Business
Brasil adere a programa de pesquisa para agricultura sustentável da OCDE

O governo brasileiro formalizou a adesão ao Programa de Pesquisa Cooperativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Agricultura e Sistemas Alimentares Sustentáveis, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em nota.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A carta de adesão foi entregue durante reunião na sede da organização, em Paris, ocorrida na última sexta-feira (24), com a participação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, e do representante do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas em Paris, o embaixador Sarquis J. B. Sarquis.
Pela OCDE, participaram o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen.
Segundo a pasta, a entrada do Brasil no programa reforça a contribuição do país em pesquisa agropecuária, especialmente em agricultura tropical.
“O Brasil conta com uma rede de instituições de pesquisa, universidades e centros de excelência, com destaque para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cuja atuação tem sido parte central dos ganhos de produtividade e sustentabilidade da agricultura nacional. A participação no programa permitirá ao Brasil ampliar sua presença nas discussões da OCDE sobre agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade e inovação”, disse o ministério na nota.
Há expectativa de que a adesão gere redução de custos de cooperação internacional, com acesso à rede de intercâmbio científico, bolsas de pesquisa, conferências, workshops e simpósios apoiados pelo programa.
O post Brasil adere a programa de pesquisa para agricultura sustentável da OCDE apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Locação de máquinas agrícolas pode ser impulsionada com Reforma Tributária; entenda

Tradicional na locação de máquinas da linha amarela, a Armac chega à 31ª Agrishow com a promessa de expandir a sua presença no agro ao crescer das atuais 18 lojas para 30 ao longo de 2026 em estados com maior Valor Bruto de Produção (VBP), como Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Paraná.
Contudo, para isso, encontra um empecilho que independe do tamanho de seu parque fabril, superior a 12 mil máquinas: a profissionalização do produtor rural.
De acordo com o diretor de Negócios da companhia, Mairon Karr, a ausência de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) constituído, condição que afeta dos pequenos aos grandes agricultores, impede o usufruto de um dos principais benefícios do modelo de empréstimo de maquinário: a redução da cobrança de PIS/Cofins.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O executivo acredita, no entanto, que a Reforma Tributária, que passa a exigir de produtores o Cadastro até 2027, atuantes ou não como pessoa jurídica, tende a impulsionar a locação, ainda que, a princípio, de forma modesta.
“Uma expansão maior depende, também, de uma questão cultural típica do produtor rural brasileiro, já que muitos não abrem mão do sentimento de ter uma máquina própria em sua fazenda, de um bem que passarão para os filhos”, destaca.
Pensando justamente nisso, a Armac entrou no mercado de seminovos há um ano e já percebeu aumento de faturamento, registrado em R$ 2 bilhões em 2025. Para 2026, ainda que não divulguem números prévios, o desempenho superior no primeiro trimestre dá pistas de incremento e, também, de maior participação do agro no negócio, atualmente entre 25% e 30%.
*O jornalista viajou para a Agrishow a convite da organização
O post Locação de máquinas agrícolas pode ser impulsionada com Reforma Tributária; entenda apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
De olho no clima, mercado do milho segue cauteloso, diz Cepea

A colheita da safra de verão do milho brasileiro está em momentos finais. Enquanto isso, o plantio da segunda safra está praticamente finalizado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores relatam que existe agora uma preocupação em relação ao clima das próximas semanas, visto que a previsão é de tempo seco e quente, fatores que podem influenciar nas lavouras.
Ainda de acordo com o centro de estudos, a previsão para essa segunda safra é realmente menor comparada a do ano anterior, mesmo sendo elevada. Apesar disso, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e as altas temperaturas na região Centro-Oeste e no estado do Paraná, tem deixado produtores em alerta.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Em relação as movimentações do mercado, no spot, a baixa demanda marca a última semana. Negociações ainda seguem limitadas, com compras apenas para quantidades pontuais e com pouca urgência de resposição. Compradores seguem de olho na boa oferta prevista para as próximas datas e aguardam uma queda nos preços.
Em compensação, vendedores limitaram o volume no spot, no aguardo de uma reação nas cotações do cereal, fundamentados nas previsões de clima para as semanas seguintes.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
O post De olho no clima, mercado do milho segue cauteloso, diz Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Governo anuncia programa de R$ 10 bi para financiar máquinas agrícolas durante a Agrishow

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, anunciou neste domingo (26), durante a abertura da 31ª edição da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um programa de financiamento de máquinas agrícolas com a promessa de reduzir os juros pagos pelos agricultores. O “Move Agrícola” prevê liberar, dentro de três semanas, um total de R$ 10 bilhões, com taxa de “um dígito” – o porcentual não foi especificado.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“O governo está estruturando o ‘Move Agrícola’ para garantir crédito mais acessível ao produtor e à indústria de máquinas”, afirmou Alckmin. Segundo ele, a medida atende a uma demanda recorrente do setor, especialmente em um cenário de juros elevados.
Os recursos serão operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com instituições financeiras. Alckmin declarou que o programa busca estimular a modernização do parque agrícola brasileiro e, com isso, ampliar a competitividade do País.
Além do novo programa, Alckmin sinalizou outras frentes de atuação do governo federal. Entre elas, a ampliação do seguro rural – considerado um dos gargalos estruturais do agro brasileiro. Atualmente, a cobertura atinge pouco mais de 7% da área plantada no País.
O vice-presidente reconheceu a limitação e afirmou que o governo pretende avançar no tema, mas com cautela fiscal. “Vamos melhorar o seguro rural com toda a responsabilidade fiscal”, disse, indicando que eventuais mudanças dependerão do equilíbrio das contas públicas.
Outro ponto sensível abordado foi a renegociação das dívidas do setor. Alckmin confirmou que o governo trabalha em um programa que contemple tanto produtores adimplentes quanto inadimplentes, com o objetivo de reequilibrar financeiramente a atividade no campo.
O vice-presidente mencionou, ainda, medidas que podem beneficiar o agronegócio de forma indireta, como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a desoneração das exportações prevista na reforma tributária.
Reivindicações
A cobrança por medidas concretas partiu de lideranças do setor presentes na cerimônia de abertura da Agrishow. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), reforçou a necessidade de um modelo estruturado de renegociação de dívidas.
Segundo ele, não se trata de perdoar os produtores, mas de adotar ações que permitam a eles manter suas atividades. “É indispensável que ele consiga pagar seus compromissos e retomar sua capacidade produtiva”, afirmou.
Jardim também falou sobre a urgência de ampliar o seguro rural, argumentando que uma cobertura mais robusta reduziria a necessidade de renegociações frequentes. Ele lembrou que há projetos em tramitação no Congresso para fortalecer a política de seguro, mas que ainda dependem de avanços legislativos.
Plano Safra
Em sua primeira participação na Agrishow como ministro da Agricultura, André de Paula adotou um discurso focado na ampliação do crédito e na redução dos custos financeiros. O ministro declarou que pretende buscar um novo recorde de recursos para o próximo Plano Safra, mas que o volume, por si só, não é suficiente. “Mais importante do que o montante é garantir taxas de juros que permitam ao produtor acessar esse crédito”, declarou.
De Paula também se comprometeu a atuar pela aprovação do projeto de lei do seguro rural. Ele defendeu a construção de um modelo sustentável, com mecanismos que garantam continuidade mesmo em cenários de restrição orçamentária.
Outro ponto destacado foi a disposição do ministério em dialogar sobre a renegociação de dívidas. De acordo com o ministro, a pasta estará aberta a pensar em soluções em conjunto com o setor e o Congresso Nacional.
“Não-anúncio”
Representantes do agronegócio, entre eles Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), uma das entidades organizadoras da Agrishow, afirmam que havia uma expectativa de que o governo federal anunciasse medidas para atacar os “grandes problemas estruturantes do agro” e, por isso, ficou uma sensação de frustração.
“Esperávamos que fossem feitos anúncios, mas estamos classificando como um ‘dia do não-anúncio’”, disse à reportagem. “O governo reconheceu a importância de termos uma autossustentação de fertilizantes, de termos crédito, de termos seguro, mas não houve nada prático nesse sentido. Não bastasse isso, colocaram a culpa dos juros altos na guerra (do Oriente Médio). Sabemos que os juros não abaixam por causa da inflação”.
Diante deste cenário, Meirelles diz que a principal orientação aos agricultores será a de evitar investimentos no momento, mas de focar em aumentar a produtividade das lavouras, a fim de reduzir as pressões dos custos.
“Todos esses pontos que apontamos são no intuito de começarmos a criar um país que não perca as oportunidades que estamos perdendo. Precisamos, agora, criar um projeto Brasil, com planejamento para os próximos 20 anos”.
O post Governo anuncia programa de R$ 10 bi para financiar máquinas agrícolas durante a Agrishow apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso6 horas agoEm registro raro onça-preta é flagrada por câmeras em pousada no interior de MT
Featured6 horas agoGrupo com 32 pontos de drogas e comando de dentro de presídios é alvo de operação em MT
Featured22 horas agoCalor extremo reduz produtividade da soja e acende alerta para safra no Brasil, aponta FAO
Business23 horas ago‘A Agrishow é prova de resiliência. Passamos por safras difíceis, mas o agro brasileiro nunca parou’, diz presidente da feira
Agro Mato Grosso5 horas agoValtra apresenta o “Talking Tractor”, máquina que interage com o produtor na Agrishow 2026
Business20 horas agoEmbrapa leva capacitação sobre palmeiras e participa de feira de sementes no Amazonas
Business22 horas agoProdução de alimentos em risco? Confira no Radar Rural desta semana
Business21 horas agoFaesp classifica abertura da Agrishow como ‘dia do não anúncio’ e defende plano de longo prazo para o setor


















