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5 de outubro de 2026

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Mato Grosso define governador e dois senadores no primeiro turno

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Mato Grosso definiu no primeiro turno os nomes que vão comandar o estado e representar a população mato-grossense no Senado a partir da próxima legislatura neste domingo (4). Otaviano Pivetta venceu a disputa pelo governo com mais de 60% dos votos válidos, enquanto Mauro Mendes, do União Brasil, e Zé Medeiros, do PL, foram eleitos para as duas cadeiras em disputa.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado tinha 2.637.801 eleitores aptos a votar. Desse total, 585.668 não compareceram às urnas, o equivalente a 22,20% do eleitorado.

Pivetta, atual governador, superou Wellington Fagundes, do PL. Produtor rural e empresário, o vencedor também tem trajetória política em Lucas do Rio Verde, onde foi prefeito por três mandatos.

Foto: Christiano Antonucci/Reprodução Secom-MT

A disputa pelo Senado também teve nomes ligados ao setor agropecuário entre os candidatos. O ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro terminou a eleição na quarta colocação, com 11% dos votos, enquanto Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja Mato Grosso, ficou em sexto, com pouco menos de 5%.

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Na Câmara dos Deputados, a bancada mato-grossense terá renovação de metade das cadeiras. Quatro deputados foram reeleitos e outros quatro conquistaram uma vaga pela primeira vez. Entre os estreantes está Thiago Boava, do PL, pecuarista na região de Campo Novo do Parecis.

Entre os deputados federais que permanecem no cargo está a coronel Fernanda, do PL. Ela ultrapassou 205 mil votos e se destacou na campanha pela atuação em pautas relacionadas à segurança pública e também ao setor agropecuário, incluindo a defesa do fim da moratória da soja.

Centro-Oeste tem apenas uma disputa em segundo turno

Além de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul não terão segundo turno para governador. Nos três estados, os candidatos vencedores encerraram a disputa já na primeira etapa da eleição.

Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do PP, foi reeleito com mais de 67% dos votos válidos. Produtor rural, ele também já presidiu a Federação da Agricultura e Pecuária do estado (Famasul). As duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul ficaram com candidatos do PL.

Em Goiás, Daniel Vilela, do MDB, também garantiu a vitória sem necessidade de uma nova votação, com mais de 59% dos votos válidos. Para o Senado, foram eleitos Gustavo Gayer, do PL, e Gracinha Caiado, do União Brasil.

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A única exceção na região é o Distrito Federal, onde haverá segundo turno para governador. A disputa será entre Celina Leão, do PP, e Leandro Grass, do PT.


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Setor produtivo cobra diálogo e avanço de pautas após eleição em MT

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O resultado das eleições em Mato Grosso abre, para o setor produtivo, uma nova etapa de diálogo com os representantes escolhidos nas urnas. Sistema Famato e Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) apontam a necessidade de avançar nas demandas apresentadas durante a campanha e de manter a interlocução com o governo estadual e o Congresso Nacional a partir de 2027.

Otaviano Pivetta foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Mauro Mendes e José Medeiros conquistaram as duas vagas de Mato Grosso ao Senado. Também foram definidos os novos deputados estaduais e federais que representarão o estado na próxima legislatura.

Para o Sistema Famato, o encerramento da disputa eleitoral deve dar lugar ao acompanhamento dos compromissos apresentados aos eleitores. A entidade afirma que continuará levando aos representantes as demandas dos produtores rurais e dos Sindicatos Rurais.

A Acrimat, por sua vez, destaca a expectativa de estreitar a relação entre a pecuária e o poder público. A entidade também defende uma atuação articulada dos parlamentares em pautas de interesse do setor produtivo.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Pautas entram na agenda do próximo governo

Antes da votação no último domingo (4), a Famato participou de encontros com candidatos ao governo e ao Senado por meio da Aliança do Setor Produtivo, formada ainda por Fiemt e Fecomércio-MT. As entidades apresentaram uma agenda com prioridades para o período de 2027 a 2030.

O documento Prioridades do Setor Produtivo de Mato Grosso 2027–2030 foi elaborado para subsidiar os planos de governo e a atuação dos representantes do estado no Congresso. As discussões também consideraram a Agenda Estratégica do Agronegócio, construída com base em informações técnicas e demandas dos Sindicatos Rurais.

Agora, a expectativa é que essas pautas avancem para a etapa de execução e acompanhamento. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, afirma que a entidade pretende manter o diálogo iniciado durante o período eleitoral.

“O período eleitoral terminou, mas o trabalho em defesa de Mato Grosso continua. Agora começa uma nova etapa, de diálogo, construção e acompanhamento dos compromissos assumidos”, diz.

boi gado abate foto sistema famato
Foto: Sistema Famato/Reprodução

Na avaliação da Acrimat, a relação com o Executivo estadual será especialmente importante para a pecuária. O presidente da entidade, Luís Fernando Amado Conte, destaca em nota a expectativa de ampliar os canais de comunicação com o governo.

“Espero que possamos estreitar ainda mais os canais de comunicação entre o setor da pecuária e o Governo do Estado, fortalecendo essa parceria em favor do produtor rural e do desenvolvimento de Mato Grosso”, afirma.

A entidade também direcionou a cobrança aos novos senadores. Para Conte, Mauro Mendes e José Medeiros deverão atuar em defesa de Mato Grosso e dos interesses do setor produtivo durante os mandatos no Congresso.

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Em relação aos deputados eleitos, a Acrimat espera fortalecer a participação de Mato Grosso na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), por meio do Instituto Pensar Agro (IPA), e a atuação estadual junto à FPA-MT, por meio do Fórum Agro.

A manifestação da entidade também reconheceu os candidatos ligados ao setor produtivo que não foram eleitos.

No cenário nacional, a Acrimat ainda destaca a realização do segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Segundo a entidade, o primeiro turno mostrou um sentimento de mudança e renovação presente em parte da sociedade brasileira e agora caberá ao eleitor fazer sua escolha. “Caberá agora ao eleitor fazer sua escolha, de forma livre e democrática, pensando no futuro da nossa nação”, frisa Nando Conte em nota.


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Umidade do solo melhora em Mato Grosso no início de outubro, diz EarthDaily

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A umidade do solo em Mato Grosso, que ficou abaixo da média durante praticamente todo setembro, deve se recuperar rapidamente no início de outubro, segundo análise da EarthDaily divulgada nesta segunda-feira (5). O indicador pode superar 31% e se aproximar da média histórica, em um movimento relevante para o plantio e o estabelecimento da soja 2026/27.

A EarthDaily informou que a melhora das condições hídricas está associada às chuvas registradas entre 22 de setembro e 1º de outubro em boa parte do Centro-Sul do país. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul e partes de Mato Grosso e Goiás tiveram volumes acima da média, favorecendo a recuperação da umidade do solo e o início da safra de soja e milho verão. Em outras áreas de Mato Grosso e Goiás, os volumes foram menores, mantendo um quadro heterogêneo.

Segundo o analista de culturas da EarthDaily, Felippe Reis, a recuperação prevista em Mato Grosso é relevante para o avanço da safra, mas a nova queda projetada para a sequência do mês mantém a necessidade de chuvas regulares ao longo de outubro. Para terça-feira (7), o modelo europeu ECMWF indica melhora expressiva das condições hídricas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

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Para os próximos dez dias, os modelos ECMWF e GFS apontam chuvas acima da média em grande parte do Centro-Sul, incluindo áreas relevantes de soja e milho. De acordo com a EarthDaily, esse cenário tende a favorecer o avanço do plantio da soja no Centro-Oeste.

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Os modelos divergem, porém, em relação às temperaturas. O ECMWF indica marcas próximas ou abaixo da média em grande parte das regiões produtoras, enquanto o GFS projeta anomalias positivas mais expressivas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso. Segundo Reis, temperaturas mais amenas favoreceriam o aproveitamento das chuvas previstas, enquanto um cenário mais quente elevaria a demanda hídrica das lavouras.

No Matopiba, o ECMWF projeta cerca de 49 milímetros de chuva nas próximas duas semanas, perto da média histórica de 51 milímetros, enquanto o GFS prevê cerca de 29 milímetros. No Sul, Paraná e partes do Rio Grande do Sul apresentam umidade do solo acima da média, condição favorável à safra de verão, mas com risco para o trigo em maturação e colheita. No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o acumulado desde o início de agosto já está acima da média histórica, e o ECMWF indica volumes próximos de 600 milímetros até meados de outubro.

O monitoramento da EarthDaily mostra um cenário de melhora hídrica no Centro-Oeste no início de outubro, com reflexos sobre o plantio de soja e milho, enquanto o Sul segue com excesso de umidade e o Matopiba ainda depende da consolidação das chuvas previstas nas próximas duas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bioenergia movimenta R$ 586,6 milhões em salários em Mato Grosso

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A indústria de bioenergia colocou R$ 586,6 milhões em salários na economia de Mato Grosso em 2025. O valor equivale a 9% de toda a massa salarial da indústria estadual e ajuda a dimensionar o impacto das usinas de etanol e açúcar para além das unidades onde a produção acontece.

O efeito da atividade também aparece no mercado de trabalho. No ano passado, 10.760 pessoas estavam empregadas formalmente nas indústrias do setor, o equivalente a 5,3% dos postos formais de toda a indústria mato-grossense.

Quando entram na conta os empregos indiretos e induzidos pela cadeia, a estimativa supera 151 mil postos relacionados à bioenergia. O levantamento foi realizado pelo Observatório de Mato Grosso, ligado ao Sistema FIEMT, em parceria com o Bioind-MT.

A evolução do emprego ajuda a explicar esse peso crescente. Entre 2019 e 2025, os postos formais na produção de biocombustíveis e açúcar aumentaram 87% no estado, mais que o dobro do crescimento de 34% registrado nos demais segmentos industriais.

Usinas mudam dinâmica econômica de municípios

A presença das indústrias tem impacto especialmente forte em municípios onde a atividade passou a ocupar uma parcela expressiva do mercado de trabalho. Em Alto Taquari, 90% dos empregos industriais formais estão ligados à fabricação de etanol e açúcar. Em Nova Olímpia, são 85%.

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Em Tapurah, os reflexos ultrapassam o ambiente industrial. Uma usina de etanol de milho começou a operar no município em outubro de 2025 e, segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial local, Flávio Anderson Breitenbach, já provocou aumento nas vendas de diferentes segmentos.

“A instalação da indústria foi algo muito positivo para o comércio da cidade, movimentou setores como aluguéis, mercados e serviços. São setores que tiveram um incremento nas vendas de cerca de trinta por cento”.

O impacto econômico acompanha uma expansão que ganhou força com o etanol de milho. Desde 2017, quando entrou em operação a primeira usina dedicada ao produto em Mato Grosso, o setor acumulou R$ 27 bilhões em investimentos. Atualmente, são 19 unidades em operação em 17 municípios.

Outras três usinas estão em construção e duas passam por ampliação, com cerca de R$ 6,8 bilhões em investimentos em andamento. Para o presidente do Bioind-MT, José Fernando Mazuca Filho, a distribuição das unidades ajuda a interiorizar os efeitos da atividade. “Essa capilaridade industrial, próxima das áreas produtoras, é um diferencial importante para Mato Grosso”, destaca.

Apesar do avanço, Mazuca ressalta que as indústrias operam em um cenário de pressão sobre as margens, diante de juros elevados, volatilidade das commodities e custos que nem sempre foram acompanhados pelos preços. “Ainda assim, a indústria continua se estruturando, investindo e buscando competitividade”, afirma.

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