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5 de outubro de 2026

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Quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo? Confira regras, prazos e multas

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TSE confirma participação liberada no segundo turno de 25 de outubro para quem tem título regular; prazo para justificar ausência do 1º turno vai até 3 de dezembro

Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas nesse domingo (4), o que representou uma abstenção de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleições gerais no país. Com um segundo turno confirmado para 25 de outubro, esse percentual pode mudar.

De acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada turno de votação é uma eleição independente. E os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão votar normalmente no segundo, desde que estejam com o título regular.

No entanto, os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno e não justificaram a ausência pelo e-título, ainda são obrigados regularizar a situação eleitoral, mesmo que votem no segundo turno.

O prazo vai até 3 de dezembro e a justificativa pode ser apresentada pelo serviço de autoatendimento do site do TSE ou em um cartório eleitoral, com  apresentação obrigatória de um documento que comprove o motivo, como um atestado médico ou bilhete aéreo.

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Eleitores em viagem no exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Caso more em outro país e vote em uma zona eleitoral do exterior, só é necessário justificar ausência em eleições presidenciais.

Caso não justifique no prazo, além de regularizar a situação, o eleitor também terá que pagar multa de R$ 3,51 por turno. O valor poderá ser pago pelo autoatendimento no site do TSE, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), do Pix ou de cartão de crédito.

Até a quitação da pendência, o eleitor permanecerá com o título eleitoral em situação irregular e impedido de emitir ou renovar carteira de identidade e passaporte, tomar posse em concurso público ou renovar matrícula em instituições de ensino público, receber vencimentos ou proventos em empregos públicos.

O título eleitoral é cancelado em caso de ausência sem justificativa e regularização em turnos consecutivos.

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TSE atuará para reduzir abstenção no 2º turno após 1º turno registrar 33,4 milhões de faltosos

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Presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, aponta aperfeiçoamento de campanhas; índice de 21,08% é o maior desde 1998

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno. 

De acordo com os dados do sistema de totalização de votos do TSE, o primeiro turno registrou abstenção de 21,08%, percentual equivalente a 33,4 milhões de eleitores.

“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou.

O primeiro turno também registrou 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos.

O comparecimento de eleitores foi de 125 milhões. O eleitorado apto a votar foi de 158,7 milhões.

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Marca histórica

A abstenção registrada no primeiro turno é considerada a maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou o percentual de 21,5%.

Nas eleições presidenciais de 2022, o número de eleitores faltosos foi de 20,95% na primeira etapa do pleito.

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Agro Mato Grosso

Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7% ao ano até 2030 segundo pesquisa

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O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View Research divulgada pela Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM). A construção concentra a maior parcela da demanda global e está entre as principais frentes de uso do material.

Avaliado em aproximadamente US$5,9 bilhões em 2023, o mercado encontra no Brasil um potencial estimado de comercialização de 2,4 milhões de metros cúbicos de madeira tratada por ano provenientes de áreas de reflorestamento, segundo a ABPM. A estimativa brasileira foi divulgada em 2020 e indica o potencial calculado pela entidade, não o volume atualmente vendido no país.

Postes, cruzetas, dormentes e cercas estão entre as aplicações tradicionais da madeira tratada no Brasil. Na construção, o material também pode ser empregado em fachadas, decks, estruturas e sistemas industrializados, usos que submetem a madeira a condições bastante diferentes de exposição.

Dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) indicam que determinados sistemas construtivos com madeira de árvores cultivadas podem reduzir em até 50% o tempo de execução em relação a métodos tradicionais. O desperdício de materiais pode ser de 20% a 30% menor.

As exigências técnicas mudam conforme o uso. Uma peça instalada sob cobertura não enfrenta as mesmas condições de uma fachada ou de um deck expostos diariamente ao sol, à chuva e à umidade. Espécie, projeto, instalação e exposição a fungos e insetos também interferem na conservação.

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Elaine Guedes, diretora comercial da Montana Química, explica que o local de instalação é uma das primeiras variáveis a serem consideradas na especificação.

“Duas peças da mesma espécie podem ter comportamentos diferentes se uma estiver protegida e a outra receber sol e chuva diariamente. Antes de definir a proteção, precisamos saber onde a madeira será usada, qual será o nível de exposição e quais condições ela enfrentará ao longo do tempo, afirma.

Durabilidade começa antes do acabamento
A vida útil da madeira não depende apenas do acabamento escolhido. O próprio projeto pode reduzir ou aumentar a exposição à água. Pontos que dificultam o escoamento, por exemplo, favorecem a permanência de umidade sobre a peça e podem comprometer seu desempenho.

Em áreas externas, radiação ultravioleta, chuva e oscilações de umidade provocam alterações naturais na madeira e desgastam os acabamentos. A necessidade de manutenção, portanto, varia conforme a exposição e o estado da superfície.
“Quando aparece um problema no acabamento, nem sempre ele começou ali. Água acumulada, umidade persistente ou algum detalhe construtivo podem estar por trás do desgaste. Por isso, olhar apenas para o produto aplicado é insuficiente para avaliar o que aconteceu”, diz Elaine.

Tratamento industrial e acabamento não são a mesma coisa
Tratamento industrial e acabamento superficial também cumprem funções diferentes.

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No primeiro, preservativos são introduzidos na madeira por processos específicos, como os realizados em autoclave, para aumentar a resistência a determinados agentes deterioradores. A atividade é regulamentada no Brasil.

Stains e vernizes são aplicados à superfície e têm indicações que variam de acordo com o ambiente e a exposição. Por isso, uma madeira submetida a tratamento industrial pode continuar precisando de acabamento adequado à aplicação.

“Há uma diferença de função. O tratamento industrial atende a determinadas necessidades de preservação da madeira, enquanto o acabamento atua na superfície. Em alguns usos, os dois processos são necessários e cumprem papéis distintos”, explica a executiva.

Com a construção concentrando a maior parcela da demanda mundial e o mercado global projetado para crescer 6,7% ao ano até 2030, fachadas, decks, estruturas e sistemas construtivos colocam a madeira em condições de uso bastante distintas. A expansão dessas aplicações traz para o centro da discussão questões como exposição, durabilidade e manutenção do material.

Sobre a Montana QuímicaSomos uma indústria química especialista na formulação de produtos de alta performance para a construção civil. Autoridade no mercado, possuímos uma linha completa de produtos para o tratamento, proteção, preservação e acabamento de madeiras, além de outros substratos como pedra, tecido, alvenaria, preservativos industriais para madeira e produtos de alta performance para indústria moveleira.

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Com sede em São Paulo, filial em Porto Alegre e revendas em todo o Brasil, em 2014 lançou a marca Monsa para atender o mercado internacional. Atualmente, a Montana já conta com unidades de negócios em diversos países sul-americanos e com uma filial em Medellín, na Colômbia, instalada em 2017 e outra no Uruguai, instalada em 2019.

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Agro Mato Grosso

Valtra lança sexta geração da Série T com até 245 cv

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Tratores recebem motor CORE75, novas transmissões, SmartTouch Gen2 e conectividade FarmENGAGE

A Valtra apresentou a sexta geração da Série T, com potência de 170 cv a 245 cv, novo motor AGCO Power CORE75, duas opções de transmissão e atualização dos sistemas de operação, automação e agricultura digital. A fabricante direciona os tratores a produtores profissionais e prestadores de serviços.

A nova geração adota uma plataforma desenvolvida para integrar trator, implementos e gerenciamento da propriedade. A linha também recebe o sistema SmartTouch Gen2 e preparação de fábrica para a plataforma PTx FarmENGAGE.

Motor CORE75

O motor AGCO Power CORE75 utiliza seis cilindros e 7,5 litros de cilindrada. No modelo T236, entrega até 245 cv e torque máximo de 1.184 newton-metros.

O conjunto trabalha com o Smart Power Management. O sistema ajusta o comportamento do motor e da transmissão conforme a operação e a preferência selecionada pelo operador. A estratégia busca combinar capacidade de tração e consumo de combustível.

Segundo testes de laboratório da AGCO Power, o CORE75 apresentou redução de até 5% no consumo específico de combustível no ponto de melhor eficiência frente ao motor AGCO Power 74HD da geração anterior. A empresa prevê concluir testes independentes de validação até o final de 2026.

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O operador pode selecionar os modos Eco, Normal ou Power. O motor também trabalha com uma faixa ampla de torque em baixas rotações. Segundo a fabricante, essa característica auxilia na manutenção do desempenho durante mudanças de carga.

Duas opções de transmissão

A sexta geração oferece duas alternativas de transmissão. Uma delas utiliza a transmissão continuamente variável AGCO ML 180. A segunda emprega uma nova transmissão powershift de dez etapas.

As configurações permitem velocidades de transporte de 40, 50 ou 57 quilômetros por hora, conforme a especificação e as regras locais de trânsito.

A plataforma utiliza distância entre eixos de 2.950 milímetros, vão livre do solo de até 575 milímetros e raio de giro de 4,9 metros. O sistema hidráulico fornece vazão de até 200 litros por minuto. O peso bruto máximo permitido alcança 14 mil quilogramas.

SmartTouch Gen2

A nova Série T incorpora o SmartTouch Gen2. A interface utiliza tela sensível ao toque de 12 polegadas e oferece capacidade de processamento dez vezes superior à geração anterior, segundo a Valtra.

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O sistema apresenta tempo de inicialização de 22 segundos. O operador pode configurar telas de trabalho com até 16 quadrantes e criar perfis específicos para operadores, tarefas e implementos.

O SmartTouch Gen2 oferece até 12 botões configuráveis. A interface integra recursos de orientação, ISOBUS e gerenciamento de implementos. Uma função de ajuda apresenta informações adicionais e códigos QR para consulta.

A fabricante também disponibiliza o novo apoio de braço Active Gen2. A solução utiliza comandos dedicados e funções configuráveis. SmartTouch Gen2 e Active Gen2 sincronizam as informações com a tela instalada na coluna A da cabine.

Ajustes durante operações

A sexta geração incorpora recursos de automação voltados ao controle do trator e dos implementos. A lista inclui Tractor Implement Management, Ground Speed Hydraulics e Front Linkage Control.

O Ground Speed Hydraulics vincula funções hidráulicas à velocidade de deslocamento. Outros recursos permitem programar controles e administrar implementos. A estratégia busca reduzir ajustes repetitivos durante as operações.

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A linha também mantém o programa Valtra Unlimited, destinado à personalização de fábrica. A fabricante prevê configurações para agricultura, pecuária, prestação de serviços, atividades florestais e aplicações municipais.

Máquinas conectadas

Os tratores saem de fábrica preparados para o PTx FarmENGAGE. A plataforma permite administrar dados das máquinas, planejamento e comunicação entre escritório e campo.

O sistema permite transferir tarefas, documentação e informações agronômicas. A Valtra também prevê uso do FarmENGAGE em frotas formadas por equipamentos de diferentes fabricantes.

Segundo Johan Grotell, gerente de marketing de produto da Valtra EME, a integração entre máquina, implemento, gestão e dados amplia o uso das tecnologias embarcadas em diferentes operações.

Matti Tiitinen, vice-presidente de vendas e marketing da Valtra EME, afirma que a nova geração buscou atender demandas apresentadas por agricultores e prestadores de serviços. Entre os pontos citados aparecem desempenho, custos operacionais, conectividade, personalização e facilidade de operação.

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Agro MT