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Pivetta diz que Wellington faz parte de “grupo político especializado em obra parada”

Governador afirmou que intenção do senador em suspender trabalho no Parque Novo Mato Grosso é reflexo do apoio ao PT
O governador Otaviano Pivetta insinuou que a sugestão do senador Wellington Fagundes (PL) de parar a construção do Parque Novo Mato Grosso seria parte da estratégia política do grupo ao qual o parlamentar já foi associado.
Pivetta disse que o senador está mal-informado sobre o andamento das obras e a proposta econômica do parque após reativação completa dos complexos esportivos. O motivo para isso seria uma suposta vinculação de Wellington a grupos de esquerda.
“Vindo de onde veio [o senador], para mim, não é nenhuma novidade [a intenção de suspender a obra]. Esse povo sabe parar obra, sabe manter obra parada, sabe, lá em Brasília, liberar dinheiro para obra parada, que não sai do papel. Isso já é um costume que vemos no Brasil, e, felizmente, aqui em Mato Grosso, não vai acontecer”, disse.
O governador faz referência ao PT (Partido dos Trabalhadores) e a outros partidos políticos em volta dele, responsáveis pela administração do país e a nomeação de aliados políticos em cargos públicos em vários níveis. Wellington é associado a eles pelo passado de apoio à ex-presidente Dilmar Rousseff (PT).
Pivetta já havia se referido ao histórico do senador em outra ocasião recente, quando Wellington criticou o asfaltamento na rodovia estadual MT-170, antiga rodovia federal BR-174.
O governador disse que a estrada foi assumida pelo Estado por falta de investimento federal, e na época o DNIT (Departamento de Infraestrutura e Transporte) seria gerido por um indicado do senador.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: carreta sem freio quase bate de frente com ônibus na BR-364 em MT

Motorista do ônibus desviou no último instante e evitou batida no trecho em Jaciara (MT). Veículo de carga continuou circulando e foi recolhido pela PRF no dia seguinte.
Uma carreta sem freio quase bateu de frente com um ônibus na BR-364, na região da serra de Jaciara (MT), no último domingo (26). Um vídeo gravado por um dos motoristas que trafegavam pela rodovia mostra o momento em que o veículo de carga passa e sem controle e segue em direção ao ônibus, que desvia para evitar o acidente (Assista abaixo).
Para escapar da batida, o motorista do ônibus desloca o veículo para o acostamento. A carreta passa ao lado do ônibus e continua pela rodovia, colocando outros motoristas em perigo. Não há informações sobre feridos.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta circulava sem condições adequadas de frenagem e realizou manobras de emergência na rodovia. Após a repercussão do vídeo, equipes iniciaram buscas e fiscalizações direcionadas para localizar o veículo.
A carreta foi encontrada pela PRF na noite dessa segunda-feira (27). A abordagem foi realizada no km 211 da BR-364, em Rondonópolis, a 72 km de Jaciara, onde o incidente ocorreu.
Durante a fiscalização, os policiais constataram uma irregularidade em um equipamento obrigatório de segurança, relacionada ao sistema de freios. Conforme a PRF, a situação configura infração prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
O veículo foi autuado e levado para um pátio credenciado na Unidade Operacional da PRF em Rondonópolis. A carreta deve permanecer retida até que o problema seja corrigido e o veículo esteja em condições de voltar a circular.
VEJA VIDEO:
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Agro Mato Grosso
Doce de caju e guaraná ralado passam a integrar lista de patrimônios culturais imateriais de Cuiabá

Leis reconhecem os produtos e seus modos de preparo como bens culturais do município e buscam preservar os conhecimentos transmitidos entre gerações.
O prefeito Abilio Brunini (PL) sancionou leis que reconhecem o doce de caju e o guaraná ralado, juntos com seus modos de preparo, como Patrimônios Culturais Imateriais de Cuiabá. Com a medida, os dois produtos passam a integrar a lista de bens culturais protegidos pelo município.
Segundo os projetos sancionados, o objetivo é buscar preservar os conhecimentos relacionados à produção e incentivar a continuidade dessas práticas. As propostas são de autoria da vereadora Maria Avallone (PSDB).
O guaraná ralado já havia sido reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Mato Grosso pela Lei Estadual nº 11.010/2019. Com a sanção da lei municipal, também passa a ter reconhecimento em Cuiabá.
O doce de caju também foi incluído na lista de patrimônios culturais imateriais do município. A vereadora Maria Avalone afirmou que as leis buscam preservar o modo de preparo do doce de caju e do guaraná ralado, além dos conhecimentos relacionados à produção transmitidos entre gerações.
Segundo a parlamentar, as leis também seguem as diretrizes do Plano Municipal de Cultura e preveem ações voltadas à preservação do patrimônio imaterial, ao turismo cultural e à economia criativa.
Agro Mato Grosso
Quatro trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazendas de MT

Operação realizada entre Tangará da Serra e Diamantino identificou alojamentos precários, falta de alimentação adequada e outras violações trabalhistas; dez vínculos empregatícios também foram regularizados.
Quatro trabalhadores foram resgatados de situação análoga à de escravo durante uma operação realizada em propriedades rurais localizadas na região dos municípios de Tangará da Serra e Diamantino (MT), entre os dias 19 e 24 de julho. A fiscalização ocorreu e contou com o apoio da Polícia Federal e da Justiça do Trabalho.
Durante a ação, Auditores-Fiscais do Trabalho identificaram diversas irregularidades trabalhistas e graves violações às normas de saúde e segurança. Em algumas propriedades, atividades em espaços confinados e trabalhos em altura foram interditados por apresentarem risco iminente à vida e à integridade física dos trabalhadores.
Os quatro resgatados — três cerqueiros e um vaqueiro — estavam submetidos a condições degradantes de trabalho e moradia, situação caracterizada pela fiscalização como redução à condição análoga à de escravo, conforme a Instrução Normativa MTP nº 2/2021.
Segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT), os trabalhadores eram pagos por diária e viviam em alojamentos sem condições mínimas de segurança, higiene, conforto e descanso. Em um dos casos, um trabalhador dormia ao relento, sobre um estrado de cama sem colchão, exposto às intempéries.
Os três cerqueiros realizavam as atividades sob forte exposição ao sol, sem equipamentos de proteção individual adequados e sem alimentação suficiente para a jornada. No café da manhã, recebiam apenas café preto, sem qualquer alimento, apesar do esforço físico exigido pelo trabalho.
Após o resgate, a equipe da Auditoria-Fiscal do Trabalho apurou e garantiu o pagamento das verbas trabalhistas e rescisórias devidas aos quatro trabalhadores, homologando os respectivos termos de rescisão. Eles também receberam assistência para retornar às cidades de origem, todas localizadas em Mato Grosso.
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Local onde trabalhadores residiam. — Foto: Reprodução
A operação ainda resultou na formalização do vínculo empregatício de dez trabalhadores que atuavam de forma irregular nas propriedades fiscalizadas. A Auditoria-Fiscal informou que adotará as demais medidas administrativas cabíveis em relação às irregularidades constatadas.
Em nota, o chefe da Seção de Fiscalização da SRTE-MT, auditor-fiscal do Trabalho Amarildo Borges, destacou que o trabalho escravo contemporâneo frequentemente se manifesta por meio de condições degradantes de trabalho e alojamento.
Segundo ele, a atuação da fiscalização busca interromper essas violações, garantir os direitos dos trabalhadores e responsabilizar os empregadores pelas irregularidades identificadas.
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