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29 de junho de 2026

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Educação que constrói o futuro: Universidade do Agro e New Holland lançam Centro de Treinamento em MG

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Projeto do Centro de Treinamento Universitário New Holland, na Cidade do Agro

O agro brasileiro vive uma transformação silenciosa — e decisiva. Mais tecnológico, mais conectado e cada vez mais orientado por dados, o setor exige um novo perfil de profissional: alguém que não apenas entenda o campo, mas que saiba operar, interpretar e evoluir sistemas produtivos complexos.

É dentro desse cenário que a Universidade do Agro e a New Holland avançam juntas e anunciam, em maio, o lançamento do Centro de Treinamento Universitário New Holland, na Cidade do Agro — um ambiente que nasce alinhado às demandas reais de um agro em constante evolução.

Mais do que uma parceria, o movimento revela uma mudança de lógica na formação profissional. O modelo integra ensino e mercado em tempo real, aproximando teoria e prática por meio do ensino dual — conceito que coloca o aluno em contato direto com tecnologias, processos e desafios do campo desde o início da jornada.

No Centro de Treinamento, essa experiência ganha escala. Máquinas agrícolas de última geração, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores inteligentes, deixam de ser apenas conteúdo técnico e passam a ser ferramentas de aprendizagem. O aluno não observa — ele opera, analisa e toma decisão.

Mas o impacto vai além da mecanização.

O projeto incorpora capacitação contínua de professores, integração de tecnologias como inteligência artificial, automação e conectividade, além de transmissões ao vivo que ampliam o acesso à experiência para alunos de todo o Brasil, incluindo polos de educação a distância. Na prática, é a tecnologia encurtando distâncias e nivelando o acesso à formação de alto padrão.

centro de treinamento da Universidade do Agro em parceria com New Holland
Foto: Universidade do Agro

Para a New Holland, o avanço reforça um princípio cada vez mais evidente no setor: tecnologia só gera valor quando bem aplicada.

“Investir em capacitação é essencial para que a tecnologia no campo seja aplicada de forma estratégica, sustentável e com impacto direto na produtividade. Por meio dessa parceria, vamos aproximar estudantes e professores das soluções e tecnologias da New Holland, oferecendo experiências práticas e alinhadas às demandas atuais do agronegócio e do mercado de máquinas agrícolas, além de contribuir para a formação dos profissionais que irão liderar o futuro da agricultura digital”, diz Gabriel Vieira, gerente de Treinamento da New Holland.

Do lado da Universidade do Agro, o projeto consolida um posicionamento que acompanha a evolução do próprio setor: formar profissionais conectados à realidade do campo desde o primeiro momento.

“Na Universidade do Agro, temos uma convicção muito clara: não formamos profissionais para o futuro — formamos profissionais prontos para o presente do agro. Um setor que exige cada vez mais precisão, tecnologia e capacidade de tomada de decisão. Esse movimento consolida um modelo de formação que vai além da teoria. É assim que encurtamos a distância entre a formação e a atuação profissional. Aqui, o aluno não se prepara para entrar no mercado — ele já faz parte dele”, destaca Flávio Sartori, diretor da Universidade do Agro.

No fim, o que está sendo construído vai além de uma estrutura física.

É um ambiente onde aprender significa fazer.
Onde tecnologia não é promessa, mas rotina.
E onde o futuro do agro começa a ser operado agora.

Universidade do Agro e New Holland.
Onde o ensino encontra o campo — e o campo forma quem vai liderá-lo.

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BNDES aprova R$ 115 milhões para Horsch desenvolver máquinas agrícolas

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 115 milhões para a Horsch desenvolver equipamentos agrícolas com automação embarcada, controle adaptativo e conectividade digital voltados ao mercado brasileiro. O projeto será executado na fábrica da empresa em Curitiba (PR) e terá foco em pequenas e médias propriedades, com tecnologias adaptadas ao clima, aos solos e às culturas de verão e inverno.

Segundo o BNDES, o apoio foi concedido no âmbito do programa BNDES Mais Inovação. A iniciativa prevê máquinas com monitoramento de dados em tempo real e funcionalidades direcionadas a produtores com menor acesso a tecnologias digitais. A estimativa apresentada é de aumento de 20% na economia de insumos e de 15% na eficácia agronômica.

Entre os equipamentos previstos estão semeadoras com sensores e tecnologia de dosagem baseada em dados georreferenciados, para controle de profundidade e volume plantado. Nesse caso, a projeção é de reduzir em 15% a atividade do plantio e em 10% a dosagem de sementes e adubos.

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O projeto também inclui pulverizadores com ajuste dinâmico a partir da resposta da vegetação. De acordo com a empresa, a tecnologia pode reduzir em até 20% o volume de defensivos agrícolas e fertilizantes, com ganhos operacionais e ambientais. Outro desenvolvimento previsto é um sistema de aplicação simultânea de insumos sólidos e líquidos para produtores de pequeno e médio porte.

Os novos distribuidores de insumos terão compatibilidade com tratores de baixa potência. Também serão desenvolvidos módulos para acoplamento rápido de sistemas de plantio, pulverização e adubação em uma única base. Todos os equipamentos serão integrados a uma plataforma digital para envio em tempo real de dados agronômicos e operacionais. A expectativa informada é de aumento de 10% na eficiência energética e redução de até 30% em falhas operacionais não previstas.

Durante a implantação, o projeto deve gerar 58 empregos diretos e 54 indiretos, incluindo 10 vagas para profissionais de pesquisa e desenvolvimento. Após a conclusão, estão previstas 34 vagas diretas adicionais, totalizando 92 empregos diretos e 75 indiretos permanentes.

Para a Horsch, o financiamento acelera o desenvolvimento local de soluções de mecanização e agricultura digital voltadas a pequenos e médios produtores. O projeto amplia a atuação da unidade brasileira em pesquisa, tecnologia e produção de máquinas agrícolas adaptadas às condições do país.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Lei mantém cálculo do Fethab com UPF de janeiro de 2025 durante todo 2026

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produtores rurais e empresas que recolhem o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso terão a mesma base de cálculo durante todo o ano de 2026. Com a publicação da Lei nº 13.357/2026, as contribuições continuarão sendo apuradas com o valor da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) vigente em janeiro de 2025, independentemente do mês em que a operação for realizada.

A medida prorroga uma regra excepcional adotada no ano passado e mantém, por mais um ano, a mesma referência para o cálculo das contribuições ao Fethab e às entidades das cadeias produtivas. Com isso, deixa de ser aplicada, em 2026, a atualização prevista para o segundo semestre.

Pelas regras permanentes, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizam como referência a UPF de janeiro do ano anterior. Já entre julho e dezembro, a base passa a ser a UPF de julho do ano anterior. Neste ano, porém, essa mudança não ocorrerá.

Na prática, uma operação realizada em setembro, por exemplo, continuará sendo calculada com base na UPF de janeiro de 2025. Sem a prorrogação da regra, o cálculo passaria a considerar a UPF de julho de 2025.

Atenção na apuração

A alteração afeta diretamente a apuração das contribuições recolhidas sobre produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Por isso, produtores rurais, empresas e profissionais responsáveis pelos cálculos devem observar a regra vigente.

“É importante que produtores, empresas, contadores e demais profissionais envolvidos na apuração do Fethab observem a regra vigente, pois a utilização de uma UPF diferente da prevista na legislação pode resultar em recolhimento incorreto da contribuição e gerar inconsistências fiscais”, explica o analista do Sistema Famato, José Cristovão.

Caso não haja nova alteração na legislação, a partir de 2027 voltará a valer a sistemática prevista na lei. Assim, nas operações realizadas entre janeiro e junho será utilizada a UPF de janeiro de 2026, enquanto entre julho e dezembro passará a ser adotada a UPF de julho de 2026.

O Fethab foi criado no ano de 2000 e é uma contribuição estadual recolhida sobre a comercialização de produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Os recursos são destinados ao financiamento de obras de infraestrutura previstas na legislação estadual.

Nos últimos anos, o fundo voltou ao centro das discussões entre o setor produtivo e o governo estadual, principalmente após a criação do chamado Fethab 2, uma contribuição extraordinária temporária. Em 2026, foi definido que a cobrança adicional não será reeditada após o encerramento de sua vigência, previsto para 31 de dezembro deste ano.


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Plano Safra 2026/27 será teste para crédito rural, aponta FGV Agro

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Foto: Canal Rural

Às vésperas do anúncio do Plano Safra 2026/27, o principal desafio da política agrícola brasileira não será apenas divulgar um novo volume recorde de recursos. Mais importante será garantir que esse dinheiro chegue efetivamente ao produtor rural. Essa é a principal conclusão de uma nota técnica do Observatório do Crédito e Seguro Rural (OCSR), da FGV Agro, divulgada nesta segunda-feira (29).

Segundo o levantamento, embora os recursos anunciados nos últimos três Planos Safra tenham crescido 24% em termos reais, as contratações de crédito rural seguiram caminho oposto. Entre as safras 2023/24 e 2025/26, o valor efetivamente contratado caiu 31,7%, indicando um descompasso entre os recursos disponibilizados pelo governo e o acesso ao financiamento pelos produtores.

Na avaliação dos pesquisadores, esse cenário mostra que a efetividade do Plano Safra não deve ser medida apenas pelo montante anunciado, mas também pela capacidade de transformar esses recursos em crédito disponível, com condições compatíveis para financiar a produção.

Outro ponto de atenção é a deterioração da qualidade do crédito rural. Dados do Banco Central mostram que a inadimplência das operações passou de 1,49% em maio de 2024 para 7,39% em abril de 2026. Nas operações com taxas de mercado, esse índice chegou a 13,29%, enquanto nas linhas com juros regulados permaneceu em 3,08%.

O estudo também lembra que o agronegócio registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior número da série histórica da Serasa Experian, refletindo um ambiente de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do setor.

Juros elevados pressionam o financiamento

A nota técnica destaca que a manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano alterou a dinâmica do crédito rural. Com o custo de captação mais elevado, bancos e demais instituições financeiras passaram a adotar critérios mais rigorosos na concessão de empréstimos.

Nas operações de mercado para pessoas físicas, as taxas de juros giram em torno de 11,9% ao ano, enquanto nas linhas reguladas ficam próximas de 9,2%. Para empresas e cooperativas, o custo pode variar entre 20% e 27% ao ano.

Segundo a FGV Agro, nesse ambiente os recursos com juros controlados deixam de ser apenas um instrumento de incentivo e passam a desempenhar papel importante para manter a estabilidade financeira da atividade agropecuária.

Investimentos recuam

O levantamento também aponta queda expressiva nas operações destinadas ao investimento. Entre as safras 2023/24 e 2025/26, o volume contratado caiu 33,4%.

Para os pesquisadores, a redução compromete a capacidade de modernização das propriedades, afetando investimentos em máquinas, irrigação, armazenagem, tecnologia e adaptação às mudanças climáticas.

A avaliação é que esse movimento pode criar um ciclo negativo: menos investimento reduz a produtividade, piora o fluxo de caixa, aumenta o risco de inadimplência e dificulta ainda mais o acesso ao crédito nos anos seguintes.

Mercado privado cresce, mas não substitui o crédito oficial

O estudo reconhece a expansão dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio, como CPR, LCA, CRA e Fiagros. O estoque de CPR, por exemplo, chegou a R$ 565,15 bilhões em maio deste ano, cerca de quatro vezes superior ao registrado em 2022.

Apesar desse crescimento, a FGV Agro avalia que essas alternativas não substituem integralmente a política oficial de crédito rural. Em períodos de juros elevados e maior percepção de risco, o mercado privado também se torna mais seletivo, restringindo o acesso ao financiamento.

Seguro rural ganha importância

Outro alerta da nota técnica diz respeito à gestão de riscos. O estudo destaca que a área protegida pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) encolheu 75% entre 2021 e 2025 e pode representar menos de 3% da área cultivada em 2026.

Na avaliação dos pesquisadores, em um cenário de eventos climáticos mais frequentes, fortalecer o seguro rural, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e outros instrumentos de proteção é fundamental para evitar que perdas de safra resultem em aumento da inadimplência e retração do crédito.

Plano Safra será teste de qualidade

Para a FGV Agro, o Plano Safra 2026/27 será um teste não apenas de volume, mas de qualidade da política agrícola. O estudo defende maior integração entre crédito oficial, recursos privados, seguro rural, instrumentos de gestão de risco e linhas de investimento.

A nota também recomenda que o governo acompanhe não apenas os valores anunciados, mas os recursos efetivamente contratados, preserve o crédito com juros controlados, fortaleça os programas de investimento e amplie a previsibilidade do orçamento destinado ao seguro rural.

Segundo o observatório, em um ambiente marcado por juros elevados, restrição fiscal e maior exposição aos riscos climáticos, garantir acesso ao crédito em condições sustentáveis será decisivo para preservar a capacidade produtiva do agronegócio brasileiro.

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