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Agro digital: jovens produtores transformam rotina no campo em negócio nas redes sociais

A comunicação digital deixou de ser apenas uma ferramenta de marketing e passou a ocupar um papel estratégico dentro do agronegócio. A avaliação foi compartilhada por participantes do programa Entre Gerações, do Canal Rural, que discutiram como as redes sociais têm ajudado produtores rurais, entidades e marcas do setor a ampliar vendas, fortalecer posicionamento e criar conexão direta com os consumidores.
Entre os convidados estava o produtor de café e triatleta Arthur Rosseto, representante da sexta geração de uma família produtora de café em Mandaguari, no Paraná. Ex-atleta profissional de futebol, ele decidiu retornar ao campo há cerca de dois anos e meio para investir na propriedade da família e usar a internet como ferramenta de negócios.
Segundo Rosseto, um dos maiores desafios foi convencer familiares de mais idade sobre o potencial das redes sociais para impulsionar a marca e ampliar as vendas.
“O maior desafio foi mostrar para a família que existia uma ferramenta nova nas nossas mãos, capaz de expandir as vendas e fortalecer o trabalho construído por gerações”, afirmou.
Rotina simples pode virar conteúdo
Durante o programa, Rosseto destacou que muitos jovens produtores acreditam que precisam de equipamentos profissionais ou produções sofisticadas para começar a criar conteúdo. Para ele, a chave está justamente em mostrar a rotina real do campo.
“Mostra o seu dia normal no sítio, na produção. As pessoas gostam de ver isso”, afirmou o produtor.
Rosseto explicou que o crescimento da marca da família esteve ligado ao fortalecimento da identidade visual e à comunicação direta nas redes sociais.
“Hoje todo mundo tem internet e um celular na mão. O controle do que mostrar está com o produtor”, disse Arthur Rosseto.
Segundo dados citados no programa, 41% das vendas diretas atualmente acontecem pelas redes sociais, enquanto marketplaces representam 10% e plataformas próprias, 8%.
Redes sociais ampliam consumo da carne suína
O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, afirmou que a entidade também usa as redes sociais para aproximar o consumidor da produção de carne suína e ampliar o consumo interno.
“O mundo já reconhece a qualidade da carne suína brasileira. As redes sociais ajudam a mostrar como é a produção e as oportunidades do setor”, afirmou.
Segundo ele, o consumo per capita de carne suína no Brasil saltou de 13 kg para 20 kg nos últimos anos.
Marketing do agro exige autenticidade
O especialista em marketing do agro José Luiz Tejon afirmou que o conteúdo precisa estar conectado à realidade do produtor e alertou para os riscos da desinformação.
“O mundo da mídia revela realidades. Se essas realidades não existirem, o que se fala é falso”, afirmou Tejon.
Segundo ele, o consumidor atual quer saber a origem dos produtos, como eles foram produzidos e quais valores estão envolvidos na cadeia produtiva.
“O consumidor quer saber quem fez, como fez e com quais valores produziu”, destacou.
Nova geração encontra oportunidades no agro
Ao falar sobre o papel dos jovens no agronegócio, Arthur Rosseto incentivou produtores a valorizarem o potencial das propriedades rurais da família.
“Você tem uma mina de ouro na mão, só precisa vender esse ouro”, afirmou.
O produtor também destacou que o agro não deve ser visto como sinônimo de atraso e afirmou que encontrou no campo um caminho profissional mais sólido do que imaginava durante a carreira no futebol.
“Hoje eu sou produtor de café e vendo café para o Brasil inteiro”, disse.
Para Tejon, o agronegócio oferece oportunidades cada vez maiores para as novas gerações.
“O mundo hoje é muito mais amplo. O jovem precisa enxergar as oportunidades dentro do agronegócio e entender que alimento é sinônimo de saúde”, concluiu.
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Prova piloto do 12º Censo Agro visita comunidade rural em Corumbá

A segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola teve continuidade nesta quarta-feira (13), em Corumbá (MS), com deslocamento de recenseadores para áreas da zona rural, entre elas a Comunidade Antônio Maria Coelho. A atividade integra a etapa de testes operacionais do levantamento e inclui revisão diária da logística, dos procedimentos de coleta e das respostas a dificuldades técnicas registradas em campo.
No período da manhã, as equipes realizaram uma reunião de avaliação para ajustar o andamento das visitas e alinhar procedimentos diante de possíveis problemas no preenchimento dos questionários. A orientação repassada aos recenseadores foi manter a aplicação normalmente e, em caso de travamento do sistema, interromper a entrevista e informar aos moradores sobre uma tentativa de retorno posterior.
Uma das frentes de trabalho seguiu para a Comunidade Antônio Maria Coelho. Parte dos domicílios visitados estava vazia no momento da coleta, o que pode exigir novas tentativas de abordagem para completar o levantamento. Ainda assim, as entrevistas feitas com os moradores encontrados foram concluídas com sucesso, segundo o relato divulgado sobre a operação.
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A etapa piloto é usada para testar fluxo de coleta, deslocamento das equipes, funcionamento dos questionários e capacidade de adaptação a situações de campo em uma região com características logísticas específicas, como o Pantanal. Esse tipo de procedimento antecede a realização ampla do censo e permite corrigir falhas operacionais antes da aplicação em escala maior.
Não há, no material divulgado até o momento, detalhamento oficial sobre o número de domicílios visitados, entrevistas concluídas ou percentual de cobertura nesta frente de trabalho em Corumbá.
A continuidade da prova piloto deve servir para consolidar ajustes técnicos e operacionais do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola nos próximos dias, especialmente em áreas rurais com maior complexidade de acesso.
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
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Consultoria estima produção superior a 40 bilhões de litros de etanol em 2026/27

A moagem de cana no Brasil é estimada pela consultoria Datagro em 698 milhões de toneladas, com produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol. A projeção foi anunciada nesta quarta-feira (13), em evento em Nova York.
Os números levantados pela empresa para a safra 2026/27 levam em consideração uma produção de 642,2 milhões de toneladas de cana, 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol de cana e milho no Centro Sul, complementada pelo desempenho sucroalcooleiro do Nordeste.
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A Datagro também estima que o mercado mundial de açúcar encerrará o ano-safra 2025/26, de outubro a setembro, com um pequeno superávit de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto, e déficit de 3,17 milhões de toneladas em valor bruto em 2026/27, também de outubro a setembro.
De acordo com a consultoria, os principais vetores das estimativas são:
- O mix de produção do Centro-Sul do Brasil mais orientado ao etanol, ao menos durante os primeiros meses da safra atual;
- Os potenciais impactos da anomalia El Niño na Índia e na Indonésia; e
- As reduções de área na Europa e na Tailândia.
A Datagro aponta que em meio ao predomínio das preocupações geopolíticas na agenda global, o renovado interesse por biocombustíveis abriu espaço para novas oportunidades de mercado nos transportes marítimo e aéreo, além da expansão de iniciativas de mistura em diversos países.
A consultoria ressalta que, provavelmente, o mercado novo mais promissor é o uso de biocombustíveis — etanol, metanol verde e biodiesel — como substitutos do combustível marítimo, o que pode levar a um aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas de biocombustíveis por ano até 2029, e de até 72 milhões de toneladas até 2050.
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Educação que constrói o futuro: Universidade do Agro e New Holland lançam Centro de Treinamento em MG

O agro brasileiro vive uma transformação silenciosa — e decisiva. Mais tecnológico, mais conectado e cada vez mais orientado por dados, o setor exige um novo perfil de profissional: alguém que não apenas entenda o campo, mas que saiba operar, interpretar e evoluir sistemas produtivos complexos.
É dentro desse cenário que a Universidade do Agro e a New Holland avançam juntas e anunciam, em maio, o lançamento do Centro de Treinamento Universitário New Holland, na Cidade do Agro — um ambiente que nasce alinhado às demandas reais de um agro em constante evolução.
Mais do que uma parceria, o movimento revela uma mudança de lógica na formação profissional. O modelo integra ensino e mercado em tempo real, aproximando teoria e prática por meio do ensino dual — conceito que coloca o aluno em contato direto com tecnologias, processos e desafios do campo desde o início da jornada.
No Centro de Treinamento, essa experiência ganha escala. Máquinas agrícolas de última geração, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores inteligentes, deixam de ser apenas conteúdo técnico e passam a ser ferramentas de aprendizagem. O aluno não observa — ele opera, analisa e toma decisão.
Mas o impacto vai além da mecanização.
O projeto incorpora capacitação contínua de professores, integração de tecnologias como inteligência artificial, automação e conectividade, além de transmissões ao vivo que ampliam o acesso à experiência para alunos de todo o Brasil, incluindo polos de educação a distância. Na prática, é a tecnologia encurtando distâncias e nivelando o acesso à formação de alto padrão.
Para a New Holland, o avanço reforça um princípio cada vez mais evidente no setor: tecnologia só gera valor quando bem aplicada.
“Investir em capacitação é essencial para que a tecnologia no campo seja aplicada de forma estratégica, sustentável e com impacto direto na produtividade. Por meio dessa parceria, vamos aproximar estudantes e professores das soluções e tecnologias da New Holland, oferecendo experiências práticas e alinhadas às demandas atuais do agronegócio e do mercado de máquinas agrícolas, além de contribuir para a formação dos profissionais que irão liderar o futuro da agricultura digital”, diz Gabriel Vieira, gerente de Treinamento da New Holland.
Do lado da Universidade do Agro, o projeto consolida um posicionamento que acompanha a evolução do próprio setor: formar profissionais conectados à realidade do campo desde o primeiro momento.
“Na Universidade do Agro, temos uma convicção muito clara: não formamos profissionais para o futuro — formamos profissionais prontos para o presente do agro. Um setor que exige cada vez mais precisão, tecnologia e capacidade de tomada de decisão. Esse movimento consolida um modelo de formação que vai além da teoria. É assim que encurtamos a distância entre a formação e a atuação profissional. Aqui, o aluno não se prepara para entrar no mercado — ele já faz parte dele”, destaca Flávio Sartori, diretor da Universidade do Agro.
No fim, o que está sendo construído vai além de uma estrutura física.
É um ambiente onde aprender significa fazer.
Onde tecnologia não é promessa, mas rotina.
E onde o futuro do agro começa a ser operado agora.
Universidade do Agro e New Holland.
Onde o ensino encontra o campo — e o campo forma quem vai liderá-lo.
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