o consumo interno é projetado em 11,8 milhões de toneladas entre agosto/26 e julho/27 (-0,8%), enquanto as exportações podem crescer 4,7%, atingindo 2,052 milhões de toneladas. Diante desse balanço, os estoques finais devem cair para 1,73 milhão de toneladas em julho de 2027, retração de 25,2% frente à temporada anterior.

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OFERTA E DEMANDA MUNDIAL

Dados divulgados em abril pelo USDA indicaram produção mundial de 844,152 milhões de toneladas na safra 2025/26, leve alta de 0,2% frente à projeção de março e 5,6% acima da temporada anterior. Para o Brasil, houve revisão negativa de 1,6%, para 7,873 milhões de toneladas. O consumo global foi ajustado para baixo em 0,6% no comparativo mensal, totalizando 820,12 milhões de toneladas, mas ainda está 1,3% acima do ciclo anterior. Já os estoques finais foram revisados para 283,12 milhões de toneladas, avanços de 2,2% frente a março e de 9,3% na comparação anual. O comércio global (exportações e importações) foi estimado em 221,913 milhões de toneladas, com leve aumento mensal de 0,1% e alta de 8,5% em relação à safra passada.

MERCADO EXTERNO

Os preços externos também avançaram em abril, impulsionados por preocupações climáticas nos Estados Unidos. Segundo o Monitor de Seca dos EUA, até 28 de abril, 69% da área cultivada estava sob algum nível de seca, frente a 32% no mesmo período de 2025. Dados divulgados pelo USDA em 4 de maio indicaram que 31% das lavouras de trigo de inverno apresentavam condições entre boas e excelentes, aumento de 1 ponto percentual na comparação semanal, mas 20 p.p. abaixo do observado há um ano.

Em abril, o primeiro vencimento na CME Group apresentou média de US$ 6,0139/bushel (US$ 220,97/t), altas de 1,2% frente a março e de 12,4% em relação a abril/25. Em Kansas, a média do mesmo vencimento foi de US$ 6,3462/bushel (US$ 233,18/t), avanços de 4,5% no mês e de 15,3% no comparativo anual.

Na Argentina, conforme os preços FOB divulgados pelo Ministério da Economia, na média mensal, houve aumento de 6% frente a março/26, embora ainda com recuo de 8,1% na
comparação anual, com média de US$ 227,95/t.

A Bolsa de Cereales indicou, em relatório divulgado no dia 22 de abril, que a área semeada com trigo na temporada 2026/27 deve cair 3% frente à 2025/26, para 6,5 milhões de hectares, embora permaneça 2,8% acima da média das últimas cinco safras. Segundo a Bolsa, o cenário reúne fundamentos climáticos favoráveis, com boa umidade do solo, mas enfrenta limitações econômicas, especialmente pelos elevados custos de insumos, com destaque para a ureia, fator que pode restringir tanto a área final quanto o nível tecnológico empregado.

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Fonte: Cepea



 

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