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3 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: onças entram em disputa por cobra no Pantanal de MT

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Duas onças-pintadas foram flagradas disputando uma serpente na terça-feira (29), em Porto Jofre, na região de Poconé, no Pantanal mato-grossense. A cena foi registrada pela guia de turismo de vida selvagem Milca Zucchi durante um passeio de barco. Makala e Pantaneiro, tio e sobrinho, puxavam a serpente em direções opostas (assista abaixo).

Os dois machos fazem parte de uma coalizão, termo utilizado para descrever a associação entre dois ou mais machos que permanecem próximos por longos períodos e compartilham território. Segundo a bióloga Daniela Sifuentes, esse tipo de comportamento ainda é pouco documentado entre onças-pintadas.

Os machos Makala e Pantaneiro foram flagrados durante a disputa por uma serpente em Porto Jofre (MT) — Foto: Milca Zucchi

Os machos Makala e Pantaneiro foram flagrados durante a disputa por uma serpente em Porto Jofre (MT) — Foto: Milca Zucchi

A cena aconteceu enquanto Makala e Pantaneiro estavam juntos, nadando e caçando. Segundo Milca, a equipe inicialmente não sabia qual animal os dois haviam encontrado, o que chamou atenção de quem estava presente durante o momento.

“Até então a gente não sabia o que é que eles tinham encontrado. Pensávamos que era um jacaré. Mas de repente quando eles levantaram a cabeça, um puxando para um lado, um puxando para o outro, aí começou o alvoroço de todo mundo que tava ali, né? Porque os turistas querem tirar foto, fazer vídeos’”, detalhou.

Segundo Daniela, disputas por alimento entre onças costumam ser violentas. A bióloga também afirmou que Makala e Pantaneiro já foram observados puxando jacarés para lados opostos, mas ainda não foram vistos brigando entre si.

“Disputa por alimento costuma ser violenta, apesar de estarem puxando a sucuri para lados opostos, eles já foram vistos fazendo isso com jacaré também… e ainda não foram vistos brigando, sempre brincando, se lambendo e brigando contra outros machos”, disse.

Para Milca, o registro foi especialmente raro. Como guia de turismo, ela contou que já havia presenciado uma onça interagindo com uma sucuri, mas nunca tinha visto duas onças-pintadas disputando a mesma presa.

A guia relatou que o encontro aconteceu enquanto ela e o piloteiro do barco seguiam para observar Medrosa, que, segundo a informação recebida por eles, estava com filhotes no Corixo Negro, um dos cursos d’água da região de Porto Jofre.

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Durante o trajeto, encontraram Makala e Pantaneiro. De acordo com Milca, os dois estavam nadando, brincando e caçando juntos quando se depararam com a sucuri e iniciaram a cena que deu origem ao registro.

🐾Onças fazem parte da mesma família

 

Makala (à esquerda) e Pantaneiro (à direita) no Pantanal de Mato Grosso. — Foto: Marcus Hoppe

Makala (à esquerda) e Pantaneiro (à direita) no Pantanal de Mato Grosso. — Foto: Marcus Hoppe

Makala e Pantaneiro são tio e sobrinho, e os dois nasceram em 2024. Makala é filho de Patrícia, uma fêmea muito conhecida pelos biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região. Já Pantaneiro é filho de Medrosa, que também é filha de Patrícia. A bióloga afirmou que, atualmente, Makala e Pantaneiro são os únicos machos observados realizando esse tipo de associação na região.

Daniela explicou que, embora as onças-pintadas tenham comportamento predominantemente solitário, machos de outras espécies de felinos podem estabelecer associações duradouras e compartilhar território. Entre as onças-pintadas, porém, esse comportamento ainda é pouco registrado.

“Onças são consideradas solitárias, mas essas coalizões são associações entre dois ou mais machos que passam bastante tempo juntos e dividem o mesmo território. É um comportamento bem documentado em leões, por exemplo, mas não em onça pintada”, explicou.

No caso dos dois machos, a hipótese é que a associação esteja relacionada à defesa do território e como forma e garantir a reprodução entre as fêmeas. A bióloga ressaltou que, no entanto, ainda há limitações para explicar completamente esse comportamento, já que as coalizões entre onças-pintadas são recentes como objeto de observação.

“Lá no Jofre, essa é a quarta coalizão bem documentada, e acredita-se que esses machos façam isso pra defender território de outros machos e aumentar a oportunidade de reprodução”, afirmou.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

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Polícia Ambiental identifica nova área desmatada com uso de maquinário em zona rural de MT

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Uma área desmatada por corte raso, com indícios de uso de maquinário pesado, foi identificada durante uma fiscalização ambiental realizada na zona rural de Rosário Oeste (128 km de Cuiabá), na quinta-feira (1).

A ação foi realizada por uma equipe do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), com apoio da Agência de Inteligência da unidade, após determinação do Ministério Público relacionada ao processo nº 1046350-15.2026.8.11.0041.

Durante a vistoria, os policiais constataram que a área estava fora dos limites do Cadastro Ambiental Rural (CAR) vinculado à Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), havendo referência a questões relacionadas à regularização fundiária do local.

No ponto fiscalizado, não foram encontrados trabalhadores, proprietários, responsáveis ou qualquer pessoa realizando atividades. As equipes também fizeram diligências nas áreas próximas e consultas aos sistemas disponíveis, mas não conseguiram identificar o responsável pela intervenção.

Na área, os policiais encontraram sinais de intervenção anterior, como vegetação derrubada por corte raso, material vegetal concentrado em leiras e marcas no solo compatíveis com a passagem de máquinas pesadas.

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Apesar das informações iniciais sobre a utilização de tratores, motosserras e outros equipamentos, nenhum maquinário foi localizado durante a fiscalização.

Diante das irregularidades constatadas, foram adotadas as medidas administrativas cabíveis, incluindo a lavratura dos documentos necessários e o embargo da área.

Até o momento, não houve identificação de responsável pela intervenção ambiental.

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Bombeiro de folga ajuda vítimas após avião cair em área rural de MT

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Um bombeiro militar que estava de folga ajudou a socorrer duas pessoas que sobreviveram à queda de uma aeronave na MT-010, na saída de São José do Rio Claro, em Mato Grosso. O militar passava pelo local no momento do acidente e iniciou os primeiros atendimentos às vítimas, com auxílio de um brigadista florestal. (VIDEO ABAIXO)

As duas pessoas envolvidas na ocorrência estavam conscientes e receberam atendimento inicial no local. O bombeiro atuou na estabilização das vítimas até a chegada da equipe de serviço do Corpo de Bombeiros, que isolou a área.

Além da queda da aeronave, o acidente provocou o rompimento de uma rede de energia elétrica nas proximidades. Por causa do risco, foi necessário acionar a concessionária responsável pelo fornecimento para realizar o desligamento da rede.

O rompimento dos cabos ainda provocou um princípio de incêndio em uma área com palha de milho próxima ao local da queda. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo acabou se apagando sozinho.

Os dois sobreviventes foram encaminhados para uma unidade de atendimento médico. A identidade deles e o atual estado de saúde não foram divulgados.

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As causas do acidente estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.

O que se sabe sobre a aeronave

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave envolvida no acidente é do modelo PS-FLO, com capacidade para transportar duas pessoas. No registro, a situação de aeronavegabilidade consta como normal.

O avião de pequeno porte era utilizado em operações privadas e passou para um novo proprietário em abril deste ano.
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Lufenuron e clorfenapir mostram baixo risco de resistência

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Estudo com Spodoptera frugiperda na China avaliou populações de campo e dez gerações sob seleção

Populações chinesas de Spodoptera frugiperda apresentaram baixo risco de evolução de resistência a lufenuron e clorfenapir. O estudo avaliou insetos coletados em quatro províncias e submeteu uma linhagem suscetível de laboratório a dez gerações de seleção contínua. A resistência aumentou de forma lenta para os dois ingredientes ativos.

Os pesquisadores analisaram populações de Jiangsu, Guangxi, Guizhou e Yunnan. Todas mantiveram razão de resistência inferior a cinco para lufenuron e clorfenapir. Para lufenuron, os valores variaram de 1,13 a 2,84. Para clorfenapir, ficaram entre 1,06 e 3,68.

Após dez gerações, a concentração letal mediana do lufenuron passou de 45,83 para 132,47 miligramas por litro. A razão de resistência chegou a 2,89. No clorfenapir, a concentração letal mediana subiu de 5,84 para 19,84 miligramas por litro, com razão de resistência de 3,40.

Resistência cruzada

As linhagens selecionadas também apresentaram baixa resistência cruzada a benzoato de emamectina, clorantraniliprole e espinetoram. Todas as razões ficaram abaixo de 2,3.

A resistência trouxe custos biológicos. A linhagem selecionada com lufenuron apresentou menor sobrevivência larval, menor peso de pupas, redução na fecundidade e menor longevidade dos adultos. A aptidão relativa caiu para 0,66. Na linhagem selecionada com clorfenapir, o índice caiu para 0,73.

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O trabalho também detectou resistência moderada ao clorantraniliprole nas populações de Guangxi e Guizhou, com razões de 8,42 e 5,34, respectivamente. Os pesquisadores destacam a necessidade de monitoramento regional da resistência a diamidas e de rotação entre inseticidas com diferentes modos de ação (doi 10.3390/insects17100994).

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