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FIT Pantanal 2026 atrai 100 mil visitantes e projeta R$ 36 milhões em negócios para o turismo

Maior feira turística das regiões Centro-Oeste e Norte registrou aprovação total dos participantes, reuniu 43 municípios mato-grossenses e impulsionou setores como agricultura familiar, artesanato e turismo de negócios
Maior feira de turismo das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, a FIT Pantanal 2026 encerrou sua edição com público estimado em 100 mil visitantes, participação de 43 municípios mato-grossenses e aprovação de 100% dos participantes que responderam à pesquisa de satisfação. Os resultados foram apresentados nesta sexta-feira (12.6), durante a 8ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Desenvolvimento do Turismo (CEDTUR).
De acordo com o balanço apresentado ao conselho, 61% dos visitantes participaram do evento pela primeira vez, enquanto 74% eram da região da Grande Cuiabá. As mídias sociais foram o principal canal de divulgação, responsáveis por levar 62% do público à feira.
A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou a avaliação positiva da feira e o alcance dos resultados obtidos.
“A FIT Pantanal foi um sucesso. Quem esteve lá na feira pôde ver a grandiosidade do evento, o quanto ele estava bem estruturado e os números refletem isso. A receptividade e devolutiva do público sobre a feira foi incrível”, afirmou.
Na área de negócios e turismo, participaram 26 empresas ofertantes e 11 compradores nacionais de mercados considerados estratégicos. As rodadas de negócios, promovidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MT), resultaram em 242 reuniões comerciais e geraram uma expectativa de R$ 36 milhões em negócios para o setor turístico mato-grossense.
A agricultura familiar também apresentou resultados expressivos, com 79 bancas expositoras entre cooperativas, associações e produtores rurais, alcançando faturamento superior a R$ 1,3 milhão. Já o artesanato reuniu representantes de 26 municípios, com 104 estandes e volume de vendas de R$ 365 mil.
Para o presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), Jaime Okamura, a feira consolidou sua posição como uma das principais vitrines do setor turístico nacional.
“A FIT Pantanal hoje não é mais apenas um evento, ela é uma marca. Hoje, ela é a maior do Centro-Oeste e também uma das maiores referências da região. Ela é um modelo que hoje serve de referência para o Brasil”, destacou.
A FIT Pantanal é realizada pelo Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Além da apresentação dos resultados da FIT Pantanal, o CEDTUR aprovou o projeto de sinalização turística de Campo Novo do Parecis, reconhecida como a Capital do Etnoturismo. A iniciativa prevê investimento de R$ 160 mil para a instalação de 43 placas de sinalização turística equipadas com QR Codes, atendendo as rotas de etnoturismo já autorizadas para visitação.
O projeto tem como objetivo fortalecer a identificação visual do polo turístico, melhorar a mobilidade dos visitantes, ampliar a segurança viária e facilitar o acesso aos atrativos indígenas da região. Entre os resultados esperados estão a padronização da infraestrutura de orientação turística e a promoção de uma navegação mais autônoma pelos visitantes.
O secretário adjunto de Turismo da Sedec, Luis Carlos Nigro, ressaltou a importância da iniciativa para o desenvolvimento dos destinos turísticos do Estado.
“É importante levarmos infraestrutura para esses locais, porque todos sabem que o turismo é importante, mas a infraestrutura vem junto. O que estamos fazendo aqui é justamente trazer a estrutura necessária para que isso seja ainda mais potencializado dentro do estado de Mato Grosso, porque lugares bonitos nós temos de sobra”, afirmou.
Durante a reunião, os conselheiros também aprovaram o aporte de R$ 480 mil para a produção de uma série audiovisual voltada à promoção da pesca esportiva e do mototurismo em Mato Grosso. O projeto será executado pela Fish TV, principal canal de televisão e plataforma de mídia da América Latina dedicada à pesca esportiva e ao universo outdoor.
A produção contará com 12 episódios e tem como objetivo divulgar não apenas os atrativos relacionados à pesca esportiva, mas toda a cadeia produtiva do setor, utilizando televisão, plataformas digitais, redes sociais e parcerias estratégicas para ampliar a visibilidade de Mato Grosso como destino turístico de fácil acesso e rica biodiversidade.
Com Assessoria
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UPAs de Cuiabá fazem fichas manuais após isolamento preventivo dos sistemas de TI

Atendimento segue em funcionamento com prioridade para urgência e emergência; lentidão afeta triagem nas unidades
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital seguem funcionando normalmente nesta terça-feira (3), mas estão realizando a abertura de fichas manualmente, em razão de uma medida preventiva adotada na infraestrutura tecnológica do município.
A medida foi adotada para garantir a segurança dos sistemas e a proteção das informações, o que levou ao isolamento temporário de ambientes da rede municipal e à consequente indisponibilidade de algumas ferramentas eletrônicas utilizadas pelas unidades de saúde.
Com isso, o fluxo de atendimento pode apresentar maior lentidão em razão dos procedimentos manuais. No entanto, os serviços não foram interrompidos e as equipes seguem trabalhando para garantir a assistência à população.
A SMS esclarece que os atendimentos de pacientes em situações de urgência e emergência não são prejudicados, uma vez que esses casos são encaminhados diretamente aos boxes de atendimento, com a abertura da ficha realizada posteriormente.
As equipes técnicas da Secretaria Adjunta de Tecnologia da Informação (SAETI) seguem trabalhando para restabelecer os sistemas de forma segura.
A Secretaria Municipal de Saúde pede a compreensão e a paciência da população durante o período de instabilidade. A orientação é que os usuários mantenham a tranquilidade, considerando que os atendimentos continuam sendo realizados, com prioridade para os casos de urgência e emergência.
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Soja cai em Chicago, mas alta do dólar sustenta preços no Brasil; saiba o que movimentou o dia

O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta terça-feira (3), embora as indicações tenham permanecido firmes diante da valorização do dólar. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as quedas acumuladas na Bolsa de Chicago provocaram leves ajustes negativos nas cotações, enquanto os prêmios de exportação não apresentaram alterações.
Apesar de considerar os preços atuais oportunos, Silveira destaca que a comercialização permaneceu limitada, sem registro de movimentos firmes. Os produtores continuam relativamente afastados das negociações.
Preços de soja
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 154,00 para R$ 153,50
- Santa Rosa (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,50
- Cascavel (PR): passou de R$ 150,00 para R$ 149,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
- Dourados (MS): recuou de R$ 142,00 para R$ 140,00
- Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 142,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 161,00 para R$ 160,00
- Rio Grande (RS): passou de R$ 162,00 para R$ 161,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira. O mercado estendeu o movimento negativo iniciado na segunda-feira, acompanhando o desempenho do petróleo e o quadro fundamental.
A colheita segue avançando nos Estados Unidos e ampliando a disponibilidade global. Apesar do anúncio de uma nova venda por parte dos exportadores privados, a demanda chinesa decepciona. Nesta terça-feira, foi anunciada uma operação de 134 mil toneladas para destinos não revelados.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na segunda-feira o relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 1º de novembro, a área colhida estava apontada em 88%, acima da média de 84%. Na semana anterior, o índice era de 79%.
A incerteza quanto ao resultado das eleições legislativas de meio de mandato realizadas nesta terça-feira nos Estados Unidos também contribuiu para a volatilidade das cotações.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 2,75 centavos de dólar, ou 0,22%, a US$ 12,14 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,20 3/4 por bushel, com retração de 5,75 centavos de dólar, ou 0,46%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,60, ou 0,50%, a US$ 318,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 65,28 centavos de dólar, com ganho de 0,20 centavo, ou 0,30%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,70%, negociado a R$ 5,4862 para venda e a R$ 5,4842 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4687 e a máxima de R$ 5,5152.
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Wanderley retém 80,4% dos projetos de lei sem votação e compromete desenvolvimento de Várzea Grande, denuncia vereador

Entre as propostas do Poder Executivo que aguardam andamento está o projeto que prevê o pagamento de precatórios por meio de acordo direto, sendo que essa proposta foi apresentada no ano de 2025 e ainda não foi votada pelo plenário
A Câmara Municipal de Várzea Grande, sob a presidência de Wanderley Cerqueira, retém 80,4% dos projetos de lei protocolados sem votação. Dos 322 projetos registrados neste ano, 259 ainda aguardam deliberação do plenário. Os dados constam em um relatório de acompanhamento legislativo apresentado pelo vereador Bruno Rios durante a sessão ordinária desta terça-feira (03.11).
Conforme o levantamento, realizado com base no sistema de tramitação legislativa da própria Câmara, 53 projetos (16,5%) foram aprovados, incluindo aqueles que ainda aguardam a elaboração do autógrafo, enquanto outros três foram arquivados.
O relatório aponta um cenário de demora na tramitação das propostas. Dos 259 projetos pendentes, 228 (88%) já ultrapassaram os prazos regimentais. A mediana de tramitação é de 134 dias, enquanto 95 projetos aguardam há mais de 180 dias.
Outro dado que chama a atenção é que 108 projetos já foram lidos em sessão, mas nunca foram encaminhados às comissões permanentes para análise. Além disso, 33 propostas sequer foram lidas em plenário, e 106 estão na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
O vereador Bruno Rios cobrou providências da presidência da Casa para garantir o andamento das matérias e o cumprimento do Regimento Interno. Segundo ele, a demora prejudica propostas de interesse da população, especialmente nas áreas de educação, saúde e bem-estar animal.
“Acredito que devemos colocar esses projetos para votar e cumprir o Regimento, para que as coisas possam caminhar em Várzea Grande. Há projetos fora do prazo e acredito que a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) deve ter mais membros. Estamos discutindo a eficiência da Casa. A população precisa desses projetos, que são de educação, saúde, bem-estar animal, entre outros, e aos quais devemos dar uma resposta à sociedade”, pontuou Bruno Rios.
O líder do Executivo na Câmara, vereador Rogerinho da Dakar, também criticou a retenção de propostas e defendeu que a decisão sobre a aprovação ou rejeição dos projetos seja tomada pelo plenário, após o cumprimento dos trâmites regimentais.
Entre as propostas do Poder Executivo que aguardam andamento está o projeto que prevê o pagamento de precatórios por meio de acordo direto, sendo que essa proposta foi apresentada no ano de 2025 e ainda não foi votada pelo plenário. A iniciativa é apontada como uma das alternativas para agilizar a quitação da dívida do município com precatórios, estimada em aproximadamente R$ 1 bilhão.
Dakar ressaltou que cabe às comissões permanentes analisar a legalidade das propostas e emitir pareceres, e não impedir que os projetos avancem para votação. O parlamentar também questionou a resistência à inclusão de matérias na pauta.
“A função das comissões permanentes é analisar a legalidade, e não consertar e segurar projetos. O projeto tem que seguir os trâmites de leitura, pareceres e apreciação dos vereadores. Vamos parar de falácia de que não vai colocar o projeto por inclusão. Quantos projetos já passaram na história do Parlamento por inclusão? Não querem colocar mesmo quando é de interesse da população, porque é do Executivo? Vocês não têm direito de segurar projeto por vaidade. Qual é o direito de vocês? O direito é fazer o parecer e colocar em pauta. Quanto estão atrasando Várzea Grande por causa de ego e vaidade? Quando é de interesse próprio, põe”, criticou Rogerinho da Dakar.
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