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14 de setembro de 2026

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Médicos e enfermeiras improvisam centro de parto dentro de ambulância na Capital

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“Decisão rápida e controle emocional”: Dr. Alexsandro Marques relata o desafio de garantir a segurança do recém-nascido em ambiente crítico

 

Equipes da Prefeitura de Cuiabá realizaram um parto de emergência dentro de uma ambulância durante a transferência de uma gestante, na noite deste sábado, na capital. A ocorrência foi marcada por rapidez, técnica e emoção.

Por volta das 21h05, a gestante Marlice Dias Aguiar, moradora da região do Cinturão Verde, deu entrada na Policlínica do Pedra 90 já com sinais avançados de trabalho de parto. A Policlínica do Pedra 90 é gerenciada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, pela Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, e não é uma unidade estruturada para a realização de partos.

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Após acolhimento e avaliação inicial, a equipe identificou cerca de 6 centímetros de dilatação e bolsa já rompida, quadro que indicava evolução rápida. Diante disso, foi iniciada imediatamente a preparação para transferência à maternidade de referência, o Hospital e Maternidade Santa Helena.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que situações como essa evidenciam o preparo das equipes. “Esse tipo de ocorrência mostra, na prática, a capacidade de resposta da nossa rede de saúde. Mesmo diante de um cenário inesperado e fora do ambiente hospitalar, os profissionais atuaram com rapidez, segurança técnica e sensibilidade, garantindo um desfecho positivo para mãe e bebê. É esse compromisso com a vida que orienta o nosso trabalho todos os dias.”

A paciente recebeu medicação para alívio da dor, foi estabilizada e encaminhada em ambulância, acompanhada pelo médico especialista em urgência e emergência, Dr. Alexsandro Marques, além das enfermeiras Jaqueline e Núbia. Durante o trajeto, nas imediações da rotatória do Tijucal, próximo ao Atacadão, o trabalho de parto evoluiu para o período expulsivo. Sem tempo hábil para chegar à maternidade, a equipe decidiu realizar o parto dentro da ambulância.

O médico responsável pelo atendimento, Dr. Alexsandro Marques, ressaltou a complexidade da ocorrência. “Não se trata de uma situação corriqueira na prática da urgência e emergência, pois o parto extra-hospitalar exige tomada de decisão rápida, controle emocional, segurança técnica e atuação imediata diante de possíveis complicações maternas e neonatais.”

O pequeno Akiles Ferreira nasceu por volta das 21h20, com 43 centímetros e cerca de 2,3 kg, apresentando bom vigor e chorando logo após o nascimento. “Realizar esse procedimento dentro de uma ambulância, com recursos limitados e sob pressão, reforça a importância do preparo profissional e da capacidade de adaptação diante de cenários críticos”, completou o médico.

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Em um momento de emoção, o pai, Jenivaldo Ferreira, acompanhou todo o procedimento e foi convidado a cortar o cordão umbilical do filho.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, reforçou que, mesmo não sendo atribuição das policlínicas realizar partos, a equipe agiu com precisão. “Os profissionais demonstraram capacidade técnica e organização para conduzir uma situação crítica, garantindo um desfecho seguro para mãe e bebê.”

Após o parto, mãe e recém-nascido foram encaminhados ao Hospital e Maternidade Santa Helena, onde receberam atendimento complementar da equipe de plantão. Na unidade, o bebê foi novamente avaliado, pesado e medido, confirmando estado de saúde estável.

A avó paterna do recém-nascido, Francisca Norato Carvalho, emocionada, resumiu o sentimento da família. “Foi um susto muito grande, a gente ficou com o coração na mão, mas, graças a Deus, deu tudo certo. Ver meu neto nascer com saúde, mesmo numa situação dessas, é uma bênção e uma alegria que não cabe no peito.”

O caso chama atenção por se tratar de um parto extra-hospitalar, situação de alta complexidade na urgência e emergência. Embora não seja rotina das policlínicas, a atuação rápida e humanizada da equipe foi essencial para transformar um momento crítico em uma história de superação.

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Com Assessoria

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Biografia “Do Líbano a Cuiabá” é lançada e resgata a história empresarial de Samir Maluf

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Escrita pelo jornalista Rodrigo Vargas, a obra retrata desde a juventude no campo libanês até a consolidação dos negócios que deram origem à Construtora São Benedito.

Chega ao mercado editorial a biografia “Do Líbano a Cuiabá. A vida de Samir Mikael Maluf”, escrita pelo jornalista Rodrigo Vargas. A publicação resgata a memória do pioneiro libanês falecido em março de 2025, aos 94 anos, cujas iniciativas no comércio e no mercado imobiliário ajudaram a moldar o desenvolvimento urbano da capital mato-grossense em meados da década de 50.

O livro acompanha os passos de Samir desde a saída da região do vale do Bekka até a fundação da Construtora São Benedito, criada em 1983 por seus filhos Marcelo e Marcos, consolidando uma das principais marcas da construção civil no Centro-Oeste.

Em junho de 1954, aos 24 anos, Samir deixou o porto de Gênova a bordo do transatlântico Conte Grande. Trazia na bagagem a experiência no cultivo de uvas e figos com a família em Zahle e Niha, poucas roupas e apenas o equivalente a100 dólares. Os primeiros anos foram marcados por dificuldades com o idioma e a escassez de capital, até o encontro com o comerciante libanês Chicre Mutran. Sem exigir fiador, Chicre alugou um imóvel comercial no centro da cidade para que o jovem abrisse sua primeira loja de confecções. No mesmo período, Samir conheceu Rosa, filha de Chicre, com quem se casou e construiu uma união de cinco décadas.

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Para abastecer a loja, Samir dirigia um velho jipe com capota de lona em viagens frequentes a São Paulo e ao Paraguai. Trazia tecidos, roupas, móveis e utensílios, vendendo mercadorias no balcão, de porta em porta e em regiões de garimpo do interior.

Da rede comercial à construção civil

Com os negócios em expansão, Samir viabilizou a vinda de três irmãos mais novos ao Brasil, Joseph (1959), Khalil (1963) e George (1967). O grupo familiar ampliou a atuação para materiais de construção e eletrodomésticos, antecipando o crescimento populacional da capital a partir da década de 1970.

A transição natural para a incorporação imobiliária culminou na fundação da São Benedito, responsável por transformar o perfil vertical e a infraestrutura habitacional de Cuiabá nas décadas seguintes.

Para produzir a biografia, Rodrigo Vargas dedicou quase um ano a levantamentos documentais e gravou entrevistas com mais de 30 pessoas, incluindo familiares, amigos e colaboradores com mais de 40 anos de atuação nas empresas do grupo.

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Além do perfil corporativo e da capacidade de negociação, o texto expõe momentos marcantes da vida privada; a disciplina pessoal, as viagens com filhos e netos para revisitar as origens no Líbano e a dor diante de perdas profundas, como a morte da esposa Rosa, em 2008, e do irmão Joseph, em 2024.

“A história do meu avô é a base de tudo o que construímos até hoje. Ele nos ensinou na prática que crescimento sustentável só existe quando há palavra, respeito as pessoas e trabalho com comprometimento e propósito. Este livro é um documento que registra como a seriedade nas relações humanas constrói empresas sólidas e a união familiar”, revela Amir Maluf, diretor de Marketing da São Benedito.

Sobre a Construtora São Benedito

A capacidade produtiva da São Benedito ganhou validação nacional no Ranking INTEC das 100 Maiores Construtoras do Brasil, o mais respeitado levantamento do setor da construção civil no país, auditado com base na metragem quadrada ativa. Sendo a 26ª maior construtora do Brasil, conquista histórica que colocou a empresa entre as maiores potências da construção civil nacional. Ocupa o 1º lugar no Centro-Oeste e em Mato Grosso, estreando na liderança absoluta da região, com mais de 802 mil m² de área ativa em construção no período auditado.

Com 43 anos de fundação, tem em seu portfólio mais de 55 grandiosos empreendimentos, são mais de 5 mil moradias, opera em três frentes consolidadas, condomínios verticais (médio e alto padrão) e condomínios horizontais.

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Sobre o autor

Rodrigo Vargas é jornalista graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com cerca de 30 anos de atuação profissional na imprensa local e nacional, além de projetos como fotógrafo e documentarista. É autor das obras “Andanças: reportagens pelos confins de Mato Grosso” (2017) e “O Propósito de Aline”, ambas publicadas pela editora Entrelinhas.

Sobre a Entrelinhas Editora

No mercado editorial desde 1993, a Entrelinhas Editora tem centenas de publicações de autores e temáticas de interesse de Mato Grosso em seu portfólio – históricas, artísticas, culturais, literárias, acadêmicas, didáticas, além de atuar nas áreas de Ciências Humanas e Sociais – destacando-se pela qualidade na produção editorial.

A editora publica séries especiais sobre personalidades, empresas e instituições com expressiva participação na história econômica, cultural e social de Mato Grosso, a exemplo da “Memória do Agronegócio”. O livro “Do Líbano a Cuiabá: A vida de Samir Mikael Maluf”, de Rodrigo Vargas, inaugura a série “Empreendedores no Brasil Central”.

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Polícias Civil e Militar recuperam mais de 500 quilos de cobre em Cuiabá

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Material levado de uma empresa foi localizado pela Derf-Cuiabá com apoio do 10º Batalhão e do Ciopaer

Polícias Civil e Militar recuperaram mais de 500 quilos de cobre após um roubo ocorrido na madrugada deste domingo (13.9), em uma empresa localizada no bairro Alvorada, em Cuiabá. A ação contou com as participação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital, do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e GAP 4° BPM.

O crime ocorreu por volta das 0h30, quando cerca de 10 criminosos renderam o agente de portaria, o mantiveram sob ameaça e invadiram a empresa.

Os criminosos subtraíram cabos de cobre, equipamentos e outros materiais, causando prejuízo estimado em R$ 200 mil. Durante a ação, o funcionário foi levado ao almoxarifado e amarrado a uma cadeira. Após a saída do grupo, ele conseguiu se soltar e acionou a equipe de segurança.

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As equipes policiais foram acionadas e iniciaram as diligências para localizar os envolvidos e recuperar os materiais. Durante as buscas, mais de 500 quilos de cobre foram recuperados, além de veículos e aparelhos celulares usados pelos envolvidos.

Um objeto deixado pelos criminosos no local também foi recolhido e poderá auxiliar na identificação dos envolvidos. As imagens do sistema de monitoramento da empresa serão analisadas pela equipe responsável pela investigação.

O proprietário da sucata foi autuado em flagrante, por roubo e outros envolvidos, já identificados, também deverão responder por roubo majorado e receptação qualificada.

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Compradores e vendedores distantes no mercado de soja; saiba como ficaram os preços no dia

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O mercado brasileiro de soja iniciou a semana sem movimentações relevantes nesta segunda-feira (14), apesar de indicações um pouco mais firmes nos portos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que não houve reporte de movimentação, com os vendedores fora do mercado e sem ofertas relevantes no dia.

A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade, mas encerrou em alta. O dólar também avançou, enquanto os prêmios tiveram poucas alterações, contribuindo para a melhora das indicações de preços nos portos.

“O spread segue bastante alto entre comprador e vendedor”, destaca Silveira. Segundo o analista, a distância entre as pontas e a ausência de ofertas relevantes mantiveram os negócios travados.

No mercado físico, os preços da soja apresentaram altas em parte das principais praças acompanhadas. Confira os preços da soja no Brasil:

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  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 154,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 149,00 para R$ 150,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 145,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 146,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 160,00 para R$ 161,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 161,00 para R$ 162,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta segunda-feira. A disparada do petróleo, os temores de atraso na colheita da soja devido ao excesso de chuvas e a demanda pela soja americana sustentaram as cotações na abertura da semana.

O cenário fundamental segue construtivo para a soja. Além da procura aquecida, há preocupações com os trabalhos nos campos do Meio Oeste. Os boletins indicam pesado volume de chuvas nos próximos dias, o que poderá atrasar a colheita.

As cotações do petróleo dispararam novamente nesta segunda. O conflito no Oriente Médio parece distante de uma solução. O barril segue acima de US$ 100,00, ajudando a sustentar também outras commodities. Devido à produção de biodiesel, a soja tem forte correlação com o petróleo.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

USDA

Os operadores se mostram otimistas com a demanda chinesa de exportação pela soja dos Estados Unidos antes da próxima visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 672.759 toneladas métricas de soja dos Estados Unidos foram inspecionadas para exportação na última semana, superando a faixa das expectativas do mercado, de 300 mil a 600 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,75 centavos de dólar ou 0,59%, a US$ 13,04 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,20 1/4 por bushel, com elevação de 8,25 centavos de dólar ou 0,62%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,40 ou 0,96% a US$ 356,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,19 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,73%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,48%, negociado a R$ 5,1482 para venda e a R$ 5,1462 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1414 e a máxima de R$ 5,1824.

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