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18 de setembro de 2026

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Operação flagra produtos vencidos em quase 40% das lojas vistoriadas no centro de Cuiabá

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Fiscais apreenderam alimentos estragados e autuaram comércio com alvará sanitário vencido. Ação continua na próxima semana

A Operação Check-list, realizada pelo Procon Municipal de Cuiabá, começou na tarde desta quarta-feira (29) com a fiscalização de 25 lojas que comercializam produtos sujeitos a prazo de validade, para verificar possíveis irregularidades, como a venda de itens vencidos. A iniciativa tem caráter orientativo, sem abrir mão do poder de fiscalização do órgão, e prossegue ao longo desta semana e da próxima em centros comerciais da capital. A ação teve início no dia 29 de julho.

Durante a ação, sete equipes verificam a validade de produtos alimentícios, cosméticos, itens de perfumaria e outros produtos perecíveis, além da visibilidade dos preços, das formas de pagamento, da política de troca adotada pelos estabelecimentos, especialmente para produtos promocionais, e da disponibilidade do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Quando o exemplar não está disponível, o Procon entrega o documento e orienta os responsáveis sobre a obrigatoriedade de mantê-lo acessível ao público.

No primeiro dia da operação, cerca de 10 das 25 lojas fiscalizadas apresentaram produtos fora do prazo de validade. Também foram constatadas irregularidades como ausência de identificação de preços e falta do Código de Defesa do Consumidor. Em uma loja do segmento alimentício, aproximadamente 20 produtos vencidos foram apreendidos, sendo lavrados auto de infração, auto de apreensão e auto de constatação. O estabelecimento também estava com o alvará sanitário vencido.

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A secretária-adjunta do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges, destacou que a operação busca garantir mais segurança aos consumidores e ampliar o acesso às informações previstas na legislação. “O principal foco do Procon nessas fiscalizações de grande volume é assegurar a segurança dos consumidores e garantir a facilidade de acesso à informação. Essa é a nossa prioridade durante toda a operação”, afirmou.

Segundo Mariana, a atuação também tem caráter educativo, sobretudo nas situações em que as irregularidades podem ser corrigidas por meio de orientação. “Nos casos em que verificamos ausência de identificação de preços ou do Código de Defesa do Consumidor, lavramos o auto de constatação, entregamos um exemplar do CDC e orientamos os responsáveis sobre a importância de manter essas informações disponíveis ao consumidor. A intenção dessa operação é ser mais instrutiva, mas não podemos deixar de lado o poder fiscalizatório do Procon”, ressaltou.

Entre os estabelecimentos visitados, a fiscalização também foi bem recebida pelo comércio. O gerente João Vítor Ferreira afirmou que a ação beneficia tanto os consumidores quanto as empresas que buscam cumprir a legislação. “Quem ganha mais é o consumidor. Com o apoio do Procon nessas visitas para auxiliar nas operações da loja, garantimos que o consumidor tenha seus direitos assegurados e também mais tranquilidade durante suas compras”, disse.

Consumidores também aprovaram a iniciativa. A venezuelana Corina Mitchell Guerra Martinez, que mora no Brasil há um ano, classificou a ação como “excelente” e destacou a importância de encontrar produtos “certos e bons” nas prateleiras. O publicitário Maycon Vinícius Ferreira ressaltou que a fiscalização protege a saúde da população e reforçou a necessidade de atenção às promoções com grandes descontos, recomendando que os consumidores sempre confiram a data de validade antes de concluir a compra.

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Agro Mato Grosso

Novo lar de Sandro: conheça o 1º Santuário de Elefantes do Brasil, em MT

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Criado para oferecer uma alternativa ao confinamento, o Santuário de Elefantes Brasil (SEB) atualmente abriga seis elefantas fêmeas e se prepara pra receber o primeiro macho, Sandro, nesta sexta- feira (18). O local não é aberto à visitação pública do turismo tradicional, para que não haja exposição dos animais ao estresse do público ou a rotinas de apresentações.

Localizado em Chapada dos Guimarães, a organização sem fins lucrativos atua na recuperação e no acolhimento de elefantes resgatados, oferecendo um ambiente com vasta vegetação, lagos e estímulos naturais para que os animais recuperem comportamentos típicos da espécie.

Segundo o presidente do SEB, Raphael Bontempi, a proposta do local é garantir proporções e condições de vida que estruturas urbanas de exposição não conseguem alcançar.

Santuário de Elefantes, em Chapada dos Guimarães — Foto: Santuário de Elefantes/Divulgação

Santuário de Elefantes, em Chapada dos Guimarães — Foto: Santuário de Elefantes/Divulgação

“A gente é uma associação, uma ONG sem fins lucrativos. O nosso objetivo é o resgate desses elefantes. A gente nasceu para poder trabalhar com os elefantes da América do Sul, que tínhamos aproximadamente 50 quando começamos o projeto. Agora tem muito menos. A gente resgatou ao redor de 13, que vieram morar aqui no santuário”, explica Raphael.

Proporção e espaço para reabilitação

Segundo Raphael, a diferença entre o ambiente do santuário e os recintos tradicionais de cativeiro é um dos pilares para a reabilitação física e psicológica dos elefantes. As áreas destinadas a cada morador contam com dezenas de hectares, permitindo caminhadas longas, exploração de terreno acidentado e contato com diferentes tipos de solo.

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Para exemplificar a escala da propriedade, o presidente da instituição compara a área destinada ao mais novo morador do local, o elefante Sandro, que viveu quatro décadas no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros e foi transferido nesta quarta-feira (16) para o santuário, com o espaço onde o animal viveu durante anos em São Paulo.

Como funciona a rotina no santuário

Chapada dos Guimarães vai sediar o primeiro santuário de elefantes de Mato Grosso

Chapada dos Guimarães vai sediar o primeiro santuário de elefantes de Mato Grosso

Diferente de zoológicos, o Santuário de Elefantes Brasil não é aberto à visitação pública do turismo tradicional, garantindo que os animais não sejam expostos ao estresse do público ou a rotinas de apresentações.

A dinâmica do espaço é pautada por diretrizes técnicas rigorosas de manejo e proteção:

  • Estímulo à autonomia: Os animais têm liberdade para decidir quando e onde querem caminhar, banhar-se nos lagos ou descansar, desenvolvendo rotinas próprias.
  • Redução do estresse do cativeiro: A oferta contínua de estímulos visuais, olfativos e de espaço reduz comportamentos repetitivos (estereotipias) causados pelo tédio e pelo confinamento prolongado.
  • Equipe multiprofissional: O acompanhamento é feito diariamente por veterinários, biólogos e tratadores especializados na reabilitação de grandes mamíferos.
  • Segurança e regras de manejo: Os recintos mantêm separações técnicas por espécie e gênero, respeitando a organização social natural dos animais e cumprindo as normas ambientais de licenciamento, que proíbem a reprodução de espécies exóticas em cativeiro.
Protestos contra o Santuário

Apesar disso, o santuário foi alvo de ataques por moradores de Sorocaba no último domingo (14). Dois dias antes da transferência de Sandro ao Santuário, famílias com crianças foram ao zoológico onde ele morava para protestar contra a transferência do elefante Sandro. Os manifestantes levaram cartazes com frases como “Fica, Sandro”, “A vida do Sandro é valiosa para nós” e “Vai cuidar de quem realmente é maltratado”.

Os participantes afirmam que a transferência representa um risco para o animal e pode comprometer a saúde e o bem-estar dele. Entre os argumentos, os manifestantes citam a idade avançada de Sandro e os possíveis impactos de uma viagem longa. Eles também temem que a adaptação a um novo ambiente possa afetar o animal.

Sobre os protestos, o presidente do santuário afirmou que o local oferece aos elefantes uma oportunidade de ter uma vida com mais tranquilidade e conforto, algo que, segundo ele, muitos animais talvez nunca tivessem.

“A gente tá dando para esses animais uma vida que no zoológico nunca ia poder dar. Desde espaço, estrutura, atendimento especializado, pessoas capazes, até uma área muito maior. Para você ter ideia, a área que o Sandro vai ficar é maior do que o próprio zoológico inteiro de Sorocaba. É uma proporção que a gente não consegue nem comparar”, ressalta o presidente.

🐘 Conheça as outras elefantas do Santuário

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Depois de 6 dias na estrada, elefanta Kenya chegou ao santuário em Chapada

Depois de 6 dias na estrada, elefanta Kenya chegou ao santuário em Chapada

Atualmente moram no Santuário as elefantas Baby, Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina. Conheça um pouco sobre cada uma:
  • Baby

Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby passou parte da vida em um circo antes de ser levada para o parque Beto Carrero World. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby passou parte da vida em um circo antes de ser levada para o parque Beto Carrero World. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby passou parte da vida em um circo antes de ser levada para o parque Beto Carrero World, em Santa Catarina, onde se tornou uma das atrações.

A elefanta se tornou a segunda moradora mais jovem do Santuário, ficando atrás apenas de Guillermina, que possui 25 anos.

  • Maia

 

Maia, uma elefanta asiática de cerca de 50 anos, foi a primeira moradora do Santuário. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Maia, uma elefanta asiática de cerca de 50 anos, foi a primeira moradora do Santuário. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Maia, uma elefanta asiática de cerca de 50 anos, foi a primeira moradora do Santuário. Antes de chegar, em outubro de 2016, ela passou aproximadamente 30 anos em circos. Após ser retirada dessa situação, permaneceu por cinco anos acorrentada em uma fazenda, sem um local adequado para viver.

Conhecida pela personalidade dócil e pela energia intensa, Maia se tornou um dos símbolos do santuário. Segundo os cuidadores, ela superou os medos trazidos pelo passado em cativeiro e passou a demonstrar comportamentos mais naturais à medida que ganhou espaço para explorar.

Apaixonada por comida, especialmente mangas, a elefanta também é descrita como cooperativa e carinhosa, características que ajudaram em seu processo de adaptação e recuperação.

  • Rana

 

Rana, uma elefanta asiática de cerca de 65 anos, chegou ao Santuário em dezembro de 2018. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Rana, uma elefanta asiática de cerca de 65 anos, chegou ao Santuário em dezembro de 2018. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Rana, uma elefanta asiática de cerca de 65 anos, chegou ao Santuário em dezembro de 2018. Antes do resgate, ela viveu cerca de 40 anos em circos e passou os últimos anos em um zoológico no litoral brasileiro. Conhecida por sua capacidade de se adaptar aos outros elefantes, Rana é considerada pelos cuidadores uma espécie de “comitê de boas-vindas” do santuário.

Segundo a equipe do SEB, a elefanta passou por uma grande transformação após a chegada ao local. Inicialmente reservada e distante, ela se tornou uma das moradoras mais comunicativas do santuário, famosa pelas vocalizações que faz ao longo do dia. Rana também demonstrou evolução no convívio social com as demais elefantas e passou a explorar comportamentos naturais, como nadar, tomar banhos de lama e aproveitar os espaços abertos.

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De acordo com os cuidadores, ela transmite sinais constantes de bem-estar e continua avançando em seu processo de recuperação após décadas em cativeiro.

  • Mara

 

Mara, uma elefanta asiática de cerca de 58 anos, chegou ao Santuário em maio de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Mara, uma elefanta asiática de cerca de 58 anos, chegou ao Santuário em maio de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Mara, uma elefanta asiática de cerca de 58 anos, chegou ao Santuário em maio de 2020. Nascida na Índia, ela foi levada ainda jovem para um zoológico na Alemanha e, posteriormente, para circos na América do Sul. Desde 1995, vivia no então Zoológico de Buenos Aires, na Argentina, onde permaneceu por mais de duas décadas até ser transferida para Mato Grosso.

Após uma vida marcada pelo confinamento, Mara chegou ao santuário com alguns problemas de saúde, incluindo lesões nas patas e no tornozelo dianteiro direito. Apesar de ter sido considerada agressiva em parte da vida, os cuidadores descrevem a elefanta como dócil, comunicativa e bastante afetuosa.

Conhecida pelas vocalizações frequentes, ela desenvolveu uma forte ligação com a elefanta Rana logo após chegar ao SEB. Segundo a equipe, Mara segue em processo de recuperação física e emocional, ganhando mais confiança e aproveitando a liberdade e os espaços amplos oferecidos pelo santuário.

  • Bambi

 

Bambi, uma elefanta asiática de cerca de 60 anos, chegou ao Santuário em setembro de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Bambi, uma elefanta asiática de cerca de 60 anos, chegou ao Santuário em setembro de 2020. — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Bambi, uma elefanta asiática de cerca de 60 anos, chegou ao Santuário em setembro de 2020. Antes do resgate, ela passou mais de 40 anos em circos e, após ser apreendida, viveu por cerca de uma década em zoológicos no interior de São Paulo. Quando foi transferida para Mato Grosso, apresentava baixo peso, pouca massa muscular e perda da visão de um dos olhos.

Apesar das condições de saúde encontradas no momento do resgate, Bambi surpreendeu os cuidadores ao demonstrar uma personalidade ativa e curiosa. Descrita como brincalhona e facilmente empolgada, ela passou a explorar os espaços do santuário com entusiasmo e a apresentar comportamentos mais naturais. Segundo a equipe do SEB, a elefanta ganhou autonomia, cuidados individualizados e melhores condições de bem-estar, fatores que contribuíram para sua recuperação física e emocional após décadas de cativeiro.

  • Guillermina

 

Guillermina, uma elefanta asiática de 25 anos, nasceu no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e passou toda a vida em cativeiro — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Guillermina, uma elefanta asiática de 25 anos, nasceu no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e passou toda a vida em cativeiro — Foto: Santuário dos Elefantes Brasil

Guillermina, uma elefanta asiática de 25 anos, nasceu no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, e passou toda a vida em cativeiro antes de ser transferida para o Santuário. Filha das elefantas Pocha e Tamy, ela cresceu em um recinto com espaço extremamente limitado, onde tinha poucas oportunidades para explorar comportamentos naturais da espécie.

Descrita pelos cuidadores como curiosa, brincalhona e dona de uma personalidade marcante, Guillermina chegou ao santuário ainda muito dependente da mãe e insegura diante das novidades. Com a adaptação ao novo ambiente, passou a descobrir gradualmente elementos que nunca havia experimentado, como áreas amplas, vegetação, lama e o convívio com outros elefantes.

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Segundo a equipe do SEB, a jovem elefanta segue desenvolvendo autonomia e habilidades sociais, enquanto explora o espaço e constrói novas relações após uma vida inteira em confinamento.

Conheça o Santuário

Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.

No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.

Quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.

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Bombeiros combatem nove incêndios florestais em Mato Grosso

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Ocorrências são registradas em oito municípios, com duas frentes de combate em Novo Santo Antônio e atuação de equipes e aeronaves em diferentes regiões do Estado

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta quinta-feira (17.9), nove incêndios florestais, distribuídos nos municípios de Ribeirão Cascalheira, Nossa Senhora do Livramento, Novo Santo Antônio, Cláudia, Guiratinga, Paranatinga, Poconé e Poxoréu.

Em Novo Santo Antônio, os militares combatem dois incêndios florestais. Nas demais localidades, as equipes atuam no combate a um incêndio florestal em cada município.

Em Poxoréu, na região do Vale Verde, na divisa com Primavera do Leste, as equipes atuam no combate a um incêndio florestal. Para o combate às chamas, são utilizados um Auto-Tanque (AT) e um Auto Tanque (ABT) do CBMMT, além de três caminhões-pipa, duas pá-carregadeiras e uma patrola das prefeituras, um trator de esteira e um avião contratado pelo proprietário da fazenda.

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Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As ações de combate contam com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

*Focos de calor*

Na tarde desta quinta-feira, a plataforma do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentou instabilidade, e não foi possível atualizar o número de focos de calor em Mato Grosso de acordo com o satélite de referência Aqua.

*Fiscalização – Operação Infravermelho*

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O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

*Incêndios extintos*

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

*Proibição do uso do fogo*

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O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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Agro Mato Grosso

Rinha de galos é fechada e 90 animais são encontrados feridos em MT

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Uma rinha de galos que estava sendo transmitida ao vivo pela internet foi fechada durante um flagrante da Guarda Municipal, nesta quinta-feira (17), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Mais de 90 animais foram encontrados no imóvel, sendo vários com ferimentos e quatro em estado mais grave.

A ocorrência foi registrada no bairro Jardim Marajoara, após uma denúncia recebida pelo Centro de Inteligência Municipal de Segurança 153. Segundo a Guarda Municipal, a equipe chegou ao local enquanto uma disputa entre os animais acontecia.

Durante a abordagem, várias pessoas tentaram fugir. Três foram conduzidas, sendo duas detidas no momento do flagrante e uma terceira localizada posteriormente. De acordo com o comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos, o homem se apresentou como proprietário do imóvel e teria admitido que criava animais para rinhas também em sua residência.

No local, os agentes encontraram uma estrutura montada para as disputas, com grades sujas de sangue, medicamentos e anabolizantes. Segundo a fiscalização ambiental, alguns galos apresentavam cortes profundos, ferimentos e sinais de lesões antigas. Quatro animais estavam em situação mais grave.

O fiscal ambiental Daniel Vieira de Miranda afirmou que a estrutura e as condições dos animais indicam que as rinhas poderiam ocorrer com frequência. Segundo ele, os medicamentos encontrados serão analisados para identificar a finalidade e o possível uso durante as disputas.

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Três celulares também foram apreendidos. Conforme a Guarda Municipal e a fiscalização ambiental, há informações de que a rinha estava sendo transmitida ao vivo pelo YouTube no momento da chegada das equipes.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para realizar a vistoria e a perícia no imóvel.

Os animais foram apreendidos e devem passar por avaliação. O caso será investigado e os responsáveis poderão responder por crimes relacionados à prática de rinha e maus-tratos contra animais.

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Agro MT