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Adolescente de 13 anos e outros seis são detidos após execução em mata

Vítima apresentava sinais de tortura e cortes profundos; PM agiu rápido após receber informe sobre suspeito armado com facão
Policiais militares do 6º Comando Regional localizaram sete pessoas suspeitas de homicídio, nesta terça-feira (12.5), no município de Cáceres (220 km de Cuiabá). Todos foram detidos, entre eles uma adolescente, de 13 anos, e um menor, de 17 anos. Na ação, as equipes apreenderam um simulacro de arma de fogo. Um homem, de 33 anos, foi localizado já morto com as mãos e pés amarrados.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais militares receberam denúncia de que um grupo foi visto em uma área de mata próxima a um antigo frigorífico, no bairro Jardim Paraíso, e que um dos suspeitos estava armado com um facão.
Após a denúncia, os militares, com apoio da Força Tática, intensificaram as ações de patrulhamento na região e localizaram a vítima amarrada, com sinais de violência e tortura, além de cortes profundos na cabeça e no braço direito.
Durante rondas, os policiais ouviram barulhos ainda na mata, quando flagraram os suspeitos, nas proximidades da Rua Barcelona, tentando fugir. Ainda durante buscas no local, as equipes localizaram um simulacro de arma de fogo escondido em uma manilha.
Diversos integrantes da quadrilha possuem passagens criminais como furto, tráfico ilícito de drogas, receptação e porte irregular de arma de fogo. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Com Assessoria
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Mutirão com crianças atinge marca de mil árvores plantadas em Cuiabá em apenas uma semana

Campanha “Craques da Natureza” uniu sustentabilidade e figurinhas da Copa. Ações passaram pelo Parque Tia Nair e pelo bairro Pedra 90
Prefeitura de Cuiabá planta mil árvores em uma semana com campanha de arborização
A Prefeitura de Cuiabá atingiu a marca de mil mudas de árvores plantadas em apenas uma semana por meio da campanha Craques da Natureza: Plantou, Colou!. A iniciativa, que incentiva a participação de crianças e famílias na arborização urbana, promoveu duas edições consecutivas e resultou no plantio em diferentes regiões da capital, entre os dias 21 e 28 de junho.
A segunda ação da campanha foi realizada na manhã deste domingo (28), na Avenida Tatsumi Koga (V2), no bairro Pedra 90, onde foram plantadas 600 mudas. A atividade reuniu crianças, moradores e famílias da região e integra as ações da gestão municipal voltadas à ampliação da cobertura vegetal da cidade e à conscientização ambiental.
Como forma de estimular a participação do público infantil, foram distribuídos pacotes de figurinhas da Copa do Mundo, doados por empresas parceiras da campanha.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, acompanhou a mobilização e destacou o impacto da arborização em áreas com pouca cobertura vegetal.
“Plantamos 600 mudas em uma avenida que hoje é totalmente exposta ao sol. Esse trabalho melhora o microclima da cidade e, principalmente, conscientiza as crianças sobre a importância de preservar as árvores”, afirmou.
A campanha foi lançada no domingo anterior (21), no Parque Tia Nair, quando cerca de 200 crianças participaram do plantio de 400 mudas em menos de uma hora. A ação reuniu alunos da EMEB Silva Freire, participantes do Programa Siminino e famílias que frequentavam o parque em uma programação voltada à educação ambiental.
Além do plantio, a primeira edição contou com atividades recreativas, distribuição de pipoca, picolé e vouchers para troca de figurinhas da Copa do Mundo, doados pelo Supermercado Comper.
Ao todo, as duas edições somam mil árvores plantadas em apenas uma semana. A iniciativa busca ampliar a arborização urbana de forma participativa, envolvendo crianças e comunidades em ações práticas de cuidado com os espaços públicos e incentivo à preservação ambiental.
Com Assessoria
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Nova lei de MT prorroga regra do Fethab mantendo UPF de janeiro de 2025 em todo o ano de 2026

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores rurais sobre a prorrogação da regra excepcional para o cálculo das contribuições vinculadas ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e às Entidades das Cadeias Produtivas.
A Lei nº 13.357/2026 prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a vigência do parágrafo único do art. 7º-A-1 da Lei nº 7.263/2000, de modo que, para a apuração das contribuições devidas em 2026, deverá ser utilizado o valor da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) vigente em janeiro de 2025, independentemente do mês em que a operação for realizada.
Pela regra geral, nas operações realizadas entre janeiro e junho, é aplicada a UPF/MT de janeiro do ano anterior. Já nas operações entre julho e dezembro, utiliza-se a UPF/MT de julho do ano anterior. A exceção criada para 2025, que fixou como base a UPF de janeiro daquele ano para todas as operações, foi estendida até o fim de 2026.
Na prática, isso significa que uma operação realizada em setembro de 2026, por exemplo, continuará tendo o Fethab calculado com base na UPF/MT de janeiro de 2025. Sem a prorrogação, seria utilizada a UPF de julho de 2025, conforme a regra geral.
A Famato alerta que produtores rurais, empresas, contadores e demais profissionais envolvidos na apuração das contribuições devem observar a mudança para evitar divergências nos cálculos e no recolhimento.
“É importante que produtores, empresas, contadores e demais profissionais envolvidos na apuração do Fethab observem a regra vigente, pois a utilização de uma UPF diferente da prevista na legislação pode resultar em recolhimento incorreto da contribuição e gerar inconsistências fiscais”, explica o analista Tributário da Famato, José Cristovão.
Caso não haja nova alteração legislativa, a partir de 2027 voltará a valer a sistemática geral prevista na legislação. Assim, nas operações realizadas entre janeiro e junho de 2027 será utilizada a UPF/MT de janeiro de 2026, enquanto nas operações entre julho e dezembro deverá ser adotada a UPF/MT de julho de 2026.
O que é o Fethab
Criado em 2000, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) é uma contribuição estadual destinada ao financiamento de obras de infraestrutura, especialmente a construção, manutenção e recuperação de rodovias e pontes, fundamentais para o escoamento da produção agropecuária em Mato Grosso.
A cobrança incide sobre a comercialização ou saída de produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Embora esteja vinculada a operações que envolvem o ICMS, trata-se de uma contribuição distinta, destinada ao financiamento de investimentos em infraestrutura e outras finalidades previstas na legislação estadual.
Nos últimos anos, o Fethab esteve no centro das discussões entre o Governo do Estado e o setor produtivo, principalmente em razão da criação do Fethab 2, uma contribuição extraordinária temporária. Em 2026, após articulação liderada pela Famato e pelas entidades do Fórum Agro MT, o Governo do Estado anunciou que a cobrança adicional não será reeditada após o encerramento de sua vigência, em 31 de dezembro deste ano.
Agro Mato Grosso
Veja como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena MT

Reportagem acompanhou operação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, onde facção controla áreas de mineração ilegal, usa ouro para negociar armas e drogas e impõe uma rotina de violência às aldeias.
O Fantástico revelou como o Comando Vermelho expandiu sua atuação ao invadir a Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso, e transformar o garimpo ilegal em uma nova fonte de renda para a facção. A reportagem mostrou que a estrutura montada ia muito além da extração clandestina de ouro: havia túneis escavados com sistema de energia, alojamentos, depósitos de alimentos e equipamentos novos.
As investigações da Polícia Federal apontam que o esquema era altamente organizado e financiado para manter a atividade funcionando em meio à floresta.
Túneis de até 30 m com fiação elétrica
Dentro das minas, os túneis eram largos o suficiente para que uma pessoa conseguisse caminhar em pé em alguns trechos. As galerias se ramificavam por diferentes direções e escondiam poços com até 30 m de profundidade.
Segundo os agentes que acompanham a operação, a construção exigia conhecimento técnico. Nas paredes das minas, ainda era possível encontrar materiais usados para detonações, como explosivos e equipamentos empregados na perfuração das rochas.
Além das escavações, a estrutura contava com tubulações, fiação elétrica e geradores para abastecer tanto a iluminação das minas quanto o funcionamento do maquinário utilizado na extração do ouro.
Durante a vistoria, a equipe encontrou equipamentos praticamente novos, indicando que havia investimento constante para manter a atividade funcionando, mesmo diante das ações das forças de segurança.
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Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena — Foto: Reprodução/TV Globo
Alimentos e base para permanência
Os policiais também encontraram um depósito improvisado com alimentos, como sacos de farinha de trigo e garrafas de vinagre. Para os investigadores, os itens indicam que o local servia como base de permanência dos trabalhadores, que passavam longos períodos dentro do garimpo.
Mesmo com a megaoperação em andamento desde março, os investigadores afirmam que os garimpeiros insistiam em retomar as atividades, repondo motores, mangueiras e outros equipamentos destruídos durante as ações policiais.
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Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena — Foto: Reprodução/TV Globo
Esconderijo para armas e ouro
A estrutura também servia aos interesses do crime organizado. Segundo a Polícia Federal, túneis e galerias eram usados para esconder armas, munições e ouro extraído ilegalmente, dificultando a localização do material durante as operações.
Após mapear a área, a PF destruiu os 33 túneis encontrados no território para impedir que voltassem a ser utilizados. A avaliação dos investigadores é que inviabilizar as minas é uma das formas de enfraquecer a logística do garimpo ilegal e reduzir a capacidade de atuação da facção criminosa que passou a controlar a exploração de ouro na região.
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Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena — Foto: Reprodução/TV Globo
Estrutura em meio à floresta
A Terra Indígena Sararé ocupa cerca de 67 mil hectares e, segundo as autoridades, chegou a concentrar mais de mil pontos de garimpo ilegal. No Garimpo Cururu, um dos principais da região, havia uma estrutura comparada a um pequeno vilarejo, com bares, comércio e farmácia para atender os trabalhadores.
O esquema foi revelado pelo Fantástico, que acompanhou uma megaoperação coordenada pela Casa Civil e por forças federais. Desde março, a ofensiva já apreendeu 153 quilos de ouro e 42 mil litros de óleo diesel, destruiu quase quatro toneladas de explosivos, mais de 800 motores, 31 máquinas de escavação, 200 acampamentos e 33 túneis, além de prender 72 pessoas.
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