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29 de abril de 2026

Agro Mato Grosso

Empresa de MT é processada por manter trabalhadores em abrigo insalubre 

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Uma empresa contratada para construir 56 casas no assentamento foi processada após cinco trabalhadores serem encontrados em condições análogas à escravidão no Quilombo Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, a 50 km de Cuiabá.

A reportagem tenta localizar a defesa da empresa Gêneses Construções e Montagens Ltda.

No dia 26 de março, a 3ª Vara do Trabalho de Cuiabá concedeu uma liminar, a pedido do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT), para que a empresa se abstenha de manter trabalhadores em condições que violem as normas de proteção ao trabalho, incluindo situações de trabalho forçado ou análogo à escravidão, sob a pena de multa de R$ 25 mil.

Na decisão, a juíza do Trabalho Tatiana de Oliveira Pitombo destacou o risco de novos trabalhadores serem submetidos às mesmas condições, já que o contrato da obra segue em vigor.

No processo, o MPT também pede:

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  • R$ 200 mil por dano moral coletivo;
  • R$ 50 mil de indenização por dano moral individual a cada trabalhador;
  • R$ 89 mil em verbas rescisórias, já calculadas pela fiscalização.

 

Condições degradantes

Abrigo onde trabalhadores estavam hospedados durante as obras

Trabalhadores tinham dormitórios improvisados — Foto: MPT-MT
Janelas do abrigam estavam destruídas — Foto: MPT-MT
Instalações colocavam a vida dos trabalhadores em risco — Foto: MPT-MT
Banheiro coletivo usado pelos funcionários — Foto: MPT-MT

Trabalhadores tinham dormitórios improvisados — Foto: MPT-MT

Segundo o MPT, a denúncia foi feita em março. No mesmo mês, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso realizou fiscalização e confirmou a ocorrência de trabalho degradante.

Os trabalhadores estavam alojados em um espaço improvisado, originalmente usado para armazenar materiais de construção. O local tinha instalações elétricas irregulares, estrutura deteriorada, janelas sem vedação e exposição ao clima. Além disso, o imóvel também abrigava animais abandonados.

A fiscalização encontrou ainda ausência de água potável, saneamento básico, local adequado para refeições e área de convivência. O espaço de banho tinha mofo, não havia chuveiro e a água era fria, saindo de um cano. Nos dormitórios, faltavam camas adequadas, roupas de cama e mobiliário básico.

A cozinha não tinha geladeira, e o fornecimento de alimentos havia sido interrompido por falta de pagamento ao fornecedor. Parte dos alimentos consumidos pelos trabalhadores foi doada por moradores da região.

Para a magistrada, as condições de trabalho violaram normas básicas e atentaram contra a dignidade, saúde e segurança dos trabalhadores.

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Agro Mato Grosso

MT é o 2º estado com mais mortes por acidentes de trabalho no país, diz MTE

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Mato Grosso ocupa o 2º lugar no país em taxa de mortes por acidentes de trabalho, com cerca de 1 em cada 100 casos resultando em morte, o dobro da média nacional, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta terça-feira (28).

O estado se destaca como um caso de “duplo alerta”, ao combinar alta incidência e elevada mortalidade em acidentes. Entre 2016 e 2025, foram registrados 134.549 acidentes e 1.257 óbitos.

Segundo o estudo, o perfil econômico do estado, baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, contribui para o risco elevado.

Os dados têm como base as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do eSocial, que reúnem informações oficiais sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

No mesmo período, o Brasil acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores.

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Acidentes de trabalho no Brasil — Foto: Arte/g1

 

Saúde lidera acidentes; transporte concentra mortes

A análise por atividade econômica revela um retrato desigual dos riscos ocupacionais no país. O setor de saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número absoluto com mais de 500 mil acidentes, reflexo da alta concentração de trabalhadores e da sobrecarga das equipes, sobretudo no período pós-pandemia.

Já o transporte rodoviário de carga aparece como o segmento mais letal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o setor acumulou 2.601 mortes, com taxas de letalidade muito superiores à média nacional.

Acidentes e mortes por setor — Foto: Arte/g1

Quando o recorte é feito por ocupação, o quadro se torna ainda mais grave: enquanto os técnicos de enfermagem são os trabalhadores que mais sofrem acidentes, os motoristas de caminhão lideram as mortes, com 4.249 óbitos em 10 anos — mais de uma morte por dia, em média.

A construção civil também figura entre os setores mais perigosos, combinando alto número de acidentes com elevada mortalidade, especialmente em atividades como obras de edifícios, terraplenagem e montagem industrial.

Nesse último caso, o risco é extremo: em obras de montagem industrial, a taxa de incidência chega a 80 mil acidentes por 100 mil trabalhadores, indicando exposição contínua ao perigo.

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Acidentes e mortes por ocupação — Foto: Arte/g1
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Agro Mato Grosso

Cotação do milho disponível em Mato Grosso cai 2,5% I agro.mt

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária informou que o preço da saca de milho em Mato Grosso teve variação negativa de 2,51% no comparativo semanal, pressionado pela maior oferta no mercado externo. No fechamento dos negócios, na última sexta-feira, a saca disponível ficou cotada a R$ 45,03.

O indicador do Cepea (SP) apresentou retração no comparativo mensal em 1,65%, refletindo o ritmo lento de comercialização e a menor demanda por milho no mercado interno.

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Agro Mato Grosso

Frete sobe em várias regiões de Mato Grosso

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta movimento importante na logística do agro em Mato Grosso, o aumento no valor dos fretes rodoviários de grãos na maioria das rotas do Estado. A elevação ocorre mesmo diante de uma oferta equilibrada de carga para transporte, evidenciando que o fator determinante foi a redução na disponibilidade de caminhões. De acordo com o levantamento semanal, parte da frota deixou o Estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Esse deslocamento reduziu a oferta local de carretas e caminhões, dando mais poder de negociação às transportadoras que permaneceram em Mato Grosso e impulsionando os preços dos fretes.

Os destaques para as principais rotas monitoradas, foram Diamantino a Rondonópolis uma média de R$ 155,00/tonelada (+3,20%) e Querência a Uberlândia (MG) média de R$ 333,70/tonelada (+3,28%), reforçando uma tendência de valorização do frete em um momento estratégico para o escoamento da produção agrícola.

O coordenador de inteligência de mercado agropecuário no IMEA, Rodrigo Silva, avaliar que, “para o período atual, seria esperado um movimento de desvalorização nos preços de frete, à medida que a demanda por transporte tende a se equilibrar com a finalização da colheita da soja da safra 2025/26. Ainda assim, as cotações permaneceram em patamares superiores aos observados no mesmo período do ano anterior, sustentadas, sobretudo, pelas variações nos preços do diesel, que mantiveram os custos de transporte elevados na comparação anual”.

O custo do transporte é um dos principais componentes do custo total da produção agropecuária em Mato Grosso, estado com grande dependência da malha rodoviária para levar grãos até os centros consumidores e portos. Com o frete mais caro, o produtor rural sente diretamente no bolso, já que há redução nas margens de lucro e impacta também a competitividade do agro mato-grossense no mercado nacional e internacional, especialmente quando comparado a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos. “A eficiência no escoamento da produção é decisiva para manter a sustentabilidade econômica das propriedades rurais e garantir a competitividade do estado como um dos principais produtores de grãos do país”, explicou Rodrigo Silva.

Os dados divulgados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). A iniciativa acompanha de perto os principais indicadores que influenciam a atividade rural, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão no campo.

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A informação é da assessoria.

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Agro MT