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Praça Alencastro recebe feira gratuita com gastronomia regional e artesanato nesta sexta

Evento vai até as 16h e reúne cultura cuiabana. Iniciativa destaca a força do empreendedorismo feminino, com 85% das expositoras sendo mulheres
A Prefeitura de Cuiabá realiza nesta sexta-feira (31), das 9h às 16h, na Praça Alencastro, a 14ª edição da Feira Cultura, Sabor e Arte. Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, o evento reúne artesãos, empreendedores, produtores da gastronomia regional e atrações culturais, com foco no fortalecimento da economia criativa, da cultura cuiabana e do comércio local.
Realizada mensalmente, em sistema de rodízio entre a Praça Alencastro e a sede da Secretaria Municipal de Cultura, a feira passou a integrar o calendário oficial de eventos do município. A iniciativa busca ampliar os espaços de comercialização para pequenos empreendedores e aproximar a população da produção artística e cultural local.
A programação inclui exposição e venda de artesanato, produtos da economia criativa, opções da gastronomia regional e apresentações culturais. A proposta é transformar o espaço público em um ambiente de convivência, incentivo ao empreendedorismo e valorização da cultura cuiabana.
Além de gerar oportunidades de renda, a feira também se destaca pela participação feminina. Atualmente, cerca de 85% dos expositores são mulheres, que utilizam o evento para divulgar seus produtos, ampliar a carteira de clientes e fortalecer os próprios empreendimentos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, a iniciativa integra as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da economia criativa e à inclusão produtiva, ao mesmo tempo em que contribui para preservar as tradições culturais e estimular a ocupação dos espaços públicos com atividades abertas à comunidade.
A realização periódica da feira também favorece a circulação de consumidores no Centro da cidade, criando oportunidades para produtores locais e incentivando a comercialização de produtos artesanais, gastronômicos e culturais.
Com programação gratuita, a expectativa é receber moradores e visitantes interessados em conhecer a diversidade de produtos e manifestações artísticas que fazem parte da identidade cultural cuiabana.
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Mato Grosso supera R$ 50 bilhões em arrecadação de impostos e antecipa marca em dez dias

Mato Grosso já ultrapassou R$ 50 bilhões em arrecadação de tributos municipais, estaduais e federais em 2026. A marca foi atingida nesta terça-feira (3), dez dias antes da data em que o mesmo patamar foi alcançado no ano passado, quando o estado chegou a esse volume em 13 de novembro.
Os números são exibidos pelo Impostômetro, painel instalado em frente à sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), que acompanha a evolução dos tributos recolhidos nas três esferas de governo.
O resultado atual corresponde a 85,9% de toda a arrecadação registrada ao longo de 2025, quando Mato Grosso recolheu R$ 58,2 bilhões em impostos.
Na avaliação da Fecomércio-MT, o crescimento demonstra a dimensão da atividade econômica estadual e o volume de recursos gerados pelos diferentes setores produtivos.
Entidade cobra retorno dos tributos à sociedade
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, o avanço da arrecadação precisa ser acompanhado de melhorias na qualidade dos serviços públicos e na infraestrutura.
“Mato Grosso demonstra sua força econômica, e o avanço da arrecadação acompanha essa dinâmica. No entanto, é importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores”, afirmou.
Entre os principais tributos que compõem a arrecadação estão o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias, no âmbito federal; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na esfera estadual; e o Imposto sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), recolhidos pelos municípios.
Cuiabá concentra maior arrecadação municipal
O levantamento também apresenta os valores registrados nos dez municípios mais populosos de Mato Grosso. Cuiabá aparece na primeira posição, com R$ 1,38 bilhão arrecadado, seguida por Rondonópolis, com R$ 280 milhões, e Sinop, com R$ 209 milhões.
Várzea Grande contabiliza R$ 148 milhões, enquanto Sorriso registra R$ 114 milhões e Lucas do Rio Verde, R$ 111 milhões.
Confira os valores informados pela Fecomércio-MT:
| Município | Arrecadação |
| Cuiabá | R$ 1,38 bilhão |
| Rondonópolis | R$ 280 milhões |
| Sinop | R$ 209 milhões |
| Várzea Grande | R$ 148 milhões |
| Sorriso | R$ 114 milhões |
| Lucas do Rio Verde | R$ 111 milhões |
| Primavera do Leste | R$ 80 milhões |
| Tangará da Serra | R$ 79 milhões |
| Cáceres | R$ 61 milhões |
| Barra do Garças | R$ 30 milhões |
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Governo Federal lança painel com projeções climáticas para 5,5 mil municípios brasileiros

Ferramenta integrada ao AdaptaBrasil projeta cenários de temperatura e chuva com aquecimento de até 4°C
O governo federal e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) lançaram nessa terça-feira (3) um painel que permite explorar como as mudanças climáticas podem alterar a temperatura e o regime de chuva no Brasil e na América Latina nas próximas décadas.
A ferramenta integra o AdaptaBrasil, plataforma que reúne indicadores de risco climático para os 5.570 municípios brasileiros, considerando fatores como ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade. Essas informações ajudam a identificar áreas mais suscetíveis aos impactos das mudanças climáticas e a orientar decisões sobre medidas de adaptação. Com o novo painel, a plataforma passa a oferecer também mapas com projeções de mudanças na temperatura e na precipitação sob diferentes níveis de aquecimento global.
Durante o lançamento, o secretário de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, disse que o governo federal tem trabalhado para tornar a adaptação à mudança do clima uma agenda prioritária, estratégica e transversal.
“Esse processo de atualizar o Plano Clima e de fazer um plano de adaptação muito mais robusto e transversal, por meio de 16 planos setoriais e temáticos, foi um esforço para traduzir e dar concretude a essa agenda tão fundamental para o desenvolvimento do país”.
Melo explicou que a medida envolve a forma como enfrentamos nossas vulnerabilidades socioeconômicas, que são históricas, mas foram agravadas nesse contexto em que a mudança do clima se materializa, se faz presente e desafia as várias agendas e políticas de desenvolvimento setoriais.”
O coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas da Cruz, destacou que o governo federal está disponibilizando, por meio do AdaptaBrasil, informações relevantes no contexto da adaptação.
“São as primeiras informações necessárias para se começar a pensar em adaptação. Não se pensa em adaptação sem, antes de mais nada, começar a vislumbrar como será o nosso futuro do ponto de vista climático”, apontou.
Indicadores
O painel reúne indicadores de temperatura e precipitação, incluindo os relacionados a eventos extremos, para quatro níveis de aquecimento global: 1,5°C, 2°C, 3°C e 4°C. Os mapas também permitem comparar as mudanças projetadas em diferentes condições de aquecimento e identificar como elas se distribuem geograficamente.
De acordo com o gerente de soluções da RNP, Christian Miziara, o painel tem a possibilidade de comparar diferentes níveis de aquecimento global. “Em uma única interface, é possível visualizar indicadores de temperatura e precipitação, considerando os cenários de aquecimento. Isso ajuda a compreender como as ameaças climáticas podem se comportar à medida que a temperatura global aumenta”, disse.
Para o pesquisador sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Jean Ometto, o novo painel permite à sociedade acessar as projeções climáticas. “As projeções climáticas são um aspecto central, dentro do cálculo de risco, para que possamos planejar. Isso tudo, obviamente, embute uma incerteza, mas a ciência vai buscando justamente trazer a informação mais clara, mais robusta e mais transparente possível para que se possa trabalhar com planejamento”.
O pesquisador do INPE Gilvan Sampaio fez a apresentação do painel. Ele explicou que a plataforma está em sua primeira versão, tem navegação simples e que o instituto tem trabalhado para que seja possível baixar os dados sobre o clima por área e biomas. “Nós vamos incluir outras variáveis, como umidade relativa, vento, radiação e que são importantes também para os grupos de pesquisa, pesquisadores e para os diversos usuários, inclusive a população, para ter uma informação confiável sobre a mudança do clima”, avaliou.
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Senado aprova PEC da Segurança Pública por unanimidade e texto vai à promulgação

Proposta cria o SUSP na Constituição, endurece penas contra facções e autoriza a criação de polícias municipais
O plenário do Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que reorganiza as forças públicas para ampliar o combate ao crime organizado no país.
O texto teve apoio unânime dos senadores votantes, com 73 votos favoráveis e nenhum contrário, em primeiro turno. No segundo turno, o placar foi de 75 votos favoráveis e nenhum contrário. Eram necessários ao menos 49 votos favoráveis para que a mudança constitucional fosse aprovada.
De autoria do Poder Executivo, a PEC da Segurança estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.
Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para a área da segurança. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu criar o Ministério da Segurança Pública após aprovação da PEC.
O texto-base da proposta foi aprovado no início de setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, e repetiu o mesmo teor do que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. Com isso, o texto será promulgado pelo Congresso Nacional.
Maioridade penal
Antes da votação da PEC, os senadores discutiram a inclusão de emendas de plenário que tratavam da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, ou até mesmo para 14 anos.
O relator da PEC, senador Rogério Carvalho (PT-SE), não acolheu as emendas no relatório final, mas recomendou que elas constituíssem propostas autônomas que pudessem tramitar em conjunto e serem votadas posteriormente em separado. Se as emendas fossem votadas e aprovadas, o texto retornaria à Câmara. Por um placar apertado de 38 a 36, o requerimento do relator para separar as emendas em outro projeto foi aprovado.
“As matérias tratadas nas emendas são relevantes e merecem ser debatidas por essa Casa. Não se confundem, contudo, com o objetivo central da PEC 18/2025, voltado ao combate ao crime organizado e à reestruturação da governança federativa da segurança pública”, argumentou o relator.
Segundo Carvalho, há forte divergência doutrinária e política sobre a redução da maioridade penal no país.
“Parte dos juristas entende que a maioridade penal prevista no artigo 228 da Constituição Federal constitui clausula pétrea, por integrar o rol de direitos e garantias individuais e que, por isso, o limite etário da responsabilidade criminal não poderia ser alterado, nem mesmo por emenda constitucional. Outra corrente entende que o artigo 228 não se enquadra nas cláusulas pétreas e que a idade de imputabilidade penal pode ser modificada por emenda constitucional”, acrescentou.
A emenda 84, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propunha reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Já a emenda 87, do senador Camilo Santana (PT-CE), mantinha a regra geral de 18 anos, mas reduzindo a maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. A iniciativa não tem amplo apoio na base do governo.
A redução da maioridade penal é um tema controverso entre organizações da sociedade civil de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
Outras quatro emendas, que tratavam de temas como acesso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) pelas Forças Armadas e inclusão dos agentes de trânsito no rol de órgãos de segurança pública, também foram rejeitadas pelo relator, e não chegaram a ir à votação.
O que muda
Entre outras medidas, a PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.
A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.
“Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.
Facções e milícias
A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.
Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.
Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.
A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para a segurança pública.
Fundos de financiamento
Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.
“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.
O texto ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.
A proposta prevê também a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.
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