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29 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Microrganismos da Caatinga, adaptados a condições extremas, podem gerar bioinsumos eficazes em condições de seca e baixa fertilidade do solo – MAIS SOJA

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Solos que suportam meses sem chuva, temperaturas que ultrapassam 40°C e radiação solar intensa: as condições extremas da Caatinga, que limitam a agricultura convencional no semiárido brasileiro, são justamente as que tornam sua microbiota singular do ponto de vista biotecnológico. Microrganismos que sobrevivem neste ambiente desenvolvem adaptações raras, como produção de compostos protetores, eficiência metabólica mesmo em condições de escassez extrema e capacidade de entrar em dormência por meses, voltando à atividade com as primeiras chuvas. É exatamente esse repertório que a ciência começa a enxergar como ponto de partida para uma nova geração de bioinsumos agrícolas.

O interesse cresce à medida que o setor produtivo busca alternativas para culturas em regiões com baixa disponibilidade hídrica e solos pobres em nutrientes. Segundo dados do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), o bioma ocupa cerca de 11% do território nacional, influenciando diretamente a produção agropecuária de mais de 27 milhões de pessoas em nove estados. Apesar disso, a Caatinga permanece como um bioma menos estudado sob o ponto de vista biotecnológico, o que lhe confere um enorme potencial para descobertas inéditas.

É nesse cenário que a Apoena Agro, divisão agrícola da Apoena Biotech, empresa de biotecnologia paulista, realizou sua primeira expedição de bioprospecção na Caatinga, no último mês de março. A iniciativa representa a expansão de uma plataforma de pesquisa que já explorou ambientes como a Amazônia e o arquipélago de Fernando de Noronha, resultando em um banco com mais de 900 cepas de microrganismos, que servem como base para a formulação de bioinsumos com diferentes aplicações agrícolas.

A bioprospecção na prática

A bioprospecção consiste na busca sistemática por microrganismos em ambientes naturais, envolvendo a coleta, o isolamento, a caracterização e o mapeamento das suas funções. Com isso, desenvolvem-se novos produtos com aplicações diversas, como os bioinsumos desenvolvidos pela Apoena Agro. Na Caatinga, esse processo foi dividido em duas etapas: foram coletadas 98 amostras durante a estação chuvosa, entre janeiro e março, e serão coletadas mais amostras na estação da seca, de junho a dezembro, com potencial de isolar cerca de 200 cepas em cada período.

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“A alternância de climas, combinada com solos pobres e temperaturas extremas, forçou os microrganismos locais a desenvolver mecanismos de sobrevivência incomuns: alguns conseguem entrar em estado de dormência durante meses e voltar à atividade assim que a umidade retorna, enquanto outros decompõem matéria orgânica de difícil degradação ou contribuem para a fixação de nitrogênio no solo”, explica Patrícia Mendes, diretora de desenvolvimento de negócios e estratégia comercial da Apoena Agro.

Os pontos de coleta incluem a zona ao redor das raízes, as crostas biológicas superficiais do solo, tecidos internos de plantas nativas, fendas de rochas e solos sob arbustos. Do ponto de vista biotecnológico, o interesse recai sobre cepas capazes de induzir resistência à seca nas plantas hospedeiras, alternar fontes de energia em condições de escassez e produzir compostos de proteção celular raramente encontrados em outros biomas.

Todo o processo foi autorizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em conformidade com a legislação brasileira de acesso à biodiversidade. O conhecimento gerado será compartilhado com a comunidade científica, ampliando os estudos sobre a biodiversidade nacional.

Da coleta ao desenvolvimento

Para que as amostras coletadas se transformem em bioinsumos, há um longo caminho. O primeiro passo é mapear o material genético presente nas amostras sem precisar cultivar cada microrganismo individualmente, o que orienta o trabalho laboratorial com mais precisão. As cepas isoladas são então investigadas por técnicas ômicas, e triadas com base na literatura por características de interesse agrícola, como promoção de crescimento vegetal, fixação de nitrogênio, resistência a seca, solubilização de fosfato e biossíntese de fitohormônios.

A partir desse filtro, é criado um mapa genômico para as cepas de interesse, tornando possível realizar uma avaliação in silico, na qual os genes do microrganismo analisados são comparados com estirpes-tipo e estirpes de referência, permitindo avaliar seu potencial de aplicação e mercado. Após essa etapa de seleção molecular, são conduzidos ensaios em bancada para confirmar a expressão e a ativação dos genes de interesse. O potencial agronômico é, então, constatado por uma sucessão de análises laboratoriais, avançando para os testes pré-industriais, que visam avaliar a multiplicação desses microganismos em ambiente fabril.

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Esse processo sequencial desenvolvido pela empresa, aliado à experiência consolidada no registro de diferentes soluções biológicas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), contribui para reduzir o intervalo entre a etapa de bioprospecção e o lançamento efetivo dos bioinsumos no mercado.

“Esperamos, por meio dessa expedição, desenvolver especialmente bioestimulantes e biofertilizantes para regiões onde a seca e a baixa fertilidade do solo são os principais desafios da produção agrícola”, continua a diretora.

Modelo B2B e próximos passos

Com a incorporação das cepas da Caatinga, o banco exclusivo da Apoena Agro deve superar 1200 microrganismos. Até o final de 2026, a empresa planeja ampliar ainda mais esse acervo, chegando a mais de 2 mil microrganismos, com novas expedições em outros biomas brasileiros.

Atuando inteiramente no modelo B2B, a Apoena Agro fornece bioinsumos prontos para comercialização a indústrias de insumos agrícolas, conduzindo internamente todo o processo: da bioprospecção ao desenvolvimento, testagem e registro. Para sustentar esse ciclo, destina 5% do faturamento anual a pesquisa e desenvolvimento, investimento que deve ser traduzido em novos lançamentos ainda este ano.

“O Brasil abriga mais de 20% das espécies conhecidas no planeta, e boa parte desse patrimônio ainda é cientificamente inexplorado. Desenvolver bioinsumos a partir dessa biodiversidade é uma forma de transformar a riqueza biológica do país em soluções reais para um agronegócio mais resiliente, produtivo e em equilíbrio com o meio ambiente”, conclui Patrícia Mendes.

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Sobre a Apoena Agro

Criada em 2025, a Apoena Agro é a divisão da Apoena Biotech voltada especialmente para atender às demandas do setor agrícola com foco, identidade própria e soluções biotecnológicas de alta performance,

Desde 2018, a Apoena Biotech desenvolve soluções sustentáveis para setores como higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, tendo como matéria-prima a biodiversidade do Brasil: país com maior diversidade de espécies do mundo, abrigando mais de 20% das espécies conhecidas no planeta.

Com a Apoena Agro, a empresa expande sua atuação e se destaca na formulação de soluções sustentáveis para o campo. Para isso, conta com uma plataforma própria de bioprospecção, que explora a diversidade microbiana de biomas brasileiros, como a Amazônia e o arquipélago de Fernando de Noronha, para identificar microrganismos com potencial de aprimorar o manejo agrícola, promover a saúde do solo e contribuir para o aumento da produtividade das culturas.

Esse trabalho resultou em um banco exclusivo com mais de 900 cepas de microrganismos que impulsionam o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas como inseticidas, fungicidas, nematicidas, inoculantes microbiológicos e promotores de crescimento de planta. Os produtos atendem tanto à agricultura orgânica quanto ao manejo integrado de pragas e doenças na agricultura convencional.

Em 2024, a empresa figurou como a quarta que mais registrou defensivos biológicos no Brasil, com cinco produtos aprovados. Atualmente, seu portfólio conta com sete produtos registrados, sendo três biofungicidas, dois bioinseticidas e dois bioinseticidas/bioacaricidas. Atualmente, outros produtos estão em processo de registro e novos lançamentos estão previstos para 2026. Esse resultado reforça o compromisso da empresa em destinar 5% do faturamento anual à pesquisa e desenvolvimento, com a inovação como pilar estratégico.

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Com a Apoena Agro, a biotecnologia deixa de ser tendência para se tornar realidade no campo, marcando o início de uma nova era para a agricultura brasileira.

Saiba mais em www.apoenaagro.com.br

Fonte: Asessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Alta dos fertilizantes aumenta a importância da eficiência no manejo do solo – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

O investimento em fertilizantes representa uma parcela relevante dos custos de produção agrícola e, em um cenário de forte dependência brasileira de insumos importados, aumentar a eficiência de cada aplicação tornou-se ainda mais relevante. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, enquanto soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 70% da demanda nacional.

Nesse contexto, a condição do solo é um dos fatores que podem interferir no aproveitamento dos nutrientes. A compactação, por exemplo, pode limitar o crescimento das raízes e reduzir o volume da área explorada pelas plantas, fazendo com que parte do potencial do fertilizante não seja aproveitada.

De acordo com Henrique Moscatelli, engenheiro agrônomo, responsável pela área de inteligência de mercado e marketing da Piccin Equipamentos, a limitação física pode comprometer o desempenho da cultura mesmo quando a adubação é realizada de acordo com a recomendação. “Para que o fertilizante seja bem aproveitado, é preciso que os nutrientes estejam acessíveis às raízes. Em um solo compactado, elas tendem a se concentrar nas camadas mais superficiais, e o produtor passa a depender de uma faixa menor dele para nutrir a planta durante toda a safra”, explica.

Adubar mais nem sempre significa produzir mais

Um dos sinais de que a limitação pode estar relacionada à estrutura física do solo é a ausência de resposta proporcional ao aumento das doses de fertilizantes. Segundo Moscatelli, a avaliação química precisa ser acompanhada pela análise das condições físicas da área. “O produtor pode comprar o fertilizante correto e aplicar a dose recomendada, mas a planta não responder na mesma proporção porque a raiz encontra uma barreira física. Nesse caso, o problema não está necessariamente no adubo, mas na condição do solo”, afirma.

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Entre os sinais que podem indicar compactação estão plantas menores concentradas nos mesmos pontos do talhão ao longo das safras, baixa resposta ao incremento da adubação, sintomas de deficiência nutricional mesmo após a fertilização, encharcamento localizado e demora na infiltração da água. Cabeceiras, carreadores e locais submetidos a maior tráfego de máquinas também merecem atenção, já que tendem a apresentar maior pressão sobre o solo.

Diagnóstico orienta a descompactação

Quando o diagnóstico confirma a existência de uma camada compactada, operações mecânicas podem ajudar a restabelecer condições adequadas para o crescimento das raízes. O rompimento dessa camada amplia o volume de solo explorado pelas plantas e pode favorecer tanto o acesso aos nutrientes quanto à água armazenada em camadas superficiais.

A melhora da estrutura também pode favorecer a infiltração da água e reduzir o escoamento superficial. O manejo, porém, precisa ser dimensionado de acordo com a necessidade da área. “O equilíbrio está em trabalhar somente onde o diagnóstico identificou compactação e na profundidade necessária para romper a camada de impedimento. Fazer uma operação mais intensa do que a área exige aumenta o consumo de combustível, as horas de máquina e pode comprometer a estrutura do solo”, ressalta o engenheiro agrônomo.

Regulagem interfere no custo da operação

Além de definir onde e em qual profundidade intervir, a regulagem do implemento influencia a eficiência operacional. Profundidade de trabalho, nivelamento, condição das ponteiras e configuração das hastes devem estar adequados às características da operação. Um equipamento mal regulado pode exigir maior força de tração do trator e elevar o consumo de combustível.

Para operações de descompactação, a Piccin dispõe de diferentes configurações de escarificadores e subsoladores para distintas profundidades e condições de solo. Entre as opções estão o escarificador EPCR 300, para trabalhos de até 260 milímetros, e a linha SP de subsoladores, com profundidades entre 200 e 450 milímetros. As linhas Controle Remoto e Advanced também permitem trabalhar em camadas mais profundas e ajustar características do equipamento às condições identificadas na área.

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Na distribuição de insumos, a empresa conta ainda com a linha Master equipada com a Esteira Precisa, tecnologia destinada à aplicação de produtos como calcário, gesso, fertilizantes químicos e orgânicos e pó de rocha, com configurações para operações em agricultura de taxa variável.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

China adia novas compras de soja e mantém disputa entre Brasil e EUA em aberto – MAIS SOJA

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A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping não trouxe novos volumes de soja nem mudanças nas condições comerciais para o produto americano, mantendo praticamente inalterado o cenário de disputa pela demanda chinesa. Com 13,73 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos já contratadas e outras 11,3 milhões ainda necessárias para completar o compromisso anual de 25 milhões de toneladas, a atenção do mercado se volta agora para o momento em que a China voltará às compras e para qual origem será escolhida.

Ao mesmo tempo, o Brasil chega aos próximos meses com uma posição relevante. A China já contratou cerca de 28 milhões de toneladas brasileiras, contra 13,73 milhões dos Estados Unidos e 1,65 milhão de Argentina e Uruguai. A diferença tarifária também permanece: a soja americana está sujeita a uma tarifa total de 13% para entrar no mercado chinês, enquanto a brasileira enfrenta 3%.

Para Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, o comportamento da China nos próximos meses será determinante para entender como a demanda será distribuída entre as duas principais origens.

“A China entra nos próximos meses com uma parcela importante da sua necessidade já coberta e, por isso, pode esperar para avaliar preços, disponibilidade e as condições comerciais antes de ampliar as compras. O ponto de atenção passa a ser dezembro e o início de 2027, quando essa cobertura diminui e a nova safra brasileira começa a ganhar espaço”, destaca.

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Mais da metade do compromisso americano já foi contratado

Dos 25 milhões de toneladas que a China se comprometeu a comprar anualmente dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, aproximadamente 13,73 milhões já estão contratadas. O volume representa cerca de 55% do compromisso, deixando aproximadamente 11,3 milhões de toneladas para completar a programação de 2026.

Antes do encontro entre Trump e Xi, o mercado trabalhava com possibilidades de ampliação desse compromisso para algo próximo de 27 milhões a 28 milhões de toneladas, enquanto cenários mais otimistas consideravam 30 milhões. Até o momento, porém, nenhum aumento foi anunciado.

A entrada da nova safra americana aumenta a disponibilidade de soja justamente no período em que a China costuma ampliar sua presença nos Estados Unidos. Por isso, o comportamento das toneladas ainda não contratadas ganha importância para a formação da demanda e para a percepção do mercado sobre o balanço americano.

Segundo Isabella, o ponto central não está apenas no cumprimento do acordo já existente, mas em como a China irá distribuir suas compras entre as origens.

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“Completar as 25 milhões de toneladas previstas mantém uma demanda que já está no cenário. O que pode mudar a percepção do mercado é a existência de compras acima desse volume e, principalmente, o ritmo dessas compras. Para o Brasil, será importante acompanhar se a China vai antecipar parte das necessidades ou esperar pela chegada da nova safra”, complementa a analista.

China já tem 39,4% da necessidade contratada

A China chega a esta temporada com aproximadamente 111 milhões de toneladas de necessidade considerada, das quais 43,37 milhões já estão contratadas. A cobertura de 39,4% é superior aos 31,3% registrados no mesmo período do ano anterior.

Embora a necessidade total tenha aumentado cerca de 3%, o volume contratado cresceu aproximadamente 28,8%. Na prática, isso significa que os chineses precisam de mais soja nesta temporada, mas começaram o ciclo com uma parcela maior da demanda já protegida.

A situação é especialmente confortável no curto prazo. Outubro está praticamente resolvido, com 10,49 milhões de toneladas contratadas para uma necessidade estimada de 10,5 milhões. Em novembro, a cobertura chega a 69%, com 5,54 milhões de toneladas compradas para uma necessidade de 8 milhões.

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A abertura aumenta a partir de dezembro. A cobertura cai para 40% naquele mês e para apenas 17% em janeiro. Em fevereiro, fica em 26%; em março, sobe para 56%; e em abril, chega a 44%.

Disputa entre Brasil e EUA ganha força no fim do ano

A distribuição das compras chinesas também acompanha a sazonalidade da oferta. Os Estados Unidos aparecem à frente nos embarques contratados para outubro e novembro, período de maior disponibilidade da nova safra americana. Em outubro, são aproximadamente 6,40 milhões de toneladas dos EUA, contra 3,30 milhões do Brasil. Em novembro, são 2,90 milhões americanas e 2,11 milhões brasileiras.

A partir dos meses seguintes, porém, o cenário começa a mudar. Com a aproximação da nova safra brasileira, o Brasil volta a ganhar participação nas compras chinesas. Para fevereiro, já são cerca de 2,11 milhões de toneladas brasileiras contratadas; em março, 6,73 milhões; e, em abril, 5,48 milhões.

A combinação entre menor cobertura chinesa e maior disponibilidade brasileira deve colocar as duas origens em uma disputa mais direta a partir de dezembro e, principalmente, no início de 2027.

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“É nesse intervalo que a disputa entre Brasil e Estados Unidos tende a ficar mais evidente. A China terá de decidir entre avançar nas compras durante a janela americana ou deixar parte da demanda para um momento em que a soja brasileira estará mais disponível. A tarifa também continua sendo uma variável importante nessa decisão”, afirma Isabella.

Tarifa mantém vantagem para a soja brasileira

A soja dos Estados Unidos continua enfrentando tarifa total de 13% para entrar na China, enquanto o produto brasileiro está sujeito a 3%. A diferença permanece como um fator que limita a competitividade americana, especialmente nas compras realizadas por agentes privados chineses.

Nesse contexto, a decisão chinesa não depende apenas do volume disponível em cada origem. Preços, tarifas, disponibilidade americana, chegada da nova safra brasileira e o nível de cobertura da demanda passam a ser fatores relevantes para definir o próximo movimento.

Para Chicago, o comportamento das 11,3 milhões de toneladas que ainda faltam para completar o compromisso americano será uma das principais variáveis. Compras que apenas levem o volume aos 25 milhões de toneladas mantêm o fluxo já esperado, enquanto volumes adicionais poderiam alterar de forma mais significativa a percepção sobre a demanda americana.

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Para o Brasil, a atenção está concentrada no momento em que a cobertura chinesa começar a diminuir e a nova safra ganhar disponibilidade.

“O mercado precisa olhar além do volume total que a China vai importar. É importante observar quanto já está coberto, para quais meses, de qual origem vem essa soja e quanto ainda falta comprar. É essa combinação que vai mostrar como a demanda será dividida entre Brasil e Estados Unidos e quais podem ser os reflexos sobre Chicago e os prêmios brasileiros”, conclui Isabella.



Sobre a Biond Agro

Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais em clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Colheita do milho é concluída nas regiões Norte e Centro do Estado – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 está praticamente concluída em Mato Grosso do Sul. Conforme levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 99,8% da área acompanhada foi colhida, o que equivalente a aproximadamente 2,2 milhões de hectares. As regiões Norte e Centro alcançaram 100% de colheita, enquanto a região Sul está com 99,7% da área concluída.

Entre os municípios das regiões Norte e Centro com a colheita concluída estão: Água Clara, Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Paraíso das Águas, Paranaíba, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sonora, Três Lagoas, Anastácio, Aquidauana, Bandeirantes, Brasilândia, Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Negro, Rochedo, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia e Terenos.

“Apesar de a operação estar encerrada na maior parte do Estado, algumas áreas pontuais da região Sul ainda estavam em fase final de colheita. Durante a semana analisada, foram registrados volumes de chuva entre 10 e 140 milímetros em diferentes regiões, o que contribuiu para a manutenção da umidade do solo para o início da semeadura da soja, mas também provocaram atrasos pontuais na retirada do milho“, aponta o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana.

Enquanto a colheita do milho chega à reta final, o plantio da safra de soja 2026/2027 avança em Mato Grosso do Sul. Até 25 de setembro, 5,1% da área estimada já havia sido plantada, correspondendo a aproximadamente 248,6 mil hectares. O ritmo está cerca de 4,2 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra 2025/2026.

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A região Sul apresenta o maior avanço, com 6,2% da área plantada, seguida pela região Centro, com 5,9%. No Norte, o plantio ainda está abaixo de 1%, concentrado principalmente em áreas irrigadas, devido à irregularidade das chuvas.

Para a safra 2026/2027, a estimativa é de 4,874 milhões de hectares cultivados com soja, aumento de 5,5% em relação ao ciclo anterior. A produtividade projetada é de 52,4 sacas por hectare, resultando em uma produção estimada de 15,331 milhões de toneladas.

De acordo com o acompanhamento do SIGA-MS, o avanço inicial da semeadura tem ocorrido principalmente nas regiões Centro-Sul, favorecido pelas condições de umidade do solo. Já no Norte, a irregularidade das chuvas mantém o ritmo mais lento e faz com que o início das operações ocorra, em maior parte, em áreas irrigadas.

“No Centro-Sul, a condição de umidade tem permitido uma evolução mais rápida das operações, enquanto o Norte ainda depende de uma regularização das chuvas. Para o produtor, o acompanhamento das condições de solo e das previsões climáticas continua sendo fundamental para definir o ritmo das operações e reduzir os riscos durante a implantação da lavoura”.

O Projeto SIGA-MS segue acompanhando semanalmente o avanço da colheita do milho e do plantio da soja, além das condições das lavouras e dos indicadores de produtividade nas diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

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O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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