Sustentabilidade
Adjuvantes deixam de ser coadjuvantes em uma safra cada vez mais pressionada pelo clima – MAIS SOJA

Por Leandro Viegas
O agronegócio brasileiro vem aprendendo, safra após safra, que produtividade não depende apenas de genética, fertilidade do solo ou da escolha correta dos defensivos agrícolas. Em um cenário de clima cada vez mais instável e janelas operacionais mais curtas, a eficiência da aplicação passou a ocupar papel estratégico dentro do manejo agrícola. E, diante da possibilidade de formação do El Niño ao longo de 2026, os adjuvantes deixam definitivamente de ser vistos apenas como componentes auxiliares da calda para assumir posição relevante na busca por produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
As previsões climáticas reforçam esse alerta. Dados recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base em informações do CPC/NOAA, apontam probabilidade superior a 60% de formação do El Niño já entre maio, junho e julho de 2026. Para o trimestre seguinte, entre junho, julho e agosto, essa chance sobe para 79%, podendo ultrapassar 90% a partir de agosto.
Na prática, isso representa um cenário de maior instabilidade para o produtor rural. Historicamente, o El Niño provoca comportamentos distintos nas regiões agrícolas do Brasil: enquanto o Sul tende a registrar aumento no volume de chuvas, áreas do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste podem enfrentar períodos mais intensos de seca e irregularidade hídrica. O resultado é um ambiente operacional mais complexo, com excesso de umidade em determinadas regiões, dificuldade de entrada de máquinas, aumento da pressão de doenças fúngicas e redução das janelas ideais para pulverização.
Nesse contexto, o agricultor não pode olhar apenas para o produto aplicado, mas para a qualidade de toda a operação. Uma aplicação eficiente é fundamental para proteger o investimento realizado em defensivos e garantir que a lavoura receba, de fato, o manejo planejado.
O desafio ganha ainda mais relevância diante da dimensão econômica da próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção recorde de 353,4 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2025/26. Somente a soja deve alcançar 177,8 milhões de toneladas, enquanto o milho pode chegar a 138,3 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a própria Conab já aponta impactos climáticos importantes sobre o andamento das operações agrícolas, especialmente em regiões onde o excesso de chuva atrasou a colheita da soja e comprometeu o calendário da segunda safra de milho.
Esse cenário evidencia uma realidade cada vez mais presente no campo: a tecnologia de aplicação deixou de ser apenas um detalhe técnico e passou a ser uma ferramenta de gestão agrícola. A Embrapa já destaca há anos que o objetivo de uma pulverização eficiente é aplicar a menor quantidade necessária de ingrediente ativo diretamente sobre o alvo, maximizando a eficiência e reduzindo perdas por deriva, evaporação ou contaminação fora da área desejada.
É justamente nesse ponto que os adjuvantes passam a ganhar maior protagonismo técnico. Durante muito tempo, esses produtos foram tratados apenas como complementos da mistura de tanques. Porém, diante das atuais condições climáticas, essa visão se mostra limitada. Temperaturas elevadas, umidade relativa irregular, chuvas frequentes e necessidade de operações mais rápidas exigem que cada aplicação entregue o máximo desempenho possível.
Os adjuvantes mais modernos exercem funções fundamentais dentro da tecnologia de aplicação. Dependendo da formulação, podem contribuir para melhorar o espalhamento, a cobertura, a aderência das gotas, a estabilidade da calda e a redução de perdas durante a pulverização. Na prática, ajudam o defensivo a atingir melhor o alvo e permanecer em condições adequadas para desempenhar sua função mesmo em ambientes mais desafiadores.
Mais do que um ganho técnico, trata-se de uma necessidade econômica. Uma pulverização mal executada não representa apenas desperdício de produto, ela pode gerar necessidade de reaplicação, aumento do custo operacional, maior consumo de combustível, mais horas de máquina e risco de redução no controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Em uma safra pressionada pelo clima, erros operacionais custam caro.
Por isso, acredito que o mercado precisará evoluir rapidamente na forma como enxerga os adjuvantes. Eles não devem mais ser considerados itens secundários dentro da pulverização, mas ferramentas estratégicas de eficiência operacional. Claro que os resultados dependem de uma série de fatores integrados, como recomendação técnica correta, regulagem adequada dos equipamentos, escolha das pontas de pulverização, volume de calda e condições climáticas favoráveis no momento da aplicação.
Ainda assim, fica cada vez mais evidente que aplicar bem será tão importante quanto escolher bem o defensivo agrícola. O produtor que conseguir extrair maior eficiência de cada operação terá vantagens importantes em produtividade, redução de desperdícios e sustentabilidade.
A próxima safra pode marcar definitivamente essa mudança de percepção no campo. Em uma agricultura cada vez mais pressionada por clima, custos e necessidade de precisão, os adjuvantes deixam de ser acessórios da pulverização e passam a ocupar papel estratégico no manejo agrícola moderno.
Sobre o autor: Por Leandro Viegas é Administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Algodão recua em NY com vendas fracas dos EUA e pressão técnica – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.
O mercado foi pressionado pelo desempenho das vendas semanais americanas e por fatores técnicos. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2025/26, iniciada em 10 de agosto, ficaram em 49.000 fardos na semana encerrada em 25 de junho. O maior importador foi o Vietnã, com 23.200 fardos.
Para a temporada 2026/27, foram mais 44.100 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 77,12 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,72 centavo, ou de 0,9%. Março/2027 fechou a 78,52 centavos, queda de 0,67 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Com área em expansão, plantio de canola está praticamente concluído no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

A semeadura da canola está tecnicamente concluída no Estado. Resta apenas a finalização em algumas áreas marginais. As lavouras apresentam estabelecimento e desenvolvimento vegetativo satisfatórios, favorecidos pelas condições predominantes de baixas temperaturas e pela radiação solar suficiente na maior parte do período. Nas áreas implantadas mais precocemente, iniciou o florescimento.
As precipitações intensas, registradas entre 27 e 28/06, ocasionaram lixiviação de nutrientes em áreas localizadas. Já as geadas não provocaram danos relevantes às lavouras em desenvolvimento vegetativo, mas causaram maior preocupação de produtores em relação apenas a poucas áreas em florescimento.
Os produtores se dedicaram à complementação da adubação nitrogenada em cobertura, ao controle de plantas daninhas, especialmente azevém, e ao monitoramento fitossanitário preventivo em função da evolução do ciclo da cultura.
A área cultivada de canola apresenta grande expansão na Safra 2026. A área estimada no Estado é de 353.397 hectares, e a produtividade média de 1.619 kg/h. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura foi concluída nos principais municípios produtores, como em Manoel Viana, Maçambará e Itacurubi, enquanto em São Gabriel e São Borja os trabalhos se encontram em fase final e devem ser encerrados nos primeiros dias de julho.
Após o excesso de umidade no início do plantio em abril e o déficit hídrico em maio, os quais causaram falhas de estande e necessidade de replantio em algumas áreas, as condições ambientais de junho favoreceram a recuperação do desenvolvimento das lavouras. Os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de azevém e o monitoramento fitossanitário voltado principalmente à canela-preta. Nas primeiras áreas implantadas, intensifica-se o planejamento das aplicações preventivas para
mofo-branco em razão da proximidade do florescimento.
Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, com bom estande e uniformidade. A menor disponibilidade de radiação solar reduziu o ritmo de crescimento das plantas, e as chuvas intensas, registradas no final do período, favoreceram a lixiviação de nitrogênio.
Na de Ijuí, as plantas apresentam crescimento vegetativo vigoroso, folhas bem expandidas e coloração verde intensa. As geadas, ocorridas durante o período, não provocaram danos às lavouras, uma vez que a maior parte das áreas está em desenvolvimento vegetativo e com reduzida proporção em florescimento. O controle de plantas daninhas foi altamente eficaz, sendo necessárias reaplicações de herbicidas apenas em áreas com nova emergência de azevém.
Na de Santa Rosa, as lavouras se distribuem entre germinação e desenvolvimento vegetativo (93%) e florescimento (7%). Antes das precipitações, os produtores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura, utilizando predominantemente sulfato de amônio na
busca por maior eficiência no aproveitamento do nitrogênio. O monitoramento fitossanitário
foi intensificado para a prevenção de pragas e doenças.
Na de Soledade, as plantas estão bem formadas, vigorosas e com crescimento uniforme, resultado da combinação entre condições climáticas favoráveis e elevado nível tecnológico empregado. Na maior parte das áreas, foram concluídos o controle de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura; essas operações seguem apenas nas lavouras implantadas mais tardiamente.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O preço médio praticado na região de Bagé foi de R$ 130,00; na de Ijuí, R$ 132,40; na
de Santa Rosa, R$ 126,99.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Colheita de soja chega ao fim no RS e vazio sanitário entra em vigor – MAIS SOJA

A colheita de soja está concluída no Rio Grande do Sul. As geadas, registradas durante o período, promoveram elevada mortalidade de plantas voluntárias, emergidas após a colheita, reduzindo a presença de hospedeiros vivos no período de entressafra. O vazio sanitário obrigatório para a cultura, vigente entre os meses de julho e setembro, contribui para a diminuição do inóculo de patógenos, especialmente de ferrugem-asiática, e para a redução da pressão de doenças na safra subsequente.
A produtividade média estadual da Safra 2025/2026, indicada pela Emater-RS/Ascar, foi de 2.707 kg/ha. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.
Comercialização (saca de 60 quilos)
De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 116,35 para R$ 118,24, representando aumento de 1,62% em relação ao valor médio do período anterior.
Fonte: Emater/RS
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