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28 de julho de 2026

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Homem é conduzido à delegacia por uso de linha chilena durante operação da Guarda Municipal em Várzea Grande

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Suspeito de 22 anos foi flagrado soltando pipa com material cortante no bairro Novo Mundo; ação faz parte da Operação Céu Azul, que combate prática considerada perigosa e ilegal

A Guarda Municipal de Várzea Grande conduziu um homem de 22 anos à Central de Flagrantes na tarde deste sábado (6), após ele ser flagrado utilizando linha cortante, conhecida popularmente como “linha chilena”, na região do bairro Novo Mundo.

As equipes do motopatrulhamento foram acionadas por meio do Centro de Inteligência Municipal de Segurança (153) para averiguar uma denúncia sobre pessoas que estariam soltando pipas com o uso de linha cortante nas imediações do Posto Alex.

Ao chegarem ao local, os guardas municipais constataram a veracidade da denúncia. Um homem foi visto tentando se desfazer das linhas e guardá-las no porta-malas de seu veículo ao perceber a aproximação da equipe.

Durante a abordagem, os agentes realizaram orientações sobre os riscos e perigos causados pelo uso de linhas cortantes, prática considerada ilegal e que coloca em risco a vida de motociclistas, ciclistas, pedestres e demais usuários das vias públicas.

O suspeito colaborou com a ação e reconheceu a irregularidade da conduta. Diante da situação de flagrante, ele foi encaminhado à Central de Flagrantes de Várzea Grande para apresentação à autoridade policial competente e adoção das medidas legais cabíveis.

A Guarda Municipal informou que o conduzido foi encaminhado sem a necessidade do uso de algemas e com sua integridade física preservada.

O comandante Juliano Lemos reforçou o alerta à população sobre os perigos da utilização de linha chilena e cerol. Segundo ele, a fiscalização e o combate a essa prática continuam sendo realizados em todo o município por meio da Operação Céu Azul.

A participação da população é fundamental para ampliar a efetividade das ações. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 153. O uso desses materiais pode provocar acidentes graves, causar lesões permanentes e até resultar em mortes.

Com Prefeitura de Várzea Grande

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Agro Mato Grosso

Doce de caju e guaraná ralado passam a integrar lista de patrimônios culturais imateriais de Cuiabá

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O prefeito Abilio Brunini (PL) sancionou leis que reconhecem o doce de caju e o guaraná ralado, juntos com seus modos de preparo, como Patrimônios Culturais Imateriais de Cuiabá. Com a medida, os dois produtos passam a integrar a lista de bens culturais protegidos pelo município.

Segundo os projetos sancionados, o objetivo é buscar preservar os conhecimentos relacionados à produção e incentivar a continuidade dessas práticas. As propostas são de autoria da vereadora Maria Avallone (PSDB).

O guaraná ralado já havia sido reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Mato Grosso pela Lei Estadual nº 11.010/2019. Com a sanção da lei municipal, também passa a ter reconhecimento em Cuiabá.

O doce de caju também foi incluído na lista de patrimônios culturais imateriais do município. A vereadora Maria Avalone afirmou que as leis buscam preservar o modo de preparo do doce de caju e do guaraná ralado, além dos conhecimentos relacionados à produção transmitidos entre gerações.

Segundo a parlamentar, as leis também seguem as diretrizes do Plano Municipal de Cultura e preveem ações voltadas à preservação do patrimônio imaterial, ao turismo cultural e à economia criativa.

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Agro Mato Grosso

Quatro trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazendas de MT

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Quatro trabalhadores foram resgatados de situação análoga à de escravo durante uma operação realizada em propriedades rurais localizadas na região dos municípios de Tangará da Serra e Diamantino (MT), entre os dias 19 e 24 de julho. A fiscalização ocorreu e contou com o apoio da Polícia Federal e da Justiça do Trabalho.

Durante a ação, Auditores-Fiscais do Trabalho identificaram diversas irregularidades trabalhistas e graves violações às normas de saúde e segurança. Em algumas propriedades, atividades em espaços confinados e trabalhos em altura foram interditados por apresentarem risco iminente à vida e à integridade física dos trabalhadores.

Os quatro resgatados — três cerqueiros e um vaqueiro — estavam submetidos a condições degradantes de trabalho e moradia, situação caracterizada pela fiscalização como redução à condição análoga à de escravo, conforme a Instrução Normativa MTP nº 2/2021.

Segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT), os trabalhadores eram pagos por diária e viviam em alojamentos sem condições mínimas de segurança, higiene, conforto e descanso. Em um dos casos, um trabalhador dormia ao relento, sobre um estrado de cama sem colchão, exposto às intempéries.

Os três cerqueiros realizavam as atividades sob forte exposição ao sol, sem equipamentos de proteção individual adequados e sem alimentação suficiente para a jornada. No café da manhã, recebiam apenas café preto, sem qualquer alimento, apesar do esforço físico exigido pelo trabalho.

Já o vaqueiro estava alojado em uma casa com péssimas condições de conservação e higiene, além de instalações elétricas precárias, com risco de choque e incêndio. Sem cama, ele dormia em uma rede instalada em ambiente considerado incompatível com padrões mínimos de segurança e dignidade.

Após o resgate, a equipe da Auditoria-Fiscal do Trabalho apurou e garantiu o pagamento das verbas trabalhistas e rescisórias devidas aos quatro trabalhadores, homologando os respectivos termos de rescisão. Eles também receberam assistência para retornar às cidades de origem, todas localizadas em Mato Grosso.

Local onde trabalhadores residiam. — Foto: Reprodução

Local onde trabalhadores residiam. — Foto: Reprodução

A operação ainda resultou na formalização do vínculo empregatício de dez trabalhadores que atuavam de forma irregular nas propriedades fiscalizadas. A Auditoria-Fiscal informou que adotará as demais medidas administrativas cabíveis em relação às irregularidades constatadas.

Em nota, o chefe da Seção de Fiscalização da SRTE-MT, auditor-fiscal do Trabalho Amarildo Borges, destacou que o trabalho escravo contemporâneo frequentemente se manifesta por meio de condições degradantes de trabalho e alojamento.

Segundo ele, a atuação da fiscalização busca interromper essas violações, garantir os direitos dos trabalhadores e responsabilizar os empregadores pelas irregularidades identificadas.

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TCE vai auxiliar Várzea Grande na busca por solução para dívida bilionária de precatórios herdada de gestões anteriores

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Tribunal de Contas apoiará medidas para reduzir o impacto dos precatórios nas contas públicas

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), garantiu nesta terça-feira (28) o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para buscar alternativas que ajudem a enfrentar a dívida de precatórios do município, estimada em mais de R$ 1 bilhão. O principal encaminhamento foi a criação de uma mesa técnica para discutir medidas que reduzam o impacto do passivo nas contas públicas.

Segundo Flávia, a dívida foi acumulada ao longo de décadas e exige atuação conjunta entre o Município, os órgãos de controle e o Judiciário para preservar o equilíbrio financeiro e a continuidade dos serviços públicos. A prefeita destacou que, em um ano e meio de gestão, a administração já destinou mais de R$ 80 milhões ao pagamento de precatórios.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que o Tribunal vai colaborar na construção de soluções para recuperar a capacidade financeira de Várzea Grande. Entre as medidas em discussão estão o apoio à aprovação de um projeto que autoriza acordos com credores e a análise de mudanças na distribuição do ICMS.

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