Sustentabilidade
Arroz Irrigado no RS: Colheita supera 98% com alto desempenho – MAIS SOJA

A colheita do arroz irrigado se encontra praticamente concluída no Estado, superando 98% da área cultivada. Restam aproximadamente 2% das lavouras em maturação e maduras por colher. As condições climáticas favoreceram o avanço da colheita na maior parte do período, embora as precipitações em 07/05 tenham provocado interrupções pontuais e limitado o acesso às áreas em alguns municípios de maior incidência pluviométrica.
De modo geral, a safra apresenta elevado desempenho produtivo, beneficiada por condições ambientais favoráveis ao longo do ciclo, adequada disponibilidade hídrica e manejo das lavouras irrigadas. Apesar do menor uso de insumos em função das dificuldades financeiras, as produtividades ficaram acima ou próximas das projeções iniciais em diversas regiões produtoras.
Os grãos colhidos apresentam excelente qualidade e rendimento industrial.Também avançaram as operações de manejo pós-colheita, incluindo o preparo antecipado das áreas, a implantação de plantas de cobertura e manejo de resteva, visando àestruturação das áreas para a próxima safra.
A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições climáticas favoreceram o avanço da colheita, mas os ventos fortes ocasionaram acamamento pontual em algumas lavouras. Dos 369.741 hectares cultivados restam menos de 10.000 hectares por colher. No município de Bagé, a colheita foi concluída; a produtividade média está próxima de 9.000 kg/ha, superando a estimativa inicial de 8.400 kg/ha. Em Caçapava do Sul, o rendimentomédio alcançou 8.500 kg/ha, acima da projeção inicial de 7.620 kg/ha.
A produtividade em ambos municípios foi beneficiada pelas boas condições climáticas e pela rotação com soja em áreas de várzea, nos anos anteriores. Na de Pelotas, a colheita atinge 99%, e restam pequenas áreas em Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares. A produtividade média regional está em 9.647 kg/ha. Avançaram os manejos de preparo antecipado das áreas, incluindo sistematização, nivelamento, construção de marachas ou taipas e implantação de plantas de cobertura, visando à antecipação da semeadura da próxima safra dentro da janela preferencial.
O preparo antecipado das áreas constitui estratégia de manejo para a mitigação dos impactos da eventual ocorrência de El Niño de forte intensidade, associado à previsão de precipitações acima da média durante a primavera, condição que pode comprometer o preparo das lavouras e a semeadura. O sistema permite a dessecação das áreas entre o final de agosto e setembro,viabilizando o início da implantação da cultura dentro da janela preferencial de cultivo.
Na de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, confirmando produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Na região da 4ª Colônia, os rizicultores realizam gradagens em áreas sem cultivo para redução do banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas indesejáveis.
Nas áreas colhidas, realizam a incorporação da resteva, visando à decomposição da palhada. Na de Santa Rosa, a elevada umidade do solo e a recorrência de chuvas dificultaram a implantação de pastagens e a realização de operações de nivelamento nas áreas colhidas, destinadas à integração lavoura-pecuária (ILP) e à ciclagem de nutrientes.
Na de Soledade, a colheita se aproxima da finalização, atingindo 98% da área cultivada. Os cultivos apresentam bom padrão produtivo e qualidade de grãos, proporcionando elevado rendimento de engenho. Restam 2% das áreas em maturação e maduras por colher.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 2,66 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 61,37 para
R$ 59,74.
Fonte: Emater/RS
Agro Mato Grosso
UPL obtém registro de novo inseticida para soja, milho e algodão

Sucessor utiliza tecnologia de formulação desenvolvida pela empresa e promete ação rápida contra percevejos e bicudo-do-algodoeiro
A UPL Brasil obteve o registro de Sucessor, novo inseticida destinado às culturas de soja, milho e algodão. O produto incorpora a tecnologia Blast, desenvolvida pela companhia, que permite combinar ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma mesma formulação.
Segundo a UPL, a tecnologia possibilita uma nova alternativa para o manejo do complexo de percevejos nas culturas de soja e milho e do bicudo-do-algodoeiro. Entre os principais diferenciais do produto está a velocidade de ação. Em testes realizados a campo no Brasil, a empresa observou a eliminação dos alvos, em média, entre 30 minutos e uma hora após a aplicação.
Além do efeito de choque, Sucessor combina velocidade de ação com efeito residual e consistência de controle, segundo a companhia. O produto também pode ser aplicado por via aérea, conforme as orientações estabelecidas em bula.
Para Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, o desenvolvimento do inseticida representa um avanço na tecnologia de formulação. “A ciência aplicada ao desenvolvimento dessa solução transformadora possibilita avançar em uma fronteira da tecnologia de formulação e transformar conhecimento em uma opção real para o manejo de insetos de alto impacto em culturas estratégicas para o Brasil”, afirma.
O lançamento amplia o portfólio da UPL voltado ao controle de insetos de importância agrícola e faz parte da estratégia da empresa de desenvolver ferramentas de manejo para diferentes sistemas produtivos.
De acordo com Figueiredo, o desenvolvimento do produto também considerou as demandas apresentadas pelos produtores. “O produto resulta de pesquisas orientadas pela escuta dos produtores rurais, o que nos permite compreender melhor suas dores e os desafios do campo, direcionando nossos esforços para necessidades reais”, conclui.
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Baixa oferta sustenta cotações no RS – MAIS SOJA

A disponibilidade restrita de arroz em casca segue dando suporte às cotações no Rio Grande do Sul. Segundo o Cepea, a necessidade de compra das indústrias e as dificuldades de carregamento provocadas pelas chuvas reforçam esse cenário.
De acordo com o Centro de Pesquisas, produtores permanecem retraídos, diante da expectativa de valores mais elevados. Embora a diferença entre os preços ofertados pelos compradores e os pretendidos pelos vendedores tenha diminuído, a liquidez segue limitada. Neste cenário, algumas indústrias elevaram as ofertas de compra nos últimos dias e, em casos pontuais, chegaram a suspender temporariamente as vendas de arroz beneficiado por não conseguirem adquirir matéria-prima suficiente para atender novos pedidos.
Pesquisadores do Cepea ressaltam ainda que as chuvas dificultaram o carregamento do cereal em algumas regiões, aumentando a preferência por lotes já depositados nas unidades de beneficiamento.
Fonte: CEPEA
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
IPPA/CEPEA: Índice registra alta impulsionado pelos IPPA-Cana-Café e IPPA- Grãos – MAIS SOJA

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta nominal de 1,53% em julho frente a junho. Segundo o Cepea, o resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelas altas do IPPA-Cana-Café (6,61%) e do IPPA-Grãos (5,24%), que mais do que compensaram as quedas observadas no IPPA-Hortifrutícolas (-11,50%) e no IPPA-Pecuária (-3,00%).
De acordo com o Centro de Pesquisas, entre os produtos, destacaram-se as altas de café, arroz, milho, soja, trigo, leite, laranja e uva, enquanto cana-de-açúcar, algodão, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, ovos, batata, tomate e banana exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 2,59%. Com isso, mesmo perante a valorização de 0,27% do Real frente ao dólar, os preços internacionais dos alimentos medidos em reais registraram alta de 2,32%, apontam pesquisadores do Cepea.
Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Autor:Cepea
Site: Cepea
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