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Consultoria estima produção superior a 40 bilhões de litros de etanol em 2026/27

A moagem de cana no Brasil é estimada pela consultoria Datagro em 698 milhões de toneladas, com produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol. A projeção foi anunciada nesta quarta-feira (13), em evento em Nova York.
Os números levantados pela empresa para a safra 2026/27 levam em consideração uma produção de 642,2 milhões de toneladas de cana, 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol de cana e milho no Centro Sul, complementada pelo desempenho sucroalcooleiro do Nordeste.
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A Datagro também estima que o mercado mundial de açúcar encerrará o ano-safra 2025/26, de outubro a setembro, com um pequeno superávit de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto, e déficit de 3,17 milhões de toneladas em valor bruto em 2026/27, também de outubro a setembro.
De acordo com a consultoria, os principais vetores das estimativas são:
- O mix de produção do Centro-Sul do Brasil mais orientado ao etanol, ao menos durante os primeiros meses da safra atual;
- Os potenciais impactos da anomalia El Niño na Índia e na Indonésia; e
- As reduções de área na Europa e na Tailândia.
A Datagro aponta que em meio ao predomínio das preocupações geopolíticas na agenda global, o renovado interesse por biocombustíveis abriu espaço para novas oportunidades de mercado nos transportes marítimo e aéreo, além da expansão de iniciativas de mistura em diversos países.
A consultoria ressalta que, provavelmente, o mercado novo mais promissor é o uso de biocombustíveis — etanol, metanol verde e biodiesel — como substitutos do combustível marítimo, o que pode levar a um aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas de biocombustíveis por ano até 2029, e de até 72 milhões de toneladas até 2050.
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Colheita de arábica no Cerrado Mineiro avança para 27%, diz Expocacer

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro alcançou 27% da produção prevista até a última sexta-feira, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Do volume já colhido, 12% foi beneficiado, com rendimento médio entre 550 e 570 litros por saca de 60 quilos. O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, quando 35% da produção já havia sido retirada dos cafezais.
De acordo com a Expocacer, as chuvas registradas na quarta semana de junho retardaram as operações de colheita e beneficiamento. A cooperativa informou ainda que as precipitações provocaram a queda de aproximadamente 25% dos frutos, ampliando o volume de café de chão e elevando o risco de perdas de produtividade e qualidade.
O atraso é mais intenso em Carmo do Paranaíba, onde a colheita está cerca de 30 dias atrás do cronograma observado no ano passado. Em São Gotardo e Rio Paranaíba, 10% da produção prevista havia sido colhida, reflexo da maior altitude e da frequência das chuvas. Em Monte Carmelo, cerca de 30% da safra já foi retirada. Em Araguari, os trabalhos variam entre 30% e 35%.
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A cooperativa também alertou que as chuvas e a elevada umidade favoreceram uma florada antecipada em diversas áreas do Cerrado Mineiro. Segundo a Expocacer, essa condição poderá afetar a safra de 2027 ao aumentar o risco de maturação desuniforme, maior incidência de broca e perdas de produtividade.
Outro ponto acompanhado pelos produtores é o aumento do volume de café de varrição. A cooperativa aponta que, além da perda de frutos antes da colheita, o excesso de umidade dificulta a secagem e pode comprometer a qualidade dos lotes.
A previsão meteorológica para o período entre 27 de junho e 1º de julho indica ausência de chuvas na região de Patrocínio. A avaliação da Expocacer é de que esse cenário deverá favorecer o avanço da colheita e melhorar as condições para secagem e beneficiamento dos grãos.
Em junho, o Cerrado Mineiro acumula média de 38,2 milímetros de chuva, acima dos 9,2 milímetros registrados no mesmo período da safra passada. No ciclo 2025/26, o volume chegou a 1.441,9 milímetros, alta de 14,1% em relação à temporada anterior.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Colheita da safrinha de milho avança a 22% no Centro-Sul

A colheita da safrinha de milho 2026 atingiu 22% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (25), informou a AgRural nesta segunda-feira (29). O avanço foi de seis pontos porcentuais em relação aos 16% da semana anterior. Apesar da evolução, o ritmo segue abaixo do potencial por causa das condições climáticas adversas, embora esteja acima dos 18% registrados no mesmo período da safra de 2025.
Segundo a AgRural, a combinação de frio e chuvas fora de época tem retardado os trabalhos em boa parte do Centro-Sul. O cenário tem limitado o avanço da retirada do milho no campo mesmo com a aceleração observada na última semana.
Mato Grosso segue na liderança isolada da colheita entre os Estados da região, ainda que também enfrente precipitações. No Estado, a elevada umidade tem provocado problemas de qualidade dos grãos e dificuldades logísticas no recebimento de parte das cargas recém-colhidas.
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Nos demais Estados do Centro-Sul, as chuvas e as baixas temperaturas continuam reduzindo o ritmo das máquinas no campo. A AgRural relata ainda ocorrências isoladas de geadas, fator que se soma ao frio e à umidade para agravar os problemas de qualidade em parte da produção.
No oeste do Paraná, esses problemas aparecem de forma mais acentuada. O quadro reforça um ambiente de colheita mais lento e com desafios operacionais em diferentes regiões produtoras, mesmo com o percentual nacional do Centro-Sul acima do registrado no mesmo intervalo do ano passado.
Com 22% da área colhida até quinta-feira (25), a safrinha de milho 2026 no Centro-Sul avançou na semana, mas segue condicionada por frio, chuvas fora de época, umidade elevada e ocorrências isoladas de geadas em parte da região.
Fonte: Estadão Conteúdo
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BNDES aprova R$ 115 milhões para Horsch desenvolver máquinas agrícolas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 115 milhões para a Horsch desenvolver equipamentos agrícolas com automação embarcada, controle adaptativo e conectividade digital voltados ao mercado brasileiro. O projeto será executado na fábrica da empresa em Curitiba (PR) e terá foco em pequenas e médias propriedades, com tecnologias adaptadas ao clima, aos solos e às culturas de verão e inverno.
Segundo o BNDES, o apoio foi concedido no âmbito do programa BNDES Mais Inovação. A iniciativa prevê máquinas com monitoramento de dados em tempo real e funcionalidades direcionadas a produtores com menor acesso a tecnologias digitais. A estimativa apresentada é de aumento de 20% na economia de insumos e de 15% na eficácia agronômica.
Entre os equipamentos previstos estão semeadoras com sensores e tecnologia de dosagem baseada em dados georreferenciados, para controle de profundidade e volume plantado. Nesse caso, a projeção é de reduzir em 15% a atividade do plantio e em 10% a dosagem de sementes e adubos.
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O projeto também inclui pulverizadores com ajuste dinâmico a partir da resposta da vegetação. De acordo com a empresa, a tecnologia pode reduzir em até 20% o volume de defensivos agrícolas e fertilizantes, com ganhos operacionais e ambientais. Outro desenvolvimento previsto é um sistema de aplicação simultânea de insumos sólidos e líquidos para produtores de pequeno e médio porte.
Os novos distribuidores de insumos terão compatibilidade com tratores de baixa potência. Também serão desenvolvidos módulos para acoplamento rápido de sistemas de plantio, pulverização e adubação em uma única base. Todos os equipamentos serão integrados a uma plataforma digital para envio em tempo real de dados agronômicos e operacionais. A expectativa informada é de aumento de 10% na eficiência energética e redução de até 30% em falhas operacionais não previstas.
Durante a implantação, o projeto deve gerar 58 empregos diretos e 54 indiretos, incluindo 10 vagas para profissionais de pesquisa e desenvolvimento. Após a conclusão, estão previstas 34 vagas diretas adicionais, totalizando 92 empregos diretos e 75 indiretos permanentes.
Para a Horsch, o financiamento acelera o desenvolvimento local de soluções de mecanização e agricultura digital voltadas a pequenos e médios produtores. O projeto amplia a atuação da unidade brasileira em pesquisa, tecnologia e produção de máquinas agrícolas adaptadas às condições do país.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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