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5 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado finalizou a semana

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta sexta-feira (15). Mesmo com a forte valorização do dólar ao longo do dia, as cotações registraram poucas alterações, pressionadas pelas novas perdas em Chicago.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, a combinação entre a queda na Bolsa e a postura retraída do produtor voltou a limitar a comercialização.

“Chicago teve novamente uma tela vermelha, o produtor ficou afastado do mercado e houve pouco movimento nas negociações”, afirma.

O analista destaca que o ritmo perdeu força na reta final da semana, após momentos mais positivos nos dias anteriores. “Na semana houveram bons negócios, mas de quinta até hoje o mercado ficou travado”, resume.

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Cotações médias da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 124
  • Santa Rosa (RS): R$ 125
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 108
  • Dourados (MS): R$ 111
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 129
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa acentuada nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A frustração do tão aguardado encontro entre Donald Trump e Xi Jinping colocou o mercado nos menores níveis em duas semanas. Assim, a perda semanal ficou em 2,57% na posição março.

“O encontro finalmente ocorreu, mas com efeito negativo para os contratos. Na quinta, os contratos caíram acentuadamente, movimento que se estendeu na sexta. Tudo por conta da falta de informações precisas sobre possíveis novas compras de soja norte-americana por parte dos chineses. Essa expectativa vinha sustentando as cotações ao longo do ano”, detalha o analista.

Trump se limitou a dizer que os agricultores estudunidenses ficarão satisfeitos com os acordos comerciais firmados com a China durante sua visita oficial a Pequim. Segundo ele, a China comprará bilhões de dólares em soja de seu país.

Contudo, ele não apresentou detalhes sobre novos contratos, volumes ou prazos relacionados às compras anunciadas.

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Silveira ressalta que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, manteve o mesmo tom evasivo. Greer disse que Washington espera acordos envolvendo “dezenas de bilhões de dólares” em compras agrícolas chinesas ao longo dos próximos três anos.

De acordo com Greer, os entendimentos não envolvem apenas soja, mas um conjunto mais amplo de produtos agropecuários americanos. Ele ainda ressaltou que a China continua cumprindo o acordo firmado em outubro do ano passado para a importação de 25 milhões de toneladas anuais de soja dos Estados Unidos.

O representante comercial afirmou que a maior parte das novas compras deverá ocorrer mais adiante ao longo do ano.

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Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 15,50 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 11,77 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,76 1/2 por bushel, com retração de 13,25 centavos de dólar ou 1,11%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,54% a US$ 334,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,88 centavos de dólar, com ganho de 0,22 centavo ou 0,29%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,58%, sendo negociado a R$ 5,0663 para venda e a R$ 5,0643 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0176 e a máxima de R$ 5,0816. Na semana, a valorização ficou em 3,5%.

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Sustentabilidade

Mapa lança página com informações e orientações sobre os impactos do El Niño no agro – MAIS SOJA

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou, nesta sexta-feira (2/10), uma página oficial com informações e orientações sobre o El Niño e seus possíveis impactos na agricultura e na pecuária brasileira. Desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a iniciativa reúne dados, ferramentas e orientações para apoiar ações de prevenção, preparação e mitigação de riscos climáticos no campo.

A página reúne conteúdos sobre clima, crédito rural, seguro rural, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assistência técnica, Plano Safra e Caminho Verde. Também estão disponíveis avisos meteorológicos de eventos severos, previsão do tempo para as capitais brasileiras, notas técnicas, o Painel El Niño e informações técnicas voltadas à agricultura, incluindo tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O conteúdo apresenta ainda as ações do Grupo de Trabalho criado pelo Mapa para acompanhar a evolução do fenômeno e propor medidas de prevenção, preparação e mitigação dos possíveis impactos sobre a produção agropecuária. A iniciativa integra uma ação federal coordenada para o enfrentamento dos riscos associados ao El Niño.

“Recebi o relatório final do Grupo de Trabalho que criamos aqui no Mapa sobre os impactos do El Niño no agro. E a conclusão aponta uma direção muito clara: não vamos esperar para agir. Por isso, atendendo a uma proposta do GT, vamos criar um núcleo permanente de gestão de riscos climáticos no Mapa. Não estamos criando uma estrutura apenas para atravessar o próximo El Niño. Estamos construindo uma capacidade permanente do Estado brasileiro para antecipar cenários e reduzir riscos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

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O trabalho desenvolvido pelo Mapa integra a iniciativa coordenada pela Casa Civil, que reúne diferentes ministérios em uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do fenômeno, planejar respostas e antecipar medidas destinadas a reduzir seus impactos sobre a população e os setores produtivos.

No âmbito do Mapa, as ações têm como foco fortalecer a gestão integrada dos riscos climáticos, combinando prevenção, boas práticas de manejo, assistência técnica e instrumentos de proteção ao produtor, como o seguro rural.

SEGURO RURAL

Entre os instrumentos apresentados na página está o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), uma das ferramentas disponíveis para a gestão e transferência de riscos no campo. A legislação publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União estabelece que o seguro rural passe a integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural.

De acordo com o ministro, a integração entre diferentes instrumentos de política agrícola é importante para ampliar a capacidade de gestão dos riscos climáticos. “Não podemos enfrentar os riscos climáticos do futuro com instrumentos do passado. Zoneamento agrícola, seguro, crédito, pesquisa, inovação e informação climática vão trabalhar juntos. A emergência climática passa, mas a capacidade de prevenir fica”, afirmou André de Paula.

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Com a medida, operações de crédito amparadas por seguro poderão contar com condições favoráveis de juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito e possibilidade de financiamento do prêmio do seguro. A prioridade será obrigatória nos casos de prorrogação e renegociação de operações, conforme as regras estabelecidas pelo Poder Executivo.

FENÔMENO

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Tropical, provocando alterações na circulação atmosférica e mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país.

Os efeitos do fenômeno variam de acordo com cada região e podem afetar de maneira distinta culturas, pastagens e áreas agrícolas. No Sul, uma das principais regiões produtoras de grãos do país, há previsão de excesso de chuvas. No Centro-Sul, o cenário indica possibilidade de seca moderada e temperaturas elevadas. No norte do Sudeste, há risco de seca, enquanto no Nordeste e no Norte, incluindo a Amazônia, aumenta o risco de períodos de estiagem.

SAIBA MAIS 

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O acesso à informação climática é fundamental para apoiar a tomada de decisão no campo. A nova página reúne orientações técnicas e informações sobre gestão de riscos e tecnologias que podem contribuir para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária e ampliar a proteção ao produtor rural.

>> Acesse a página sobre o El Niño e confira as informações, orientações técnicas e ferramentas disponíveis para o setor agropecuário.

Fonte: MAPA



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Autor:MAPA

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Preços recuam no Brasil e nos EUA – MAIS SOJA

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As cotações domésticas e internacionais do complexo soja recuaram nos últimos dias, depois de subirem de forma significativa em setembro. Segundo o Cepea, no mercado externo, a pressão veio do avanço da colheita da safra 2026/27 no Hemisfério Norte.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no Brasil, a liquidez foi menor no mercado spot, diante da forte desvalorização externa após as tarifas sobre a soja ficarem fora das negociações entre os Estados Unidos e a China.  Neste contexto, a queda internacional sustentou os prêmios de exportação no País, limitando o repasse da baixa externa aos preços domésticos.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Ceema: Avanço da colheita Norte-Americana e exclusão tarifária na China pressionam cotações da soja – MAIS SOJA

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A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, voltou a ficar abaixo de US$ 13,00/bushel, com o fechamento do último dia de setembro atingindo a US$ 12,93. No dia seguinte, 1º de outubro, o fechamento caiu um pouco mais, atingindo a US$ 12,84, contra US$ 13,17/bushel uma semana antes. A média de setembro alcançou a US$ 13,06, ficando 9% acima da média de agosto. Nos últimos três meses (julho, agosto e setembro) o bushel de soja subiu 16% em Chicago. Em setembro de 2025 a média mensal havia sido de apenas US$ 10,19/bushel. Registre-se também que o farelo de soja, após atingir a US$ 376,10/tonelada curta no dia 24/09, recuou para US$ 352,10 no dia 1º de outubro, perdendo 6,4% de seu valor em cinco dias úteis.

Dentre os motivos do recuo recente está o avanço da colheita nos EUA, que chegou a 17% da área semeada no dia 27/09, para uma safra esperada um pouco acima das 123 milhões de toneladas. Por enquanto, a safra estadunidense não demonstra ter sofrido perdas em função do clima.

Ao mesmo tempo, no dia 30/09, o relatório de estoques trimestrais, na posição 1º de setembro, indicou um volume de 8,57 milhões de toneladas para os EUA, com recuo de 3% sobre a mesma data de 2025. O recuo foi considerado pouco significativo diante das expectativas do mercado.

Além disso, o USDA manteve em 58% o percentual das lavouras de soja classificadas em boas ou excelentes condições, até o dia 27/09. O resultado permanece abaixo dos 62% registrados no mesmo período de 2025. Outros 29% das lavouras foram classificados em condições médias, e 13% se encontravam em condições entre ruins a muito ruins.

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Por sua vez, o embarques semanais de soja dos EUA, na semana encerrada em 24/09, somaram 1,15 milhão de toneladas, apresentando forte avanço sobre a semana anterior, superando largamente o esperado pelo mercado. No acumulado do atual ano comercial, iniciado em 1º de setembro, as exportações chegam a 2,8 milhões de toneladas, volume 26% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Todavia, a principal notícia causadora do recuo na cotação da soja veio da China. Isso porque a tendência é que as compras da oleaginosa pela China provavelmente diminuam nos próximos meses devido à fraca demanda por ração animal e às margens negativas de esmagamento no país asiático, deixando pouco espaço para cargas dos EUA. Ao mesmo tempo, a reunião entre os presidentes dos EUA e da China, na semana passada, excluiu a soja da proposta de alívio tarifário, frustrando o mercado.

A China planeja reduzir as tarifas sobre uma ampla gama de produtos agrícolas dos EUA, mas a soja, sua maior importação agrícola do país norte-americano, foi excluída da lista de redução tarifária. Por sua vez, processadores privados de oleaginosas na China supriram a maior parte de suas necessidades até o início de fevereiro, com compras do Brasil, da Argentina e de reservas estatais. Os estoques de soja em 111 fábricas de processamento chinesas atingiram a 7,96 milhões de toneladas na semana de 25 de setembro, o maior nível em pelo menos 15 anos.

E aqui no Brasil, com o câmbio operando ao redor de R$ 5,17 por dólar e prêmio nos portos ao redor de US$ 1,80/bushel, os preços da oleaginosa ficaram entre R$ 138,00 e R$ 145,00/saco ao produtor. Um ano atrás, tais preços estavam entre R$ 116,00 a R$ 123,00/saco. No Rio Grande do Sul as principais praças praticaram R$ 140,00/saco.

Enquanto isso, as exportações brasileiras de soja chegaram a 6,53 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro (cf. Secex). Assim, pela média diária, o ritmo dos embarques brasileiros está 8,7% acima do registrado em setembro de 2025. Já a Anec estima que em todo o mês de setembro o Brasil deve ter exportado 7,24 milhões de toneladas. Em se confirmando, este volume exportado será o menor do ano desde janeiro, à medida que a oferta tem sido reduzida após elevados embarques nos meses anteriores. Em setembro, as exportações foram prejudicadas pelo excesso de chuva, o qual atrapalhou as atividades portuárias.

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De janeiro a setembro, a Anec projeta exportações de 101,5 milhões de toneladas de soja. A entidade também reduziu a exportação de milho brasileiro, em setembro, para 5,4 milhões de toneladas, contra quase 7 milhões em setembro de 2025.

Por outro lado, o plantio da safra brasileira de soja 2026/27 ganhou ritmo na última semana e alcançou 3,9% da área prevista até 25 de setembro, segundo a Conab. O índice atual supera os 3,5% registrados no mesmo período de 2025 e supera igualmente a média de 3,6% das últimas cinco safras. Especificamente no Paraná, o plantio da soja da safra 2026/27 chegou a 28% da área prevista. O excesso de chuva tem atrapalhado em algumas regiões, assim como também houve danos pontuais provocados por granizo. A umidade elevada tem favorecido ainda a proliferação de plantas daninhas, aumentando a necessidade de manejo nas áreas que ainda não foram semeadas (cf. Deral).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: CEEMA

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