Agro Mato Grosso
Alta de insumos ameaça levar custo da soja MT ao maior patamar em 10 anos

Os cálculos preliminares apontam para uma escalada relevante na chamada relação de troca — indicador que mede quantas sacas de soja são necessárias para custear a produção da lavoura. A estimativa é de que o custo médio nacional salte de cerca de 46,5 sacas por hectare na temporada 2025/26 para algo próximo de 53 sacas por hectare no próximo ciclo, sem considerar despesas como arrendamento e depreciação de máquinas.
Isso significa que o agricultor poderá precisar desembolsar o equivalente a cerca de seis sacas adicionais por hectare apenas para manter o mesmo nível produtivo da safra anterior. O movimento ocorre em meio à combinação de fertilizantes mais caros, alta nos defensivos agrícolas, avanço do diesel e incertezas geopolíticas envolvendo importantes fornecedores globais de insumos.
Segundo avaliações do mercado, a pressão já aparece nas negociações antecipadas para a próxima temporada. Empresas do setor relatam aumento entre 15% e 20% na relação de troca em comparação com o início do ciclo anterior.
Os fertilizantes seguem como principal foco de preocupação. Atualmente, eles representam a maior fatia dos custos diretos da lavoura de soja, consumindo, em média, mais de 13 sacas por hectare. Em seguida aparecem os defensivos agrícolas, com cerca de 10 sacas por hectare, além das sementes.
O temor do setor é de uma repetição parcial do cenário observado após a pandemia e durante o auge da guerra entre Rússia e Ucrânia, período marcado por forte disparada nos preços internacionais dos adubos nitrogenados e problemas logísticos globais.
Agora, o novo fator de instabilidade vem do agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em um contexto que mantém o mercado internacional atento ao fornecimento de fertilizantes nitrogenados e à alta do petróleo.
A elevação dos combustíveis também já começa a impactar diretamente o campo. O diesel, insumo fundamental para preparo do solo, plantio, pulverização, colheita e transporte, acumula aumentos expressivos em algumas regiões do país nas últimas semanas, elevando o custo operacional das propriedades e pressionando ainda mais o frete agrícola.
Além dos fertilizantes, os defensivos agrícolas aparecem entre os principais vilões da próxima safra. O mercado monitora um movimento de valorização dos produtos fabricados na China, principal fornecedora mundial de moléculas pós-patente utilizadas no Brasil.
Distribuidores relatam reajustes relevantes em fungicidas, inseticidas e herbicidas, impulsionados tanto pela alta do petróleo quanto pelo encarecimento do transporte marítimo internacional. Em alguns casos, o aumento acumulado pode chegar a 20% ou 25% no desembarque no Brasil.
O avanço dos custos reacende um velho dilema no campo: reduzir investimentos para preservar caixa ou manter o pacote tecnológico e proteger produtividade.
Na avaliação de analistas, muitos produtores podem optar por diminuir adubação em determinadas áreas para tentar conter despesas. O problema é que essa estratégia costuma trazer impacto direto sobre rendimento das lavouras, especialmente em regiões de menor fertilidade natural.
A situação preocupa porque ocorre em um ambiente de preços internacionais ainda sem reação consistente. Apesar das tensões geopolíticas e da alta do petróleo, a soja segue pressionada pelos elevados estoques globais, especialmente no Brasil, Estados Unidos e Argentina.
Agro Mato Grosso
Avião de pequeno porte que caiu em fazenda havia decolado de Primavera do Leste MT

Aeronave fazia voo de teste quando caiu em uma fazenda e matou dois pilotos; Cenipa classificou ocorrência como falha ou mau funcionamento do motor.
O avião que caiu e matou dois pilotos em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, na sexta-feira (18), havia decolado do Aeródromo de Primavera do Leste, a 239 km da capital. Segundo o registro preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave realizava um voo local quando caiu durante o trajeto.
De acordo com o registro, o voo era local e tinha um tripulante e um passageiro a bordo, identificados como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, sendo o piloto da aeronave, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. Durante o trajeto, enquanto a aeronave fazia o circuito de tráfego do aeródromo, colidiu contra o solo.
A ocorrência foi classificada preliminarmente pelo Cenipa como SCF-PP – falha ou mau funcionamento do motor. A classificação é inicial e não representa, neste momento, a definição da causa do acidente.
De acordo com o órgão, a investigação não tem como objetivo apontar culpa ou responsabilização, mas identificar possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência e propor medidas para evitar que acidentes semelhantes aconteçam novamente.
O Cenipa é responsável pela invesigação de ocorrências aeronáuticas com foco na prevenção de novos acidentes.
Entenda o caso
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Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução
O acidente ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. Segundo a Polícia Civil, a aeronave estava em manutenção em Primavera do Leste e fazia um voo de teste quando caiu na região de Poxoréu. Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda.
Com o impacto, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem. Um vídeo registrado antes do acidente mostra a decolagem do avião de pequeno porte. As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas.
Essa foi a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, foi identificado oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos e Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, de nacionalidade Paraguaia.
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Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais
Agro Mato Grosso
Pais morrem e filha fica em estado grave após batida entre carro e carreta em MT

Cleodir e Iracy Barreto estavam em uma caminhonete que bateu de frente com uma carreta, em Sorriso. Filha do casal foi levada ao hospital.
Um casal de empresários, identificado como Cleodir Darci Barreto e Iracy Leonilda Werkhausen Barreto, morreram após a caminhonete em que estava bater de frente com uma carreta no km 702 da BR-163, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (25). A filha deles, Kauane Barreto, ficou gravemente ferida.
Segundo a Nova Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, a equipe de resgate foi acionada às 17h19 para atender a ocorrência. Com o impacto, Cleodir e Iracy morreram ainda no local. A filha do casal foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. O estado de saúde dela é considerado grave. (video abaixo)
Conforme apurado, a família é de Sorriso e seguia do município com destino a Lucas do Rio Verde quando ocorreu o acidente. O condutor da carreta também ficou ferido e foi encaminhado para uma unidade de saúde.

O tráfego no trecho da BR-163 é operado em sistema de Pare e Siga durante o atendimento à ocorrência. As circunstâncias da batida ainda não foram informadas.
veja;
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Agro Mato Grosso
Mato Grosso tem 3ª maior taxa de mortes no trânsito causadas pelo álcool

Estado registrou 426 mortes em 2024, segundo levantamento; número subiu em relação aos anos anteriores.
Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país de mortes no trânsito ligadas ao consumo de álcool em, segundo análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), publicada neste mês de setembro. Ao todo, foram registradas 426 mortes no estado em 2024, contra 419 em 2023 e 389 em 2010.
Apesar do aumento no número de mortes, a taxa por 100 mil habitantes caiu de 12,5, em 2010, para 11,1, em 2024. Mesmo com essa redução, Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país, atrás apenas de Tocantins e Piauí.
A maior parte das vítimas era formada por homens. Eles representaram 86,1% das mortes registradas em 2024, enquanto as mulheres corresponderam a 13,9% dos casos. O levantamento também mostra que os homens foram maioria entre as pessoas internadas em casos ligados ao álcool e à direção.
Além das mortes, o número de internações também cresceu em Mato Grosso. Em 2025, foram registradas 2.037 internações relacionadas ao consumo de álcool e à direção. O número representa 258 casos a mais que em 2024 e 785 a mais que em 2010.
A taxa de internações chegou a 52,3 casos por 100 mil habitantes em 2025. Entre os pacientes, 77,2% eram homens e 22,8% eram mulheres, mantendo a diferença observada entre as vítimas de mortes no trânsito.
O levantamento também aponta possíveis fatores relacionados aos números, como a quantidade de operações de fiscalização com bafômetro, o aumento da frota de veículos e os acidentes envolvendo motocicletas.
Em 2023, os motociclistas representaram 40% das mortes no trânsito, segundo dados citados pelo CISA.
Casos registrados
Em agosto deste ano, após ser expulso de uma boate, Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, saiu dirigindo e atropelou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, que morreu no local, em Cuiabá. Antes de deixar o estabelecimento, segundo a esposa, ele havia ingerido bebida alcoólica, ficou alterado, quebrou um copo e foi retirado pelos seguranças.
Antes do atropelamento de Paulo, o motorista já havia se envolvido em outro acidente na Avenida Isaac Póvoas, onde bateu na traseira de uma moto. O motociclista ficou ferido, e o motorista deixou o local sem prestar socorro.
Na sequência, ele continuou dirigindo e atingiu a moto de Paulo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o médico confirmou a morte do entregador.
Hercílio foi indiciado pela Polícia Civil.
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Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América
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