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27 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Baculovírus muda escolha alimentar de Spodoptera exigua

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Estudo associa infecção por SeMNPV ao receptor olfativo SexiOR23 e à busca por plantas mais proteicas

A infecção pelo baculovírus SeMNPV altera a escolha alimentar e a oviposição de Spodoptera exigua, com deslocamento da preferência para plantas e dietas com maior teor de proteína. O efeito envolve a regulação do receptor olfativo SexiOR23, segundo estudo de pesquisadores chineses.

Os cientistas usaram o sistema formado por Spodoptera exigua multiple nucleopolyhedrovirus, ou SeMNPV, e sua hospedeira Spodoptera exigua. O objetivo envolveu a avaliação da forma como uma infecção por baculovírus modifica a seleção de hospedeiros, a alimentação larval e a escolha de locais para postura.

Nos ensaios com lagartas de quinto ínstar, indivíduos sem infecção preferiram Brassica oleracea. Após a infecção por SeMNPV, a preferência mudou. As lagartas passaram a selecionar em maior proporção Glycine max (soja) e Apium graveolens (salsão). Essas plantas apresentaram maior teor de proteína solúvel e maior relação proteína e carboidrato nas folhas.

Dietas artificiais

A equipe também testou dietas artificiais. Uma dieta tinha maior proporção de carboidratos, com relação proteína:carboidrato de 1:7. A outra tinha maior proporção de proteína, com relação 7:1. Lagartas não infectadas escolheram a dieta rica em carboidratos. Lagartas infectadas escolheram a dieta rica em proteína.

Os pesquisadores anotaram 66 genes de receptores olfativos em Spodoptera exigua. Seis apresentaram aumento de expressão após a infecção. SexiOR23 registrou a indução mais forte na análise de RNA-seq, com aumento de 23,25 vezes. A validação por qRT-PCR apontou aumento de 5,71 vezes em larvas infectadas.

A expressão de SexiOR23 concentrou-se na cabeça das lagartas. Após a infecção, o gene manteve expressão elevada nesse tecido e também apresentou aumento no intestino médio e no corpo gorduroso. A alta expressão na cabeça reforça a ligação com processos quimiossensoriais associados à seleção de hospedeiros.

Testando a função do gene

Para testar a função do gene, os autores silenciaram SexiOR23 por RNA de interferência. O silenciamento reduziu a expressão do gene e anulou a mudança alimentar causada pela infecção. Lagartas infectadas com SexiOR23 silenciado voltaram a preferir a dieta rica em carboidratos. No teste com plantas, o silenciamento reduziu a escolha por Apium graveolens, hospedeira com maior relação proteína:carboidrato, e restabeleceu a preferência por Brassica oleracea.

Consumo e sobrevivência

O estudo também avaliou consumo e sobrevivência. Lagartas infectadas consumiram mais dieta rica em proteína do que dieta com teor proteico normal. Indivíduos mantidos em dieta rica em proteína apresentaram maior tolerância ao SeMNPV, com mortalidade retardada e maior sobrevivência em relação às lagartas mantidas em dieta normal. Aos sete dias após a infecção, a sobrevivência no regime rico em proteína foi maior.

O silenciamento de SexiOR23 não alterou de forma consistente a suscetibilidade ao vírus até a pupação. Para os autores, esse resultado indica papel principal do receptor na reprogramação comportamental, e não na ativação direta da defesa antiviral.

Estágio adulto

A mudança persistiu no estágio adulto. Fêmeas originadas de lagartas infectadas apresentaram aumento de 39,40 vezes na expressão de SexiOR23. Nas antenas, o aumento chegou a 11,10 vezes em comparação com adultos não infectados. A expressão mais alta nas antenas sugere participação em decisões ligadas à localização de hospedeiros.

A oviposição também mudou. Fêmeas não infectadas depositaram mais ovos em Brassica oleracea, hospedeira com menor relação proteína:carboidrato. Fêmeas portadoras de SeMNPV direcionaram a postura para Apium graveolens, hospedeira com maior relação proteína:carboidrato.

Outras informações em DOI 10.1016/j.pestbp.2026.107156

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Agro Mato Grosso

TCE veda propaganda eleitoral nas dependências do órgão durante período eleitoral em MT

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) passa a vedar, a partir desta sexta-feira (26), a veiculação de propaganda política em suas dependências durante o período eleitoral. Editada pela Corregedoria-Geral, a Orientação Normativa nº 01/2026 proíbe o ingresso e a permanência, nos estacionamentos e demais áreas internas, de veículos que ostentem qualquer forma de propaganda eleitoral.

A vedação alcança não apenas adesivos com número ou fotografia de candidato, mas também aqueles que contenham apenas o nome do candidato ou qualquer outro elemento capaz de caracterizar propaganda eleitoral, ainda que de forma indireta.

A orientação tem como fundamento a preservação da neutralidade institucional, da impessoalidade administrativa e da adequada utilização dos bens públicos. As dependências do Tribunal, incluindo seus estacionamentos, constituem bens públicos e, por essa razão, não podem ser utilizadas como espaço para divulgação de candidaturas.

O objetivo, segundo a Corregedoria-Geral, não é restringir a manifestação política do servidor, mas assegurar a igualdade entre os candidatos, a credibilidade das instituições públicas e a confiança da sociedade na atuação do Poder Público.

O que diz a legislação

A medida tem amparo no artigo 37 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), que veda a veiculação de propaganda eleitoral em bens públicos ou de uso comum. A Resolução TSE nº 23.610/2019, por sua vez, define como propaganda eleitoral qualquer divulgação que leve ao conhecimento geral uma candidatura, partido, federação ou coligação, ainda que de forma indireta ou dissimulada.

Por essa interpretação, a simples exposição do nome de um candidato, mesmo sem número, partido, cargo pretendido ou pedido explícito de voto, pode caracterizar propaganda eleitoral, conforme entendimento consolidado da Justiça Eleitoral.

A orientação também se apoia no Código de Ética dos Servidores do TCE-MT (Resolução Normativa nº 04/2022), que impõe aos agentes públicos uma atuação pautada pela legalidade, impessoalidade, moralidade, integridade e preservação da imagem institucional.

O que fica vedado

A Orientação Normativa nº 01/2026 proíbe o ingresso e a permanência, nas dependências do Tribunal, de veículos contendo:

•    Nome de candidato;
•    Número de candidato;
•    Fotografia, imagem ou símbolo de candidato;
•    Slogan, frase ou expressão vinculada à campanha eleitoral;
•    Identificação visual relacionada a partido político, federação ou coligação;
•    Qualquer outra forma de propaganda eleitoral, ainda que indireta.

A vedação aplica-se independentemente de o material conter apenas o nome do candidato ou de não apresentar pedido explícito de voto.

Restrição limitada às dependências do Tribunal

A Corregedoria-Geral reforça que a restrição se limita ao interior da instituição. Fora das dependências do TCE-MT, o servidor continua exercendo normalmente seus direitos políticos, observadas as regras da legislação eleitoral. A orientação refere-se exclusivamente ao uso de um bem público, que deve permanecer livre de qualquer manifestação de caráter eleitoral.

 

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Agro Mato Grosso

Programa da Aprosoja MT garante imparcialidade em processos de classificação de grãos

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Nos últimos quatro anos de registro, o programa já atendeu mais de 5.900 solicitações no estado

Do plantio à comercialização dos grãos de soja e milho, há muitos processos de controle de qualidade dos produtos. A classificação é uma das etapas mais importantes do processo final, pois é nela que são avaliados os níveis de umidade, os grãos avariados e as impurezas. Para trazer mais segurança aos produtores rurais, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) implementou, em 2017, o programa Classificador Legal, que tem o objetivo de assegurar o cumprimento dos padrões oficiais estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Apesar de o MAPA regulamentar e fixar os níveis adequados para a classificação, durante o processo de avaliação dos grãos podem ocorrer divergências e resultados errôneos, afetando as operações comerciais. Desde quando se passou a computar os atendimentos através de ordens de serviço, em 2021, a Aprosoja já atendeu 5.976 solicitações em todo o estado.

Esses números refletem a confiança do produtor rural no programa, afirmou o vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo. Ele também destacou que já utilizou o Classificador Legal e que as empresas envolvidas nas negociações dos grãos respeitam os resultados apresentados pelos profissionais do programa.

“O Classificador Legal é um balizador da qualidade dos grãos de soja e milho. É um programa de ótima qualidade e muita confiança. Quando o Classificador Legal chega à propriedade, nós que temos armazém, por exemplo, percebemos que o classificador contratado pelas tradings já respeita e admite que a classificação feita pelo Classificador Legal é imparcial. No nosso caso, sempre que o classificador veio, melhorou a nossa classificação de grãos”, disse.
O programa pode ser acionado sempre que o produtor rural tiver a necessidade de verificar a qualidade dos grãos ou quando estiver em dúvida quanto aos resultados obtidos por uma das partes envolvidas na comercialização. Nesses casos, a atuação dos técnicos do programa permite uma avaliação imparcial, fundamentada na legislação e nas instruções normativas vigentes.

Quando o objetivo é verificar a qualidade do produto entregue, o classificador realiza as aferições técnicas dos grãos, permitindo que os parâmetros analisados estejam em conformidade. Já em situações de discordância quanto aos resultados da classificação, o profissional atua como árbitro e mediador, promovendo uma análise independente que contribui para a resolução do conflito e para a transparência das negociações.

Desde o início do programa, a Região Norte de Mato Grosso foi a que mais acionou o serviço, com 2.364 chamados, seguida pela Região Sul, com 1.464, Região Oeste, com 964, e, por último, a Região Leste, com 771 chamados.

A irmã do associado ao núcleo de Sorriso, Antonio Luiz Piva, Aline Piva, foi a responsável por acionar e acompanhar o trabalho de um classificador. Ela contou a experiência que teve ao utilizar o programa por meio do Canal do Produtor.

“Aqui a gente utilizou o serviço do Classificador Legal recentemente, e foi ótimo. Na verdade, foi além do esperado. Estávamos com um problema na classificação durante um carregamento. Fiz uma solicitação pelo Canal do Produtor e entrei em contato com o classificador da região. Ele se prontificou e veio até mais rápido do que eu imaginava. Chegando aqui, foi muito ágil, seguiu todo o protocolo, conversou com as partes envolvidas e acompanhou o processo. Foi muito bom, porque ele traz transparência para a classificação”, explicou.

A experiência de Aline, na Fazenda Piva, foi tão positiva que ela afirmou ter conseguido resolver o problema. Além disso, o profissional explicou todo o processo, demonstrando cada etapa da classificação. Ela também afirmou que está indicando o serviço para colegas e vizinhos.

O engenheiro agrônomo Rafael Alari Tonetto, que trabalha com o produtor Mauro Donisete, do núcleo Araguaia Xingu, contou que também acionou e acompanhou o trabalho do Classificador Legal. Segundo ele, houve inconsistências com uma empresa, mas a situação foi resolvida. O programa trouxe mais clareza aos resultados obtidos na medição, reforçando a importância de acionar o classificador sempre que surgirem dúvidas.

“O Classificador Legal traz um pouco mais de clareza para nós na classificação. A disponibilidade dele foi muito boa, assim como a solicitude. Conversamos com ele à tarde e, no outro dia pela manhã, ele já estava na fazenda. É o que eu sempre digo: se houver dúvida, essa é uma ferramenta que está disponível pela Aprosoja MT. Isso faz com que a gente tenha um pouco mais de segurança dentro da classificação, porque sabemos que ela pode ser bastante subjetiva”, disse.

Os classificadores atuam de forma imparcial para garantir o melhor resultado no processo de classificação. Com profissionais distribuídos por todo o estado, a Aprosoja MT oferece mais segurança nas transações comerciais e mais confiabilidade aos produtores rurais que utilizam o programa. Para acionar o serviço, o agricultor pode abrir uma ordem de serviço por meio do Canal do Produtor, pelo telefone (65) 3027-8100.

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Agro Mato Grosso

Acidente entre van e dois carros deixa 13 feridos na BR-163 em MT

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Um acidente envolvendo uma van da Nova Rota Oeste, concessionária responsável pela administração de rodovias no estado, e dois carros deixou 13 pessoas feridas na noite dessa quinta-feira (25), na BR-163, em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. As causas do acidente ainda serão investigadas.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a van transportava 11 funcionários da concessionária e tombou às margens da rodovia após uma batida entre os veículos. As vítimas foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico.

Em um dos carros envolvidos, havia três ocupantes. Dois deles precisaram de atendimento médico, enquanto o terceiro assinou um termo de recusa de encaminhamento ao hospital.

Em nota, a Nova Rota do Oeste informou que todos os ocupantes foram socorridos pelas equipes de resgate da própria concessionária, que está prestando o auxílio necessário as vítimas.

Conforme a PRF, a dinâmica preliminar indica que um dos veículos pode ter perdido o controle durante uma tentativa de ultrapassagem, provocando a a batida entre e o tombamento da van.

Ainda segundo a PRF, a pista ficou parcialmente interditada durante o atendimento da ocorrência para o trabalho das equipes de resgate e remoção dos veículos. Os três veículos envolvidos sofreram danos.

Veículos envolvidos em acidente na BR-163, em Lucas do Rio Verde, ficaram destruídos — Foto: Reprodução

Veículos envolvidos em acidente na BR-163, em Lucas do Rio Verde, ficaram destruídos — Foto: Reprodução

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