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31 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Dono de transportadora é alvo de operação em garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé

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Um empresário de 53 anos, dono de uma transportadora e locadora de máquinas agrícolas, foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta segunda-feira (27), em Pontes e Lacerda, a 444 km de Cuiabá. Ele é investigado por suspeita de transportar e armazenar combustível de forma irregular para abastecer garimpos ilegais, como a Terra Indígena de Sararé, a região com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil.

A ação foi realizada pela Delegacia de Pontes e Lacerda para cumprir três ordens judiciais: busca e apreensão na casa do suspeito, suspensão das atividades da empresa e uso de tornozeleira eletrônica. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal do município.

Durante as buscas na residência, nenhum material ilícito foi encontrado. No entanto, os policiais apreenderam o celular do investigado e as chaves de um caminhão da empresa.

Além disso, o empresário foi notificado sobre a suspensão das atividades da empresa e encaminhado para instalação de tornozeleira eletrônica.

As investigações continuam para esclarecer o caso e identificar outros possíveis envolvidos.

Histórico de exploração

A Terra Indígena Sararé se tornou o território com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil, com 1.814 registros, segundo monitoramento do Ibama. O levantamento aponta ainda que 93% das terras indígenas mato-grossenses estão sob pressão da mineração. Os dados foram divulgados pela Operação Amazônia Nativa (Opan), nesta quarta-feira (22).

Segundo a Opan, das 74 áreas registradas na base geográfica da Funai, 69 possuem processos minerários em seu entorno imediato, considerando um raio de até 10 quilômetros.

De acordo com o levantamento, o número de processos minerários em Mato Grosso saltou de 5.926, em 2018, para 13.627, em 2025um crescimento de quase 130%. Ao todo, esses processos abrangem cerca de 22.539.135,89 hectares. Considerando que o estado possui aproximadamente 90.320.699 hectares (903.207 km²), a área já sob incidência minerária corresponde a 24,9% do território, uma extensão comparável à área do Reino Unido.

A maior concentração ocorre na fase de Autorização de Pesquisa, que representa 29% do total, com 3.918 processos distribuídos em aproximadamente 9.308.819,47 hectares.

Além dos danos ambientais, o levantamento registra o aumento da violência na região, com a presença de facções criminosas e relatos de tiros, ameaças de morte e ataques a aldeias. Segundo o boletim, o cenário expõe a comunidade a risco de danos irreparáveis, caracterizando uma violência estrutural e sistemática.

Pressão no entorno de Terras indígenas

Terra Indígena Sararé, o território ocupa a quarta posição entre as TIs com maior número de requerimentos minerários próximos, somando 72 processos ativos. O principal minério de interesse nessas solicitações é o ouro, presente em 58 processos, que, juntos, abrangem cerca de 143.383,9 hectares.

Em primeiro lugar está a Terra Indígena Vale do Guaporé, que concentra a maior área sob influência de processos minerários em seu entorno, com aproximadamente 237.061,77 hectares. Na sequência aparece a Terra Indígena Escondido, com 195.355,32 hectares, seguida pela Terra Indígena Piripkura, de povos indígenas isolados, com 157.620,48 hectares.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: homem se depara com onça-pintada durante trilha em cachoeira de MT

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O consultor de vendas Joelton Ares viveu momentos de tensão ao encontrar uma onça-pintada durante uma trilha na região da Cachoeira dos Namorados, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, na terça-feira (28). Enquanto filmava a paisagem, ele acabou registrando o instante em que o felino surge de trás de uma pedra (assista abaixo).

Nas imagens, a onça aparece com pouca nitidez por causa da distância, da sombra e da vegetação. Mesmo assim, é possível perceber o momento em que o animal deixa o esconderijo e observa o visitante.

Joelton contou que não conseguiu filmar a onça porque a prioridade passou a ser encontrar uma forma de se proteger assim que percebeu a presença do animal.

“Quando eu vi ela saindo da pedra, eu nem filmei direito porque não pensei em filmar a onça, pensei em me defender. Tentei guardar o celular no bolso para ficar com as duas mãos livres. Quando vi o tamanho dela, a única coisa que pensei foi: ‘ferrou'”, contou.

O consultor fazia a trilha sozinho e estima que estava cerca de três quilômetros distante da moto, deixada no início do percurso. Sem outras pessoas por perto, ele disse que o medo aumentou ainda mais.

“Estava sozinho na trilha e não tinha ninguém comigo. Não sabia o que fazer”.

Joelton afirmou que se lembrou das orientações mais conhecidas para esse tipo de situação: evitar correr, não dar as costas para o animal e não avançar em direção a ele, para não provocar um ataque. Segundo ele, a onça permaneceu imóvel durante alguns segundos, apenas observando seus movimentos.

Diante da reação do animal, Joelton começou a recuar lentamente, caminhando de costas por cerca de dez metros. Quando perdeu a onça de vista, decidiu correr por um trecho da trilha para aumentar a distância.

“Quando eu não vi mais ela, corri um pouco para trás e olhava para ver se ela estava me seguindo. O medo foi muito grande. Depois, no caminho, fiquei pensando que, se ela tivesse atacado, eu estava ferrado. Não teria como brigar com uma onça daquele tamanho”, relatou.

O biólogo João Carlos Biagini explicou que a principal orientação em um encontro com uma onça-pintada é manter a calma e jamais sair correndo.

“Não corra, porque tudo que corre no mato é presa. Provavelmente, se você correr, ela vai pensar que você é uma presa e pode vir atrás”, alertou.

Segundo o especialista, outra estratégia importante é tentar parecer maior diante do animal. Caso a pessoa esteja acompanhada, o ideal é permanecer próxima dos demais para transmitir a impressão de um único corpo maior. Se houver um galho no chão, especialmente com folhas, ele recomenda segurá-lo e fazer movimentos lentos em direção ao felino, enquanto recua devagar até alcançar um local seguro.

Biagini também orienta que a pessoa mantenha a onça sempre no campo de visão e evite atitudes impulsivas. “Não adianta subir em árvore, não adianta pular no rio e não adianta correr, porque isso tudo ela faz melhor do que a gente. O importante é não correr, tentar parecer maior, fazer movimentos com um galho, se possível, e ir se afastando lentamente, sempre observando onde ela está”, explicou.

VIDEO:

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Suspeita de voo vindo da Bolívia leva à apreensão de 500 kg de maconha em fazenda de MT

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Três homens foram presos durante uma operação integrada entre forças estaduais e federais que apreendeu cerca de 500 quilos de maconha enterrados em uma fazenda Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (29).

Segundo as forças de segurança, a investigação começou no último domingo (26), após informações de inteligência apontarem que duas aeronaves vindas da Bolívia teriam utilizado uma pista de pouso clandestina na fazenda para descarregar drogas.

Na primeira vistoria, os policiais não encontraram as aeronaves nem o carregamento. No entanto, abordaram dois funcionários da propriedade, de 24 e 30 anos. Na casa de um deles, foram apreendidas duas porções de maconha, uma espingarda, um celular utilizado para comunicação e outros materiais relacionados à atividade criminosa.

Durante a ação, um homem de 32 anos chegou à fazenda dirigindo uma caminhonete sem placas. Com ele, os policiais encontraram um revólver calibre .38 e munições. Como ele não possuía porte de arma, também foi preso.

As buscas continuaram e, nesta quarta-feira, os policiais retornaram ao local. Durante a ação, encontraram 12 fardos de maconha semienterrados em uma área da propriedade, totalizando aproximadamente 500 quilos da droga.

A operação foi realizada pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Polícia Militar, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Polícia Federal.

O material apreendido e os suspeitos foram encaminhados à Polícia Federal para as devidas providência.

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Avião tem pane e cai em área de mata de MT; piloto é socorrido I MT

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Um avião de pequeno porte caiu na manhã de quarta-feira (29) em uma área de mata, em Tangará da Serra, após apresentar uma possível pane elétrica.

O piloto foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao hospital.

Conforme o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada para atender a queda de uma aeronave agrícola de asa fixa em uma área de vegetação rasteira, nas proximidades do Condomínio Ipanema, entre a Avenida Brasil e o Anel Viário.

Durante o deslocamento, os militares tiveram dificuldades para localizar o ponto exato do acidente, já que a aeronave estava em meio à vegetação. Diante da situação, foi utilizado um drone para realizar o reconhecimento aéreo da área para localizar o avião.

Quando a equipe chegou, o piloto já havia sido retirado da aeronave e encaminhado ao hospital pelo Samu.

Os militares constataram que não havia princípio de incêndio, vazamento de combustível ou qualquer outro risco que comprometesse a segurança.

A aeronave sofreu danos estruturais provocados pelo impacto, principalmente em uma das asas, no trem de pouso e na hélice.

Representantes da empresa Aéreo Rondon, responsável pelo avião, já estavam no local realizando a preservação da área e controlando o acesso de terceiros até a adoção das medidas cabíveis.

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