Sustentabilidade
Colheita da soja é concluída e milho mantém boas condições no campo

A colheita da soja foi concluída em Mato Grosso do Sul , enquanto o milho segunda safra segue com lavouras majoritariamente em boas condições de desenvolvimento no Estado. As informações são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc.
Os dados levatados pela equipe da Aprosoja/MS apontam que a soja alcançou área cultivada de 4,794 milhões de hectares. Após a amostragem de produtividade em 19,5% da área, a estimativa estadual foi revisada para 61,73 sacas por hectare, com produção projetada em 17,759 milhões de toneladas, aumento de 26,3% em relação à safra anterior.
Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, a safra apresentou comportamento distinto entre as regiões produtoras ao longo do ciclo. “Tivemos um cenário bastante positivo no início da safra, mas os veranicos registrados entre janeiro e fevereiro afetaram principalmente a região sul do Estado. Ainda assim, áreas do norte e nordeste conseguiram sustentar produtividades elevadas e contribuíram para o resultado estadual”, afirma.
Mais de 640 mil hectares foram impactados por estiagens superiores a 20 dias em determinadas localidades. Entre os municípios mais afetados estão Dourados, Maracaju, Ponta Porã e Amambai. Apesar das perdas pontuais, municípios do norte e nordeste lideram o ranking estadual de produtividade média. Alcinópolis registrou 85,06 sacas por hectare, seguido por Costa Rica, com 78,73 sacas, e Chapadão do Sul, com 76,75 sacas por hectare.
“O levantamento ainda está em fase de consolidação, porque depende da conclusão do estudo de Uso e Ocupação do Solo e das validações finais das amostras de produtividade”, explica Flavio.
A colheita da soja iniciou com atraso de duas semanas em relação ao ciclo 2024/2025. As operações se estenderam por 16 semanas, sendo concluídas em 08 de maio. “A colheita foi concluída em Mato Grosso do Sul após um ciclo marcado por atraso no início das operações, estiagem no sul do Estado e recuperação da produtividade em regiões do norte e nordeste.”
Milho
Ainda de acordo com dados do Projeto SIGA-MS, o milho segunda safra apresenta cenário considerado favorável na maior parte do Estado. O plantio já foi concluído em Mato Grosso do Sul.
A estimativa indica área cultivada de 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.
As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste e oeste, onde entre 82,9% e 92,1% das áreas são classificadas como boas. Já nas regiões centro e sul-fronteira, os índices variam entre 57,9% e 62,3%.
Segundo Flavio, o comportamento climático nas próximas semanas será determinante para consolidar o potencial produtivo da segunda safra. “O milho ainda atravessa fases importantes de desenvolvimento e segue dependente das condições climáticas. Existe atenção principalmente para riscos de estiagem e ocorrência de geadas em algumas regiões produtoras”, destaca.
No mercado, a saca da soja é cotada em média a R$ 109,17 em Mato Grosso do Sul, enquanto o milho registra média de R$ 50,13 por saca.
A previsão meteorológica indica o avanço de uma frente fria oceânica sobre o Estado, favorecendo aumento da nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente nas regiões centro-sul, sul, sudoeste, oeste e norte.
Mais informações sobre o cenário das lavouras, clima e mercado de grãos estão disponíveis aqui.
Sustentabilidade
Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.
Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.
No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.
Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.
Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.
Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.
A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.
No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.
O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.
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De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.
O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.
Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.
Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.
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Sustentabilidade
China amplia participação nas exportações de soja do Brasil
A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.
Dados das exportações de soja
Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.
Expectativas para 2026
Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.
Desafios e oportunidades
A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.
Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.
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