Sustentabilidade
Colheita do milho deve começar com atenção voltada às condições climáticas no Estado – MAIS SOJA

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 deve começar no final de maio, em meio a um cenário de atenção para às condições climáticas no Estado. A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), órgão ligado à Semadesc, indica temperaturas acima da média e distribuição irregular das chuvas entre os meses de junho a agosto de 2026, fatores que podem influenciar diretamente o andamento das operações no campo; a umidade dos grãos, e a logística de escoamento da produção.
Com a aproximação da entrada das máquinas nas lavouras, produtores rurais acompanham as condições meteorológicas para definir estratégias de colheita e transporte da produção. Em períodos de maior calor e baixa umidade, o ritmo das operações tende a acelerar, favorecendo a secagem natural dos grãos. Por outro lado, a ocorrência de chuvas isoladas pode provocar paralisações pontuais e impactar o fluxo logístico.
“A previsão climática exige atenção principalmente para o planejamento das operações no campo. Durante a colheita, o produtor também precisa redobrar os cuidados com a prevenção de incêndios, principalmente em áreas com grande volume de palhada seca. Temperaturas elevadas e baixa umidade favorecem a propagação do fogo”, destaca o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.
A expectativa é de avanço gradual da colheita durante junho e julho, período considerado estratégico para armazenagem, transporte e comercialização da safra sul-mato-grossense.
O monitoramento climático ganhou ainda mais relevância após os impactos registrados nas últimas safras em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o milho segunda safra 2023/2024 sofreu perdas provocadas pelo estresse hídrico em diversas regiões do Estado. Mais de 90% dos municípios sul-mato-grossenses registraram impactos relacionados à falta de chuva, resultando em redução no potencial produtivo das lavouras.
“Nos últimos anos, o produtor rural enfrentou períodos prolongados de estiagem e irregularidade climática que afetaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. Por isso, o acompanhamento das previsões meteorológicas se tornou uma ferramenta importante para o planejamento das operações no campo”, pontua Gabriel.
Outro ponto acompanhado pelo setor produtivo é a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Os modelos climáticos indicam 92% de chance de formação do fenômeno no trimestre junho-julho-agosto, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026.
A presença do El Niño pode provocar mudanças no padrão climático do Estado, como temperaturas acima da média, períodos mais secos e aumento da variabilidade das chuvas, impactando diretamente as operações no campo e o planejamento agrícola.
Milho
Segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa para o milho segunda safra 2025/2026 é de área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare e produção de aproximadamente 11,139 milhões de toneladas.
Até o momento, o milho segunda safra apresenta predominância de lavouras em boas condições no Estado, cenário que mantém expectativa positiva para a safra sul-mato-grossense.
Fonte: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Preços recuam no Brasil e nos EUA – MAIS SOJA

As cotações domésticas e internacionais do complexo soja recuaram nos últimos dias, depois de subirem de forma significativa em setembro. Segundo o Cepea, no mercado externo, a pressão veio do avanço da colheita da safra 2026/27 no Hemisfério Norte.
De acordo com o Centro de Pesquisas, no Brasil, a liquidez foi menor no mercado spot, diante da forte desvalorização externa após as tarifas sobre a soja ficarem fora das negociações entre os Estados Unidos e a China. Neste contexto, a queda internacional sustentou os prêmios de exportação no País, limitando o repasse da baixa externa aos preços domésticos.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Ceema: Avanço da colheita Norte-Americana e exclusão tarifária na China pressionam cotações da soja – MAIS SOJA

A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, voltou a ficar abaixo de US$ 13,00/bushel, com o fechamento do último dia de setembro atingindo a US$ 12,93. No dia seguinte, 1º de outubro, o fechamento caiu um pouco mais, atingindo a US$ 12,84, contra US$ 13,17/bushel uma semana antes. A média de setembro alcançou a US$ 13,06, ficando 9% acima da média de agosto. Nos últimos três meses (julho, agosto e setembro) o bushel de soja subiu 16% em Chicago. Em setembro de 2025 a média mensal havia sido de apenas US$ 10,19/bushel. Registre-se também que o farelo de soja, após atingir a US$ 376,10/tonelada curta no dia 24/09, recuou para US$ 352,10 no dia 1º de outubro, perdendo 6,4% de seu valor em cinco dias úteis.
Dentre os motivos do recuo recente está o avanço da colheita nos EUA, que chegou a 17% da área semeada no dia 27/09, para uma safra esperada um pouco acima das 123 milhões de toneladas. Por enquanto, a safra estadunidense não demonstra ter sofrido perdas em função do clima.
Ao mesmo tempo, no dia 30/09, o relatório de estoques trimestrais, na posição 1º de setembro, indicou um volume de 8,57 milhões de toneladas para os EUA, com recuo de 3% sobre a mesma data de 2025. O recuo foi considerado pouco significativo diante das expectativas do mercado.
Além disso, o USDA manteve em 58% o percentual das lavouras de soja classificadas em boas ou excelentes condições, até o dia 27/09. O resultado permanece abaixo dos 62% registrados no mesmo período de 2025. Outros 29% das lavouras foram classificados em condições médias, e 13% se encontravam em condições entre ruins a muito ruins.
Por sua vez, o embarques semanais de soja dos EUA, na semana encerrada em 24/09, somaram 1,15 milhão de toneladas, apresentando forte avanço sobre a semana anterior, superando largamente o esperado pelo mercado. No acumulado do atual ano comercial, iniciado em 1º de setembro, as exportações chegam a 2,8 milhões de toneladas, volume 26% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Todavia, a principal notícia causadora do recuo na cotação da soja veio da China. Isso porque a tendência é que as compras da oleaginosa pela China provavelmente diminuam nos próximos meses devido à fraca demanda por ração animal e às margens negativas de esmagamento no país asiático, deixando pouco espaço para cargas dos EUA. Ao mesmo tempo, a reunião entre os presidentes dos EUA e da China, na semana passada, excluiu a soja da proposta de alívio tarifário, frustrando o mercado.
A China planeja reduzir as tarifas sobre uma ampla gama de produtos agrícolas dos EUA, mas a soja, sua maior importação agrícola do país norte-americano, foi excluída da lista de redução tarifária. Por sua vez, processadores privados de oleaginosas na China supriram a maior parte de suas necessidades até o início de fevereiro, com compras do Brasil, da Argentina e de reservas estatais. Os estoques de soja em 111 fábricas de processamento chinesas atingiram a 7,96 milhões de toneladas na semana de 25 de setembro, o maior nível em pelo menos 15 anos.
E aqui no Brasil, com o câmbio operando ao redor de R$ 5,17 por dólar e prêmio nos portos ao redor de US$ 1,80/bushel, os preços da oleaginosa ficaram entre R$ 138,00 e R$ 145,00/saco ao produtor. Um ano atrás, tais preços estavam entre R$ 116,00 a R$ 123,00/saco. No Rio Grande do Sul as principais praças praticaram R$ 140,00/saco.
Enquanto isso, as exportações brasileiras de soja chegaram a 6,53 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro (cf. Secex). Assim, pela média diária, o ritmo dos embarques brasileiros está 8,7% acima do registrado em setembro de 2025. Já a Anec estima que em todo o mês de setembro o Brasil deve ter exportado 7,24 milhões de toneladas. Em se confirmando, este volume exportado será o menor do ano desde janeiro, à medida que a oferta tem sido reduzida após elevados embarques nos meses anteriores. Em setembro, as exportações foram prejudicadas pelo excesso de chuva, o qual atrapalhou as atividades portuárias.
De janeiro a setembro, a Anec projeta exportações de 101,5 milhões de toneladas de soja. A entidade também reduziu a exportação de milho brasileiro, em setembro, para 5,4 milhões de toneladas, contra quase 7 milhões em setembro de 2025.
Por outro lado, o plantio da safra brasileira de soja 2026/27 ganhou ritmo na última semana e alcançou 3,9% da área prevista até 25 de setembro, segundo a Conab. O índice atual supera os 3,5% registrados no mesmo período de 2025 e supera igualmente a média de 3,6% das últimas cinco safras. Especificamente no Paraná, o plantio da soja da safra 2026/27 chegou a 28% da área prevista. O excesso de chuva tem atrapalhado em algumas regiões, assim como também houve danos pontuais provocados por granizo. A umidade elevada tem favorecido ainda a proliferação de plantas daninhas, aumentando a necessidade de manejo nas áreas que ainda não foram semeadas (cf. Deral).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Ceema: Aumento de estoques nos EUA pressiona Chicago enquanto preços do milho reagem devagar no Brasil – MAIS SOJA

A cotação do bushel de milho, para o primeiro mês cotado, despencou no dia 30/09, atingindo a US$ 5,00 no fechamento do dia em Chicago. Foi a mais baixa cotação em pouco mais de um mês. No dia seguinte, o fechamento melhorou um pouco, ficando em US$ 5,02, contra US$ 5,27 uma semana antes. A média de setembro ficou em US$5,22/bushel, sendo 11,3% mais alta do que a média de agosto.
Assim, em termos médios, nos últimos três meses (julho, agosto e setembro) o bushel de milho, em Chicago, subiu 25,2%. Um ano atrás, a média de setembro havia sido de apenas US$ 4,13/bushel.
O recente recuo se deu em função de que os estoques do cereal, nos EUA, na posição 1º de setembro, anunciados no dia 30/09, cresceram 35% sobre o mesmo período do ano anterior, atingindo a 53,3 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a colheita da safra de milho 2026/27 dos Estados Unidos chegou a 18% da área no dia 27/09, ficando exatamente na média histórica. Entretanto, embora o avanço da colheita esteja dentro da normalidade, a condição das lavouras continua significativamente inferior à registrada em 2025. Neste sentido, o USDA manteve em 57% a parcela do milho classificada em boas ou excelentes condições, contra 66% um ano antes.
Outros 26% das lavouras estavam em condições regulares e 17% entre ruins e muito ruins Enquanto isso, os embarques estadunidenses de milho somaram 1,57 milhão de toneladas. O volume ficou próximo do limite superior das projeções do mercado, acumulando no tota do atual ano comercial, iniciado em 1º de setembro, 5,73 milhões de toneladas, ou seja, 16% acima do mesmo período do ano anterior.
Já no Brasil, os preços melhoram lentamente, com os mesmos oscilando entre R$ 52,00 e R$ 63,00/saco, entrando na mesma faixa de um ano atrás. No Rio Grande do Sul a média alcançou a R$ 62,67/saco.
O mercado brasileiro de milho atravessa uma mudança, pois enquanto o consumo doméstico ganha força, impulsionado principalmente pela expansão do processamento do cereal, o Brasil encontra um ambiente mais competitivo para escoar sua produção no mercado internacional. De fato, as exportações brasileiras de milho somaram 6,59 milhões de toneladas entre julho e agosto de 2026, volume 28,9% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No mesmo período, o prêmio médio do milho no porto de Santos recuou 9,7%, em um cenário no qual os concorrentes do Brasil ampliam sua presença no comércio internacional.
Em paralelo, o crescimento da demanda interna tem aumentado a disputa pelo cereal dentro do país, reduzindo a disponibilidade para exportação. Em tal contexto, nota-se que as exportações brasileiras de milho perderam ritmo ao longo de setembro e voltaram a ampliar a distância em relação ao desempenho registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Até a quarta semana de setembro, com 18 dias úteis contabilizados, o Brasil embarcou 4,6 milhões de toneladas do cereal.
A média diária ficou 25,7% abaixo da média diária registrada em setembro de 2025. A partir da terceira semana de setembro os embarques perderam força. Mesmo assim, a trajetória interrompe, ao menos por enquanto, a recuperação observada depois do fechamento fraco de agosto. No mês passado, a média diária das exportações terminou 32% abaixo de agosto de 2025.
Enfim, no dia 24/09 o plantio da safra de milho de verão 2026/27 atingia a 34% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, contra 27% na semana anterior e 32% um ano atrás (cf. AgRural), sendo que toda a atividade ainda segue concentrada nos três estados do Sul, pois os demais estados têm calendário mais tardio.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
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