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29 de junho de 2026

Business

Agro digital: jovens produtores transformam rotina no campo em negócio nas redes sociais

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Foto: Pixabay

A comunicação digital deixou de ser apenas uma ferramenta de marketing e passou a ocupar um papel estratégico dentro do agronegócio. A avaliação foi compartilhada por participantes do programa Entre Gerações, do Canal Rural, que discutiram como as redes sociais têm ajudado produtores rurais, entidades e marcas do setor a ampliar vendas, fortalecer posicionamento e criar conexão direta com os consumidores.

Entre os convidados estava o produtor de café e triatleta Arthur Rosseto, representante da sexta geração de uma família produtora de café em Mandaguari, no Paraná. Ex-atleta profissional de futebol, ele decidiu retornar ao campo há cerca de dois anos e meio para investir na propriedade da família e usar a internet como ferramenta de negócios.

Segundo Rosseto, um dos maiores desafios foi convencer familiares de mais idade sobre o potencial das redes sociais para impulsionar a marca e ampliar as vendas.

“O maior desafio foi mostrar para a família que existia uma ferramenta nova nas nossas mãos, capaz de expandir as vendas e fortalecer o trabalho construído por gerações”, afirmou.

Rotina simples pode virar conteúdo

Durante o programa, Rosseto destacou que muitos jovens produtores acreditam que precisam de equipamentos profissionais ou produções sofisticadas para começar a criar conteúdo. Para ele, a chave está justamente em mostrar a rotina real do campo.

“Mostra o seu dia normal no sítio, na produção. As pessoas gostam de ver isso”, afirmou o produtor.

Rosseto explicou que o crescimento da marca da família esteve ligado ao fortalecimento da identidade visual e à comunicação direta nas redes sociais.

“Hoje todo mundo tem internet e um celular na mão. O controle do que mostrar está com o produtor”, disse Arthur Rosseto.

Segundo dados citados no programa, 41% das vendas diretas atualmente acontecem pelas redes sociais, enquanto marketplaces representam 10% e plataformas próprias, 8%.

Redes sociais ampliam consumo da carne suína

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, afirmou que a entidade também usa as redes sociais para aproximar o consumidor da produção de carne suína e ampliar o consumo interno.

“O mundo já reconhece a qualidade da carne suína brasileira. As redes sociais ajudam a mostrar como é a produção e as oportunidades do setor”, afirmou.

Segundo ele, o consumo per capita de carne suína no Brasil saltou de 13 kg para 20 kg nos últimos anos.

Marketing do agro exige autenticidade

O especialista em marketing do agro José Luiz Tejon afirmou que o conteúdo precisa estar conectado à realidade do produtor e alertou para os riscos da desinformação.

“O mundo da mídia revela realidades. Se essas realidades não existirem, o que se fala é falso”, afirmou Tejon.

Segundo ele, o consumidor atual quer saber a origem dos produtos, como eles foram produzidos e quais valores estão envolvidos na cadeia produtiva.

“O consumidor quer saber quem fez, como fez e com quais valores produziu”, destacou.

Nova geração encontra oportunidades no agro

Ao falar sobre o papel dos jovens no agronegócio, Arthur Rosseto incentivou produtores a valorizarem o potencial das propriedades rurais da família.

“Você tem uma mina de ouro na mão, só precisa vender esse ouro”, afirmou.

O produtor também destacou que o agro não deve ser visto como sinônimo de atraso e afirmou que encontrou no campo um caminho profissional mais sólido do que imaginava durante a carreira no futebol.

“Hoje eu sou produtor de café e vendo café para o Brasil inteiro”, disse.

Para Tejon, o agronegócio oferece oportunidades cada vez maiores para as novas gerações.

“O mundo hoje é muito mais amplo. O jovem precisa enxergar as oportunidades dentro do agronegócio e entender que alimento é sinônimo de saúde”, concluiu.

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Colheita da safrinha de milho avança a 22% no Centro-Sul

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A colheita da safrinha de milho 2026 atingiu 22% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (25), informou a AgRural nesta segunda-feira (29). O avanço foi de seis pontos porcentuais em relação aos 16% da semana anterior. Apesar da evolução, o ritmo segue abaixo do potencial por causa das condições climáticas adversas, embora esteja acima dos 18% registrados no mesmo período da safra de 2025.

Segundo a AgRural, a combinação de frio e chuvas fora de época tem retardado os trabalhos em boa parte do Centro-Sul. O cenário tem limitado o avanço da retirada do milho no campo mesmo com a aceleração observada na última semana.

Mato Grosso segue na liderança isolada da colheita entre os Estados da região, ainda que também enfrente precipitações. No Estado, a elevada umidade tem provocado problemas de qualidade dos grãos e dificuldades logísticas no recebimento de parte das cargas recém-colhidas.

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Nos demais Estados do Centro-Sul, as chuvas e as baixas temperaturas continuam reduzindo o ritmo das máquinas no campo. A AgRural relata ainda ocorrências isoladas de geadas, fator que se soma ao frio e à umidade para agravar os problemas de qualidade em parte da produção.

No oeste do Paraná, esses problemas aparecem de forma mais acentuada. O quadro reforça um ambiente de colheita mais lento e com desafios operacionais em diferentes regiões produtoras, mesmo com o percentual nacional do Centro-Sul acima do registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Com 22% da área colhida até quinta-feira (25), a safrinha de milho 2026 no Centro-Sul avançou na semana, mas segue condicionada por frio, chuvas fora de época, umidade elevada e ocorrências isoladas de geadas em parte da região.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES aprova R$ 115 milhões para Horsch desenvolver máquinas agrícolas

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 115 milhões para a Horsch desenvolver equipamentos agrícolas com automação embarcada, controle adaptativo e conectividade digital voltados ao mercado brasileiro. O projeto será executado na fábrica da empresa em Curitiba (PR) e terá foco em pequenas e médias propriedades, com tecnologias adaptadas ao clima, aos solos e às culturas de verão e inverno.

Segundo o BNDES, o apoio foi concedido no âmbito do programa BNDES Mais Inovação. A iniciativa prevê máquinas com monitoramento de dados em tempo real e funcionalidades direcionadas a produtores com menor acesso a tecnologias digitais. A estimativa apresentada é de aumento de 20% na economia de insumos e de 15% na eficácia agronômica.

Entre os equipamentos previstos estão semeadoras com sensores e tecnologia de dosagem baseada em dados georreferenciados, para controle de profundidade e volume plantado. Nesse caso, a projeção é de reduzir em 15% a atividade do plantio e em 10% a dosagem de sementes e adubos.

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O projeto também inclui pulverizadores com ajuste dinâmico a partir da resposta da vegetação. De acordo com a empresa, a tecnologia pode reduzir em até 20% o volume de defensivos agrícolas e fertilizantes, com ganhos operacionais e ambientais. Outro desenvolvimento previsto é um sistema de aplicação simultânea de insumos sólidos e líquidos para produtores de pequeno e médio porte.

Os novos distribuidores de insumos terão compatibilidade com tratores de baixa potência. Também serão desenvolvidos módulos para acoplamento rápido de sistemas de plantio, pulverização e adubação em uma única base. Todos os equipamentos serão integrados a uma plataforma digital para envio em tempo real de dados agronômicos e operacionais. A expectativa informada é de aumento de 10% na eficiência energética e redução de até 30% em falhas operacionais não previstas.

Durante a implantação, o projeto deve gerar 58 empregos diretos e 54 indiretos, incluindo 10 vagas para profissionais de pesquisa e desenvolvimento. Após a conclusão, estão previstas 34 vagas diretas adicionais, totalizando 92 empregos diretos e 75 indiretos permanentes.

Para a Horsch, o financiamento acelera o desenvolvimento local de soluções de mecanização e agricultura digital voltadas a pequenos e médios produtores. O projeto amplia a atuação da unidade brasileira em pesquisa, tecnologia e produção de máquinas agrícolas adaptadas às condições do país.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Lei mantém cálculo do Fethab com UPF de janeiro de 2025 durante todo 2026

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produtores rurais e empresas que recolhem o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso terão a mesma base de cálculo durante todo o ano de 2026. Com a publicação da Lei nº 13.357/2026, as contribuições continuarão sendo apuradas com o valor da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) vigente em janeiro de 2025, independentemente do mês em que a operação for realizada.

A medida prorroga uma regra excepcional adotada no ano passado e mantém, por mais um ano, a mesma referência para o cálculo das contribuições ao Fethab e às entidades das cadeias produtivas. Com isso, deixa de ser aplicada, em 2026, a atualização prevista para o segundo semestre.

Pelas regras permanentes, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizam como referência a UPF de janeiro do ano anterior. Já entre julho e dezembro, a base passa a ser a UPF de julho do ano anterior. Neste ano, porém, essa mudança não ocorrerá.

Na prática, uma operação realizada em setembro, por exemplo, continuará sendo calculada com base na UPF de janeiro de 2025. Sem a prorrogação da regra, o cálculo passaria a considerar a UPF de julho de 2025.

Atenção na apuração

A alteração afeta diretamente a apuração das contribuições recolhidas sobre produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Por isso, produtores rurais, empresas e profissionais responsáveis pelos cálculos devem observar a regra vigente.

“É importante que produtores, empresas, contadores e demais profissionais envolvidos na apuração do Fethab observem a regra vigente, pois a utilização de uma UPF diferente da prevista na legislação pode resultar em recolhimento incorreto da contribuição e gerar inconsistências fiscais”, explica o analista do Sistema Famato, José Cristovão.

Caso não haja nova alteração na legislação, a partir de 2027 voltará a valer a sistemática prevista na lei. Assim, nas operações realizadas entre janeiro e junho será utilizada a UPF de janeiro de 2026, enquanto entre julho e dezembro passará a ser adotada a UPF de julho de 2026.

O Fethab foi criado no ano de 2000 e é uma contribuição estadual recolhida sobre a comercialização de produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Os recursos são destinados ao financiamento de obras de infraestrutura previstas na legislação estadual.

Nos últimos anos, o fundo voltou ao centro das discussões entre o setor produtivo e o governo estadual, principalmente após a criação do chamado Fethab 2, uma contribuição extraordinária temporária. Em 2026, foi definido que a cobrança adicional não será reeditada após o encerramento de sua vigência, previsto para 31 de dezembro deste ano.


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