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3 de novembro de 2026

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O peso de fingir que está tudo bem

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O relógio já passa da meia-noite. Olhos se perdem na escuridão do quarto.
Os resultados do dia gritam dentro da cabeça, espantando o sono que se espreita tímido e fraco.
Enquanto isso nas redes sociais, sorrisos de satisfação são embalados pela música da hora. Trends felizes se empilham num feed marcado por alegria falsa, sucesso impregnado de dúvidas, perfeição que nunca existiu ou existirá.
Enfim.
Na sala o relógio segue em frente, solitário a marcar a solidão que muitas vezes chega acompanhada do nada.
Em outro lugar mãe e filha caminham de mãos dadas na noite escura da alma. A mãe chama-se expectativa, a filha decepção. Juntas elas povoam as fotos que não serão tiradas, as palavras que não serão ditas, os momentos que não serão vividos.
Sobrevivendo em meio à pressão do dia a dia, somos vencidos pela tensão que não deveria existir.
Alguns sinais deveriam ser claros. E não se engane: mais cedo ou mais tarde, a conta vai chegar.
Um caminho que pode ser ainda mais complicado para os homens, afinal fomos criados para prover, cuidar e amar.
Mas se você olhar atentamente, os sinais estão lá.
O isolamento social, a irritabilidade excessiva, alterações no sono, uso de escapes como drogas, álcool e cigarro, perda de interesse.
Um emaranhado de sentimentos enfraquecidos e de emoções distorcidas. Realidade que de maneira alguma será mostrada para os seguidores à espera da próxima conquista, do próximo sorriso, do próximo sucesso.
Se falar é fraco, se assumir é covarde, se compartilhar recebe ainda mais pesos para carregar.
Que tal então ficar quieto e escolher um lugar bem bonito e iluminado para mostrar aquilo que não há, nunca houve e nunca haverá. A solução é simples, continue mentindo.
E como disse um poeta, mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.
E é duro saber que a escolha certa nem sempre será aquela que vamos trazer para a luz.
Seguimos então com o silêncio que grita dentro de uma alma presa a este imberbe mundo das ilusões.
E nesta missão insalubre de nunca sangrar neste mar cheio de tubarões, vamos apodrecendo por dentro.
Um outro poeta escreveu: Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade. Isso foi em 1994, trinta e dois anos depois seguimos assim, mas agora temos as redes, palco imaginário de um show de uma nota só.
Quantas vezes alguém te ligou nos últimos dias perguntando como você estava? E qual foi sua resposta? E você, para quantos ligou fazendo a mesma pergunta?
Isso não importa, a resposta sempre vai ser a mesma. Estou bem, mesmo que meu mundo já tenha desabado há muito.
Somos os reféns da vida perfeita, das emoções embaralhadas no liquidificador das ilusões.
Pobres seres que seguem cegos de vivência, surdos de eloquência, e órfãos de paciência.
Assim é mais fácil mesmo falar que está tudo bem.
Mas lembre-se, nem tudo que brilha é ouro, às vezes o sábio é tolo e os canalhas, mesmo eles, envelhecem.
Que tal bater a real?
Você não é um fraco, cansar também faz parte do jogo.
Você não fracassou, é só mais um pedacinho dessa colcha de retalhos que teimamos em chamar de vida.
Não existe garantia absoluta de nada. A bola nem sempre vai estar na sua quadra. E por mais que você corra, o gol pode não sair.
Pare de se cobrar tanto, retire mãe e filha de sua vida. Se você não criar expectativas não se decepcionará.
As melhores decisões da vida muitas vezes nascem do silêncio da meditação ou da coragem de compartilhar a dor com alguém.
Não espere mais um dia para pedir ajuda.
Seja forte, firme, decidido. Fala o que pensa e o que sente.
Crie congruência entre o que você pensa, fala, sente e faz.
Desta forma, talvez. Sim, talvez, quando o relógio bater as doze badaladas noturnicas, vai te encontrar dormindo o sono dos justos.
Aquele momento que você chega para recarregar as baterias, encher a bola para a próxima partida. Só assim, vamos de fato encontrar a paz que tanto ansiamos, o amor que um dia sonhamos e a vida que imaginamos.
Se você precisa conversar e não tem com quem falar, me liga. Não tenho nenhuma verdade para lhe ofertar, mas tenho um bom ouvido e a certeza de que se fizermos isso tudo vai dar certo.
Você consegue.
É só começar.

Luiz Fernando é jornalista em Cuiabá.
@luizfernandofernandesmt



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Gefron e PRF apreendem 130 kg de cocaína em Glória D’Oeste

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Operação resultou em uma prisão e gerou um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às facções criminosas

Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no município de Glória D’Oeste (a 130 km de Cuiabá), nesse domingo (1°.11), resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de 130 kg de cloridrato de cocaína (a forma mais pura desse entorpecente).

A droga estava dividida em 120 tabletes, escondidos em diferentes compartimentos de um Jeep Cherokee. A apreensão dos entorpecentes e do veículo gerou um prejuízo de R$ 3,2 milhões às fações criminosas.

Aos policiais, o motorista preso relatou que receberia R$ 5 mil para levar a droga até São Paulo, mas não informou a origem da droga. O suspeito, o carro e os entorpecentes foram entregues da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), da Polícia Civil.

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Fiscalização na fronteira

Sob gestão da Secretaria de Segurança Pública, o Gefron atua há 24 anos na prevenção e combate ao tráfico de drogas, roubos, sequestros e outras modalidades de crimes nos municípios fronteiriços e do entorno da fronteira do Brasil do a Bolívia.

Entre janeiro e setembro deste ano, a equipe especializada apreendeu 26,3 toneladas de drogas no Estado, volume 22% maior do que toda a apreensão registrada nos 12 meses de 2025. Somente em 2026, o Gefron também levou à prisão 324 suspeitos, em 199 ocorrências. Ao todo, o prejuízo estimado às facções foi calculado em R$ 371 milhões.

Para contribuir com as ações do Gefron, a população pode denunciar de forma anônima pelos telefones: 0800 646 1402 e (65) 99668-7655, este último por ligação e mensagem de Whatsapp. Também está disponível o telefone 181 (Disque Extorsão), focado em ações de facções criminosas, com garantia de sigilo do denunciante.

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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

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Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.

O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.

As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.

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Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.

“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.

Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.

Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.

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Homem é morto a tiros pelo próprio irmão em bar de MT; briga política pode ter motivado crime

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Testemunha contou à polícia que os dois estavam afastados por divergências políticas; suspeito fugiu após os disparos e é procurado

Uma desavença entre irmãos terminou em morte na manhã de domingo (1º), em Paranaíta, a 838 quilômetros de Cuiabá. Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, dentro de um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro.

Segundo o boletim de ocorrência, Laercio começou a insultar Gilmar, que não reagiu às provocações. A vítima chegou a se levantar para deixar o estabelecimento, mas foi surpreendida pelo irmão, que sacou um revólver da cintura e abriu fogo.

Gilmar foi atingido três vezes, sendo uma na mão esquerda e duas no tórax. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

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O que chama a atenção é o possível pano de fundo político da tragédia. Uma testemunha contou aos policiais que os irmãos já não mantinham contato por divergências ideológicas. De acordo com o proprietário do bar, Laercio se identificava com a esquerda, enquanto Gilmar era alinhado à direita.

A Polícia Civil investiga se a rivalidade política teve relação direta com o assassinato.

Após o crime, Laercio deixou o estabelecimento com a arma em mãos e fugiu em uma caminhonete Fiat Titano preta. O veículo foi localizado abandonado no bairro Renascer, em Alta Floresta. Informações repassadas à Polícia Militar indicam que o suspeito teria seguido a pé.

Equipes policiais também estiveram na residência de Laercio, mas não encontraram ninguém. Até o momento, ele permanece foragido.

A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos necessários no local. O caso segue sob investigação.

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