Sustentabilidade
Produzir um hectare de milho custa mais de R$ 4,8 mil em MS – MAIS SOJA

Produzir um hectare de milho em Mato Grosso do Sul na safra 2025/2026 custa, em média, R$ 4.837,11. O dado é do boletim técnico da Aprosoja/MS, elaborado pela equipe técnica e econômica, que analisou os custos de produção considerando uma produtividade média estimada em 84 sacas por hectare. O levantamento mostra que o custo total equivale a 89,58 sacas por hectare, acima da produtividade esperada, indicando um cenário de prejuízo primário para produtores que cultivam milho como safra única.
O estudo utilizou como referência o preço médio de R$ 51 por saca de milho, calculado a partir de dados coletados semanalmente pela Aprosoja/MS em cooperativas, cerealistas e tradings do Estado.
Entre os itens que mais pesam no bolso do produtor estão os fertilizantes, responsáveis por 40,88% do custeio da lavoura, seguidos pelas sementes de milho, que representam 26,13% das despesas de custeio.
O boletim também mostra que produtores que utilizam o milho em sucessão à soja apresentam melhor viabilidade financeira. Nesse sistema, parte dos custos fixos é amortizada pela safra de soja, reduzindo o custo para 66,17 sacas por hectare. Com isso, a margem produtiva positiva pode chegar a 17,83 sacas por hectare.
Segundo o analista de Economia, da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o momento exige cautela e gestão eficiente da propriedade rural. “O produtor de safra única enfrenta um cenário de custos acima da produtividade média esperada, o que compromete diretamente a rentabilidade. Já o produtor que trabalha com o milho em sucessão à soja consegue diluir parte dos custos e obter uma margem mais favorável. Ainda assim, a volatilidade das variáveis globais e os riscos climáticos exigem planejamento rigoroso e gestão financeira eficiente para reduzir possíveis impactos econômicos”, avalia.
O comparativo entre as safras 2024/2025 e 2025/2026 aponta estabilidade relativa nos custos de produção, apesar do aumento em praticamente todas as variáveis analisadas. A análise reforça que produtores com planejamento financeiro estruturado tendem a estar mais preparados para enfrentar oscilações do mercado e custos elevados.
Acesse o boletim completo clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Preço da soja cai no Brasil após ficar fora de acordo entre China e EUA

Os preços da soja recuaram nos mercados brasileiro e internacional nos últimos dias, interrompendo o movimento de valorização observado em setembro. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão externa está relacionada principalmente ao avanço da colheita da safra 2026/27 no Hemisfério Norte.
No Brasil, as negociações perderam ritmo no mercado spot. De acordo com pesquisadores do Cepea, agentes reduziram a participação diante da forte desvalorização das cotações internacionais, registrada após a soja ficar de fora das negociações sobre tarifas entre Estados Unidos e China.
A ausência da oleaginosa nas tratativas comerciais entre as duas maiores economias do mundo pressionou as referências externas e trouxe cautela às negociações no mercado brasileiro.
Apesar da queda internacional, o impacto sobre os preços domésticos foi parcialmente limitado pelos prêmios de exportação da soja brasileira.
Segundo o Cepea, a desvalorização no exterior sustentou esses prêmios no Brasil, amortecendo o repasse das perdas internacionais para as cotações domésticas.
O movimento ocorre depois de setembro ter sido marcado por avanços significativos nos preços do complexo soja, tanto no Brasil quanto no mercado internacional.
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Baixo interesse comprador e queda externa pressionam cotações – MAIS SOJA

Os preços do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, pressionados pelo baixo interesse de compradores e pela retração no mercado internacional. Segundo o Cepea, de modo geral, compradores brasileiros seguem afastados das aquisições de novos lotes, visto que parte deles indica ter estoques para consumo imediato.
De acordo com pesquisadores do Cepea, além disso, como as exportações brasileiras seguem inferiores às do ano passado, esses agentes acreditam que a oferta possa aumentar. Segundo a Conab, a produção da safra 2025/26 deve ser recorde, totalizando 144 milhões de toneladas, apesar da redução na produtividade.
O Centro de Pesquisas destaca que produtores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, seja com relação aos valores e/ou às condições de entrega e ao prazo de pagamento.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Mapa lança página com informações e orientações sobre os impactos do El Niño no agro – MAIS SOJA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta sexta-feira (2/10), uma página oficial com informações e orientações sobre o El Niño e seus possíveis impactos na agricultura e na pecuária brasileira. Desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a iniciativa reúne dados, ferramentas e orientações para apoiar ações de prevenção, preparação e mitigação de riscos climáticos no campo.
A página reúne conteúdos sobre clima, crédito rural, seguro rural, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assistência técnica, Plano Safra e Caminho Verde. Também estão disponíveis avisos meteorológicos de eventos severos, previsão do tempo para as capitais brasileiras, notas técnicas, o Painel El Niño e informações técnicas voltadas à agricultura, incluindo tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O conteúdo apresenta ainda as ações do Grupo de Trabalho criado pelo Mapa para acompanhar a evolução do fenômeno e propor medidas de prevenção, preparação e mitigação dos possíveis impactos sobre a produção agropecuária. A iniciativa integra uma ação federal coordenada para o enfrentamento dos riscos associados ao El Niño.
“Recebi o relatório final do Grupo de Trabalho que criamos aqui no Mapa sobre os impactos do El Niño no agro. E a conclusão aponta uma direção muito clara: não vamos esperar para agir. Por isso, atendendo a uma proposta do GT, vamos criar um núcleo permanente de gestão de riscos climáticos no Mapa. Não estamos criando uma estrutura apenas para atravessar o próximo El Niño. Estamos construindo uma capacidade permanente do Estado brasileiro para antecipar cenários e reduzir riscos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
O trabalho desenvolvido pelo Mapa integra a iniciativa coordenada pela Casa Civil, que reúne diferentes ministérios em uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do fenômeno, planejar respostas e antecipar medidas destinadas a reduzir seus impactos sobre a população e os setores produtivos.
No âmbito do Mapa, as ações têm como foco fortalecer a gestão integrada dos riscos climáticos, combinando prevenção, boas práticas de manejo, assistência técnica e instrumentos de proteção ao produtor, como o seguro rural.
SEGURO RURAL
Entre os instrumentos apresentados na página está o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), uma das ferramentas disponíveis para a gestão e transferência de riscos no campo. A legislação publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União estabelece que o seguro rural passe a integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural.
De acordo com o ministro, a integração entre diferentes instrumentos de política agrícola é importante para ampliar a capacidade de gestão dos riscos climáticos. “Não podemos enfrentar os riscos climáticos do futuro com instrumentos do passado. Zoneamento agrícola, seguro, crédito, pesquisa, inovação e informação climática vão trabalhar juntos. A emergência climática passa, mas a capacidade de prevenir fica”, afirmou André de Paula.
Com a medida, operações de crédito amparadas por seguro poderão contar com condições favoráveis de juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito e possibilidade de financiamento do prêmio do seguro. A prioridade será obrigatória nos casos de prorrogação e renegociação de operações, conforme as regras estabelecidas pelo Poder Executivo.
FENÔMENO
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Tropical, provocando alterações na circulação atmosférica e mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país.
Os efeitos do fenômeno variam de acordo com cada região e podem afetar de maneira distinta culturas, pastagens e áreas agrícolas. No Sul, uma das principais regiões produtoras de grãos do país, há previsão de excesso de chuvas. No Centro-Sul, o cenário indica possibilidade de seca moderada e temperaturas elevadas. No norte do Sudeste, há risco de seca, enquanto no Nordeste e no Norte, incluindo a Amazônia, aumenta o risco de períodos de estiagem.
SAIBA MAIS
O acesso à informação climática é fundamental para apoiar a tomada de decisão no campo. A nova página reúne orientações técnicas e informações sobre gestão de riscos e tecnologias que podem contribuir para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária e ampliar a proteção ao produtor rural.
>> Acesse a página sobre o El Niño e confira as informações, orientações técnicas e ferramentas disponíveis para o setor agropecuário.
Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
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