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15 de maio de 2026

Sustentabilidade

Adjuvantes deixam de ser coadjuvantes em uma safra cada vez mais pressionada pelo clima – MAIS SOJA

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Por Leandro Viegas

O agronegócio brasileiro vem aprendendo, safra após safra, que produtividade não depende apenas de genética, fertilidade do solo ou da escolha correta dos defensivos agrícolas. Em um cenário de clima cada vez mais instável e janelas operacionais mais curtas, a eficiência da aplicação passou a ocupar papel estratégico dentro do manejo agrícola. E, diante da possibilidade de formação do El Niño ao longo de 2026, os adjuvantes deixam definitivamente de ser vistos apenas como componentes auxiliares da calda para assumir posição relevante na busca por produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

As previsões climáticas reforçam esse alerta. Dados recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base em informações do CPC/NOAA, apontam probabilidade superior a 60% de formação do El Niño já entre maio, junho e julho de 2026. Para o trimestre seguinte, entre junho, julho e agosto, essa chance sobe para 79%, podendo ultrapassar 90% a partir de agosto.

Na prática, isso representa um cenário de maior instabilidade para o produtor rural. Historicamente, o El Niño provoca comportamentos distintos nas regiões agrícolas do Brasil: enquanto o Sul tende a registrar aumento no volume de chuvas, áreas do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste podem enfrentar períodos mais intensos de seca e irregularidade hídrica. O resultado é um ambiente operacional mais complexo, com excesso de umidade em determinadas regiões, dificuldade de entrada de máquinas, aumento da pressão de doenças fúngicas e redução das janelas ideais para pulverização.

Nesse contexto, o agricultor não pode olhar apenas para o produto aplicado, mas para a qualidade de toda a operação. Uma aplicação eficiente é fundamental para proteger o investimento realizado em defensivos e garantir que a lavoura receba, de fato, o manejo planejado.

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O desafio ganha ainda mais relevância diante da dimensão econômica da próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2025/26. Somente a soja deve alcançar 177,8 milhões de toneladas, enquanto o milho pode chegar a 138,3 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a própria Conab já aponta impactos climáticos importantes sobre o andamento das operações agrícolas, especialmente em regiões onde o excesso de chuva atrasou a colheita da soja e comprometeu o calendário da segunda safra de milho.

Esse cenário evidencia uma realidade cada vez mais presente no campo: a tecnologia de aplicação deixou de ser apenas um detalhe técnico e passou a ser uma ferramenta de gestão agrícola. A Embrapa já destaca há anos que o objetivo de uma pulverização eficiente é aplicar a menor quantidade necessária de ingrediente ativo diretamente sobre o alvo, maximizando a eficiência e reduzindo perdas por deriva, evaporação ou contaminação fora da área desejada.

É justamente nesse ponto que os adjuvantes passam a ganhar maior protagonismo técnico. Durante muito tempo, esses produtos foram tratados apenas como complementos da mistura de tanques. Porém, diante das atuais condições climáticas, essa visão se mostra limitada. Temperaturas elevadas, umidade relativa irregular, chuvas frequentes e necessidade de operações mais rápidas exigem que cada aplicação entregue o máximo desempenho possível.

Os adjuvantes mais modernos exercem funções fundamentais dentro da tecnologia de aplicação. Dependendo da formulação, podem contribuir para melhorar o espalhamento, a cobertura, a aderência das gotas, a estabilidade da calda e a redução de perdas durante a pulverização. Na prática, ajudam o defensivo a atingir melhor o alvo e permanecer em condições adequadas para desempenhar sua função mesmo em ambientes mais desafiadores.

Mais do que um ganho técnico, trata-se de uma necessidade econômica. Uma pulverização mal executada não representa apenas desperdício de produto, ela pode gerar necessidade de reaplicação, aumento do custo operacional, maior consumo de combustível, mais horas de máquina e risco de redução no controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Em uma safra pressionada pelo clima, erros operacionais custam caro.

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Por isso, acredito que o mercado precisará evoluir rapidamente na forma como enxerga os adjuvantes. Eles não devem mais ser considerados itens secundários dentro da pulverização, mas ferramentas estratégicas de eficiência operacional. Claro que os resultados dependem de uma série de fatores integrados, como recomendação técnica correta, regulagem adequada dos equipamentos, escolha das pontas de pulverização, volume de calda e condições climáticas favoráveis no momento da aplicação.

Ainda assim, fica cada vez mais evidente que aplicar bem será tão importante quanto escolher bem o defensivo agrícola. O produtor que conseguir extrair maior eficiência de cada operação terá vantagens importantes em produtividade, redução de desperdícios e sustentabilidade.

A próxima safra pode marcar definitivamente essa mudança de percepção no campo. Em uma agricultura cada vez mais pressionada por clima, custos e necessidade de precisão, os adjuvantes deixam de ser acessórios da pulverização e passam a ocupar papel estratégico no manejo agrícola moderno.

Sobre o autor: Por Leandro Viegas é Administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Para produtores, conflito no Oriente Médio mexe principalmente com preço de fertilizantes

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A maior parte dos produtores rurais entende que o principal impacto do conflito no Oriente Médio sobre a agronegócio brasileiro está ligado ao custo dos fertilizantes.

Em enquete realizada no YouTube do Canal Rural, 58% das 428 pessoas que votaram acreditam que o maior impacto da guerra no setor é a possíbilidade de aumento no preço desse insumo. Já para 34% dos votantes, o custo dos combustíveis é que seria o mais impactado. Outros 8% cravaram no custo da logística como a principal consequência.

A guerra no Irã, iniciada por Estados Unidos e Israel, já tem mais de dois meses de duração, com impactos nessas três áreas. Com dificuldades de logística no Oriente Médio, o preço de combustíveis e fertilizantes vai pesar na próxima safra de grãos do Brasil.

“A gente já sabe que a safra 26/27 vai custar mais caro em termos de gasto com fertilizantes, defensivos, diesel. Esse impacto vai proporcionar uma elevação nos nossos custos”, afirma o pesquisador Mauro Osaki, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

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Sustentabilidade

Brasil atinge 31% de participação no comércio global de algodão em 2024/25, aponta anuário do Cotton Brazil – MAIS SOJA

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Lançado nesta quarta-feira (13/05), o Anuário Cotton Brazil 2025 reúne os principais resultados e números do projeto ao longo de 2025, além de apresentar um panorama da oferta e demanda mundial de algodão no ano comercial 2024/25. A publicação destaca o avanço do Brasil no mercado internacional da fibra, consolidando o país como líder global nas exportações e ampliando sua participação no comércio mundial de algodão, além de trazer números consolidados dos programas SAI, SouABR, SBRHVI e ABR, implementados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.

Destaques do Anuário Cotton Brazil 2025

    • O Brasil manteve a liderança no ranking mundial de exportações e alcançou 31% de participação no comércio global de algodão em 2024/25.
    • A produção mundial de algodão somou 25,3 milhões de toneladas no período. A China liderou o ranking, com 6,4 milhões de toneladas e 25% de market share, seguida pela Índia, com 5 milhões de toneladas e 20% de participação.
    • O Brasil consolidou-se como o terceiro maior produtor global, com 3,7 milhões de toneladas — volume equivalente a 15% da safra mundial — superando os Estados Unidos, que registraram 3,1 milhões de toneladas.
    • Entre os principais produtores, o Brasil registrou crescimento de 17% na produção em relação ao ciclo anterior, enquanto os Estados Unidos avançaram 19% e a China, 14%. Já a Índia apresentou retração de 10%.
    • Bangladesh assumiu a liderança mundial nas importações de algodão, com 1,82 milhão de toneladas adquiridas, o equivalente a 21% do volume global negociado.
    • Vietnã tornou-se o principal destino do algodão brasileiro em 2024/25, importando 531 mil toneladas da pluma nacional, alta de 35% em relação ao ciclo anterior.
    • O relatório também apresenta uma análise do consumo de algodão nos dez países prioritários do projeto: China, Índia, TurquiaPaquistão, Bangladesh, Vietnã, Coreia do SulIndonésiaEgito e Tailândia.

Leia o anuário completo em: Anuário Cotton Brazil 2025

Fonte: ABRAPA

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Sustentabilidade

Arroz Irrigado no RS: Colheita supera 98% com alto desempenho – MAIS SOJA

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A colheita do arroz irrigado se encontra praticamente concluída no Estado, superando 98% da área cultivada. Restam aproximadamente 2% das lavouras em maturação e maduras por colher. As condições climáticas favoreceram o avanço da colheita na maior parte do período, embora as precipitações em 07/05 tenham provocado interrupções pontuais e limitado o acesso às áreas em alguns municípios de maior incidência pluviométrica.

De modo geral, a safra apresenta elevado desempenho produtivo, beneficiada por condições ambientais favoráveis ao longo do ciclo, adequada disponibilidade hídrica e  manejo das lavouras irrigadas. Apesar do menor uso de insumos em função das dificuldades financeiras, as produtividades ficaram acima ou próximas das projeções iniciais em diversas regiões produtoras.

Os grãos colhidos apresentam excelente qualidade e rendimento industrial.Também avançaram as operações de manejo pós-colheita, incluindo o preparo antecipado das áreas, a implantação de plantas de cobertura e manejo de resteva, visando àestruturação das áreas para a próxima safra.

A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições climáticas favoreceram o avanço da colheita, mas os ventos fortes ocasionaram acamamento pontual em algumas lavouras. Dos 369.741 hectares cultivados restam menos de 10.000 hectares por colher. No município de Bagé, a colheita foi concluída; a produtividade média está próxima de 9.000 kg/ha, superando a estimativa inicial de 8.400 kg/ha. Em Caçapava do Sul, o rendimentomédio alcançou 8.500 kg/ha, acima da projeção inicial de 7.620 kg/ha.

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A produtividade em ambos municípios foi beneficiada pelas boas condições climáticas e pela rotação com soja em áreas de várzea, nos anos anteriores. Na de Pelotas, a colheita atinge 99%, e restam pequenas áreas em Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares. A produtividade média regional está em 9.647 kg/ha. Avançaram os manejos de preparo antecipado das áreas, incluindo sistematização, nivelamento, construção de marachas ou taipas e implantação de plantas de cobertura, visando à antecipação da semeadura da próxima safra dentro da janela preferencial.

O preparo antecipado das áreas constitui estratégia de manejo para a mitigação dos impactos da eventual ocorrência de El Niño de forte intensidade, associado à previsão de precipitações acima da média durante a primavera, condição que pode comprometer o preparo das lavouras e a semeadura. O sistema permite a dessecação das áreas entre o final de agosto e setembro,viabilizando o início da implantação da cultura dentro da janela preferencial de cultivo.

Na de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, confirmando produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Na região da 4ª Colônia, os rizicultores realizam gradagens em áreas sem cultivo para redução do banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas indesejáveis.

Nas áreas colhidas, realizam a incorporação da resteva, visando à decomposição da palhada. Na de Santa Rosa, a elevada umidade do solo e a recorrência de chuvas dificultaram a implantação de pastagens e a realização de operações de nivelamento nas áreas colhidas, destinadas à integração lavoura-pecuária (ILP) e à ciclagem de nutrientes.

Na de Soledade, a colheita se aproxima da finalização, atingindo 98% da área cultivada. Os cultivos apresentam bom padrão produtivo e qualidade de grãos, proporcionando elevado rendimento de engenho. Restam 2% das áreas em maturação e maduras por colher.

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Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 2,66 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 61,37 para
R$ 59,74.

Fonte: Emater/RS


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