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15 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Microrganismos da Caatinga, adaptados a condições extremas, podem gerar bioinsumos eficazes em condições de seca e baixa fertilidade do solo – MAIS SOJA

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Solos que suportam meses sem chuva, temperaturas que ultrapassam 40°C e radiação solar intensa: as condições extremas da Caatinga, que limitam a agricultura convencional no semiárido brasileiro, são justamente as que tornam sua microbiota singular do ponto de vista biotecnológico. Microrganismos que sobrevivem neste ambiente desenvolvem adaptações raras, como produção de compostos protetores, eficiência metabólica mesmo em condições de escassez extrema e capacidade de entrar em dormência por meses, voltando à atividade com as primeiras chuvas. É exatamente esse repertório que a ciência começa a enxergar como ponto de partida para uma nova geração de bioinsumos agrícolas.

O interesse cresce à medida que o setor produtivo busca alternativas para culturas em regiões com baixa disponibilidade hídrica e solos pobres em nutrientes. Segundo dados do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), o bioma ocupa cerca de 11% do território nacional, influenciando diretamente a produção agropecuária de mais de 27 milhões de pessoas em nove estados. Apesar disso, a Caatinga permanece como um bioma menos estudado sob o ponto de vista biotecnológico, o que lhe confere um enorme potencial para descobertas inéditas.

É nesse cenário que a Apoena Agro, divisão agrícola da Apoena Biotech, empresa de biotecnologia paulista, realizou sua primeira expedição de bioprospecção na Caatinga, no último mês de março. A iniciativa representa a expansão de uma plataforma de pesquisa que já explorou ambientes como a Amazônia e o arquipélago de Fernando de Noronha, resultando em um banco com mais de 900 cepas de microrganismos, que servem como base para a formulação de bioinsumos com diferentes aplicações agrícolas.

A bioprospecção na prática

A bioprospecção consiste na busca sistemática por microrganismos em ambientes naturais, envolvendo a coleta, o isolamento, a caracterização e o mapeamento das suas funções. Com isso, desenvolvem-se novos produtos com aplicações diversas, como os bioinsumos desenvolvidos pela Apoena Agro. Na Caatinga, esse processo foi dividido em duas etapas: foram coletadas 98 amostras durante a estação chuvosa, entre janeiro e março, e serão coletadas mais amostras na estação da seca, de junho a dezembro, com potencial de isolar cerca de 200 cepas em cada período.

“A alternância de climas, combinada com solos pobres e temperaturas extremas, forçou os microrganismos locais a desenvolver mecanismos de sobrevivência incomuns: alguns conseguem entrar em estado de dormência durante meses e voltar à atividade assim que a umidade retorna, enquanto outros decompõem matéria orgânica de difícil degradação ou contribuem para a fixação de nitrogênio no solo”, explica Patrícia Mendes, diretora de desenvolvimento de negócios e estratégia comercial da Apoena Agro.

Os pontos de coleta incluem a zona ao redor das raízes, as crostas biológicas superficiais do solo, tecidos internos de plantas nativas, fendas de rochas e solos sob arbustos. Do ponto de vista biotecnológico, o interesse recai sobre cepas capazes de induzir resistência à seca nas plantas hospedeiras, alternar fontes de energia em condições de escassez e produzir compostos de proteção celular raramente encontrados em outros biomas.

Todo o processo foi autorizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em conformidade com a legislação brasileira de acesso à biodiversidade. O conhecimento gerado será compartilhado com a comunidade científica, ampliando os estudos sobre a biodiversidade nacional.

Da coleta ao desenvolvimento

Para que as amostras coletadas se transformem em bioinsumos, há um longo caminho. O primeiro passo é mapear o material genético presente nas amostras sem precisar cultivar cada microrganismo individualmente, o que orienta o trabalho laboratorial com mais precisão. As cepas isoladas são então investigadas por técnicas ômicas, e triadas com base na literatura por características de interesse agrícola, como promoção de crescimento vegetal, fixação de nitrogênio, resistência a seca, solubilização de fosfato e biossíntese de fitohormônios.

A partir desse filtro, é criado um mapa genômico para as cepas de interesse, tornando possível realizar uma avaliação in silico, na qual os genes do microrganismo analisados são comparados com estirpes-tipo e estirpes de referência, permitindo avaliar seu potencial de aplicação e mercado. Após essa etapa de seleção molecular, são conduzidos ensaios em bancada para confirmar a expressão e a ativação dos genes de interesse. O potencial agronômico é, então, constatado por uma sucessão de análises laboratoriais, avançando para os testes pré-industriais, que visam avaliar a multiplicação desses microganismos em ambiente fabril.

Esse processo sequencial desenvolvido pela empresa, aliado à experiência consolidada no registro de diferentes soluções biológicas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), contribui para reduzir o intervalo entre a etapa de bioprospecção e o lançamento efetivo dos bioinsumos no mercado.

“Esperamos, por meio dessa expedição, desenvolver especialmente bioestimulantes e biofertilizantes para regiões onde a seca e a baixa fertilidade do solo são os principais desafios da produção agrícola”, continua a diretora.

Modelo B2B e próximos passos

Com a incorporação das cepas da Caatinga, o banco exclusivo da Apoena Agro deve superar 1200 microrganismos. Até o final de 2026, a empresa planeja ampliar ainda mais esse acervo, chegando a mais de 2 mil microrganismos, com novas expedições em outros biomas brasileiros.

Atuando inteiramente no modelo B2B, a Apoena Agro fornece bioinsumos prontos para comercialização a indústrias de insumos agrícolas, conduzindo internamente todo o processo: da bioprospecção ao desenvolvimento, testagem e registro. Para sustentar esse ciclo, destina 5% do faturamento anual a pesquisa e desenvolvimento, investimento que deve ser traduzido em novos lançamentos ainda este ano.

“O Brasil abriga mais de 20% das espécies conhecidas no planeta, e boa parte desse patrimônio ainda é cientificamente inexplorado. Desenvolver bioinsumos a partir dessa biodiversidade é uma forma de transformar a riqueza biológica do país em soluções reais para um agronegócio mais resiliente, produtivo e em equilíbrio com o meio ambiente”, conclui Patrícia Mendes.

Sobre a Apoena Agro

Criada em 2025, a Apoena Agro é a divisão da Apoena Biotech voltada especialmente para atender às demandas do setor agrícola com foco, identidade própria e soluções biotecnológicas de alta performance,

Desde 2018, a Apoena Biotech desenvolve soluções sustentáveis para setores como higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, tendo como matéria-prima a biodiversidade do Brasil: país com maior diversidade de espécies do mundo, abrigando mais de 20% das espécies conhecidas no planeta.

Com a Apoena Agro, a empresa expande sua atuação e se destaca na formulação de soluções sustentáveis para o campo. Para isso, conta com uma plataforma própria de bioprospecção, que explora a diversidade microbiana de biomas brasileiros, como a Amazônia e o arquipélago de Fernando de Noronha, para identificar microrganismos com potencial de aprimorar o manejo agrícola, promover a saúde do solo e contribuir para o aumento da produtividade das culturas.

Esse trabalho resultou em um banco exclusivo com mais de 900 cepas de microrganismos que impulsionam o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas como inseticidas, fungicidas, nematicidas, inoculantes microbiológicos e promotores de crescimento de planta. Os produtos atendem tanto à agricultura orgânica quanto ao manejo integrado de pragas e doenças na agricultura convencional.

Em 2024, a empresa figurou como a quarta que mais registrou defensivos biológicos no Brasil, com cinco produtos aprovados. Atualmente, seu portfólio conta com sete produtos registrados, sendo três biofungicidas, dois bioinseticidas e dois bioinseticidas/bioacaricidas. Atualmente, outros produtos estão em processo de registro e novos lançamentos estão previstos para 2026. Esse resultado reforça o compromisso da empresa em destinar 5% do faturamento anual à pesquisa e desenvolvimento, com a inovação como pilar estratégico.

Com a Apoena Agro, a biotecnologia deixa de ser tendência para se tornar realidade no campo, marcando o início de uma nova era para a agricultura brasileira.

Saiba mais em www.apoenaagro.com.br

Fonte: Asessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

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Foto: Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.

Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.

De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.

  • Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
  • Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
  • Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
  • Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
  • Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.

Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.

As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.

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Sustentabilidade

Como o sistema de produção condiciona o sucesso da lavoura de soja – MAIS SOJA

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Com a aproximação da época de semeadura da soja, chega o momento de escolher a cultivar ideal que melhor se adapte às condições de cada produtor. A primeira etapa para determinar a cultivar está relacionada ao conhecimento do ambiente (temperatura, radiação solar e fotoperíodo) e do sistema de produção. Um sistema intensificado de cultivos impede o produtor semear a soja na época ideal, demonstrando como o sistema de produção frequentemente condiciona a época de semeadura. No Sul do Brasil, por exemplo, uma análise em 853 lavouras de soja apontou que há uma perda de 995 kg ha-1 pela escolha incorreta do GMR ou época de semeadura (Winck et al., 2023).

A época de semeadura influencia diretamente o comportamento fenológico e o potencial de produtividade de cada lavoura. O fator biofísico que mais explica o potencial de produtividade de uma lavoura (sem limitações hídricas, nutricionais ou bióticas) é o coeficiente fototérmico (razão entre a radiação solar incidente e a temperatura do ar) durante a fase entre os estágios R3 (início da formação dos legumes) e R7 (maturidade fisiológica) da soja (Fehr & Caviness, 1977; Zanon et al., 2016).

Para exemplicar essa dinâmica, a Figura 1 apresenta o momento de ocorrência de cada fase fenológica de cultivares com diferentes GMRs em relação ao fotoperíodo do local de semeadura. Compreender essas relações permite alinhar o período crítico da cultura com a maior oferta ambiental (maior coeficiente fototérmico), além de evidenciar como esse posicionamento é influenciado pela época de semeadura e pelo GMR da cultivar.

Figura 1. Relação de cultivares de soja (hábito de crescimento indeterminado) com diferentes Grupos de Maturidade Relativa (GMR), semeados em Chapadinha/MA – Brasil (A), Sorriso/MT – Brasil (B), Passo Fundo/RS – Brasil (C), Pergamino/BA – Argentina (D) e North Platte/NE – EUA (E), com os seus respectivos fotoperíodos. A linha preta tracejada indica o fotoperíodo (horas) ao longo do período de cultivo. As colunas com diferentes cores representam as diferentes durações (dias) das fases do ciclo de desenvolvimento da soja. SE-R1: fase vegetativa, da semeadura (SE) até o aparecimento da primeira flor na haste principal (R1); R1-R3: início do florescimento (R1) ao início da formação de legumes (R3); R3-R5: início da formação de legumes (R3) ao início do enchimento de grãos (R5); R5-R7: início do enchimento de grãos (R5) até maturidade fisiológica (R7). O retângulo tracejado representa o período crítico para a cultura da soja de R3 a R6.


Referências:

FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.

WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 21/07/2026.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

ZANON, A.J; STRECK, N.A; GRASSINI, P. Climate and Management Factors Influence Soybean Yield Potential in a Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 108, n. 4, p. 1447-1454, 2016. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso 22/07/2026.

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Sustentabilidade

Soja mantém protagonismo nas exportações de MS – MAIS SOJA

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A soja manteve a liderança entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul em julho de 2026. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, com dados do ComexStat, soja e resíduos representaram 35,6% da pauta de exportações do Estado no sétimo mês do ano. Na sequência aparecem celulose, com 30,6%, e carne bovina, com 15,5%.

O desempenho contribuiu para o resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense, que encerrou julho com saldo de US$ 1,084 bilhão. As exportações somaram US$ 1,264 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 180 milhões.

Outro destaque foi o óleo de soja, que aparece entre os principais produtos comercializados pelo Estado.

“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Nas importações, o gás natural permaneceu na primeira colocação, respondendo por 39,3% do total. O cobre ficou em segundo lugar, seguido por equipamentos elétricos. A via férrea, que representou 3,6% das importações, apareceu na quinta posição.

 A presença da via férrea entre os principais itens importados, segundo a análise do boletim, está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.

O resultado da balança comercial reforça, ainda, a diferença entre os fluxos de comércio registrados no mês: o valor exportado foi aproximadamente sete vezes superior ao importado.

Para Linneu, acompanhar a composição desses fluxos é importante para compreender não apenas o resultado mensal, mas também os movimentos estruturais da economia estadual.

“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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