Sustentabilidade
O enxofre na cultura da soja: da fisiologia ao manejo do solo MT

O enxofre (S) é um componente estrutural indispensável de proteínas que contêm os aminoácidos cisteína e metionina. Além disso, integra a molécula de acetil-CoA, considerada o centro das reações do ciclo de Krebs, atuando, portanto, na biossíntese de carboidratos e lipídeos.
Na cultura da soja, a absorção de S é intensificada entre os estádios R5 e R7, com taxas que excedem 650 g ha-1 dia-1, (aproximadamente dos 80 aos 115 dias do ciclo). O nutriente apresenta um elevado índice de colheita (61%), porém com baixa remobilização para os grãos (Figura 1), sendo que 62% da demanda total é absorvida após o estádio R5.
Figura 1. Marcha de acúmulo e redistribuição de enxofre de uma lavoura de soja com produtividade de 6,3 t ha-1.
Em sistemas de alta produtividade, o suprimento de S é crucial; o nível crítico de disponibilidade no solo é de 10 mg dm-3 na camada de 0-20 cm (Silva & Gatiboni, 2016). Seu requerimento é quantitativamente similar ao do fósforo (P), exigindo adubações de manutenção frequentes. Adicionalmente, as vias de assimilação de S e N estão estritamente vinculadas, de modo que a deficiência de um nutriente reprime a via assimilativa do outro (Koprivova et al., 2000).
A matéria orgânica (MO) é o principal regulador da dinâmica do S no solo. Cerca de 90% do enxofre total encontra-se na forma orgânica, dependendo do processo de mineralização para se tornar disponível como sulfato (SO4-2), (forma absorvível pelas plantas. Devido à mobilidade do SO4-2 em solos com acidez corrigida, o teor de S inorgânico na camada de 20-40 cm tende a ser superior ao da camada superficial (Figura 2). No entanto, como a camada de 0-20 cm concentra maior teor de MO, ela atua como a principal fonte de suprimento para as camadas subsuperficiais. Portanto, a análise conjunta do gradiente de S inorgânico no perfil e do teor de MO em superfície é fundamental para a recomendação assertiva da adubação exclusiva com enxofre.
Figura 2. Distribuição da concentração de enxofre (mg dm-3) ao longo do perfil do solo, mostrando a variação com a profundidade (cm). Dados referentes a 218 lavouras de 15 estados do Brasil. Fonte: Soybean System Money Maker – Safras 2023/2024 e 2024/2025.

Referências:
KOPRIVOVA, A. et al. Regulation of Sulfate Assimilation by Nitrogen in Arabidopsis. Plant Physiology, v. 122, n. 3, p. 737–746, 2000. Disponível em: < https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10712537/ >, acesso: 29/04/2026
SILVA, L. S.; GATIBONI, L. C. (Org.) Manual de calagem e adubação para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Santa Maria. SBCS, v. 1, n. 11, p. 376, 2016. Disponível em: < https://www.sbcs-nrs.org.br/docs/Manual_de_Calagem_e_Adubacao_para_os_Estados_do_RS_e_de_SC-2016.pdf >, acesso: 28/04/2026
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

Sustentabilidade
Movimentação cresce 11% e garante melhor abril da história nos portos paranaenses – MAIS SOJA

Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025 – que movimentou 5,405 milhões de toneladas. O crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública.
Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%, os óleos vegetais 35% e os derivados de petróleo 33%. As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. Considerando todas as proteínas animais, o crescimento foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.
No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Os embarques de carne de frango realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.
IMPORTAÇÕES – Em abril, as importações cresceram 2,7% em relação ao mesmo mês de 2025. As cargas gerais — movimentadas fora de contêineres — registraram alta de 254%. O desembarque de trigo apresentou crescimento de 50%, seguido pelos fertilizantes (18%) e pelos contêineres (14%).
Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, as importações apresentam retração de 5,8%. O resultado, porém, indica recuperação em relação aos meses de fevereiro e março, quando as movimentações de cargas vindas de outros países registraram índices ainda menores. A queda nas importações tem relação direta com o conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, a diversidade de cargas movimentadas pelos portos de Paranaguá e Antonina garantiu estabilidade ao saldo acumulado do quadrimestre, que atingiu 22,7 milhões de toneladas, volume em linha ao registrado no mesmo período de 2025.
A movimentação de cargas rolantes — como veículos, maquinários e equipamentos agrícolas — também contribuiu para manter o equilíbrio operacional. Somente em abril, mais de 15,5 mil unidades foram embarcadas ou desembarcadas. Entre janeiro e abril, a movimentação totalizou 42.657 unidades.
Fonte: AEN/PR
Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná
Site: AEN-PR
Sustentabilidade
Intensidade do El Niño gera preocupações na safra 2026/27 – MAIS SOJA

Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade moderada a forte no segundo semestre deste ano, associado ao aumento de aproximadamente 1,5 °C na temperatura dos oceanos. Caso se confirme, o fenômeno pode impactar diretamente o desenvolvimento da safra 2026/27 no Brasil e acende um sinal de alerta no campo.
De acordo com Felipe Schwerz, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), o fenômeno é caracterizado pelo aquecimento da superfície do oceano na região conhecida como Niño 3.4, sendo sua intensidade definida pela magnitude dessa elevação térmica. “Ainda estamos falando de projeções, e a confirmação dessa intensidade deve ocorrer ao longo dos próximos meses, especialmente entre agosto e setembro. Mesmo assim, é importante que o produtor já esteja atento”, afirma.
O avanço na acurácia das previsões é resultado direto da evolução tecnológica aplicada à meteorologia. Segundo Gilberto Coelho, engenheiro agrícola, professor e diretor de Meio Ambiente da UFLA, o uso de inteligência artificial (IA) e de novas ferramentas tem ampliado significativamente a assertividade dos modelos. “A cada ano, as ferramentas evoluem e hoje já conseguimos resultados muito mais precisos do que no passado. O uso de IA, aprendizado de máquina, redes neurais e modelos físico-matemáticos, aliado à melhoria na resolução das imagens de satélite e à ampliação da rede de estações meteorológicas, tem contribuído diretamente para esse avanço”, destaca.
Impactos regionais
O cenário climático projetado inclui chuvas acima da média na região Sul, estiagens no Centro-Norte e em parte do Nordeste, além de maior instabilidade no Sudeste e Centro-Oeste, com possibilidade de ocorrência de ondas de calor mais intensas. O principal ponto de atenção está na combinação entre o aumento de temperatura e a irregularidade na distribuição das chuvas.
Conforme explica Schwerz, essa variabilidade não significa necessariamente menor volume total precipitado, mas sim uma distribuição irregular ao longo do ciclo das culturas, fator crítico para o desempenho agrícola. “O problema não é apenas o quanto chove, mas quando chove. Podemos ter o volume anual dentro da média, mas concentrado em poucos períodos, deixando lacunas hídricas em fases sensíveis das culturas”, explica.
Na prática, esse cenário pode afetar diretamente regiões estratégicas de produção de grãos, especialmente no Centro-Oeste. Coelho reforça que as ondas de calor tendem a reduzir a produtividade e exigem maior nível de planejamento. “O produtor precisa aprimorar a gestão do plantio, acompanhar os boletins meteorológicos e buscar orientação técnica. Também é fundamental investir em cultivares mais tolerantes ao déficit hídrico”, afirma.
A irregularidade das chuvas e as altas temperaturas interferem diretamente em processos fisiológicos das plantas, como fotossíntese, crescimento e florescimento, elevando o risco produtivo. “A água é um dos principais fatores que condicionam a produtividade agrícola. A sua ausência ou má distribuição compromete o desenvolvimento das plantas e pode afetar fases críticas”, ressalta Schwerz.
Gestão técnica diante de um cenário complexo
O cenário climático desafiador se soma a um ambiente de custos elevados e margens pressionadas, ampliando os riscos para o produtor. Diante disso, a gestão da propriedade exige maior nível de profissionalização.
Planejamento, escolha criteriosa de insumos, monitoramento constante das informações agrometeorológicas e a contratação de seguro agrícola passam a ser estratégias cada vez mais relevantes. “A agricultura é, por natureza, uma atividade de risco, e o avanço do setor no Brasil está diretamente ligado ao profissionalismo do produtor rural. Com as mudanças climáticas, esse nível de exigência tende a aumentar”, conclui Coelho.
Estresse térmico e soluções tecnológicas no centro da estratégia
Diante da perspectiva de temperaturas acima da média e da maior frequência de ondas de calor ao longo dos próximos ciclos produtivos, o manejo do estresse hídrico e térmico deve ganhar ainda mais relevância no campo. A irregularidade das chuvas, somada às condições climáticas extremas, amplia os desafios para a manutenção da produtividade agrícola e exige estratégias cada vez mais técnicas e preventivas por parte dos produtores.
Segundo Renato Menezes, engenheiro agrônomo e Gerente Técnico da Agroallianz, “com a perspectiva de temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor, aliada à possível irregularidade de precipitações dentro do ciclo produtivo das culturas, o manejo do estresse hídrico e térmico passa a ser um dos pilares para a sustentação da produtividade agrícola”.
O especialista destaca que, nesse cenário, soluções voltadas à mitigação dos efeitos fisiológicos do calor ganham protagonismo nas estratégias de manejo. “Tecnologias como Osmobetan e Amino 75, desenvolvidas pela Agroallianz, atuam diretamente na tolerância das culturas ao estresse hídrico e térmico, contribuindo para manter o equilíbrio metabólico das plantas mesmo sob condições adversas”, afirma.
Menezes reforça ainda que, ao reduzir impactos sobre processos fisiológicos essenciais, como fotossíntese, pegamento de flores e desenvolvimento de frutos e grãos, essas tecnologias se tornam aliadas estratégicas para garantir maior estabilidade produtiva em safras marcadas pela irregularidade climática.
Sobre: A Agroallianz atua no desenvolvimento de soluções agrícolas voltadas à proteção de cultivos, nutrição vegetal, bioestimulantes, biológicos e adjuvantes especiais. A empresa se destaca pela agilidade em identificar as demandas do campo, aliando transferência de tecnologia, competitividade comercial e eficiência logística para ampliar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras. Com foco em inovação e geração de valor, a empresa tem como propósito contribuir para que cada hectare cultivado seja fonte de prosperidade para o produtor, o meio ambiente e a sociedade.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Brasil colhe mais, mas produz sob maior risco climático – MAIS SOJA

A safra brasileira de grãos 2025/26 caminha para um novo recorde, com produção estimada em 356,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,2% em relação ao ciclo anterior, segundo o 7º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço, no entanto, não ocorre de forma homogênea. Oscilações climáticas e desafios regionais têm impactado o desempenho das lavouras, especialmente em áreas onde a regularidade das chuvas e o manejo do solo se tornaram fatores decisivos.
Em Minas Gerais, por exemplo, a produção de grãos deve crescer cerca de 3%, com aumento de área plantada e leve ganho de produtividade. No Alto Paranaíba, uma das regiões mais relevantes do estado, o cenário tem sido de boas condições hídricas ao longo do ciclo, mas com atenção crescente à eficiência no uso da água e à manutenção da umidade do solo, fatores que influenciam diretamente o potencial produtivo, sobretudo nas fases mais sensíveis das culturas.
Esse contexto tem ampliado a demanda por soluções voltadas à gestão hídrica e à eficiência operacional no campo. Tecnologias como géis superabsorventes aplicados à irrigação, a exemplo das linhas HB 10 PLUS e HB 10 DRIP, têm sido utilizadas para aumentar a retenção de água no solo e reduzir perdas por percolação, contribuindo para maior estabilidade produtiva mesmo em cenários de irregularidade climática.
“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir com mais previsibilidade. Em regiões como o Alto Paranaíba, onde o nível tecnológico é alto, o produtor busca reduzir variáveis que possam comprometer o resultado final”, afirma Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB.
No Sudeste, o boletim da Conab aponta que os volumes de chuva ficaram acima de 120 mm em grande parte da região, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Ainda assim, a tendência de redução das precipitações com a aproximação do inverno acende um alerta para a necessidade de estratégias que mantenham a umidade do solo ao longo do ciclo.
Já no Norte Fluminense, no Rio de Janeiro, o cenário é distinto. Embora o estado represente uma parcela menor na produção nacional, os dados indicam leve ganho de produtividade, mesmo com redução de área plantada. A região, no entanto, enfrenta maior variabilidade hídrica, com períodos de menor regularidade de chuvas, o que exige ajustes no manejo e maior atenção ao desenvolvimento fisiológico das plantas.
Nesse contexto, soluções voltadas ao equilíbrio fisiológico e à eficiência produtiva têm ganhado espaço. Produtos como Liin e Narã, indicados para o manejo de psilídeos, e tecnologias de retenção hídrica como o HYB10 DRIP, voltado à absorção e liberação gradual de água no solo, são exemplos de ferramentas utilizadas para reduzir o impacto de estresses ambientais e melhorar a resposta das culturas.
“Em regiões com maior instabilidade climática, o produtor precisa de ferramentas que ajudem a planta a atravessar períodos críticos sem perda significativa de desempenho. O foco está em eficiência, não apenas em volume”, destaca Carvalho.
O próprio boletim da Conab reforça que, apesar de volumes elevados de chuva em parte do país, há áreas com distribuição irregular e tendência de redução da umidade do solo nos próximos meses, especialmente com a transição para o inverno. Esse cenário exige maior precisão no manejo e uso de tecnologias capazes de compensar essas oscilações.
Com uma área plantada estimada em 83,3 milhões de hectares, crescimento de 2% sobre a safra anterior, o Brasil segue ampliando sua produção agrícola. Mas o avanço quantitativo vem acompanhado de uma mudança qualitativa: a necessidade de maior eficiência no uso de recursos e de estratégias que reduzam riscos em um ambiente cada vez mais condicionado pelo clima.
Sobre a Hydroplan-EB:
Com 26 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.
Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
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